George Walton Lucas Jr., mais conhecido apenas como George Lucas, nasceu em Modesto, no estado da Califórnia. O filho de Dorothy e George Lucas (pai) estudou cinema na Universidade da Califórnia do Sul, durante a década de 60, uma das primeiras instituições de ensino superior a ter uma cadeira dedicada a essa temática; foi lá que George conheceu outros grandes cineastas, que vieram dessa mesma leva de talentos, dos quais sempre teve amizades consolidadas, como Francis Ford Coppola, Martin Scorcese e, claro, Steven Spielberg, com quem trabalhou em outra das mais famosas franquias do cinema, Indiana Jones. Nessa época fez uma série de pequenos filmes, entre os quais, um curta, chamado THX-1138, que se tornou mais tarde o seu primeiro longa-metragem.

Após fazer a graduação, fundou o estúdio American Zoetrope, em parceria com Coppola, companhia que tinha por objetivo ajudar os realizadores a criar filmes de forma livre, fora do circuito opressivo de hollywood. A Zoetrope não teve muito sucesso, mas com o dinheiro realizado com Loucuras de Verão e o primeiro Star Wars (chamado aqui no Brasil, inicialmente, apenas como Guerra Nas Estrelas), Lucas conseguiu montar a sua própria companhia, a Lucasfilm, que posteriormente fundou suas famosas sub-divisões, como a Skywalker Sound e Industrial Light & Magic, que se tornaram, respectivamente, referências em edições de sons e efeitos especiais. Quando a primeira história referente à uma galáxia muito, muito distante, chegou aos cinemas ao redor do mundo, o destemido Lucas foi multado pelo sindicato dos diretores por pôr os créditos do filme, que eram padronizados para todas as produções hollywoodianas, apenas ao final da película. Após ter pago a multa, o cineasta abandonou a organização e resolveu tomar as próprias decisões de como seriam suas produções.

Para entendermos a etapa de produção do primeiro filme de uma das mais famosas franquias do cinema, devemos analisar a época em que ele foi feito. Ao final da década de 70, os Estados Unidos tinham acabado de sair da Guerra do Vietnã, e muitas das produções hollywoodianas eram focadas em batalhas mortíferas dos campos de guerra. Nessa época também, a imprensa começou a fazer algumas pesquisas populares, sobre o que as pessoas gostariam de ver quando fossem ao cinema, tirando assim alguns projetos de andamento (os que fossem menos aceitos). Lucas, embora muito novo e recém formado, já acumulava dois longas metragens em seu currículo, os citados THX-1138Loucuras de Verão. Esse seu segundo filme, além de receber uma boa aceitação da crítica e do público, se tornou uma das maiores bilheterias do ano na América do Norte, dando ao mais novo diretor uma tremenda bagagem em seu currículo e despertando olhares dos mais diferentes e poderosos estúdios. Começou aí, então, toda a sua jornada para fazer o filme que nós conhecemos hoje como Star Wars: Uma Nova Esperança.

Há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante…

A etapa de criação de todo esse universo foi, deveras, engraçado. George Lucas passou aproximadamente dois anos criando o roteiro dessa sua primeira aventura espacial, e o resultado que conhecemos hoje se mostrou bem diferente de suas primeiras ideias. Lucas concebeu, inicialmente, a Força como um artefato mágico, ou uma joia, que estava desaparecida, e o General Luke Starkiller (que era um experiente guerreiro, com seus mais de 60 anos) era um caçador que estava à procura desse objeto misterioso. Havia também um pai bondoso, Anakin Starkiller, e uma figura maléfica antagônica, o temido Darth Vader; interessante ver como o diretor e roteirista depois juntou essas duas ideias e criou um personagem só.

Han Solo seria um alienígena verde, criado pelos wookies, com guelras e um visual totalmente peculiar em vista das outras produções hollywoodianas. Chewbacca, não muito diferente do que conhecemos hoje, foi inspirado na própria cachorrinha de Lucas, Indiana, cheio de pelos e um visual amedrontador, com dentes afiados; que, para os fãs mais atentos, também serviu de inspiração para a criação de outro grande personagem, em parceria com Steven Spielberg. C-3PO foi concebido na ideia de Maschinenmensch (algo como máquina-humana), robô da ficção-científica Metrópolis; um ser que esbanjava olhares e personalidade neutros, mas ao mesmo tempo era capaz de demonstrar expressões e sentimentos.

Ao final desses dois anos e mais inúmeras ideias mirabolantes que brotaram em sua cabeça, George Lucas jogou muita coisa fora e estabeleceu os conceitos finais de sua obra, porém, o cineasta se deparou com um mundaréu de páginas e percebeu que não havia possibilidade de condensar aquilo tudo em um só filme. Então, ele se preocupou em contar uma dessas histórias, a qual ele dividiu em três três partes. Se tudo desse certo, e seu filme tivesse o retorno esperado, ele contaria o restante em dois outros filmes. Como esse universo louco esbanjava originalidade e se mostrava um ponto fora da curva das produções cinematográficas da época, Lucas contratou o ilustrador e designer conceitual Ralph McQuarrie, que pegou todo o escopo da obra e a fez ganhar vida. Acreditem, pessoal, Star Wars não seria o mesmo sem o gênio, já falecido, Ralph McQuarrie.

Após ter pronto em suas mãos tudo o que queria transpor para a tela, George Lucas teve que correr atrás de um estúdio que bancasse todo o projeto, e, olha, ele sofreu muito para achar alguém que confiasse em seu trabalho, mesmo com duas grandes produções em seu histórico. O problema é que o primeiro Guerra Nas Estrelas era ousado e diferente demais, as mentes por trás dos grandes estúdios não entendiam como aquela história poderia ser aceita e querida pelas pessoas; era tudo muito confuso (os nomes das naves, os personagens, os planetas, as armas, etc). Foi então que o cineasta se deparou com Alan Ladd Jr., um dos chefões do estúdio FOX, que comprou a ideia e apostou no talento de Lucas. Por mais que fosse uma louca ideia, tinha potencial (e muito, muito potencial).

Um outro problema para Uma Nova Esperança (que ainda não se chamava assim) sair do papel foram as empresas de efeitos especias da época. Sabem por quê? Isso mesmo, porque elas nem ao menos existiam. Lucas teve de contratar uma galera que estudou com ele na faculdade e, juntos, eles criaram, à mão, todas as naves e figuras peculiares que seriam usadas ao longo da película. Em estabelecimentos fechados, eles filmavam com esses pequenos objetos que, quando eram passados para o estágio final de produção, ganhavam um aspecto de grandiosidade e imponência. Além de todo esse trabalho de produção, o diretor suou para contratar o elenco que estrelaria essa poderosa aventura espacial. Lucas queria apenas atores inexperientes fazendo parte da história, enquanto o estúdio era contra. O cineasta então cedeu alguns pedidos e colocou Sir Alec Guinness e Peter Cushing, dois grandes profissionais renomados. Ao lado deles, os jovens Mark Hamill, Carrie Fisher, Harrison Ford (que já havia trabalhado com o diretor em Loucuras de Verão), Kenny BakerAnthony Daniels, Robert ClarkeDavid Prowse e Peter Mayhew estrelaram o longa.

