Sou uma gota d’água,
Sou um grão de areia.
Você me diz que seus pais não te entendem,
Mas você não entende seus pais.

Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo.
São crianças como você,
O que você vai ser
Quando você crescer.

 Renato Russo, na canção Pais e Filhos, da banda Legião Urbana.

Como George Lucas já tinha certeza que conseguiria fazer um terceiro filme, o grande criador da saga deixou inúmeras pontas soltas em Star Wars: O Império Contra-Ataca, e, em decorrência disso, chegou aos cinemas norte-americanos em 25 de maio de 1983 Star Wars: O Retorno de Jedi. É interessante sabermos que o agora nomeado Episódio VI quase se chamou A Vingança dos Jedi, mas Lucas percebeu que “vingança”, embora fosse um título muito mais forte e imponente, não combinava nem um pouco com a palavra “Jedi” que viria logo a frente. Esse título, 22 anos depois, foi utilizado por George Lucas para fechar a segunda trilogia de sua história em uma galáxia muito, muito distante (mas com “Sith” estampando o pôster). Richard Marquand agora era o encarregado por dirigir esse terceiro capítulo da franquia (direção que foi oferecida a Steven Spielberg por Lucas, que não aceitou), que trouxe uma visão menos pessimista e mais alegre que a do filme anterior. Harrison Ford, intérprete do personagem Han Solo gerou alguns problemas durante a pré-produção de O Retorno de Jedi, pois o ator foi relutante em voltar ao papel, alegando que seu personagem não teria mais por onde evoluir e estaria lá apenas para preencher a tela e soltar umas frases legais (estava certo, no fim das contas); somado ao fato de Ford, em 1983, já ter ficado mundialmente conhecido como o caçador de tesouros Indiana Jones. Lucas bateu o pé e convenceu que o ator voltasse, já que Solo era um dos (se não for o mais) personagens mais queridos da franquia.

Esse terceiro capítulo possuía uma nobre missão: terminar toda a jornada dos Skywalkers. E consegue cumpri-la com bastante êxito, embora sofra com alguns defeitos de produção. O Retorno de Jedi, talvez devido à sucessão de um filme com extrema qualidade como O Império Contra-Ataca, obteve um resultado, como um todo, aquém do que muitas pessoas esperavam. O Episódio VI escancaradamente é o que possui a história mais fraca e repleta de enrolações da trilogia clássica de Guerra Nas Estrelas; por mais que tenha toda a jornada de Luke e Vader, na relação entre pai e filho, variando entre emoções sutis e grandes sentimentos, O Retorno de Jedi peca em seus rodeios para preencher 134 minutos de história; mas, ainda assim, é um grande filme.

Os Rebeldes contra-atacam

A história se passa aproximadamente um ano depois dos eventos de O Império Contra-Ataca. O perverso Império Galático, sob a supervisão militar do impiedoso Darth Vader (David Prowse, com voz de James Earl Jones), começou a construção de uma segunda Estrela da Morte, visando aniquilar de vez a Aliança Rebelde. Com o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) planejando supervisionar pessoalmente as etapas finais de sua construção, a Frota Rebelde dá início a um ataque em grande escala à segunda super-arma do Império, para evitar que o término de sua construção, além de e matar Palpatine e pôr efetivamente um fim ao Império. Neste meio tempo, Luke Skywalker (Mark Hamill), aqui já retratado como um líder Rebelde e cavaleiro Jedi, com a ajuda de Leia (Carrie Fisher), Chewbacca (Peter Mayhew), R2-D2 (Kenny Baker) e C-3PO (Anthony Daniels), busca retirar Han Solo (Harrison Ford) das garras do terrível Jabba the Hutt, voltando ao planeta onde cresceu, Tatooine.

Luke agora possui um sabre de luz verde, construído por ele mesmo, e já se apresenta com a imponência de um grande guerreiro. A trupe de amigos consegue resgatar Solo e se juntam com o resto dos Rebeldes na preparação da grande derrocada Imperial. A segunda Estrela da Morte, localizada às proximidades da Lua Florestal de Endor ganha atualmente seus últimos retoques. O jovem Skywalker, além de ter em suas costas a responsabilidade de derrotar o Império, deve confrontar seu pai, Darth Vader, mais uma vez; agora com uma vasta experiência de vantagem, assim como seu velho progenitor. Palpatine, sabendo dos poderes e habilidades que Luke dispõe, convence Vader a tentar, pela última vez, trazê-lo ao Lado Sombrio da Força.

