A escritora inglesa Agatha Christie (1890-1976) iniciou a sua carreira literária em 1921, com O misterioso caso de Styles, e escreveu mais de 80 romances até a sua morte. A “Rainha do Crime” é indiscutivelmente a maior escritora de romance policial que a literatura mundial já produziu e Assassinato no Expresso do Oriente (confira a crítica do livro), publicado pela primeira vez em 1934, é a sua magnum opus, tendo sido uma obra que revolucionou o romance policial com seu enredo que parte de uma premissa simples, nos moldes de um subgênero clássico, o “mistério do quarto fechado”, quando um crime ocorre em um local isolado e todos os presentes tornam-se suspeitos, mas que encerra-se com um desfecho subversivo, absolutamente inesperado e inovador.

Sendo até hoje uma das obras mais famosas da popularíssima escritora, que no mundo inteiro só não teve mais livros vendidos do que a Bíblia e William Shakespeare, e amplamente considerado o maior caso investigado pelo meticuloso Hercule Poirot, o livro foi adaptado diversas vezes para outras mídias – o extraordinário filme de 1974, dirigido por Sidney Lumet e estrelado por Albert Finney e grande elenco, um estrondoso sucesso de público e crítica, é a mais famosa de todas as suas versões. Em 2013, a 20th Century Fox resolveu tirar a poeira de quase 40 anos desde a última adaptação cinematográfica de Assassinato no Expresso do Oriente e contratou Kenneth Branagh para dirigir e protagonizar uma nova versão do livro. E o trabalho do britânico é um acerto em todos os sentidos.

A premissa é famosa e relativamente simples: um terrível assassinato acontece à bordo de um vagão do famoso Expresso do Oriente, que conectava a Turquia e a França, enquanto a composição estava presa na neve, em algum ponto do Leste Europeu. Só que o mundialmente reconhecido detetive belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh) viajava às pressas no mesmo trem. Atendendo ao pedido do seu amigo Bouc (Tom Bateman), diretor da Companhia Internacional de Wagons-Lits, responsável pela composição, Poirot aceita o caso, ouvindo testemunhas e tentando solucionar o misterioso crime através de suas extraordinárias habilidades dedutivas.

O roteiro de Michael Green toma algumas liberdades em relação ao livro de Agatha Christie. Apresenta um Bouc mais jovem (um bon vivant que vive entre prostitutas, enviado pelo pai pra cuidar da Wagons-Lits), altera etnias e profissões (o coronel Arbuthnot se torna um médico negro), suprime um personagem (o médico Constantino) e muda uma nacionalidade (a missionária sueca Greta Ohlsson transforma-se na espanhola Pilar Estravados). Por mais que não altere a essência da famosa trama do livro e de sua conclusão surpreendente, a narrativa se permite algumas surpresas e novidades para quem conhece a obra de uma ponta à outra. Que a conclusão do mistério já seja do conhecimento de muitos espectadores, mas a qualidade da obra compensa a inexistência da surpresa, e acompanhamos com muito gosto as pistas falsas deixadas pelo caminho e as deduções de Hercule Poirot.

A nova versão de Assassinato no Expresso do Oriente mira o clássico de 1974 na hora de montar o elenco, recheando o seu casting com astros e estrelas de Hollywood. Não alcança o mesmo nível do filme dirigido por Sidney Lumet, mas consegue formar um elenco com uma quantidade incrível de grandes atores que poucas vezes se vê no cinema. Além do próprio diretor no papel de Hercule Poirot, atores e atrizes consagrados e premiados (Willem Dafoe, Michelle Pfeiffer, Johnny Depp, Judi Dench e Penélope Cruz) juntam-se a experientes atores britânicos de teatro e TV (Olivia Colman, Lucy Boynton e Derek Jacobi), astros da Broadway (Josh Gad e Leslie Odom Jr), uma jovem atriz em ascensão (Daisy Ridley), enquanto outros competentes atores (Tom Bateman, Manuel Garcia-Rulfo, Marwan Kenzari e Sergei Polunin) complementam uma excelente escalação.