Sofrendo com atrasos e, sem brincadeira, uma tremenda falta de sorte, o filme que estava marcado para chegar em dezembro de 1976 aos cinemas foi adiado para o ano seguinte. Complicações nas filmagens no Deserto do Saara (onde se passavam as cenas do planeta onde o protagonista, Luke Skywalker, vivia), estresse com o os sucessivos defeitos que as “fantasias” do C-3PO e R2-D2 tinham, as constantes quebras das miniaturas de naves utilizadas para fazer os efeitos especiais, entre diversos outros fatores. Inclusive, a falta de tato de Lucas em retirar as interpretações dos atores era grande, como o próprio Harrison Ford já revelou. Os diálogos, por vezes, eram impossíveis de transpor para a tela com uma atuação aceitável, mas o diretor não aceitava ouvir isso dos atores e queria que tudo fosse feito apenas do seu jeito.

O primeiro corte do filme foi apresentado tempos depois para os chefões do estúdio, e o resultado não poderia ser mais desastroso. Todos detestaram a película, e criticavam sua falta de ritmo e tosquice. Então, pouco a pouco, as coisas começaram a dar certo. A frieza de George Lucas se destacou no momento em que o mesmo começou a tomar decisões acertadíssimas em prol da produção. Durante as edições finais, completando o time que produziria a space opera, George Lucas contratou o editor de vídeo e sonoplasta Ben Burtt para fazer os sons das naves e armas, como os clássicos barulhos de voo dos tie fighters, destroyers, millennium falcon, os tiros dos blasters, os barulhos e ruídos do R2-D2, a respiração de Darth Vader e, claro, os sons emitidos pelos sabres de luz. Por último, o gênio-compositor John Williams, mais conhecido até então por seus trabalhos em Tubarão Perdidos no Espaço, entrou para a equipe, produzindo uma das mais belas trilhas sonoras instrumentais já vistas no cinema; a faixa principal e Force Theme são apenas duas das mais belas faixas que o filme possui. E assim nasceu o primeiro Guerra Nas Estrelas!

A Guerra Nas Estrelas

Em 25 de maio de 1977 chegou aos cinemas do mundo todo Star Wars, nomeado aqui no Brasil, inicialmente, como Guerra Nas Estrelas. Uma trama, para a época, visualmente espetacular, com uma áurea de um futuro distópico onde as coisas eram sujas, os seres viviam cercados pelo medo, e uma grande força maligna dominava a galáxia.

“É um período de Guerra Civil. Partindo de uma base secreta, naves rebeldes atacam e conquistam sua primeira vitória contra o perverso Império Galático. Durante a batalha, espiões rebeldes conseguem roubar os planos secretos da arma decisiva do Império, a ESTRELA DA MORTE, uma estação espacial blindada com poder suficiente para destruir um planeta inteiro. Perseguida pelos sinistros agentes do Império, a princesa Leia apressa-se em voltar para casa a bordo de sua nave estrelar, protegendo os planos roubados que podem salvar seu povo e restaurar a liberdade na galáxia….”

O letreiro original do longa já nos situava na trama. A jovem princesa Leia (Carrie Fisher), herdeira do trono de Aldeeran, tentava fugir com os planos de uma super-arma que, provavelmente, colocaria fim a diversas vidas espalhadas pelo universo. Acompanhando ela haviam dois simpáticos e engraçados androides, C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker), os alívios cômicos da aventura. Seguindo a donzela, o temido Darth Vader (David Prowse, com voz de James Earl Jones), um dos principais representantes do Império Galático, tentava resgatar esses planos, antes que a princesa conseguisse entregá-los à pequena rebelião da qual fazia parte, os Rebeldes. Há muitos anos, uma força sombria tomou conta da galáxia e os seres de bem pereceram ante o Grande Expurgo Jedi.

A impactante e curiosa abertura do filme define o lado do bem e do mal com perfeição, apresentando o poder e grandiosidade do Império perante à pacata e não tão forte rebelião. Uma pequena nave foge de um assombroso e gigantesco destroyer, que, inicialmente, parece ter proporções infinitas, demorando longos segundos para preencher todo o espaço visual que temos acesso. Os soldados de armaduras brancas adentram a insignificante nave dos mocinhos à procura da princesa, matando a resistência que a protegia, enquanto Vader, todo vestido de preto, entrava por último e fiscalizava os corpos espalhados pelo chão. O vilão, de voz grossa e imponente, metia medo em qualquer um, não só por seu visual aterrorizante, como também por seus grandes poderes; ele era um dos usuários da Força mais poderosos de todo o universo.

“A Força é o que dá poder aos Jedi. É um campo de energia criado por todos os seres vivos. Ele nos envolve e penetra. É o que mantém a galáxia unida.” – Obi-Wan Kenobi.

A Força, altamente citada ao longo da história é como uma religião para muitos, um campo zen de tranquilidade e reflexão, porém para outros, não passa de um misticismo barato. Com a derrocada dos Jedi, muito da crença foi perdida, e existiam aqueles que não mais acreditavam que esse poder praticamente mágico era capaz de existir. A Força, como todo bom poder, sempre foi utilizada por dois lados diferentes da moeda; o lado luminoso, daqueles que praticavam a bondade e justiça, e o lado sombrio, daqueles que prezavam por domínio e controle dos mais fracos. Vader, ao longo de toda a saga, se mostra um usuário trevoso da Força.

Escapando em uma pequena nave, os dois citados androides fogem com os planos da super-arma, e caem no planeta mais próximo, Tatooine, um lugar cercado por areia, desertos intermináveis, à procura de um sábio e experiente guerreiro, Obi-Wan Kenobi (Sir Alec Guinness), que poderia ajudar. Ele, mais tarde, reencontraria um jovem garoto, Luke Skywalker (Mark Hamill), inexperiente e teimoso, que salvaria o universo posteriormente, usando seus poderes e dons, dos quais herdou de seu (como é dito) falecido pai. A Força sempre acha um meio dos personagens se encontrarem.

Uma nova esperança

“Por mais de mil gerações os Cavaleiros Jedi foram os guardiões da paz e da justiça na velha república. Antes da era das trevas. Antes do Império.” – Obi-Wan Kenobi.