Antes de confrontar seu pai e o Imperador, Skywalker retorna ao planeta pantanoso de Dagobah, buscando novos conselhos do mestre que o treinou, Yoda (Frank Oz). Yoda, em seus últimos minutos de vida, diz a Luke sobre como poderá ser esse embate final, sobre suas chances e perigos, além de revelar que existe outro (ou outra) Skywalker na galáxia, a qual possui sua identidade revelada pela entidade de Obi-Wan Kenobi (Alec Guinness). Além de Luke, existe uma outra esperança, embora o garoto, após o falecimento de Yoda, seja o último Jedi que restou em toda a galáxia.

O Retorno de Jedi, embora possua todo esse embate filosófico entre Vader e Luke, tem um ritmo desacelerado e uma história pouco empolgante. Algumas cenas, como na batalha terrestre na Lua de Endor, são chatas e cartunescas demais, não lembrando nem um pouco as lutas e desafios enfrentados pelos personagens nos filmes anteriores, que eram de tirar o fôlego. Implementados à mitologia da saga, também, estão os Ewoks, pequenas criaturas (que lembram ursinhos mal encarados) que vivem no corpo celeste próximo à super-arma do Império; eles tomam muito tempo de tela e não fazem bem à todo escopo que vinha sendo construído desde Uma Nova Esperança por George Lucas. Aqui, o criador da saga já mostrava o seu lado voltado para o marketing, onde sua ganância em vender bonecos estava começando a crescer. As pequenas criaturas são extremamente bobas e sem graça e, possivelmente, atraem e chamam atenção apenas das crianças. Se pararmos para analisar, o Episódio VI possui diversas partes em que o roteiro de Lawrence Kasdan e George Lucas patinam, já que não vão direto ao ponto. Jogam em tela vários enxertos para tamparem o buraco e conseguirem uma duração cinematográfica considerável. Luke lutando contra um monstro gigante após cair em um calabouço no lar de Jabba, C-3PO sendo tratado como “Deus” e parando por vários minutos para contar sua história e de seus amigos para os bichinhos irritantes (que reagem assustadoramente, tentando parecer fofos) são algumas dessas ideias inseridas, que podiam muito bem terem sido deixadas de fora (ou pensadas de uma forma melhor).

A jornada de alguns personagens, como Han Solo e Leia, também não agrada. Os personagens pararam no tempo desde as aventuras do Episódio V e não evoluem, ou acrescentam, quase nada. Leia, por ter seu arco ao lado de Luke ainda tem uma importância considerável, mas só. A batalha espacial, acima de Endor, é mais contemplativa. Alguns takes remetem à passagens dos filmes anteriores, mas não inovam, caem na mesmice, sem se arriscar. Sem falar que os efeitos não estão tão bonitos que os mostrados em Uma Nova Esperança e O Império Contra-Ataca; o que é preocupante visto que O Retorno de Jedi foi lançado depois desses dois longas (isso vale para todos os momentos em que o CGI é utilizado, do inicio ao final da película). O Episódio VI envelheceu mal, não só em efeitos mas também em narrativa. Poderia ter sido um desfecho bem melhor para a saga de Vader.

Filho contra pai

Porém, o filme também tem suas qualidades. Ou melhor, sua qualidade. Se tem uma coisa em que O Retorno de Jedi faz bem, com maestria, é todo o arco final de pai e filho. Luke Skywalker se entrega para poder encarar seu pai psicologicamente, acreditando que, em algum lugar, Anakin Skywalker ainda vive; que, em algum lugar, ainda resta bondade dentro daquele ser metade máquina, metade homem. Os diálogos, os embates e, melhor ainda, as personalidades dos personagens, são sensacionais. São momentos intocáveis. Que fazem todos aqueles momentos ruins serem deixados de lado e o filme valer a pena. E aí fica a pergunta… por que o George Lucas não optou por mostrar mais desse lado da história durante o filme? Com certeza tinha potencial para ser ainda melhor que seu antecessor.

