Corpos distorcidos em prédios brilhantes. O dinheiro precioso, ganho do que der e vier. A fumaça deixa tudo tão misterioso, não é mesmo?
Somos os palhaços, nesse circo de horror. Vendemos a vida e compramos o amor. Que venham os engravatados nos ver dançar!
Que os miseráveis façam truques, exóticos, curiosos, exuberantes, e que sejam a principal atração. Assim, podem ganhar suas migalhas que lhes foram designadas. Afinal, é assim que as coisas são.
E que brilhem as riquezas, que caiam árvores, ao som das divinas trombetas; Que chova sangue, suor e lágrimas. E que acabe tudo numa explosão de purpurina e pedaços, sobrando somente as cinzas e os trapos, levando os idiotas ao delírio.

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Sobre o Autor

Hugo P. Crepaldi

Escritor de tudo o que vaga pela minha mente. Fundador/criador do extinto Clube da Insônia (o verdadeiro) e apaixonado por gastronomia, tatuagens, literatura e música.

  • Incrível, Hugo. Mais uma vez.
    Como lhe disse no bar aquele dia: que puta crítica.
    Ansioso pelos próximos.

    • Edgar Allan Poe

      Obrigado, Victor!
      Fico muito feliz que tenha gostado. Espero corresponder às expectativas, haha.

      • Ah, NÃO ACREDITO! Não tinha como seu perfil ser outro, não é?! Kkkkkkkkkkkk

        Me manda a imagem lá no whats!

  • Muito bom. As frases são bem musicais e o encadeamento é preciso.

    • Edgar Allan Poe

      Fico feliz que tenha gostado!
      Pois é, eu inclusive já pensei em usar esse texto pra me arriscar em algum tipo de música, mas como não entendo muito dessa parte, deixei pra lá mesmo haha.