O “garoto da fazenda” mal imaginava a sua importância em toda a história da galáxia. O menino, descendente dos Skywalkers, possuía um grande poder e poderia ser, quem sabe, a última esperança que todos os mundos teriam para sair dessa era de escravidão ditatorial. Criado por seus tios, Beru (Shelagh Fraser) e Owen Lars (Phil Brown), Luke era um típico fazendeiro que cuidava de sua terra e afazeres diários. Quando se depara com a oportunidade de fugir da rotina e explorar a galáxia ao lado de Kenobi, o jovem hesita, como nas clássicas histórias que usam o artifício da Jornada do Herói, de Joseph Campbell, porém posteriormente aceita o convite do velho ermitão Jedi, após as tropas imperiais assassinarem friamente seus tios e deixarem seus esqueletos à mostra para serem apreciados.

Buscando um meio de sair do planeta desértico, Skywalker e Kenobi vão até a Mos Eisley, uma cidadela local, atrás de mercadores que possam lhe dar carona por um bom preço. Ambos se deparam com Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew), dois contrabandistas altamente procurados que lhes cobram uma boa quantia. As cenas na cantina da cidadela são um deleite à parte; o mundaréu de criaturas apresentadas e relações tensas e complicadas desses seres com pequenas pontas são clássicas e queridas por todos os fãs da franquia. A fuga às pressas do planeta se dá a partir da querida millennium falcon (aquele grande “pedaço de lixo”, como o próprio Luke fala), a famosa nave intergaláctica que fez o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs. Já no grandioso espaço sideral, Luke inicia seu treinamento para se tornar um Jedi, ganhando o sabre de luz de seu pai; sendo, talvez, o último padawan que a galáxia verá. Agora, o destino de todo universo está nas mãos desse jovem garoto loiro. A galáxia agora tem uma nova esperança.

“O sabre de luz. É a arma de um Cavaleiro Jedi. É mais jeitosa e certeira que uma arma laser. Uma arma elegante, para dias mais civilizados.” – Obi-Wan Kenobi.

Mark Hamill não tinha muito talento, mas sempre esbanjou carisma. Seu personagem é mais determinado que confuso, e possui uma coragem ímpar. O maior herói da franquia usa todos seus ensinamentos para construir sua personalidade altruísta e bravura característica. É quem tem a ideia de resgatar a princesa das garras do temível Vader e o responsável por um dos maiores feitos já registrados da galáxia, mostrado no final do filme. O personagem de Harrisson Ford rouba a cena em diversos momentos, para muitos fãs Solo é o melhor personagem de toda a franquia, e não é por menos, o piloto da millennium falcon (sem falsa modéstia, um dos melhores pilotos de toda a galáxia) é ágil e preciso, e demostra seus sentimentos e coragem quando todos haviam remetido ele a um simples mercenário incompetente e boca-suja. Carrie Fisher entrega uma doce, porém brava guerreira; Leia nunca foi como as princesas da Disney, muito pelo contrário, sempre mostrou coragem e nunca ficou atrás de homem algum. Ela empunhava o blaster e partia pra cima dos inimigos, e não abaixava a cabeça nem quando estava de frente para a maior ameaça da galáxia. Junto com o trio de protagonistas, temos ótimas atuações de Alec Guinness e Peter Cushing entregando, respectivamente, grandes representações de um sábio guerreiro e um almirante casca grossa. Guinness, como muitos dizem, é quem traz ordem à toda bagunça, com suas calmas falas e ações.

Peter Mayhew dá bons urros e cativa como Chewie, Anthony Daniels e Kenny Baker convencem como os dois androides atrapalhados, nos cativando também, e James Earl Jones coloca medo em qualquer um com sua fala macabra, enquanto o alto David Prowse enxerga a todos lá de cima, com imponência. Star Wars, mais que um simples filme, é uma história sobre descobertas familiares. Claro que, nesse primeiro capítulo nem tudo nos é mostrado, muitas surpresas nos aguardavam, porém é aqui que tudo começa a ser construído, para se encaixar com perfeição (tirando os beijos entre Leia e Luke que são inadmissíveis) lá no “episódio final” da saga.

A direção de George Lucas é competente e certeira, acredito que ele tenha conseguido transpor tudo o que queria para a tela com perfeição. O diretor e roteirista, também conhecido como a mente por trás de tudo, nos presenteia com um mundo completamente novo, espetacular e rico, mostrando muito potencial para ser explorado. A fotografia de John Barry nos encanta, faz arrepiar e emociona todas as vezes que é engrandecida pela icônica e magistral trilha sonora de John Williams. Fala sério, pessoal, o que seria de Star Wars sem John Williams?! Quem nunca deixou uma lágrima escapar quando Luke observa os dois sóis de Tatooine que atire a primeira pedra.

“Estava esperando por você, Obi-Wan. Voltamos a nos encontrar. O circulo agora está completo. Quando o deixei, eu era apenas um aprendiz. Agora, eu sou o mestre.” – Darth Vader.

A relação entre Vader e Kenobi, embora pouco explorada nesse primeiro longa, já se mostrava antiga e guardava ressentimentos. Antigos mestre e aprendiz se reencontram anos depois, e, embora tenham uma batalha lenta sem muita empolgação, devido à idade e condições físicas de ambos os personagens, é épica e sensorial. A batalha final, em que Luke Skywalker usa todos os seus dons e finalmente sente a Força em sua mente, é espetacular. Os takes que acompanham a grandiosa guerra nas estrelas, onde a pacata rebelião tenta destruir a poderosa Estrela da Morte, remetem diretamente às cenas de ataques aéreos em filmes que falavam de guerras e conflitos reais. Os x-wings faziam manobras no espaço sideral e pairavam sob a superfície da super-arma, tentando encontrar a localização do erro estrutural da mesma, que ocasionaria sua destruição. Tudo, até hoje, é visualmente espetacular. Não há envelhecimento, justamente porque não há computação gráfica. As pequenas ferramentas que Lucas utilizou para criar as cenas fazem toda a diferença e o espectador sente ali, transportado para a batalha. Nós, que assistimos, somos parte de tudo aquilo. Todos estamos contra o Império!

A marca Star Wars reverbera o mundo do cinema desde 1977, graças ao enorme sucesso que esse primeiro capítulo (embora seja o quarto, cronologicamente falando) fez. Indo contra todas as previsões do próprio George Lucas, Uma Nova Esperança arrebentou nos cinemas do mundo todo, fazendo muito dinheiro e atingindo uma audiência inimaginável. O filme, que se tornou um sucesso instantâneo, venceu no ano seguinte um total de 7 Oscars; o de Melhor Trilha Sonora para John Williams; Melhor Som para Don MacDougall, Ray West, Bob Minkler e Derek Bal; Melhor Direção de Arte para John Barry, Norman Reynolds, Leslie Dilley e Roger Christian; Melhor Figurino para John Mollo; Melhor Edição para Richard Chew, Paul Hirsch e Marcia Lucas; Melhores Efeitos Visuais para John StearsJohn Dykstra, Richard Edlund, Grant McCune e Robert Blalack; e ainda foi premiado com uma gratificação especial de Melhor Edição de Som para Ben Burtt. O longa, além de ter conquistado tudo isso, conseguiu uma legião de fãs que agora estavam completamente loucos para ver o desenrolar dessa história contada em uma galáxia muito, muito distante. Foi aí que começou o estágio de produção de uma das maiores, senão a maior, trilogia do cinema.