Luke: “Anakin é o seu verdadeiro nome, você apenas se esqueceu disso. Eu sei que há bondade em você. O Imperador não te dominou completamente. Eu sinto seu conflito. Liberte-se do ódio.”

Vader: “É tarde demais para mim, filho.”

Em sua tentativa de trazer seu pai de volta ao lado luminoso, Luke Skywalker é levado até o Imperador Palpatine, o grande ser por trás do Império. Palpatine é um ótimo vilão, incrivelmente ameaçador e com um visual asqueroso (eu, por exemplo, sempre morri de medo quando era mais novo e o personagem aparecia em tela). Sua pose esquisita e voz calma e imponente, feitas por Ian McDiarmid, dão todo um charme para o personagem, tornando-o inconfundível. McDiarmid executa bem a missão de fazer alguém a quem Vader é subordinado, e, embora o roteiro dê alguns exageros ao personagem, Palpatine é, sem dúvida, um antagonista memorável. Sem que Vader saiba, o Imperador busca que Luke se renda ao lado sombrio e tome o lugar de seu pai, já que o velho Skywalker não é mais o guerreiro que foi um dia. Existem muitos que criticam Mark Hamill e o julgam como um mau ator, e eu discordo. Tudo bem que em Uma Nova Esperança Hamill não tenha conseguido entregar uma atuação muito memorável (embora sempre tenha esbanjado carisma), mas desde O Império Contra-Ataca o ator já mostrou uma tremenda evolução, e aqui nesse terceiro capítulo sua performance atingiu um nível bem aceitável. Toda a interpretação que ele dá ao personagem o engrandece, fazendo de Luke Skywalker um dos melhores e mais nobres cavaleiros Jedi que a galáxia já viu.

Diferente da batalha de O Império Contra-Ataca, a luta entre Luke e Vader aqui é muito mais selvagem e direta, sem rodeios ou cuidados. O sabre de luz verde do jovem loiro está em constante conversão perante o sabre de luz vermelho do ser sombrio, e, lá do fundo, o Imperador assiste a tudo, vendo, aos poucos, Luke se entregando ao ódio e, consequentemente, ao lado sombrio. Mas, para a surpresa de Palpatine, quando Skywalker derrota Vader, o garoto, observando as mãos de seu pai e em seguida as suas, vê que toda aquela raiva não iria levar ele a um bom lugar. Acabaria ali, como Vader; eis então que Luke percebe o que sempre foi destinado a ser. Ele não seria um Sith, como Vader, ele seria um Jedi, como Anakin Skywalker.

“Eu nunca me renderei ao lado sombrio. Eu sou um Jedi, como meu pai foi antes de mim.” – Luke Skywalker.

Todo o desfecho entre Vader, Luke e Palpatine é primoroso, desde as falas até as ações preenchidas de raiva perante o jovem Skywalker que o Imperador adquire. Já que não vai se juntar a ele, sua presença ali era inútil e ele deveria ser sacrificado. Vader, vendo seu filho, que lutou bravamente por levá-lo de volta ao lado luminoso, recebendo inúmeros raios providos pelos poderes de Palpatine, decide tomar uma drástica decisão, avançando em seu mestre e o derrotando. Mesmo sem ver o rosto por trás da máscara, o espectador consegue sentir a dor que o personagem sente naquele momento e entendê-lo sem que o mesmo diga uma única palavra. Ao final, após vários danos acumulados, a armadura de Anakin Skywalker não consegue mais fazer seu hospedeiro respirar e, consequentemente, viver. Logo mais, Vader encontraria seus tristes e últimos instantes de vida.

