Quanto mais eu penso,
Mais induzo-me a lembrar.
Meu peito dói
E a saudade vem
Me visitar.

Relembro de ti,
Dos momentos de alegria e celebração.
Tu me fazias rir
Como nenhum outro
E, com o tempo, te separei um vasto espaço em meu coração.

Inspiração travessa,
Tomada de erros e arrependimentos,
Mas também aprendizados,
Significativos e marcantes,
Repletos de peso, glórias… e mágoas.

Sangue do meu sangue,
Tarde demais te descobri
E cedo nos deixou.
Essa dor imensa que senti
Ainda não me abandonou.

Poderia ter mandado mais mensagens,
Efetuado mais telefonemas,
Dito que sentia saudades…
E que te amava, como um filho,
Porque tu foi como um pai.

Deveria ter-lhe aproveitado mais,
Todo mundo deve estar pensando assim.
Essas dores me atormentarão para sempre
Porque, por mais que tu não estejas mais aqui,
Suas memórias ainda vivem, ao menos dentro de mim.


Dedicado ao homem que me inspirou a sorrir e sonhar, mesmo nos momentos mais difíceis.

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Sobre o Autor

Victor Dourado

Fissurado por quadrinhos, cinema, games e literatura. Estudante de Matemática e autor nas horas vagas. Posso também ser considerado como um antigo explorador espacial, portador do jipe intergaláctico que fez o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs.

  • Caramba, Victor, visceral. Muito bonito.

    “Porque, por mais que tu não estejas mais aqui,
    Suas memórias ainda vivem, ao menos dentro de mim.”

    É o que escrevi no meu texto sobre Viva: A Vida é Uma Festa: somos a soma de todos os nossos ancestrais, de suas experiências e escolhas. Se esquecemos deles, se permitimos que a morte nos roube suas lembranças, terminamos por esquecer de nós mesmos.

    Que as memórias vivam sempre.

    É para o seu avô?

    • Muito obrigado, meu amigo.

      Estou devendo um tanto de críticas suas. Eu peço perdão, mas acho que você entende. Saiba que passarei em cada um delas ainda (e sabendo disso agora, Viva vai ter uma preferênciazinha)!

      Que as memórias vivam!

      Para o meu tio, meu amigo. Esses últimos dias têm sido um terror.

  • Lindo texto, Jipeiro.
    Independente do que ocorreu, espera que esteja tudo bem.

  • Texto muito bonito, Jipeiro.
    E meus pêsames, sei como é. Acabei perdendo minhas duas avós, uma no ano passado e a outra em fevereiro desse ano.

  • Dave Mustaine

    Cara, senti um baita nó na garganta ao ler. Muito bonito o poema, meus pêsames (mais uma vez) pela sua perda 🙁

  • Leo

    Que poema lindo.
    Adoro poemas pois são uma expressão clássica, sutil e efetiva de nossos mais profundos pensamentos e sentimentos.
    Sempre é bom ver pessoas que apreciam a arte da escrita (vez ou outra tbm gosto de escrever mas to enferrujado).

    De qqr maneira, belas palavras e meus pêsames claro.