Guerra Nas Estrelas (Star Wars); renomeado para Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança (Star Wars – Episode IV: A New Hope) – EUA, 1977, cor, 121 minutos.
Direção: George Lucas. Roteiro: George Lucas. Produção: Gary Kurtz. Música: John Williams. Cinematografia: Gilbert Taylor. Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Alec Guinness, Kenny Baker, Anthony Daniels, Robert Clarke, Peter Cushing, David Prowse, Peter Mayhew, etc.

Compartilhe

Sobre o Autor

Victor Dourado

Fissurado por quadrinhos, cinema e literatura. Estudante de Matemática e autor nas horas vagas. Posso também ser considerado como um antigo explorador espacial, portador do jipe intergaláctico que fez o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs.

  • @JipeiroEspacial:disqus, que crítica legendária! E foi rápida hein. Entrei domingo pra atualizar aquele post GIGANTE do Multiverso e essa crítica nem existia kkkkkkk
    Esse é meu segundo preferido da saga (o favorito é A Vingança dos Sith, desculpe).

    Mesmo tendo uma atuação excelente, você sabia que o Alec Guinness odiou o filme?

    • Muito obrigado, pesadão!
      kkkkkkkk Eu comecei a escrever ela domingo de noite. Terminei hoje. Suei kkkkkk
      Agora faltam “só” mais 7 filmes kkkkkkkkkkkkkkkkk

      Já ouvi falar que ele adorou. Mitos cinematográficos kkkkkkk
      Aliás… ele ganhou parte da bilheteria do filme. Com certeza deve tê-lo guardado em teu coração kkkkkk

      • Acho que ele se recusou a dar um autógrafo por não gostar do filme kkkkk

        • Eita. Não conhecia essa história kkkkkk
          Então o velho detestou mesmo o filme (mas amou a grana que recebeu) kkkkk

          • Amar o filme e amar a grana é diferente kkkkkkkk

          • Eu amo os dois kkkkkkkkk

          • Só falta a grana kkkkkkk

    • Por muito tempo A Vingança dos Sith foi o meu favorito também. O primeiro Star Wars que vi no cinema (e que, na época, também pensava ser o último kkkk).

      Em minha infância, o episódio 3 não foi só o meu preferido filme de Star Wars, como um dos filmes, em comparação a todos os outros, prediletos também. Ao lado de Toy Story 1 e 2 e os dois primeiros filmes do Homem-Aranha.

  • cleber

    Manooo, o que é isso?

    Depois vou até voltar pra ler com mais calma. Mas não poderia esperar menos de um apaixonado (nos 2 sentidos) pela saga como vc.

    A importancia desses filmes pode ser analizada de milhões de maneiras. Sério, até teses de mestrado existem sobre isso. Mas pra mim, que sou um entusiasta de efeitos especiais, representa tbm um avanço gigantesco na area do designer gráfico como um todo. Pois foram os esforços de pioneiros como Dennis Murren, Phil Tippet e Jhon Know que programas como photoshop surgiram.

    Acho que não estou exageranedo quando penso que se não fosse SW e ainsistencia desses caras, demorariamos mais uns 5/10 anos para darmos um salto na computação gráfica como a conhecemos hoje.

    Ah, e não sei se conheces esse curta. Mostra como as paixões realmente nos movem pra frente. Se não conseguir entender depois te envio a legenda.

    • Hehehe… Muito obrigado, meu amigo.
      Apaixonado nos dois sentidos mesmo… não tem como negar kkkkk

      Sim… filmes como Star Wars foram IMPORTANTÍSSIMOS para o desenvolvimento dos efeitos especiais e visuais. Um dos pioneiros, que já começou chutando a porta. Por isso todo mundo ficou vislumbrado com a beleza do filme na época.

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Meu Deus, cara. Assisti até o final e entendi grande parte. Não vai precisar da legenda, mas eu agradeço. Adorei kkkkkkkkkkkk
      E esse ator é idêntico ao jovem Lucas kkkkkkkk
      E os coadjuvantes mandaram bem também

  • cleber

    Putz! Que ideia foda mudar a logo do site!

  • O Homem-Coisa

    Ótima Crítica Jipeiro Espacial. Não tem como não gostar desse filme, ele é um dos melhores filmes que já vi em toda minha vida.
    Sempre que revejo ele acho ele ainda mais icônico e épico.

    (Sou novo aqui).

    • Também é um dos melhores que já vi, sem dúvida. Embora seja simplista, é genial.

      Muito obrigado, meu amigo. E seja bem-vindo!

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Ah, seu dcneco safado, mesmo em um post tão longo, você ainda consegue me prender como se eu estivesse lendo um romance.
        Diferente de você, eu nao sou fanático pela franquia Star Wars, ainda que eu tenho apreço por ela. Pra falar a verdade, eu prefiro as hqs de Star Wars do que os filmes. Acho que a série do Darth Vader, do Kieron Gillen, daria daria ótimos filmes. O arco Vader Abatido foi uma das melhores hqs que eu li nos últimos anos.
        Parabéns pela crítica!
        (Estava sentindo a sua falta, mas não irei admitir isso, seu dcneco safado)

        • Muito obrigado, Pedro, o Homem Desaparecido kkkkkkkk
          Eu tô morrendo de saudades, meu amigo. Por favor, apareça mais vezes.

          Eu te entendo, não dá pra gostar de tudo, não é mesmo?! Bem, eu amo os filmes, e tive ainda pouco contato com os quadrinhos de Star Wars, mas tem uma coisa que concordo… o arco do Vader (que me indicou, e eu sou eternamente grato por isso) é fenomenal. Sinceramente? Melhor que qualquer filme da franquia. Acho que vou repostar minha resenha aqui.

          Viu Thor 3, marveco safado?

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Não quis dizer que eu não gostava de Star Wars, pois eu gosto, só que não sou um grande fã. O Darth Vader é o único personagem que me desperta interesse. Não sei dizer direito, mas o universo de Star Wars nunca me fascinou. Mas é como você disse, nós não podemos amar igualmente todas as obras. Este mês eu li O Pistoleiro, do Stephen King, que alguns dizem ser a Magnum Opus dele. Cara, eu detestei o livro. Nunca me arrependi tanto de ter perdido tempo lendo um livro.
            E seria uma boa você postar aquela resenha novamente. Eu considero um clássico de Star Wars.
            Sobre Thor – Ragnarok, eu gostei bastante do filme. Tirou o gosto ruim dos filmes anteriores. Aliás, nós tivemos um ótimo ano para os filmes de heróis. Só falta a Liga da Justiça fechar com chave de ouro.