O Retorno de Jedi nos oferece, sem dúvidas, uma das cenas mais lindas da franquia nesse ato final, mostrando Anakin Skywalker (aqui não mais Darth Vader) sendo levado nos ombros de seu filho, repleto de esperanças em salvá-lo ainda. Luke retira a máscara de Anakin e, pela primeira vez, ambos se olham olho no olho, como pai e filho; embora o velho Skywalker não pudesse permanecer ali por muito tempo. Pessoal, isso é lindo demais. Dando prosseguimento, temos o funeral de Anakin, como nas antigas tradições Jedi, onde seu corpo é cremado. Ninguém, em toda sua jornada, sobrou ao final. Ninguém estava ali, em seu funeral, prestando condolências. Ninguém, além de seu próprio filho, o único que acreditou em sua bondade até o final.

Por mais que toda essa cena final seja memorável e repleta de momentos emocionantes, vale ressaltar que ela promove uma das maiores injustiças da história do cinema. Em um recente documentário, chamado I am Your Father, esse malfeito foi revelado ao mundo. David Prowse, o homem por trás da máscara de Vader, durante toda a trilogia nem ao menos sabia que o personagem retiraria a máscara e teria uma cena final com Mark Hamill. George Lucas optou por esconder isso do ator, já que não queria que seu rosto fosse relacionado com a figura de Anakin Skywalker. Lucas já havia chamado Sebastian Lewis Shaw para fazer esse papel. Prowse ficou completamente chateado e sempre remoeu essa decisão do criador da saga. Fala sério, pessoal… Todos sempre quiseram saber qual era o rosto por trás de uma das máscaras mais famosas do cinema, Prowse tinha o direito de ter feito parte de toda essa jornada final do personagem.

O filme termina com um tom alegre, mostrando os seres de todo o universo repletos de esperança e liberdade. Enfim os tempos sombrios acabaram (pelo menos por enquanto). A trilha sonora, novamente, está magistral. John Williams compõe novas canções, que se relacionam e homenageiam as faixas dos filmes anteriores, sem perder a criatividade.; inova e adiciona a momentos marcantes, como a morte de Vader, um tom muito mais especial, emocionante e épico. O Retorno de Jedi ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 4 categorias: Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Melhor Som e Melhores Efeitos Sonoros.

George Lucas, embora tenha perdido um pouco de tato com o passar dos anos, é, inegavelmente, um dos gênios da história da sétima arte. O diretor e roteirista mudou completamente o cenário hollywoodiano com sua saga intergalática e, muito do que o cinema é hoje, deve-se a ele. Por fim, deixo com vocês a música da qual retirei as frases que abrem o texto, Pais e Filhos, da banda Legião Urbana. Sei que não tem nada a ver com o filme ou com a franquia, mas ela expressa um pouco do sentimento entre pais e filhos, bastante explorado no longa.

O Retorno de Jedi (Return of the Jedi); renomeado para Star Wars – Episódio VI: O Retorno de Jedi (Star Wars – Episode VI: Return of the Jedi) – EUA, 1983, cor, 134 minutos.
Direção: Richard Marquand. Roteiro: Lawrence Kasdan e George Lucas. História: George Lucas. Produção: Howard Kazanjian. Música: John Williams. Cinematografia: Alan Hume. Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Frank Oz, Billy Dee Williams, Alec Guinness, Kenny Baker, Anthony Daniels, David Prowse, Peter Mayhew, Ian McDiarmid, Sebastian Lewis Shaw, etc.

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Sobre o Autor

Victor Dourado

Fissurado por quadrinhos, cinema, games e literatura. Estudante de Matemática e autor nas horas vagas. Posso também ser considerado como um antigo explorador espacial, portador do jipe intergaláctico que fez o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs.

  • Dave Mustaine Asgaardiano

    First. Ótimo texto esterco!
    Assim como O Império Contra-Ataca é indiscutivelmente o melhor,O Retorno de Jedi é indiscutivelmente o mais fraco da trilogia clássica,contudo,eu acho que o pessoal exagera na hora de falar mal dele,pra mim,é muito mais pra mais do que pra menos,mesmo com todos os seus defeitos (sim Ewoks,estou falando de vocês),é um filme muito divertido (e ainda é melhor que os filmes da trilogia prequel).

    A relação Luke & Vader é certamente o ponto altíssimo do filme,é muito legal o confronto dos dois,de um lado,Luke lutando para trazer seu pai de volta ao lado luminoso,do outro,Vader lutando para corromper seu filho e levá-lo ao lado negro da força,um claro e puro embate entre bem e mal,e no fim,o bem triunfa,Luke vence e Darth Vader tem sua redenção,um dos momentos mais bonitos do cinema!