São muitos personagens para serem apresentados em pouco tempo, mas a caracterização de todos eles, que já é incrível no livro, permanece com igual qualidade no filme. Uns possuem mais tempo de tela que outros, mas cada ator dá conta do recado na hora de apresentar o seu personagem na trama que vai sendo tecida. Verdades inconvenientes sobre cada um deles começam a ser reveladas pouco a pouco, conforme a lábia arguta de Poirot vai forçando deslizes nas mentiras e omissões dos seu discursos. O comerciante de antiguidades Edward Ratchett (um excelente Johnny Depp) era um homem da pior espécie, mas é preciso descobrir quem o assassinou. Entre os potenciais criminosos, pessoas das mais diferentes classes e nacionalidades: os funcionários de Ratchett, seu secretário (Josh Gad) e seu mordomo (Derek Jacobi); a viúva americana (uma hipnótica Michelle Pfeiffer), a missionária religiosa (Penélope Cruz) ou a idosa princesa russa (Judi Dench) e sua assistente (Olivia Colman); a jovem governanta inglesa (Daisy Ridley) e o médico negro (Leslie Odom Jr.), que aparentam se conhecer muito melhor do que admitem; o conde e a condessa (Sergei Polunin e Lucy Boynton), o professor austríaco adepto de teses racistas (Willem Dafoe) e o italiano vendedor de automóveis (Manuel Garcia-Rulfo). Todos, sem exceção, são suspeitos e criminosos em potencial para Hercule Poirot.

A direção de Kenneth Branagh é inspirada e extremamente competente, auxiliada por extraordinárias locações europeias, que são fotografadas com muita beleza e tonalidades sépias por Haris Zambarloukos, e pela soberba direção de arte de Dominic Masters, que reconstrói os vagões da Wagons-Lits e a estação de Constantinopla (Istambul) dos anos 1930. Belíssimos flashbacks em preto e branco ilustram o caso Armstrong e as lembranças da noite em que Ratchett foi morto e do crime em si. Um inventivo traveling expõe toda a opulência da estação turca, enquanto acompanha a jornada de Poirot pelo trem até conseguir chegar na sua cabine de número três, com Branagh posicionando sua câmera por fora do vagão. A atmosfera claustrofóbica do crime em ambiente fechado é contornada com o aproveitamento dos cenários nevados, ao redor e abaixo de onde o trem descarrilou. Quando a morte do inescrupuloso Ratchett é descoberta por Poirot, Bouc, Masterman e Arbuthnot, sua câmera se encontra localizada no teto da cabine, como se apresentasse um corte em uma planta baixa. Em outro momento, quando o detetive belga anuncia o assassinato aos doze passageiros reunidos no vagão-restaurante, sua câmera vai se aproximando lentamente de cada um dos suspeitos; depois, movimenta-se de um lado para o outro, posicionando-se por trás dos vidros do ambiente e multiplicando as figuras dos personagens, como a indicar a duplicidade de seus discursos, sempre eivados de mentiras e omissões que tentam ludibriar o famoso detetive.

Hercule Poirot, um dos personagens que mais recebeu interpretações diferentes no cinema, teatro e TV, recebe uma de suas melhores encarnações nas mãos de Kenneth Branagh. O britânico não é baixinho, não é gordinho, nem tem a cabeça ovalada, características físicas clássicas da imortal criação de Agatha Christie, mas nada disso o impede de submergir naquilo que faz o personagem tão fascinante e interessante: sua personalidade. Uma prévia em Jerusalém, na qual o detetive soluciona um caso de roubo de uma relíquia sagrada envolvendo um padre, um rabino, um imã e um inspetor de polícia, estabelece toda a aura de “ordem e método” que cerca Poirot, que ultrapassa os limites da obsessão com sua busca incessante por perfeccionismo e simetria, seja nos dois ovos cozidos que come no café da manhã, no modo como os talheres são dispostos na mesa ou no alinhamento das gravatas das pessoas que o rodeiam.