          • Postei a resenha de novo antes de ler esse seu comentário kkkkkk
            Caramba, Pedro… não tem nada mais frustrante que a gente desperdiçar nosso tempo com coisas ruins.

            Ainda não vi Thor. E Liga foi uma decepção pra mim, como já sabe 🙁

  • (Eu sou o Herbie)

    @JipeiroEspacial:disqus, que crítica foda!!!!!! Eu não entendo o ódio que algumas pessoas tem por SW. Já vi gente falando que é horrível e outros falando que é péssimo. Esses não conhecem absolutamente nada do cinema e provavelmente choram ao ver Crepúsculo.
    SW alavancou pra caramba a carreira do Harrison Ford, Carrie Fisher e Mark Hamill. O último é a voz definitiva do Coringa.
    Pra mim, é um filme que dificilmente envelhecerá mal. Uma aposta muito arriscada na época, mas também com um incrível potencial. Revolucionou o cinema. Eu assisti a trilogia original inteira somente esse ano, pode acreditar. O primeiro SW que eu vi nos cinemas foi o Despertar da Força kkkkkkk aí eu fui atrás dos outros, e assisti Rogue One. O que acha do derivado do Han Solo? Desnecessário ou bom? kkkk
    Em 1977, saiu o terceiro filme do Herbie: Herbie Goes to Monte Carlo. É o melhor da franquia. <strike

    • Sério que existem gente que ODEIA Star Wars? Não gostar, tudo bem… mas odiar é meio estranho mesmo. Também não consigo entender.
      Caramba… Assistiu a trilogia original só esse ano? Eu assisto todos os anos, assim como a trilogia de Senhor dos Anéis. É algo praticamente sagrado na minha vida kkkkk

      Eu acho completamente desnecessário. Não existe e nunca existirá outro Han Solo que não seja Harrison Ford. Hype -273,15ºC pra esse filme. Zero absoluto kkkkk

      Muito obrigado, Herbie! Acreditaria se eu dissesse que nunca assisti nenhum filme do Herbie? kkkkk

      • É um ódio muito estranho. Gente que não entende merda nenhuma de cinema.
        E você é team filme do Bobba Fett no lugar? Kkkkkkk
        Eu acho que um filme do Darth Maul pu até mesmo Darth Vader seria legal. Se os novos longas continuarem com qualidade, é capaz que a franquia dure até a raça humana acabar. Acho que o SW 8 será melhor que o SW 7.
        Graças a Deus, pois era capaz de você ter visto aquela bomba chamada Herbie: Meu Fusca Turbinado. O primeiro Se Meu Fusca Falasse tem direção do mesmo mito que dirigiu Mary Poppins e produção do visionário Walt Disney. Quando o tempo não estiver cheio, assista esse e se quiser o terceiro filme. São os melhores (o segundo eu assistiria só pela Helen Hayes e Keenan Wynn. Não é ruim, mas meio exagerado em alguns aspectos).

        • Acho que um filme do Bobba Fett seria interessante, mas sou muito mais um filme do Obi-Wan com o Ewan ou um do Darth Vader adaptando a última fase finalizada dele nos quadrinhos (que é, sem brincadeira, melhor que qualquer filme da franquia).

          Também acho que Os Últimos Jedi será melhor. O episódio 7 é bem fraco em alguns sentidos.

          Hehehe… kkkkkkkkk
          Acho que qualquer dia entro nesse universo Herbie kkkkkk

          • Felizmente VAI TER SPIN-OFF DO OBI-WAN!!!!!!!!!!
            Vai ter uma série remake pelo Disney XD, mas ainda acho que seria melhor fazerem um novo filme.
            Eles deveriam voltar a fazer mais live-actions. Quando chegou os anos 70 o número diminuiu, apesar deles terem lançado dois filmes do Herbie nessa década. Por enquanto eles só tão adaptando animações clássicas, mas seria legal tentar criar algo original.

          • Spin off do Obi-Wan é praticamente certo mesmo kkkkk
            Não estou sabendo dessa série que mencionou, mas o filme eu sei que alguma hora sai kkkk

  • Estephano

    Voltou com tudo, mano.
    Excelente texto cara, não conhecia muito da produção de SW. Todos os perrengues que os caras passam só deixa a história disso tudo mais incrível. O sucesso estrondoso desse filme foi responsável por vários projetos receberem “sinal verde” dos estúdios. Sobrou talento e competência para a equipe desse filme.
    Para mim, John Williams é o maior compositor de trilhas da história, o único que esta no mesmo patamar dele é o Morricone.

    Mas no meio de elogios, vou ser sincero, eu não acho SW um filme tão bem encenado assim. Acho que o fato de (como você colocou no texto) ser repleto de atores novatos acaba influenciando isso, mas ainda assim creio que não é só isso. Até com o monstro do Alec Guinness fiquei com a sensação de ser uma atuação meio engessada e até superficial em alguns momentos (o próprio Guinness não gostava do seu papel). Agora lendo seu texto da dificuldade do George Lucas, acho que minha impressão não era tão absurda assim. De qualquer forma, até indicação para Oscar o Guinness teve, então não foi ruim para ele. rs

    A força dessa franquia é impressionante, já passou de tudo com ela e continua sendo – por uma boa margem – a maior franquia da história. Você é fissurado nela, né?

    • Muito obrigado, meu amigo. Lembra de quando fiz aquele especial sobre Piratas do Caribe? Pois é… agora vai ter um especial sobre Star Wars!!! kkkkkk
      Pois é… Lucas suou pra colocar esse projeto em ação. Um cara, em toda hollywood, acreditava nele. Aí fica difícil kkkkkk
      Ainda bem que era O cara.

      John é um mito vivo. Estou tão feliz por ele estar fazendo as trilhas dos filmes dessa nova trilogia. Sem ele muito da magia se perderia. Além dele e do Morricone, gosto muito do Hans Zimmer também, embora ele esteja aquém desses outros dois.

      Sim, o fato de termos em sua maioria atores inexperientes prejudica um pouco. Mas o Lucas deve ter optado por isso pra que nenhum dos personagens (além do Obi-Wan e do Tarkin) terem carga de personagens anteriores, feitos pelos atores. Isso é bom.
      Por mais que seja um dos meus filmes prediletos da vida, ele tem algumas cenas bem de mal feitas, no quesito de atuação. Mais isso é culpa muito do Lucas também.
      Sim… rendeu até uma indicação pra ele. Acho que não foi tão ruim assim. E, sinceramente, a áurea que o ator traz para o personagem e para a trama engrandece tudo. Suas falas e ações calmas.