    • Muito obrigado, seu pato cagado!
      Concordo, indiscutivelmente o pior da trilogia. Tem suas qualidades, também não o considero um filme ruim. Ah, mas sobre ser melhor que qualquer um da trilogia prequel eu discordo. Episódio III >>>> All.

      É o ponto mais alto do filme, e um dos mais altos de toda a franquia. Intocável!
      UM DOS MOMENTOS MAIS LINDOS DO CINEMA!!!

  • Excelente crítica, Jipeiro. Bem sincera e sem medo, porque já vi muita gente amando esse filme no mesmo nível do primeiro e segundo da trilogia clássica.
    Mas também não é um filme ruim, longe disso. Só é o mais fraco da trilogia clássica.

    • Muito obrigado, Herbie!
      No mesmo nível? Que absurdo, meo! É o mais fraco, não tem jeito. Ewoks são muito merdas.

  • Aragorn II, King of Gondor

    Caramba… o que falar desse filme?

    Eu sempre achei os Ewoks um PORRE [aliás, já viu os filmes deles? Caravana da Coragem e a sequencia, se não me engano?], e, assistindo hoje, é incrivelmente tosco como eles deitam os Stormtroopers. Na realidade, acho que essa fama de eles serem inúteis é, em grande parte, por causa desse filme. Ironicamente, acho que é o único em toda a trilogia clássica em que eles acertam um tiro nos protagonistas, né?
    Todo esse núcleo é um puta baixo do filme. Acho que seria muito melhor ter focado esses minutos na evolução do Luke [pqp, aquele começo do filme, com ele indo resgatar o Solo, usando seus poderes, é INCRÍVEL], desenvolvendo os sentimentos dele, uma tentação para o Lado Sombrio, etc. Ou, aliás, QUALQUER outra coisa. Mas… fazer o que?

    Ainda assim, como voce destacou, há muitos altos na relação dele com o Vader e o Imperador. Cara, eu lembro de ter simplesmente SURTADO quando o Luke desativa o Sabre…. ”VOCE TÁ LOUCO, PORRA?” Kkkkkkkkkkk!
    Ah, e acho linda a cena em que ele impede o Palpatine de matar o Luke. Aliás, eu lembro que sempre fiz um paralelo entre essa cena e o confronto dele com o Windu no Episódio III, muito embora não saiba se é proposital.

    Nos dois, tem alguém sendo eletrocutado [Palpatine, no III, e Luke, no VI] pelos tais raios; nos dois, o Anakin/Vader olhando. E, se, no Episódio III, ele finalmente cai ao Lado Sombrio ao cortar a mão do Windu, que cai de um puta lugar alto, o mesmo acontece no Episódio VI, onde ele volta ao Lado Luminoso jogando o Palpatine no abismo.

    Acho que isso foi Non-sense pra caralho, mas, sei lá, eu sempre vi assim… deu pra entender? Kkkkkkkkkkkkk!

    Excelente crítica, seu Ewok [isso foi um xingamento, viu? Kkkkkkkkk]!

    • Porra… chamou de Ewok? Caralho, Aragorn… Agora você me ofendeu, sério.
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Graças a Deus eu nunca vi, e nem quero kkkkkkkkkkk
      Também acho que muito da má fama dos Troopers é ocasionada por esse filme. Lucas cagou legal (Hehehe… não você – embora seja um cagão também kkkkk).
      Poderia colocar QUALQUER COISA no lugar dessas merdas. Mas, né, é melhor vender bonecos. Tinha muito potencial, pra ser o melhor da franquia, eu acho.

      Caralho, que viagem kkkkkkkkkkkk
      Eu nunca relacionei essa cena com a cena do mestre Windu, e… NÃO É QUE FAZ SENTIDO MESMO???
      Talvez o Lucas tenha feito isso propositalmente. Ou não. Sei lá kkkkkk
      É meio non-sense mesmo, mas dá pra criar um paralelo sim.
      (Seu merda cagão das teorias)

      Muito obrigado, mito!!! Tá vendo? Eu não xingo você. Sou um menino da Força. Não sei o que é xingar.
      Nunca nem vi.
      Que dia foi isso?
      Que dia foi isso esse?
      Nunca nem vi não.