Além disso, Kenneth Branagh acrescenta toques de fisicalidade em Poirot – ele corre, toma tiro, entra em combate corporal e participa de perseguições, coisas impensáveis para o belga nos livros, sempre muito bem instalado em poltronas, enquanto coloca suas pequenas células cinzentas em funcionamento –,  e também um elemento romântico, na foto de sua amada Katherine que ele vislumbra com suavidade e sofrimento todas as noites antes de dormir, e uma boa dose de filosofia de mundo, de equilíbrio entre certo e errado diante das manifestações de violência e ódio (anomalias que devem ser corrigidas), que dialoga diretamente com as reações que todos irão ter diante da surpreendente resolução do quebra-cabeças que é o crime cometido no trem, em uma fantástica cena que referencia A Última Ceia, de Leonardo da Vinci.

Mais do que a história do em si, é a figura de Hercule Poirot que constitui a alma e o coração de Assassinato no Expresso do Oriente, com sua inteligência fora do normal e o seu inefável poder de observação. O grande acerto de Kenneth Branagh é compreender esse ponto, atualizando o famoso detetive belga para as gerações atuais, sem, entretanto, modernizá-lo em demasia ou mesmo descaraterizá-lo. Ah, e o bigode, o imenso e ridículo bigode, reconhecível a milhas de distância, é o melhor e maior que já fizeram para Hercule Poirot em live-action, possivelmente alcançando o mesmo grau de excentricidade com que Agatha Chrsitie o imaginou pela primeira vez em 1921.

Assassinato no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express) – EUA, cor, 114 minutos.
Direção: Kenneth Branagh. Roteiro: Michael Green. Música: Patrick Doyle. Cinematografia: Haris Zambarloukos. Edição: Mick Audsley. Elenco: Kenneth Branagh, Tom Bateman, Daisy Ridley, Olivia Colman, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Michelle Pfeiffer, Johnny Depp, Josh Gad, Manuel Garcia-Rulfo, Derek Jacobi, Marwan Kenzari, Leslie Odom Jr., Sergei Polunin e Lucy Boynton.

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Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • Estephano

    Muito boa crítica.
    Gostei muito da atuação e a direção do Kenneth Branagh, Poirot é um personagem muito carismático.
    A fotografia do filme é muito bonita, tem alguns cenários na neve que são sensacionais, e o figurino ficou muito bom, com destaque para o bigode do Poirot.
    Como você comentou, o elenco é muito bom também, embora alguns personagens não tenham muito tempo de tela, é sempre bom ver um elenco tão recheado de grandes atores como esse.

    Falando um pouco sobre a trama, é bem interessante como se constrói todo o mistério do assassinato e o fato dele ser passar todo no trem.
    Confesso que fiquei em duvida sobre qual personagem estavam falando em algumas cenas, já que o filme tem muitos personagens. Nada que me atrapalhasse muito, mas me causou algumas duvidas enquanto assistia, acho que quem conhece o material fonte não deve enfrentar os mesmos problemas que eu.

    Já sobre o desfecho do filme, realmente é algo bem diferente, e até o momento da revelação, eu sequer imaginava tal desfecho, mas sinceramente, achei muito ruim. A cena dele desvendando o caso é interessante, mas a revelação do assassino, e a decisão tomada após isso, não funcionou para mim.

    • Valeu. Além da direção e da fotografia, a direção de arte desse filme é muito boa – e precisava ser. Talvez venha forte nas premiações. Espero que mantenham a mesma equipe nos próximos filmes, para manter uma coesão nesse “universo compartilhado” de Agatha Christie.

      Isso dos muitos personagens falando de muitas coisas gera mesmo muitas dúvidas para quem não conhece a história. No filme de 1974, que tem mais monólogos, com descrições e apontamentos alongados de certas coisas, a pessoa fica ainda mais perdida se não prestar atenção extrema em tudo que é dito…rs

      A resolução do crime é rocambolesca, foi justamente o ponto de inflexão nos livros do gênero, que sempre apresentavam soluções simples para os crimes (daí o famoso clichê de o criminoso ser sempre o mordomo). Para alguns esse rocambolesco pode acabar soando mesmo exagerado, não crível.

