No último dia de abril de 2008, a Marvel Studios lançava o primeiro filme do Homem de Ferro. O estúdio que nasceu em 1993 como Marvel Films, um braço da Marvel Entertainment, tinha como intenção licenciar produções dos personagens da editora para outros estúdios, uma das muitas medidas tomadas pela empresa para tentar vencer uma grave crise financeira. Quinze anos depois, a obra que marcaria o começo das produções próprias da empresa e seria o pontapé inicial de uma inimitável trajetória de sucesso saía como uma produção independente, financiada com empréstimo, estrelada por um talentoso ator cuja carreira estava no limbo e comandada por um diretor pouco conhecido. Muitos ingredientes de alta volatilidade em uma aposta de risco do estúdio comandado por Kevin Feige, um auto-proclamado “marvete“, que começou sua carreira como assistente na The Donners’ Company e trabalhou em todos os 15 filmes baseados em personagens da Marvel lançados por New Line, Fox, Lions Gate, Sony e Universal entre 1998 e 2007.

Quem poderia imaginar que dez anos depois aquele pequeno estúdio da famosa editora de quadrinhos norte-americana que quase faliu nos anos 1990 teria erguido um império, hoje sob a égide da The Walt Disney Company, o maior conglomerado de mídia e entretenimento do planeta? Que produziria 19 filmes – e contando –, vários deles com orçamentos vultuosos (não mais obtidos por empréstimos), arrecadaria mais de US$ 15 bilhões nesse percurso e conquistaria três (a quarta parece a caminho) das dez maiores bilheterias da história do cinema? Que teria o privilégio do ineditismo cinematográfico na criação de um universo interligado e extremamente coeso de múltiplas franquias (dez até o momento, uma nova a caminho e variadas possibilidades para o futuro) que transportou para a sétima arte um modelo de cruzamento de enredos e personagens que é a marca dos quadrinhos de super-heróis desde os anos 1960?

Difícil pensar que alguém pudesse imaginar tudo isso, mas aconteceu. Durante essa década de produções cada vez mais grandiosas, elencos estelares, muitos personagens e conexões aprofundadas entre as franquias, o universo cinematográfico da Marvel redefiniu o cinema de entretenimento da nossa época, tornou-se a referência no modo de se fazer blockbusters e estabeleceu uma tendência na indústria – que vários outros estúdios, com personagens de quadrinhos ou não, tentam emular. Vingadores: Guerra Infinita surge para dar um passo a mais nessa trajetória: se Os Vingadores (2012) uniu 4 franquias em uma (e a sua sequência seguiu a mesma estrutura), o terceiro filme dos super-heróis mais poderosos da Terra apresenta um surreal crossover entre 10 franquias.

Em busca de poder

Atenção, a partir de agora o texto contém spoilers.

Vingadores: Guerra Infinita começa imediatamente após o final de Thor: Ragnarok (2017) (clique aqui para conferir a crítica) com uma sequência brutal que mostra o nível de ameaça que Thanos (Josh Brolin) representa: a nave que resgatou todos os sobreviventes de Asgard está destruída, quase todo mundo foi morto e Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Loki (Tom Hiddleston) e Heimdall (Idris Elba) estão à mercê da Ordem Negra e do Titã Louco, que deseja obter do Deus da Trapaça o paradeiro do tesseract, a joia do espaço. Antes de ser morto, Heimdall consegue enviar um humilhado Hulk para a Terra. Loki entrega a joia para salvar o seu irmão, sendo morto facilmente por Thanos quando tenta atacá-lo. O local é destruído e Thor é largado semimorto na imensidão espacial.

Não poderia haver um início melhor. Em poucos minutos os dois super-heróis mais poderosos da Marvel são completamente subjugados por um Thanos em posse de apenas uma joia do infinito, enquanto Loki e Heimdall são assassinados com extrema facilidade. Qualquer dúvida que pudesse existir sobre a gravidade da ameaça que o Titã Louco representa é completamente dissipada.

Emulando o Surfista Prateado em Desafio Infinito, o Hulk despenca no Sanctum Sanctorum, encontrando Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e Wong (Benedict Wong) e alertando os protetores místicos do planeta sobre a ameaça que se avizinha. O Doutor Estranho vai atrás do Homem de Ferro (Robert Downey Jr.). Enquanto todos eles escutam de Banner tudo que é preciso saber sobre as intenções de Thanos, a Ordem Negra chega à Terra, provocando o caos em Nova York.

