ATENÇÃO! Não leia esta história sem antes ler os capítulos anteriores.
Capítulo 1: Sórdido Desfecho.
Capítulo 2: Hegemonia Mística.


O ÚLTIMO TROVÃO
Capítulo 3 – Audaciosos Profetas


1

PEDRA DA ETERNIDADE. 01 a.C.

Orgulho. Inveja. Ganância. Ódio. Egoísmo. Preguiça. Injustiça. Tais palavras, de significado abundantemente forte, ocupavam um vasto espaço no corredor de entrada local, encontrando-se localizadas logo abaixo de várias figuras divinas, todas em forma de pedra. As virtuosas Estátuas da Magia, cada uma guardando uma grandiosa história por trás de suas confecções. O tal ambiente inóspito encontrava-se fora do espaço e tempo; a princípio, sem localização decifrável. Erguida antes mesmo do próprio mundo que somos habituados, trabalhada durante eras pelas divindades criativas suprassumas, esculpida pelas mãos do próprio Deus. A nobre Pedra da Eternidade.
Pouco à frente de tuas ordens rochosas que abrigavam a fenda de ingresso, podíamos perceber que um grandioso círculo de corpos se formava. Facilmente identificados como os, até então, seres de maior poder mágico do Universo conhecido. Eram chamados de profetas, em sua maioria tão sábios e audaciosos quanto as entidades do Reino dos Céus. Eram igualmente magos, que viviam nas redondezas planetárias desde a emancipação dos seres divinos dada por Deus, no início dos tempos-modernos. Consideravam-se, claramente, imbatíveis e imortais — e, teoricamente, eram mesmo; podiam ser feridos apenas por seus iguais. Transportavam a alcunha de serem praticamente deuses, embora, para diversos outros seres galáticos, não passassem de escória.
Suas vestes eram tão antigas quanto os primeiros ornamentos adotados pelos humanos vagamente desenvolvidos: grandes tecidos cobrindo tuas peles diferentemente tingidas, carregando cores que contracenavam com a epiderme visualmente chocante. Reuniam-se ali para debater sobre o futuro da recém-evoluída humanidade, mesmo que o destino dos terráqueos não lhes pertencesse. Nesse citado momento, possuíam vasto e igualitário poder de escolha e voz.
— Então, é sobre o Messias que estamos falando? — o moreno interrompeu, fazendo os outros sete magos virarem suas atenções. — Eu não compreendo completamente, senhores. Foi incumbida a mim a tarefa de proteger a humanidade. Por que ela precisaria de um novo salvador?
Todos, no mesmo instante, atingiram-o com seus olhares hipnotizantes e desdenhosos. Talvez céticos demais perante sua responsabilidade.
— Você não entende, Adão — respondeu o Mago Azul. — Com o tempo, você morrerá. Não é temporalmente imortal como nós. Não é puro. Depois que partir, precisaremos de um novo símbolo para a humanidade.
— A partir do momento que nomearam-me mago, dando a mim meus devidos poderes, assumi o dom da imortalidade. Não vejo por que não utilizá-lo. —  Vociferou no segundo seguinte.
— A grande Profecia encabeçada pelo Altíssimo diz que um novo salvador deve guiar os humanos a cada dois mil anos — retrucou o mesmo ser. — Ninguém está aqui para se contrapor a Deus.
— Nós somos magos! — Adão Negro bradou, alterando minimamente o tom de voz. — Alguns dos seres mais poderosos do cosmo. Por que se nos daríamos ao luxo de profetizar histórias para os seres que não fazem parte de nossa raça, ou mesmo receber ordens daqueles que pensam ser melhores do que nós?
O conselho se calou no instante que se seguiu. Não pareciam querer responder àquele jovem tolo que portava vestes totalmente negras. Embora tentar, de certa forma, abrir os seus cegos olhos fosse necessário.
— Como dito por Ahemeel, meu caro… — interpelou o velho Mago Shazam, a pessoa que lhe dera teus poderes centenas de anos atrás. — Isso não cabe a nós. Muito menos a você.