      • Estephano

        Sim, é boa mesmo. Inclusive recebeu uma indicação no Critics’ Choice.

        Vai ter universo compartilhado da Agatha Christie? Deixaram um gancho para continuação, mas universo compartilhado eu não estava sabendo.

        • Universo compartilhado entre aspas, porque a ideia parece ser adaptar mais livros com esse Poirot do Branagh.

  • Ghostface

    Crítica excelente, Rodrigo!
    Assisti no sábado e gostei bastante. De início, fiquei um pouco receoso com essas mudanças, mas no final não me atrapalhou em nada. O Poirot estava hilário e quase todo mundo teve seu momento, acho que só o Italiano da Concessionária não teve nenhuma cena demais, porém não me importo muito com ele kkkkkkkkkkkkkk. A revelação no final conseguiu ser plausível e eu ADOREI a trilha sonora do filme, achei muito boa. Agora é esperar Morte no Nilo kkkkkkkk.

    • Valeu! Poirot é hilário demais. Branagah compensou o fato de não ter o físico bizarro do personagem com um mergulho na sua personalidade tão afetada e perfeccionista…rs Está vindo por aí o universo compartilhado da Agatha Christie? rs Tomara que não pare em Morte no Nilo.

      • Ghostface

        Eu tinha um acesso de risos quando ele começava a rir do nada com os seus livros do Dickens kkkkkkkkkkkk. Acho que está vindo sim kkkkk. Ele foi bem na bilheteria, espero que se repita e a qualidade dos filmes só cresça.

        • Tomara. Vai ser muito legal ver outras histórias com esse Poirot do Branagh.

  • Herbie: The Love Bug

    Ótima crítica, Rodrigo.
    As críticas estão um pouco baixas para o filme.

    • Valeu. A maioria das críticas está comparando o filme com o de 1974, dizendo que esse de 2017 não traz novidade em relação a ele. O tipo de crítica que eu particularmente desconsidero, até porque não é uma nova versão do filme de 1974, mas sim uma nova adaptação do livro. Acho irrelevante se traz ou não novidade em relação ao que já foi feito antes. Importa a qualidade da obra em si.

  • Matt The Radar Technician

    Rodrigo! Não tô com pc porque tô em SP, mas vou ler quando chegar em casa. Eu só precisava comentar que encontrei o Nerd Rabugento hoje na CCXP e tive que me segurar pra não brigar com ele em público.

    • Dave Mustaine Kryptoniano

      Ainda bem que voce não fez isso. Se não ele ia acabar te expondo como “a marvete revoltada” e voce provavelmente acabaria se tornando um meme,tipo aquele carinha do “voce é um palhaço que não conhece Manowar!”

      • Matt The Radar Technician

        Seria uma honra virar inimiga pública do Nerd Rabugento hehehehe

    • Beleza! Se eu estivesse bem poderia ter ido aí. Todo ano você pretende ir? Que encontro “maravilhoso”, hein? rs

      • Matt The Radar Technician

        Poxa, pena que não pôde vir 🙁

        Ano que vem eu me mudo pra Montreal, então não vai dar :/

        Mas ainda tenho dois dias de CCXP! Depois posto umas fotos. Hoje bati um papo com o Forlani.

        • Vai para intercâmbio ou para morar de vez? Espero as fotos!

          • Matt The Radar Technician

            Fazer pós e depois quem sabe hehehe

            No sábado fiz até um pseudo cosplay de Kylo Ren com umas roupas que eu já tinha em casa!

            Cheguei tem pouco tempo e tô exausta

          • Ah, legal. Vai postar fotos em que lugar?

          • Matt The Radar Technician

            Acho que vou fazer um álbum no Flickr e depois posto aqui! Não tem tanta foto boa, mas dá pro gasto hehe.