Fauce de Ébano (Tom Vaughan-Lawlor) e Cull Obsidian (Terry Notary) confrontam os três, atrás da joia do tempo no Olho de Agamotto, e um Homem-Aranha (Tom Holland) que ouvia música tranquilamente no ônibus escolar é desperto pelo sentido de aranha, juntando-se ao grupo, que termina com Doutor Estranho capturado e torturado, Homem de Ferro e Homem-Aranha escondidos na nave espacial já em órbita, e Bruce Banner indo atrás do renegado Capitão América (Chris Evans).

No espaço, a Milano responde ao pedido de socorro da nave asgardiana e os Guardiões da Galáxia encontram apenas destruição, até que um Thor desacordado bate na frente da nave. Diante do cenário que se desenha, Thor, Rocket (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel) partem em busca de uma estrela de nêutron onde será forjada a nova arma do Deus do Trovão, enquanto Senhor das Estrelas (Chris Pratt), Gamora (Zoë Saldaña), Mantis (Pom Klementieff) e Drax (Dave Bautista) vão para Luganenhum na intenção de impedir que Thanos consiga a joia da realidade que está com o Colecionador (Benício del Toro).

Nessa altura, Capitão América, Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Falcão (Anthony Mackie) salvam a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e o Visão (Paul Bettany) do ataque quase mortal de Próxima Meia-Noite (Carrie Coon) e Corvus Glaive (Michael James Shaw) na Escócia e reúnem-se ao Máquina de Combate (Don Cheadle) na base dos Vingadores, onde a presença holográfica do secretário Ross (William Hurt) faz mais uma ponte com o Acordo de Sokovia, partindo em seguida para a nação do Pantera Negra (Chadwick Boseman) com a intenção de curar os ferimentos do sintozoide, proteger a joia da mente e preparar a resistência do planeta Terra contra Thanos.

No espaço, uma nova divisão acontece, e enquanto Gamora é levada por Thanos para a sua nave – onde Nebula (Karen Gillan) está sendo torturada –, Doutor Estranho, Homem de Ferro e Homem-Aranha encontram-se com Senhor das Estrelas, Drax e Mantis em Titã, formando um novo time na batalha contra o Titã Louco. Desse modo, com muita rapidez (sem conveniências muito forçadas), as peças do tabuleiro de Vingadores: Guerra Infinita se posicionam em seus respectivos lugares, interconectando-se através de saídas interessantes e fazendo a narrativa se desenvolver com fluidez e lógica.

Uma escolha formidável e ousada de Kevin Feige, Anthony Russo, Joe Russo, Christopher Markus e Stephen McFeely estabelece um elemento diferencial para o longa-metragem e funciona como um elo perfeito de conexão entre tantos núcleos diferentes de uma história serpenteante que passeia por vários mundos e cenários distintos: contar a história sob a perspectiva do antagonista. Vingadores: Guerra Infinita poderia perfeitamente se chamar A jornada de Thanos.

As ações e intenções do Titã Louco são como a linha e a agulha que costuram toda uma narrativa que finaliza com muita emoção e impacto os dez primeiros anos de universo cinematográfico da Marvel. Desde sua primeira aparição, em 2012, o personagem vem exercendo uma influência oculta em todos os filmes do estúdio, nunca tomando o foco principal das aventuras individuais, mas sempre insinuando-se, pela presença propriamente dita (Os Vingadores e Guardiões da Galáxia) ou através das joias do infinito (Vingadores: Era de Ultron e Doutor Estranho).

Thanos é um destruidor de mundos de inspirações malthusianas: o seu desejo é conter o aumento populacional desenfreado. Para alcançar o almejado equilíbrio, invade planetas e dizima metade de suas populações: através do extermínio indiscriminado e sem paixões deixa para trás um irônico legado da prosperidade. O excesso de gente e a escassez de recursos levaram Titã, sua terra natal, ao colapso – Thanos previu tudo isso, avisou os seus, apresentou uma solução radical, mas não foi ouvido; ser chamado de louco foi a sua recompensa.