Um grande bufo fora escutado, igualando-se ao estado emocional dos animais mais nervosos; fumaça praticamente havia saído por suas narinas e ouvidos, denotando toda a raiva que carregava em teu interior. Ele então deu meia volta e se retirou, visualmente contra a sua vontade.
O conselho prosseguiu posteriormente, reflexivo. Com o findar do longo discurso, ficou decidido o que antes fora mencionado: a cada quantidade significativa de eras, um astuto Messias seria escolhido e desceria à Terra, tendo como principal iniciativa zelar e ajudar a humanidade a evoluir psicologicamente, como nos primeiros planos de Deus. A aurora dos tempos caminhava para mais um de seus grandes capítulos.
De súbito, todo o ar do majestoso saguão petrificado começou a esfriar. Os álgidos ventos atingiram a pele dos magos com robustez, enquanto uma alta e soberana presença pairava pelo ambiente.
Adão Negro adentrou novamente o local e fez o que, em sua mente, parecia ser o mais correto: reivindicou sua posição de salvador da humanidade. Ninguém jamais tomaria seu lugar de direito, ninguém nunca saberia o que é certo ou errado, além dele. O escolhido já tinha nome, e sempre teria.
O conselho, impensavelmente, o ignorou naquela situação. Então uma grande e pavorosa chacina aconteceu. Uma quantidade significativa de sangue divino foi derramado por todo ambiente, por vezes sendo jorrado pelas paredes como uma grande pintura renascentista, que simbolizava a dor de se carregar a ânsia insaciável por poder. Um por um, os deuses-magos foram submetidos à máxima utilização da magia do ser negro e pereceram da forma mais brutal que se pode imaginar.
Os imortais caíram, ironicamente, perante àquilo que os mantinham vivos. Suas existencialidades foram tomadas tão facilmente quanto adulto tomando doce da boca de um criança. Com exceção do grande, e mais poderoso de todos, mago vermelho, Shazam, os outros membros do conselho obtiveram seus corpos totalmente desintegrados pelo Messias.
Pela primeira vez em toda a história, o Relâmpago Vermelho lutou contra o Relâmpago Negro, marcando o inicial e duradouro embate de ambas as divindades — uma delas, posteriormente, tomando o corpo de um garoto. A experiência inquestionável do líder dos magos o fez vencer o autodenominado eterno escolhido; porém, em decorrência do provecto corpo, com uma certa dificuldade. Naquele derradeiro momento, Shazam percebeu o poder destrutivo que Adão Negro carregara, então, totalmente desesperado, tomou a decisão mais sábia que poderia: o aprisionou em uma cela multi-dimensional, para que fosse, enfim, controlado. Era instável, surpreendente e perverso demais para caminhar no mesmo solo que ele, e todos os outros. Durante a penitência, Adão pagaria por todos os seus pecados, para o resto de sua pateticamente irracional vida.
Desprovido de um Messias para guardar e zelar pela humanidade, Shazam noticiou o ser mais poderoso de todo o Universo, para que o mesmo tomasse suas próprias decisões; já que o conselho dos magos havia falhado miseravelmente com suas propostas. Então, o grande Altíssimo decidiu dar ao povo da Terra um novo salvador, dessa vez livre de magia e carnalmente mortal, para que o mesmo não fosse capaz de fazer o que Adão Negro fizera — intrinsecamente, tinha absoluta certeza que seu enviado jamais seria capaz de tais feitos.
A feitiçarias deveria ser esquecida, segundo o decreto do próprio Deus, logo após a concepção daquele que viera a chamar de Filho. O Mago Shazam, logo após, permaneceu escondido, e o povo da Terra, aos poucos, foi denominando todos aqueles que mexiam com encantos sobrenaturais como seres indignos e praticantes de heresia. Condenados à profunda dor, exclusão e, enfim, à Morte.

2

ESTADOS UNIDOS. Filadélfia. Dias de hoje.