      • Dave Mustaine Kryptoniano

        Cara,se eu tiver grana até lá e voce tiver bem,dá pra se programar e a gente acabar se encontrando por lá.

        • Sim, seria legal. Mas em algum momento aí no futuro, fora da CCXP, acho que devíamos marcar um encontro do pessoal do OVEST.

          • Dave Mustaine Kryptoniano

            Sim,seria legal demais mesmo. Só seria meio complicado conseguir encontrar algum jeito de fazer um encontro que de certo pra todo mundo,mas acho que uma hora vai.

          • Dave Mustaine Kryptoniano

            Rodrigo,uma coisa que eu queria te perguntar,voce que tem bastante conhecimento sobre a Bíblia,me explica um negócio: que profecia é essa que estão falando sobre o Trump ter reconhecido Jerusalém como capital de Israel? Tá todo mundo falando em Terceiro Templo e que o Trump é de alguma forma o Anti-Cristo e eu to sem entender o que isso tem a ver com o fato dele ter reconhecido Jerusalém como capital de Israel.

          • Estou por fora desse tipo de notícia…rs Mas devem estar relacionando com alguma ideia sobre a vinda do Messias (ou do “verdadeiro” ou da segunda vinda de Cristo), que passaria pelo reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, algo do tipo. Mais uma viagem desse pessoal afeito a teorias loucas…rs

          • Dave Mustaine Kryptoniano

            Estou achando que é teoria de conspiração também. O Trump só reconheceu Jerusalém como capital de Israel,aí começou um blá blá blá de que Terceiro Templo de Salomão e começaram a falar que ele era o Anti-Cristo,mas eu não consegui ver aonde que uma coisa tem a ver com a outra,no mais,deve ser só mais mimimi de esquerdista pra reclamar do Trump (legal que eles resolvem citar a Bíblia quando isso lhes convém né?)

    • Débora! Quanto tempo! <3

      • Matt The Radar Technician

        Eu seeeeei! Agora tô de volta

        E você também sumiu!

        • Pior que dei uma sumida mesmo.
          Ei, Débora, desculpa incomodar… mas poderia passar em um post que fiz, com a ajuda de um amigo aqui dos comentários (o Aragorn, deve conhecer ele)?
          É uma história que estamos escrevendo, e, como sei que, assim como todos aqui, é fascinada por uma boa literatura, faço esse convite. Se não puder, não tem problema.
          http://www.ovest.com.br/2017/12/04/homem-animal-descanse-em-paz-capitulo-1/#comment-2948

          • Matt The Radar Technician

            Claro Jeepers! Vou ler de noite porque agora eu tô muito nervosa lendo os reviews de TLJ e não consigo me concentrar hehe.

          • Nervosa por quê?
            A aprovação está excelente. Tô bastante ansioso.

            https://uploads.disquscdn.com/images/0ad64b31c9a5e09a9f324e92cf77639fdb3be41a84021ba7de773eeb91294faf.jpg

            Ingresso na mão!!

          • Matt The Radar Technician

            Eu sempre fico nervosa antes de estreia de Star Wars hehehe. Também vou ver amanhã meia noite! O Conselho Jedi Bahia estará lá! Acho que vou até com meu pseudo cosplay de Kylo Ren que eu usei na CCXP hehehe.

            Também tô nervosa porque me investi emocionalmente numa teoria e quero saber se vai ser concretizar.

          • Qual teoria???

          • Matt The Radar Technician

            Reylo.

            Eu detestava essa ideia e achava repugnante até que vi uns vídeos que abriram um mundo de possibilidades e quebrei a cara. Seria como Rey e Kylo vão se unir/apaixonar e seria a história de Padme + Anakin só que reversa.

            O medo de perder Padme fez com que Anakin fosse pro Lado Negro e o impediu de realizar a profecia.

            O amor (pode ser romântico ou não) de Kylo por Rey pode fazer com que ele desista do Lado Negro. Os dois juntos seriam o equilíbrio.