      Essa franquia tem uma enorme Força! Hehehe
      E, sim, meu amigo… Eu sou fissurado nela. A minha preferida, com toda certeza. Fez parte da minha infância e sempre fará parte de minha vida.

  • Aragorn II, King of Gondor

    MAS QUE PORRA É ESSA, MEO?? QUE NEGÓCIO LINDO!!
    Logo LINDA, e texto fantástico…

    Mano, assistindo ao filme recentemente, eu percebi, mais uma vez, o quanto ele é fantástico. Tá longe de ser o meu favorito da saga, mas, ainda assim, consegue mexer conosco daquele jeitinho que só Star Wars mexe. A importância dele só o torna ainda mais especial. A estreia de uma franquia ESPETACULAR, que consegue nos abalar já pela trilha sonora. John Williams é FODA!
    E, cacete, MUITO DA HORA saber toda a história que envolve a produção do filme. As ideias [pra variar, malucas, né?] que andaram pela cabeça do Lucas durante o processo, bem como as dificuldades envolvendo os efeitos e a produção. Pensar que foi tão difícil pro filme sair é até meio estranho…. imagina um mundo sem SW? Chama-se I N F E R N O…. kkkkkkk!

    Eu só tenho um pouco de antipatia pela atuação do Hamill nesse filme, que vem desde quando eu era pequeno. O Hayden Christensen não é um exemplo de atuação nem aqui e nem em Dagobah, mas eu gostava bem mais do Anakin que do Luke quando era menor, e isso por causa do Episódio IV. Sempre achei o Luke meio… bundão! Kkkkkkkkkkk! Sei lá, mas a atuação do Hamill simplesmente não me contagiava. Parece que o Lucas sempre pecou em extrair boas atuações de seus astros, né?

    Enfim, apesar de estar longe de ser meu favorito da Saga, é um filme INCRÍVEL, com uma grande importância e que parece não envelhecer. Além disso, deu início a essa maravilha de franquia, que todos amamos.

    Crítica FODÁSTICA! Tava com saudades desses textos incríveis, seu merda.

    • MUITO OBRIGADO, SEU MERDA <3333
      A logo foi ideia do Rodrigo. Genial!!! kkkkk
      E vai combinar com o especial de Star Wars que teremos aqui no site.

      Star Wars mexe com a gente, né? Tem dias que eu paro para pensar em alguns detalhes da franquia e me pego lacrimejando ou arrepiando. Cara, como eu amo essa porra! kkkkk
      Acho que até no inferno deve existir Star Wars. Lá eles devem praticar e mostrar só coisas relacionadas ao lado sombrio kkkkkkk

      Eu acho o Hamill mais competente e carismático que o Chistensen, mas ambos são atores bem medianos. O Mark melhorou com o tempo, o Chistensen não, embora eu ame o Anakin. Um amigo meu, que assistiu aos filmes recentemente (eu emprestei os dvds) disse que preferiu a história do Anakin à do Luke. Eu chamei ele de herege e cortei laços. Não dá pra conviver com pessoas assim… kkkkkkkkkkk

      Eu acho o Luke UM POUQUINHO bundão nesse filme. Mas somente nesse.
      Qual seu ranking da franquia?

      Mais uma vez muito obrigado, seu merda

      • Aragorn II, King of Gondor

        Hahaha… ficou MUITO FODA!!
        Hm, especial de Star Wars…. hehehe! Sinto coisa boa vindo aí.

        Mexe DEMAIS, mano! Lembrando de alguns momentos, realmente, é fácil sentir esses arrepios. Já pressinto que, em The Last Jedi, vou chorar MUITOOO…
        Porra, verdade. Condenar as pessoas a passarem a eternidade sem Star Wars é crueldade demais até pro capeta… kkkkkkkkkkkkk!

        Kkkkkkkkkkkkkkkk! ASSIM MESMO, PORRA!! Tem que cortar os laços com SABRE DE LUZ!
        Sinceramente, eu não vi muito do Hamill fora Star Wars. Só sei que, dublando o Coringa, ele é FODA! Mas, em Star Wars mesmo, eu nunca senti muita firmeza, nem nele e nem no Christensen. Espero que essa sensação mude agora, em dezembro!

        No V e no VI ele realmente melhora, mas nesse eu ficava bravo… kkkkkkkk! Lembro de pular na frente da TV, torcendo pra ele salvar o Obi Wan…

        Vish, meu ranking? Com as estreias recentes, tá ficando cada vez mais complicado elaborar um ranking, e o meu já vive mudando… kkkkkkkk!
        Bom, vamos lá:

        – Rogue One
        – Episódio III
        – Episódio V
        – Episódio VII
        – Episódio IV
        – Episódio VI
        – Episódio II
        – Episódio I

        É provável que, quando eu for assistir novamente a saga, antes de The Last Jedi, mude tudo novamente, mas tudo bem… kkkkkkk!
        E o seu ranking, qual é?

        • Eu também vou chorar. Certeza. Viu o TV Spot que lançaram ontem? Luke entrando na milennium falcon… cara, na moral, eu me emocionei. Vai ser lindo.

          Bem… segundo o próprio JJ Abrams, o Hamill vai ganhar um Oscar por esse filme. Vamos ver kkkkkkkkkkkk
          Eu também acho ele um Coringa foda. O meu predileto.

          Com as estreias está ficando cada diabmais dificil mesmo kkkkk
          Meu ranking é:
          – Episódio V
          – Episódio IV
          – Rogue One
          – Episódio III
          – Episódio VII
          – Episódio VI
          – Episódio II
          – Episódio I

          Kkkkkkkkkk
          Estou torcendo pro Episódio VIII entrar pra primeira colocação kkkkk

          • Aragorn II, King of Gondor

            Acabei de ver essa porra. PQP… vou inundar o cinema, mano. Pode isso não… hahaha!

            Eita… sério? Meu hype em cima da atuação dele acaba de subir consideravelmente…. kkkkkkkkk! Ansioso pra ver a atuação que ele vai entregar dessa vez. Se eu achar ele bundão dessa vez… kkkkkkkk!
            Ele é o melhor, mano. Aquela voz que ele faz é simplesmente de arrepiar. PERFEITA!

            Viu a notícia que soltaram hoje? Que a Disney pode estar planejando mais 10 anos de Star Wars? Daqui a pouco os rankings vão ocupar duas páginas do Word… kkkkkkkkkk!

            Episódio II e I como os dois últimos são sempre unanimidade… kkkkkkkkkkkk!

            Tomara que entre na primeira, mano. Esse filme tem tudo pra ser espetacular.

          • Bem… não sei. Eu não confiaria muito no JJ. Ele é um fã, e todo mundo sabe como fã é cego kkkkkkkkk

            Sim, eu vi. Cara, vamos ter Star Wars até morrermos agora, todo ano. Certeza. E ISSO É A COISA MAIS PERFEITA DO MUNDOOOOOOOOOOOOOOO.