O Relâmpago Vermelho cortou os céus, ultrapassando a barreira da Velocidade do Som, fazendo com que todos erguessem suas diminutas cabeças para contemplá-lo em essência. Vislumbrados, alguns abanavam suas mãos, na inocente atitude de também serem notados; as pálpebras se fechando ao avistar às alturas, o sol incidindo em teus olhos com robustez.
Ele era um sujeito bastante ocupado — às vezes até demais —, porém não deixava que isso o incomodasse. De súbito, chegou em um beco escuro, incrivelmente deserto e sujo; os serviços de limpeza da cidade não eram tão eficientes em cantos inóspitos quanto esse, e a população também não demonstrava muita preocupação ou zelo perante eles. O Capitão Marvel tinha que voltar ao trabalho o quanto antes, estava moderadamente atrasado da volta de seu intervalo — digamos que impedir a queda daquela imponente aeronave lhe tomou mais tempo do que deveria.
O céu, instantaneamente, começou a se fechar, somente aguardando um pequeno clarão que viria a acontecer em seguida.
— SHAZAM! — Gritou, deixando rapidamente de ser aquela entidade superpoderosa, e dando lugar apenas ao homem por trás dela. Billy Batson. Órfão, jornalista, herói.
Correu intensamente pelo beco, suas pernas robustas exercendo favoravelmente suas funções, o lixo espalhado atingindo minimamente seus sapados de couro marrom. Segurava seu chapéu, para não perdê-lo no meio do caminho, enquanto sua gravata voava para o lado, veloz, e seu paletó claro abria-se com a incidência da corrente de ar que o acometia. Virando como louco pelas esquinas, atravessando rapidamente pelas ruas e, finalmente, praticamente teleportando-se pelas quadras, chegou ao tão desejado paradeiro: o prédio da Rádio WHIZ. Passou ferozmente pela porta giratória — a mesma que transformou-se no herói vez ou outra — e subiu as escadas, rumo ao seu bom e velho escritório na sede jornalística, torcendo para que não houvesse uma reportagem de última hora.
Felizmente não tinha, mas o atraso foi contemplado por olhos desconfiados e descontentes dos colegas. Em retribuição, Billy sorriu, sem mostrar os dentes, desviou os olhares de uma maneira engraçada, abanou uma das mãos e singrou rumo à entrada do cômodo que lhe pertencia. Agora, lá estava ele, para mais algumas horas de um serviço que tanto adorava, e nunca lhe cansava: separar umas papeladas importantes, ajudar na programação diária das informações dos programas e, claro, se atentar para qualquer aleatoriedade que perturbasse o ambiente público da cidade.
Inesperadamente, logo atrás dele, alguém igualmente adentrou o escritório. Uma presença tão inesperada que Batson foi capaz de dar um singelo pulo — um misto de susto e alegria ao mesmo tempo. Portava duas notáveis bengalas de braço e locomovia-se com uma certa dificuldade. Era Freddy, um de seus queridos irmão adotivos.
— Ah. Oi, Billy. — Ele levou as mãos à cabeça, um pouco envergonhado.
— Freddy? — seus olhos encontravam-se incrivelmente arregalados. — O que faz aqui?
— Eugene foi me levar na fisioterapia e tivemos um probleminha com o carro perto daqui. Enquanto ele está lá esperando o mecânico, decidi passar e te dar um oi. — Sorriu.
Billy igualmente esboçou um riso, enquanto suas feições rapidamente mudaram, transmitindo um certo espanto.
— Caramba, e conseguirá fazer ainda hoje? — perguntou. — Soube que tem tido grandes avanços. Qualquer coisa é só pedir que eu te levo!