          • Vishhhhhh…
            Não sei se gosto da ideia. Uma das piores (ou A pior) coisas dos prelúdios foi apelarem pro romance e deixarem a ação e a aventura de lado. Estragaram um filme inteiro com isso (o ep2).
            Mas, bem… acho que dificilmente irão pra esse caminho.

            Então a senhorita gosta de um bom romace??? Kkkkk

          • Matt The Radar Technician

            Eu acho que tudo depende de como eles vão abordar o romance. Padme e Anakin foram um fiasco porque foram mal escritos e mal dirigidos, não por ser um romance em si. Sou neutra em relação a romance, só gosto de coisa bem feita mesmo hehehe.

            E eu duvido que eles caíssem na breguice dessa vez. O vídeo que eu vi traz muitos arquétipos que obviamente influenciaram o filme e eu fiquei achando que é bem óbvio que eles planejaram ir por esse caminho se fosse bem aceito. Mas como eu disse, não precisa ser um romance. Pode ser uma história de admiração.

          • Me manda o video? Fiquei com vontade de assisti-lo.

          • Matt The Radar Technician

            Foi esse daqui que me converteu. Eu vi outros, mas esse foi o começo de tudo hahaha.

          • Obrigado. Vou assistir e volto a te responder.

          • Matt The Radar Technician

            Yay! Tem closed captions pra facilitar a compreensão, caso precise!

            Vou tomar um banho e ler seu texto!

          • Tudo bem! Obrigado.

            Tá bom kkkkk

          • E, Débora… o Ben está determinado no que está fazendo. No caminho que escolheu. Dizimou pequenos padawans, matou o pai, está causando uma puta confusão na galáxia e deseja terminar logo seu treinamento. Ele jogaria tudo fora por amor?

            Eu gostaria que o personagem fosse o inverso do Vader. Que não tivesse redenção, mesmo sendo psicologicamente fraco como seu avô. Tem que ir até o final, sem desistir. Eu ainda quero ver ele se tornar fodão e acabar com a Rey. Pensamentos ruins, eu sei, mas quero ver isso kkkkkk

          • Matt The Radar Technician

            Eu entendo perfeitamente esse ponto de vista hehehe. Eu também torcia por isso até duas semanas atrás, sério. Pode perguntar pra @tiltheendoftheline:disqus

            Mas é que depois desse vídeo é como se eu tivesse tido uma epifania que mudou tudo, sabe? Eu acredito que tudo o que Kylo fez é imperdoável e que tá além de uma redenção completa, mas eu não consigo ser 100% racional a respeito disso novamente.

          • Eu entendo! Kkkkk
            E, sim, tudo o que ele fez é IMPERDOÁVEL!!!
            Mas, deixa eu te perguntar… a Carrie Fisher faleceu, todos sabemos… talvez matem ela nesse filme, talvez não. E se… optarem por matar a personagem também nesse filme? E se, como parte do treinamento, o Ben tivesse que matar a mãe, como um estágio final? Ainda perdoaria ele?

            Débora, querem construir um bom vilão. Talvez alguém que se compare ao Vader. Duvido que fariam isso. Não podem fazer!!!! Kkkkkkkk

          • Matt The Radar Technician

            Eles podem fazer os dois! Um bom vilão é um vilão complexo, não um fodão genérico (não que o Vader seja genérico, muito pelo contrário).

            Mas o que me fez gostar tanto de Kylo como vilão foi exatamente o conflito interno que ele carrega em si. Sobre como ele é emocionalmente instável e solitário. Como o Wilson Fisk foi em Demolidor, sabe?

            E o vilão fodão pode ser o Snoke. Mas é isso, tudo depende de como essas questões serão abordadas no próximo filme.

          • Sim. Nada impede de fazerem os dois.
            O Ben é igual ao Anakin. Conflituoso e confuso, não sabe o que quer. Anakin tomou sua decisão em decorrência do medo da perda e da ânsia por poder; Ben pode render-se à Luz devido ao arrependimento e a idolatria a uma nova ideologia (talvez a Rey o ajude a conhecer o certo e diferenciar do errado).