            Sempre são, coitados kkkk

          • Aragorn II, King of Gondor

            Huahuahauahauahuaahua…. porra… bom, esperar pra ver então, tomara que surpreenda….

            JÁ CONSIDERO TRADIÇÃO VER STAR WARS NO FINAL DO ANO ENTÃO! VAI SER FOOODAAAAA!

          • Pra mim também já é uma tradição! Kkkk

  • Como havia dito a você, vi os filmes na infância e não lembrava de nada. A única coisa na minha mente era uma cena do Luke no planeta do Yoda, do episódio V, e os bonecos que eu tinha do Chewbacca e do Darth Vader. O filme é muito bom. A influência de A Fortaleza Escondida, de Kurosawa (os dois androides são simplesmente espetaculares e hilários), e dos westerns de Ford, é visível em todo o primeiro ato (além do “saloon” repleto de perigosas criaturas, tem até uma tomada na primeira aparição do Kenobi que referencia diretamente Rastros de Ódio, muito legal), e o roteiro é bem construído, lançando tudo que se precisa saber para se situar na trama no letreiro inicial e depois colocando os elementos importante(sobre a força e etc.) sem pressa na história. E quando parte para a efetiva “guerra nas estrelas”, a partir da invasão da estação, o filme não perde o ritmo, ao contrário, se mantém em uma crescente até o fim.

    Penso que dois elementos que fizeram com que a franquia adquirisse tamanho sucesso são a trilha sonora, que eleva o nível de todas as cenas do filme, ligada umbilicalmente a Star Wars, impossível imaginá-lo sem ela, e o trabalho visual absurdo, da direção de arte aos efeitos sonoros. O universo de fábula criado por Lucas não teria o impacto que teve se não fosse crível para o espectador, e ele é – e sem dúvida quando foi lançado, era muito mais. Os efeitos estão muito à frente do tempo em que foram feitos, e cada criatura, monstro, máquina, nave, que surge em cena, impressiona. Envelheceu muitíssimo bem.

    Texto incrível, meu amigo. Você já escreve bem, mas quando escrevemos sobre o que gostamos muito as coisas só melhoram, é como se recebêssemos um “up”…rs Que venham os próximos textos.

    • OFF: Rodrigo, eu fiz uma crítica (comecei e terminei hoje) e tá pronta pra edição. Me avisa quando estiver pronto pra postar? Ah, e também coloquei bastante coisa nova naquele post do Multiverso.

      • Está arrumada lá. Coloque o nome real de quem fez a crítica com você.

    • Concordo com tudo, absolutamente. Infelizmente esqueci de mencionar o Kurosawa. Não assisti à Fortaleza Escondida, mas lembro de quando falou sobre ela. Bem, o filme tem um ritmo crescente, realmente.

      Totalmente, Rodrigo. Star Wars não seria metade do que é sem seus efeitos sonoros e trilha. Os instrumentais do filme são reconhecidos até por quem nunca assistiu aos filmes, assim como seus objetos e sons icônicos, como os sabres de luz.
      Se Uma Nova Esperança envelheceu bem, O Império Contra-Ataca envelheceu melhor ainda. Aliás, o filme NÃO ENVELHECEU. Já chegou a assisti-lo na maratona que está fazendo? Diferente de O Retorno de Jedi, que hoje parece feito com menos carinho, e envelheceu mal.

      Muito obrigado, meu amigo. Concordo, falar sobre o que gostamos deixa tudo mais especial. Espero terminá-los a tempo! kkkkk

      obs: Com certeza kkkkkk. Se não fosse o C-3PO ali, que é fluente em mais de não sei quantas milhões de línguas, a gente iria ficar perdido kkkkkk

      • Estephano

        Diferente de O Retorno de Jedi, que hoje parece feito com menos carinho, e envelheceu mal.

        https://uploads.disquscdn.com/images/152549545e8277ee59270f4a75c1562c992e0ab87f43af144044dfdbe5c421e6.jpg
        Já sabe, né?

        • Por favor, Estephano… Nem me lembre dessas desgraças kkkkkkkkkk

      • Acabei de ver o episódio 5. Bem legal, mas achei a edição dele pior que o 4. O 4 tem um andamento mais crescente, enquanto o 5 começa numa crescente, depois diminui, e aí volta. Por enquanto prefiro o 4. Falta ver agora o 6. E depois rever os novos.

        • Eu já acho o 5 mais dinâmico. O 4 tem uns errinhos chatos em alguns momentos, e uma linguagem mais datada e clichê. O 5 é frenético, não para. O treinamento do Luke e a chegada do Han à Bespin devem ter te dado essa sensação. O 6 é o mais fraco, então acho que o seu preferido vai ser o 4 mesmo kkkkk

  • cleber

    Spielberg falando:

    Estamos na cozinha do Scorsese. Vamos mostrar “Anjos do Inferno”. Estávamos sempre próximos. Tínhamos uma coisa que nos mantinha juntos, um tipo de loucura e obsessão por filmes. Falávamos a respeito entre nós, sem rodeios, e dávamos opiniões sobre o trabalho do outro. Era desse jeito. Mas éramos competitivos. “Venha ver meu filme. Sente aqui, o som é melhor aqui”. E queria impressionar a pessoa. Nós nos sentíamos obrigados a fazer filmes melhores para impressionar os outros, porque o Marty tinha feito aquele filme, o Francis aquele outro. Eles se tornaram o teste de fogo. Você recebia críticas ferozes e torcia por honestidade, mas talvez não muita.

    George nos mostrou “Guerra nas Estrelas”, sem os efeitos especiais. Eram só cenas em preto e branco da Segunda Guerra editadas com cenas em cores filmadas com tela azul. Ele nos mostrou esperando que pudéssemos ver o filme. Era basicamente um filme de criança. Não era o que os outros amigos considerariam que valesse a pena. Só Steven ficou empolgado e disse: “Será um grande sucesso”. George achava que seria um desastre. Estava deprimido.

    Fomos a um restaurante chinês depois do filme, e Brian(DePalma) se levantou e começou a gritar: “O que foi isso? Não entendo a história. Quem são essas pessoas? Quem é o peludo?</b) De onde vêm? Onde está o contexto? Como é o passado deles?" Brian começou a atacar o George. George ficou sentado, e ficou vermelho. Acho que ele queria matá-lo. Mas por causa daquilo, surgiu algo incrível. Brian disse: "Você precisa fazer como num filme antigo. Comece o filme com um prefácio, onde o texto passa pela tela explicando o que está prestes a assistir, por que você está no cinema e qual é a mitologia. Conte-nos que mundo é esse e poderemos aproveitar o filme". E foi o nascimento do famoso prólogo.