— Ei, calma, babacão — Freddy respondeu, suspirando. — Vou conseguir, sim. Não deve demorar.
A expressão do rosto de Batson mostrou um certo alívio, embora nem mesmo tivesse tido tempo de carregar um grande susto. Locomoveu suas pernas exemplarmente, após, em direção à uma minguada mesa de canto, onde ficava sua máquina de café; céus, o líquido ainda encontrava-se quente, mesmo tendo sido feito pela manhã. Sua mão branca agarrou um copo descartável, delonga.
— Café? — Perguntou, educadamente.
— Ah, não, obrigado — balançou aos braços, apoiados nas bengalas, e a cabeça ao mesmo tempo. — Só passei para dar um oi mesmo.
— Tudo bem — fez uma feição adorável. — Aproveitando que você está aqui, queria te falar uma coisa. Longe da Mary, claro, por isso não toquei no assunto antes.
— Pode falar.
— Bem, amanhã, como todos nós já sabemos, é aniversário dela — sentou no topo da mesa, deixando que parte da força que antes alçava teu corpo se fosse. — Estava pensando em fazer algo especial para ela, o que acha?
— Eu sou totalmente a favor. O que pretende?
— Ah — movimentou os dois ombros ao mesmo tempo. — Pensei em chamar o papai e a mamãe para vir. Pedro e Darla viriam também. Tem muito tempo não vemos todo mundo.
Tais palavras foram suficientes para colocar um grandioso e inquebrável sorriso no rosto de Freddy, mais sincero do que nunca.
— Claro! Excelente ideia, Billy — foi capaz de dizer. — Eu estava pensando em surpreendê-la, mas juro que não sabia como.
— Sorte ter um irmão tão incrível quanto eu, né? — Expressou, os lábios espichados, levantando as sobrancelhas e colocando o copo em sua boca.
— Haha — disse. — Enfim tinha que ter alguma ideia genial, senhor esquecimento!
— Ah, eu sou incrível. — Deu um curto tapa no ar.
— Tá, tá, senhor incrível — pôs sua cabeça para o lado. — Mas você já falou com eles? Está muito em cima da hora.
— Ainda não — respondeu instantaneamente. — Mas deixa comigo. Vai dar tudo certo.
— Tudo bem — serrou os olhos, desconfiado, enquanto, ao mesmo tempo, sorria. — Tomara que dê certo mesmo, mané. Senão vai se ver comigo — Espichou um de seus braços, a bengala metálica acompanhando.
— E quando foi que eu pisei na bola? — Fez uma feição irônica.
— Quer por ordem sequencial ou alfabética? — Ergueu as sobrancelhas em superioridade.
Billy gargalhou. E, em seguida, voltou a tomar um gole do café. Agradecia por não dispor do líquido em sua boca quando Freddy falou aquilo, senão teria feito uma bagunça.
— Nossa! — olhou para o relógio no pulso. — Deixe eu voltar pro carro. Se já estiver tudo encaminhado, tenho que ir. Não posso atrasar.
— Vai lá — esticou a mão livre. — Qualquer coisa me ligue, se o carro não funcionar mesmo!
— Combinado, panaca! — alegrou-se uma vez mais. — Se tudo der certo, até mais tarde.
— Até, Freddy — a palma de sua mão esticada, os dedos cortando o vento de um lado para o outro. — Vou ver se antes de ir pra casa ligo pro papai.
— Claro, claro, faça isso — Freddy terminou dizendo. — E vê se leva refrigerante para a janta desta vez. Não aguento mais tomar aquele suco de caju da Mary.
Batson demonstrou grado, mais uma vez. Realmente, ninguém mais aguentava o suco de caju da Mary. Contemplou seu irmão caminhando lentamente para a saída, os braços fazendo mais força que as próprias pernas. E, então, Billy novamente ficou sozinho em seu escritório, resolvendo as coisas essenciais de seu trabalho.