      • Aragorn II, King of Gondor

        Kkkkkkkkkk! DISGURPE!

        Porra mano, eu vi com meus irmãos pouco antes de lançar o Ep. VII. Pqp, pensa num filme Sessão da Tarde… sério. Mal dá pra dizer que aquela porra é no Universo de SW. Não tem PORRA NENHUMA A VER… huahauahauahu! Se eu não me engano, eles ensinam os Ewoks a falar mais ou menos e… ah, acho melhor esquecer esse filme! KKKKKKKKKKKKKKKKKK!
        [Mentira. QUERO CRÍTICA PRA ONTEM, NA MINHA MESA! HAUHAUAHAUAHAU!]

        Huahauahauahuaahua… porra, acho que todo Lucas é cagão… kkkkkkkkkk!
        Porra, o foda é que tinha coisa melhor PRA VENDER BONECO MESMO! Kkkkkkkkkkkk! Ao menos ao meu ver. Mas acho que algum filho do Lucas devia estar viciado em Ursinhos Carinhosos…

        Viajei pra caralho, né? Kkkkkkkkkkkkk!
        Mas acho que faz sentido, no fim das contas. Só que isso tem cara de ser cagada do Lucas… hauahauahua!
        [MELHOR. TEORIA. EVER.]

        KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK! NUNCA NEM VI! Huahuahauhauahauahauahaua!

        • Eu não tenho coragem de ver NUNCA kkkkkkkkkkkk
          Ewoks falando? Puta que pariu, mano. Não dá.
          [VAI FICAR QUERENDO kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk]

          Viajou não. Mentira, viajou sim. Mas foi uma viagem legal, condizente. (Esse é o jeito educado de falar que ficou uma merda kkkkkkkkkkkkkkk)
          Mas, sério… pior que faz sentido mesmo.

          • Aragorn II, King of Gondor

            AHHHHHHHHHHHH, olha que coisa linda… DUVIDO que consiga resistir a ver o filme! Kkkkkkkkk!

            Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! DECIDA-SE! Huahauahuahauhaahuahauahuaahua!
            [Acho que é aquele tipo de teoria que faz sentido, mas não faz…. kkkkkkkk!]

          • Mano, na moral, eu fiquei com MEDO… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
            Essa criancinha deve ter ficado traumatizada depois das filmagens kkkkkkkkk
            Olha esse Ewok vesgo no começo, abraçando ela. PUTA QUE PARIU!

            Caralho vei… foram os 1:59 mais desperdiçados de toda a minha vida.

          • Aragorn II, King of Gondor

            KKKKKKKKKKKKKKKKK! Porra, vou pesquisar como ela tá hoje só de zoas.

            É, foi o único filme que ela fez. Depois dessa, dá pra imaginar o motivo… kkkkk!

  • Anestesiado

    Estou impressionado com esse site Darth Frango, parabéns e sucesso.

  • Max Eisenhardt

    Ótimo post, Jipeiro! Apesar de ser o filme menos aclamado da trilogia, os 15 minutos finais são bem emocionantes, e acabamos com aquela sensação agridoce de ter finalizado uma grande jornada. É maravilhoso. Não sabia dessa história revelada pelo Prowse, uma injustiça tremenda, de fato. Que bom que você incluiu no texto. Já tenho mais uma boa indicação de documentário pra conferir. XD
    E gostei da sacada com Pais e Filhos, muito boa.

  • V.

    Mais uma otima critica Victor, voce tem a manha haha

    • Valeu, Raphael!

      • V.

        Sabia que uma das inspirações do George Lucas para criar a saga foi Senhor dos Anéis?

        • Eu li alguma coisa sobre. Tolkien e Lewis Carroll foram duas de suas inspirações. Obras de arte inspirando outras.