    Acabei de assistir o documentario sobre o Steven Spielberg. Uma aula de cinema. Você e o pessoal aqui do site tem que ver. Achei que falaram muito de umas coisas e deixaram outras de fora. Pode ter sido tanto uma determinação do Spielberg ou edição mesmo.

    Ele fala muito sobre Indiana Jones e sua parceira com o Lucas. Sobre como eles se ajudavam e impulsionavam a criatividade um do outro. Mesmo nas criticas mais pesadas. Pois o filme esta muito lógico na cabeça do roteirista. Então é dificil fazer o outro enxergar. Mas nessa parte do Star Wars eu ri. "Quem é o peludo?" kkkk

    • “Quem é o peludo?” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Coitado do Lucas. Todo mundo zuava a ideia do cara, e ele deu a volta por cima. Ainda bem.

      Já pensou você em uma roda com Lucas, Spielberg e Scorscese? kkkkkk

      Na Netflix tem esse documentário? Fiquei muito interessado.
      Ontem estava assistindo I Am Your Father, um documentário sobre o David Prowse. Muito, muito, mas muito bom mesmo.

      • cleber

        O Spielberg fala muito sobre processo criativo. De como ele ja tem o filme todo na cabeça antes das filmagens mas na pratica é outra coisa.

        É um odc da HBO. Tu encontra facilmente por ai 😉

        Esse que tu falou não conhecia, vou atras.

  • Dave Mustaine Asgaardiano

    Mas o que é isso hein? Eu viro as costas por cinco minutos e me deparo com fuckin SEIS novos textos no site!
    Cara,muito bom te ver de novo por aqui,você tava bem sumido (eu sei,o sujo falando do mal lavado,rs).
    O novo logo do site com temática de Star Wars ficou lindo,você vai fazer um especial e escrever sobre todos os filmes da franquia até o lançamento de Star Wars VIII? Porque se for o caso,aí você me fode pô,eu to aqui na hype pra Liga da Justiça e você já tá querendo me forçar à entrar no hype pro novo Star Wars? Meu coração só aguenta um hype de cada vez,rs.

    Texto fantástico,grande pra caramba,mas muito bom de se ler. Muitas das curiosidades sobre a produção do filme eu já conhecia,mas de forma bem superficial,ler sobre tudo só ajudou a aumentar ainda mais a grandiosidade da obra.

    Cara,esse primeiro Star Wars é fantástico,e a genialidade dele é que,a cada vez que eu o revejo, a cada vez que eu aprendo mais sobre cinema,a cada vez que eu conheço mais das referências para sua criação,ele só fica mais FODA!!!! Eu assisti todos os seis filmes de Star Wars pela primeira vez com nove anos de idade,nessa primeira vez que eu vi eu não tinha entendido direito a história. No final daquele mesmo ano,eu ganhei meu PS2,e um dos jogos que veio era o Lego Star Wars II (o da trilogia clássica),e pelo jogo que eu fui entendendo melhor a trama,aí eu revi os filmes e entendi tudinho,rs.

    Cara,é incrível como esse filme envelheceu como vinho,ele foi lançado em 1977 e não perde em nada para filmes mais novos,tanto em narrativa,quanto em efeitos visuais e trilha sonora. O enredo do filme é fantástico,prende a atenção do começo ao fim,e é daqueles que você assiste uma vez e não esquece nunca mais,todo mundo consegue lembrar praticamente de cor a história toda do filme. O visual do filme é uma coisa linda,fotografia,direção de arte,figurinos,maquiagens,e é claro,os efeitos visuais tudo feito à mão são excepcionais. Todo o universo riquíssimo criado pelo George Lucas é brilhante,e a forma como ele introduz o expectador à todos esses conceitos logo de primeira é brilhante. As inspirações aos filmes de samurai (especialmente do Kurosawa) na construção dos jedi,as referências aos western nos planetas deserticos,nos bares,e claro,no Han Solo, as referências dos filmes de Guerra no ato final,cara,é genial,absolutamente genial. É incrível como cada pedacinho desse filme é icônico,cada momento,cada personagem,cada conceito,cada diálogo,cada música,tudo. Aliás,não posso me esquecer de falar disso: na minha opinião,Star Wars tem a melhor trilha sonora de todo o cinema,não apenas pelo fato de todas as faixas serem extremamente fodasticas,mas também porque é o único filme em que eu consigo me lembrar e reconhecer cada uma das músicas em cada um dos momentos em que ela toca.

    No geral,o episódio IV é o meu segundo favorito,na minha opinião,só perde pro Império Contra-Ataca.
    Mais uma vez,ótimo texto seu grande pedaço de lixo.

    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Sujo falando do mal lavado mesmo kkkkkkkkkkkkk
      Sim, vai ter especial com todos os filmes e alguns posts aleatórios também! Hehehe
      FODA-SE A LIGA. Eu tô muito broxado com o filme.

      Muito obrigado, seu acéfalo cagado. Quando estava fazendo minhas pesquisas pra escrevê-lo, descobri várias coisas também.
      Nunca joguei nenhum jogo da franquia, até hoje. Mas, porra, esse que falou deve ser foda demais. Eu também não entendi direito a história quando vi pela primeira vez os filmes. Comecei errado já, pela segunda trilogia kkkkkk
      Mas se não fosse por ela, aquela pequena criancinha não teria começado a sonhar com jipes espaciais kkkkkkk

      Tudo é simplesmente lindo mesmo. Algumas (poucas) coisas estão datadas, mas como você disse, o episódio 4 não perde pra nada de alguns filmes de hoje em dia. Na era dos filmes esquecíveis, esse primeiro capítulo da saga mostra como realmente se conta uma boa história.
      “É incrível como cada pedacinho desse filme é icônico,cada momento,cada personagem,cada conceito,cada diálogo,cada música,tudo.”
      Tudo, Dave. TUDO!

      Também acho que tem a melhor trilha do cinema. Star Wars e Senhor dos Anéis. Mas as faixas do Williams conseguem ser mais icônicas ainda.
      Também é o meu segundo favorito.

      • Dave Mustaine Asgaardiano

        VOCÊ está broxado com o filme da Liga????? Porra,mas que tipo de DCneco safado é você????

        Hehe,eu também comecei pela segunda trilogia,rs. Também gosto muito dela,pra mim todos os filmes de Star Wars são ótimos.

        • Sim, seu merda. Estava! kkkkkk

          • Dave Mustaine Asgaardiano

            Porque você é um fudido.

  • Ghostface

    JIPEIRO!
    QUE CRÍTICA SENSACIONAL!
    Já vou começar quando acabar as aulas a fazer a maratona kkkkkkkkkkkkkkk.
    Crítica excelente, fantástica!

    • Muito obrigado, Ghost! <3
      Eu começo minha maratona domingo agora! kkkkk

  • Pingback: Crítica | Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999)()