Disposto a tornar a sua missão mais rápida e completamente eficiente, Thanos quer obter para si as seis joias do infinito, artefatos de imenso poder que reúnem todas as características essenciais da existência. Em posse de todas elas, um estalar de dedos será o suficiente para exterminar aleatoriamente, sem privilégios a ninguém, metade da vida senciente de todo o universo.

Por mais que seja um personagem inteiramente construído em computação gráfica através de captura de performance, Thanos impressiona – e muito. Todas as nuances da excelente atuação de Josh Brolin foram capturadas pelo primoroso trabalho da Weta Digital e da Industrial Light & Magic. A interpretação do experiente ator transparece em suas expressões e o roteiro afiado auxilia muito nesse processo. O Titã Louco é conhecedor do que quer e do que precisa fazer para consegui-lo. Há justificativa plausível em todas as suas motivações, por mais que os efeitos dos seus atos sejam, no fim das contas, mortíferos.

Brolin retira de Thanos toda a vilania exacerbada e o histerismo desvairado típico de vilões que desejam o extermínio de pessoas. Vai para o lado oposto: busca a sua humanidade. E incrivelmente consegue encontrá-la, extraí-la e expô-la. Sua voz é de uma placidez que impressiona e confere peso a todas as falas do Titã Louco. O ator constrói um personagem que esbanja uma tranquilidade ímpar diante daquela que converteu-se em sua missão da vida, mas que ele não realiza com sadismo ou prazer. Sereno e calmo, firme em sua crença, mata apenas se houver necessidade e não se regozija com os assassínios – vários heróis são poupados durante a sua jornada.

Cônscio de que suas mãos verterão muito sangue e consumirão muitas vidas, mas que tudo isso será necessário para que o universo caminhe para a prosperidade e para a vida (por mais que isso soe contraditório), ainda há espaço para amor em Thanos: não pela Senhora Morte, como nas HQs, mas pela filha adotiva – e todo o arco que explora a relação do personagem com Gamora é profundamente emocional e de suma importância para todo o desenvolvimento narrativo.

O Titã Louco se emociona. Chora – de verdade, sem falsidades ou enganações. A sequência no planeta Vormir traz de volta o Caveira Vermelha (Ross Marquand) como guardião da joia da alma e constrói um dos momentos mais dramáticos do filme, quando Thanos precisa trocar a única coisa que ama nesse mundo pela joia – uma alma por outra. Ele faz o sacrifício necessário para alcançar o seu intento, mesmo que isso atinja fundo em sua alma e custe tudo – e efetivamente custa. Essa é sua única fraqueza. E talvez seja ela a indicar um caminho de esperança para os heróis no futuro.

Tomando Vingadores: Guerra Infinita inteiro para si, sem necessidade de flashbacks incansáveis sobre o seu passado (apenas um que ilustra a relação com uma Gamora ainda infante), Thanos convence em todas as cenas, com seu carisma, sua visão de mundo e suas ideias, por mais erradas e absurdas que sejam. Portando-se sempre com uma natural superioridade (sem parecer arrogante), o amálgama das expressões de Josh Brolin com pixels e mais pixels de texturas cria um antagonista imponente que desde já marca seu nome na galeria dos grandes vilões da história do cinema. Ainda assim, há espaço para todos os super-heróis, cujas histórias gravitam em torno da ameaça de Thanos, terem os seus momentos e arcos – uns mais que outros, como era de se esperar.

A direção dos irmãos Anthony e Joe Russo é repleta de vitalidade e excelência. Não foi uma tarefa simples: vindos dos espetaculares Capitão América: O Soldado Invernal (2014) e Capitão América: Guerra Civil (2016), os dois dessa vez conduziram praticamente uma orquestra, em um filme inteiro que se constituiu em um desafio monumental. Precisaram conciliar aventuras que ocorrem simultaneamente na Terra e em outros planetas, um elenco numeroso que muitas vezes nem pôde se encontrar no set, e tons, visuais e acentos de múltiplas franquias. E conseguiram.

Vingadores: Guerra Infinita é tecnicamente impecável. Inteiramente gravado em IMAX, todo o visual é muito bonito, desde as locações reais, em Edimburgo e Nova York, até os cenários fantásticos das HQs: Titã, Vormir, Nidavellir, Wakanda e Luganenhum. A fotografia de Trent Opaloch transita com perfeição entre os contrastantes núcleos de mais realismo (na Terra) e mais fantasia (no espaço), utilizando-se também de características trazidas das franquias participantes. É como uma teia que agrupa elementos diferentes mas que se combinam em uma coisa só.