  • Estephano

    Muito bom o texto, Victor.
    Acho esse filme mais ou menos, não sabia que desde essa época o povo estava interessado em vender boneco, esses bichos ai só não superam o mito Jar Jar Binks. Mas tem que dar uma moral para o Lucas, ele também criou alguns bem legais com esse jeito doido dele. rs

    Não sabia disso sobre o David Prowse não ter gravado a cena, muita sacanagem o que fizeram.
    Legal que o Luke começa a saga de roupa branca, termina de preto e agora no novo filme esta de cinza, sabe o que isso significa? Exatamente, nada.

    O que você acha das alterações que fizeram nos novos releases dos filmes?
    https://uploads.disquscdn.com/images/a637e56bbd4e6e30489bb43a9ce7da876b584eede68c7a60eeed9bc81090e059.jpg

    • Muito obrigado, Estephano!
      Posso ser sincero? Eu acho o Jar Jar menos irritantes que os Ewoks! kkkkkkkkk

      MUITA sacanagem. Assistindo o documentário que citei no texto eu fiquei revoltado.

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Bem, sei lá… deve significar alguma coisa. Mas eu sou horrível em desvendar mensagens subliminares nas coisas.

      Eu gosto de algumas mudanças, mas desprezo outras. Essa da imagem, por exemplo, foi muito boa. Já a cena final de O Retorno de Jedi, que decidem colocar o ator que interpretou o Anakin nos prelúdios no lugar do que fez ele no filme, ficou UMA MERDA. Sério, o Lucas cagou muito aí.

  • Ótimo texto, meu amigo. Acabei de rever O Retorno de Jedi. Gostei do filme. É realmente o mais fraco dos três, mas é bom. O começo é excelente, apesar de ser quase puro “fan service”, né? Pra mostrar aquele tanto de raça alienígena diferente que Lucas adora. A luta entre Luke e Vader é muito bem corografada, e todo o arco entre eles é bem desenvolvido pelo roteiro.

    Só não entendi uma coisa: o que todo mundo tem contra esses Ewoks? kkkkkkkkkkkkkkkk Vi nada demais nas bizarras criaturinhas que já não tenha visto em outras criaturas dos filmes anteriores…rs Ocupam bastante espaço na história, mas têm sua importância. De quebra ainda me fizeram perceber que Trapalhões na Terra dos Monstros chupou toda sua concepção deles…rs

    • Muito obrigado, Rodrigo! E peço desculpas pela demora.
      Sim, o começo é ótimo, mas é recheado de fan-services kkkkk
      O arco do Luke e do Vader é perfeito, se não fossem certos defeitos que o filme tem, só por essa relação de pai e filho, poderia ser o melhor filme da trilogia.

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      COMO ASSIM NADA DEMAIS??? Os Ewoks são deploráveis, Rodrigo. Eles são IRRITANTES DEMAIS DA CONTA! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Sério, aqueles barulhinhos chatos e dancinhas ridículas. Não dá, não dá kkkkkkkk
      Nunca assisti esse filme, e só por saber que se inspiraram nos Ewoks, provavelmente passarei LONGE kkkkkkkkkkk

  • @JipeiroEspacial:disqus , um comentário do Max que estava em spam e consegui aprovar.

  • Muito obrigado, Max. Perdão pela demora.
    Os 15 minutos finais são MUITO emocionantes. Se o filme fosse melhor pensado em sua caminhada para o desfecho, poderia ser o mais aclamado da saga.
    Foi uma tremenda injustiça. Assista ao documentário, acredito que irá gostar bastante. Ah… e é impossível não se revoltar com o Lucas assistindo ele.

    “Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo.
    São crianças como você,
    O que você vai ser
    Quando você crescer.”

    Isso é MUITO Star Wars… kkkkk

  • Muito obrigado, Max! E me desculpe a demora.
    Eu concordo, os 15 minutos finais terminam de maneira emocionante e grandiosa a saga, é uma sensação de jornada cumprida (da melhor maneira possível)!
    Sim, uma PUTA injustiça. Eu, assistindo ao documentário, fiquei extremamente decepcionado com o Lucas. Assista, vai gostar!
    Hehehe… valeu. Eu sempre escuto essa música pensando na relação do Luke com o Vader.