            Você falou, em um dos comentários anteriores, uma palavra-chave. Admiração. Poderiam apostar nisso. Acho a ideia de um romance boba e clichê (ainda não vi o video), mas se apelassem apenas para a admiração que o Ben nutre por ela, pode ser um bom caminho a ser explorado. Mas, ainda assim, não acho que exista perdão para ele. Estou bem confuso agora também… kkkkk

          • Matt The Radar Technician

            Hehehehe criar confusão foi minha missão aqui!

          • Ainda estou chocada que defendo esse casal.

            Acho que isso pode ser canon, romântico ou não, pois talvez Rey pode mostrar para Kylo que não é tudo oito ou oitenta. Ainda acho que é isso que a nova trilogia quer fazer, aliás.

            Como é dito em Harry Potter, “O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos Luz e Trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir.”. Acho Que Kylo pode ter uma redenção, mesmo que ela nunca seja completa. Afinal, se ele se arrepender, ele terá que carregar o fardo do que fez pelo resto da vida.

          • Matt The Radar Technician

            Perfeita a escolha da frase.

  • Dave Mustaine Kryptoniano

    Finalmente uma crítica que avalia o filme como um filme,que não fica buscando comparação com o livro ou o filme de 1974. Ótima crítica bro,já descolei o livro aqui,estarei lendo pelos próximos dias,aí depois eu vejo o filme de 74 e esse (enquanto o torrent não sai né? rs)
    Não sabia que o Johnny Depp,o Willem Dafoe e a Rey estavam no filme.

    • Valeu. Detesto crítica que fica analisando o que o filme poderia mostrar de diferente em relação a algo que foi feito antes. É péssimo. E acho bem injusto. Já leu algum livro da Agatha Christie antes?

      • Dave Mustaine Kryptoniano

        Injusto mesmo. Não,esse será meu primeiro.

        • Vai começar por um dos melhores.

  • Como é bom ver hollywood atualizando personagens e obras, sem desmerecer sua essência!
    Excelente texto, Rodrigo! Eu nunca li o livro, nem assisti o filme clássico de 1974. Mas, assim como disse em sua resenha do livro, acho a história bem interessante.

    Kenneth Branagh não deve ter sido escolhido por acaso. Deve ser um fanático pelas obras da Christie, senão não honraria tanta coisa à toa (inclusive o enorme bigode).
    Como mesmo disse no texto… que elenco, hein? Não é todo dia mesmo que temos um deleite de boa atuações em tela mesmo.

    Me sinto um pouco sortudo por não conhecer a história e poder ser surpreendido ao final dela.
    Eu estava vendo no drive, procurando o livro para ler, mas não achei. Em decorrência disso, baixei a trilogia de O Senhor dos Anéis e dei prosseguimento à minha leitura. Comecei As Duas Torres.

    Eu vi uns reviews do filme na gringa, e o pessoal parece não estar gostando muito do filme. Por que será?
    Ah, e vi que já anunciaram uma sequência. Faz ideia qual livro podem adaptar?

    • Valeu, meu amigo. Da Agatha Christie eu tenho tudo impresso, da época que comprava em sebos, na adolescência. Vou te enviar o eBook por e-mail.

      O próximo filme será Morte no Nilo.

      A maioria das críticas está comparando o filme com o de 1974, dizendo que esse de 2017 não traz novidade em relação a ele. E tirando “pontos” do filme por causa disso, dizendo que ele é “desnecessário”. Eu particularmente não sou adepto desse tipo de crítica, até porque não é uma nova versão do filme de Lumet, mas sim do livro de 1934, então não vejo por que ele deveria ser tão “inovador” assim.

      • Muito obrigado!

        Vi o Dave comentando ali embaixo… É bem patético ficar comparando um remake com seu anterior. Isso não é uma crítica de verdade.
        Agora eu entendi. Uma pena que não esteja conseguindo reviews bons só por causa disso.