3

Carne morta, em partes dilacerada. Era era divina e mágica, feita milimetricamente com a maior das matérias-primas: poder. Sua mão esquerda ia de encontro ao solo, sem força, enquanto a direita apoiava-se em sua barriga, vagamente aberta, as tripas jogadas para fora. Repousava, já sem vida, teu corpo demasiadamente exposto; as sobras de suas antigas vestes negras que antes cobriam-o, rompidas, os tecidos mágicos rasgados com veemência, um aspecto brutal. O raio, antes estampado em teu peito, encontrava-se desaparecido; foi retirado com a mais odiosa das forças, durante os golpes e as ondas de poder mágico que levara.
Segurando a criatura perversa em teu colo, um homem franzino e careca, igualmente perverso — em grau mental, já que tua fisicalidade demonstrava ser tão precária quanto a de um singelo palito —, lamentava-se aos prantos por tudo aquilo. Indagava aos céus, para quem quer que o ouvisse, o derradeiro motivo de tudo estar acontecendo daquela maneira; do jeito que nenhum deles conseguiu imaginar, ou, ao menos, se preparar. Pelas redondezas daqueles indivíduos, largados ao chão como traça, podia ser contemplada uma quantidade excessiva de cera derretida, tão ardente quanto o pecado que carregavam. Igualmente, uma expressividade de sangue fazia-se presente, sangue divino, como a carne banhada pelo mesmo.
— Maldito! Voou perto demais do Sol — melancolicamente deixou escapar a criatura sem cabelos, desolado, ao mesmo tempo que esboçava um ódio crescente dentro de si. — Agora… veja só você.
Não muito longe dali, outro ser jazia-se igualmente caído, suas vestes, assim como de seu antagonista, aos pedaços; possuía a antiga coloração rubra, que agora misturava-se, sendo facilmente confundida, com tua seiva. Outra criatura nomeada de deus, outro ser poderosamente mágico. Ele era o caminho, a verdade, e a vida.
Em uma posição poeticamente invertida da vista na criatura das trevas, que muitos achariam curioso e coincidente demais, o Relâmpago Escarlate situava-se com a mão direta sobre o chão, desconexa, alguns pequenos músculos segurando-a, o antigo residente osso estilhaçado; enquanto a esquerda apoiava-se em sua perna, também findada, o que sobrou da carne e dos ossos, à mostra.
O ente era apalpado por uma mulher, de véu branco — já manchado — que a cobria dos pés à cabeça, derramando incontáveis lágrimas pesadas sobre o falecido corpo. Sua querida irmã. Um ser de alma pura, como aquele que segurava, transparecendo toda a dor interna que a acometia; assim como todos planeta à fora. Nos noticiários e relatos pessoais.
A divindade luminosa havia acabado de derrotar a, nomeada por diversas pessoas, grande Besta do Apocalipse. Todavia, em decorrências deste mesmo fato, igualmente viera a falecer, como seu antagonista maligno; em uma batalha, uma guerra de instantes, que desolou, chocou, e mudou para sempre o caminho da humanidade.
Em seu mais puro sentimento de altruísmo — o verdadeiro —, ele se tornou o salvador hodierno que todos tanto falavam e esperavam pelo retorno. A fera possuía autoridade rebuscada, poder intransigente e um trono conquistado por pura vilania; porém, o redentor possuía a mais brilhante das luzes, e carregara em teu peito uma infinitude de amor e zelo.
O pobre povo da Terra nada mais precisaria temer. Ele havia vencido, lucrado o próprio mundo. Libertando-os das mazelas e do grandioso sofrimento que as aguardavam. Tornou-se o que trabalhou e, por tempos, dele foi esperado: o novo Messias. Não haveria mais a escuridão de uma noite sem fim. Não precisariam mais da Luz de Candeia, nem mesmo da luz do Sol, pois o senhor Deus os iluminaria, abastecendo com toda a energia necessária para continuar suas vidas. E eles reinariam, de agora para todo o sempre.

Continua…


Inspirado nos personagens da DC Comics.
Shazam foi criado por Bill Parker e C. C. Beck.

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Sobre o Autor

Victor Dourado

Fissurado por quadrinhos, cinema, games e literatura. Estudante de Matemática e autor nas horas vagas. Posso também ser considerado como um antigo explorador espacial, portador do jipe intergaláctico que fez o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs.

  • Muito bom Jipeiro, curti demais essas referências bíblicas. Eu não sou uma pessoa religiosa, mas li a Bíblia uma vez e lembro de uma coisa ou outra. Gosto muito quando fazem releituras dela em histórias aleatórias. Se bem abordada, pode sair algo até melhor que as escrituras sagradas. (P.S.: Tô com mau pressentimento sobre essa festa de aniversário…)

    • Muito obrigado, Black.
      Eu nunca fui um cara muito religioso, inclusive por muito tempo fui totalmente cético, mas recentemente ando mudando de ideia. Talvez precisemos acreditar em algo, pra vida fazer sentido.

      PS: Tô até com dó de escrever essa parte… kkkkkkk

      • A fé definitivamente é um combustível, basta saber usá-lo de maneira correta pra que ele ajude a nos direcionar de maneira mais correta (ou uma que faça mais sentido) nesse mundo. P.S.: Se eu chorar a culpa é tua kkkj

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Meu amigo, eu fico extremamente feliz em saber disso. Você sabe que eu respeito a crença ou descrença de todos, mas jamais irei entender como alguém consegue viver sem acreditar em absolutamente nada. A vida sem fé perde totalmente o seu propósito. Recentemente, eu estava conversando com um colega de trabalho que é ateu. Ele me disse que pessoas sem fé podem ser boas, da mesma maneira que existem pessoas com fé que são más. Eu concordo plenamente com o que ele falou. A fé por si só não implica em caráter, mas ela dá sentido a vida.

        “Se Deus não existe e a alma não é imortal, tudo é permitido.”
        Dostoiévski

        • Pedro, é muita coincidência! Eu acabei de comentar esse fato com você, antes mesmo de ter visto esse seu comentário.

          “Ele me disse que pessoas sem fé podem ser boas, da mesma maneira que existem pessoas com fé que são más. Eu concordo plenamente com o que ele falou. A fé por si só não implica em caráter, mas ela dá sentido a vida.”
          Isso foi lindo demais, meu amigo. Eu amo esses tipos de conversa com você, sabia? Cara, você é demais!!!

          “Se Deus não existe e a alma não é imortal, tudo é permitido.”
          Por que nos preocupar sendo que não estamos vivendo por nada? Seria uma terra sem lei, não é? Não há punição para aqueles que praticam o mal e nem o Paraíso para os seres de bem. Isso desanima todo ser vivo.

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Sinceramente, eu não vejo sentido na vida se não houver uma vida após a morte. Se não houver punição e retribuição, não faz diferença nenhuma se somos bons ou maus. Aliás, o conceito de bem e mal perderiam seu significado.

          • “Aliás, o conceito de bem e mal perderiam seu significado.”
            Também acho, meu amigo.

  • Agente Smith

    Muito boa Jipeiro, fiquei sem palavras!

    Eu vejo muito futuro cara pra você, namoral! As referências, tudo isso do Adão Negro, cara, sem comentários, muito foda, DC tem que contratar você logo kkkkkk. O próximo capítulo não perco por nada, será o último ou ainda terá mais histórias pela frente?

    • Muito obrigado, meu amigo!

      Poxa, mano! <3
      E, quanto exagero, hein? kkkkkkkkk
      Serão seis partes. Se gostou do que leu até agora, vai gostar bastante dos próximos.

      • Agente Smith

        Não é exagero, é apenas a verdade kkkkk!

        Eu quero ler muito o restante dessas histórias, e quero ver ainda mais fanfics, se são suas são de qualidade kkkkk. Aliás, me desculpe por qualquer coisa que eu tenha feito de errado!

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Ele tem que ir pra Marvel. A narrativa dele é mil vezes melhor que a porcaria que o Dan Slott escreve pro Aranha.

      • Agente Smith

        Com certeza, o Quarteto Fantástico, Homem-Aranha e Demolidor ficariam perfeitos nas mãos do Jipeiro, o cara é muito foda.

  • Pedro, o Homem Sem Medo

    Eu amo esse dcneco safado!
    Cara, a sua narrativa é ímpar! Definitivamente, você tem muito talento. Desculpe por demorar tanto pra aparecer aqui, camarada. Só agora, olhando de relance, eu vi que era outro capítulo dessa sua saga. As referências bíblicas ficaram estupendas:-)

    • Eu te amo mais, seu marveco safado!!!
      Muito obrigado, mano. E eu estava com MUITO medo de ofender alguma crença quando citei a criação de Cristo. Mas ficou até legal essa pequena homenagem que fiz, não?

      Obs: Eu rezei esses dias pra trás, Pedro. Acho que minha relação com Deus melhorou muito de um tempo pra cá.

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Fico extremamente feliz de saber isso, meu amigo:-)

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