Aliás, esse é um dos grandes acertos do filme: nenhum personagem ou franquia é descaracterizada. O propalado trabalho de organização das produções da Marvel atinge seu ápice aqui. Quando os Guardiões da Galáxia surgem pela primeira vez é ao som de uma canção, a estilosa The Rubberband Man, da banda The Spinners, do mesmo jeito que acontece nos filmes do grupo. Além disso, dentro da Milano acompanhamos o mesmo relacionamento engraçado e familiar (“olha a língua, Groot!“) entre os personagens. Thor ressurge com um prólogo extremamente sombrio, mas no contato com os Guardiões recupera o acento cômico de Thor: Ragnarok. E o mesmo se dá com os outros personagens: Capitão, Pantera, Doutor Estranho, Homem-Aranha, Homem de Ferro… todos mantêm as características de suas últimas aparições nos filmes da Marvel.

Os efeitos visuais situam-se com facilidade entre os melhores já entregues pelo estúdio – que já produziu muitos filmes excelentes nesse quesito – e Thanos é o melhor exemplo disso: você se esquece em muitos momentos que se trata de um personagem todo em CGI; ele tem peso e presença. A trilha sonora ficou a cargo do experiente e premiado maestro Alan Silvestri. Compositor dos temas de Forrest Gump: O Contador de Histórias (1994) e da trilogia De Volta Para o Futuro (1985-1990), Silvestri também foi o responsável pela trilha original de Os Vingadores, a mais marcante das trilhas do universo cinematográfico da Marvel. Em Vingadores: Guerra Infinita ele investe em temas que ressaltam o caráter épico e urgente do longa-metragem.

Os irmãos Russo entregam um filme que tem muita história, cuja narrativa ocorre em um frenesi de tirar o fôlego, mas sem nenhuma gordura: não falta nada no filme e também não sobra. A edição de Jeffrey Ford e Matthew Schmidt é extremamente competente ao passear pelas numerosas subtramas sem esquecer de nenhuma delas por muito tempo: o filme vai e volta em seus núcleos, em uma valsa sincronizada de encontros, reencontros, planos, armações, perdas e surpresas, sempre deixando o espectador atento ao que virá em seguida. Surge uma vontade de ter visto alguns minutos da destruição de Xandar (mencionada no começo) na busca pela joia do poder, talvez outras situações a mais, mas a invisibilidade de tais coisas não interfere no saldo final – está no filme o que precisa estar.

O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely é uma aula, simplesmente. De como conectar múltiplos personagens, eventos distintos e mitologias ímpares, revisitar histórias de filmes anteriores, estabelecer diferentes arcos narrativos e conceder explicações didáticas sobre motivações e novas paragens em poucas – e ágeis – linhas de diálogo. Um investimento emocional prévio é bem-vindo, ter visto todos os filmes anteriores da Marvel ajuda, faz com que você seja capaz de perceber cada pequena referência a coisas que aconteceram em outros filmes, mas um espectador de primeira viagem não se sentirá inteiramente perdido em Vingadores: Guerra Infinita.

Há nesse filme muito do legado deixado por John Ford para toda a história do cinema em No Tempo das Diligências (1939), na sua forma eficiente de introduzir personagens e histórias identificáveis ao público com imensa rapidez, tanto através de diálogos quanto a partir de cenas marcantes – do jovem John Wayne que surge no quadro segurando uma sela em uma mão e girando um rifle na outra, enquanto a câmera movimenta-se na sua direção, para um Benedict Cumberbatch que brota de um portal na frente de Robert Downey Jr. e Gwyneth Paltrow, um Chris Evans que surge das sombras e segura o ataque de uma lança, ou um Thanos que surge imponente na frente dos heróis, é evidente uma conexão estilística que perpassa a história do cinema de entretenimento norte-americano.

O humor característico dos filmes da Marvel também se faz presente no acerto dessas conexões. O “Anjo Pirata”, a “Lebre” e a “Árvore” entram em sintonia imediata: a relação dos três é hilária. O arco dos personagens em busca da rompe-tormentas é fantástico. Em Nidavellir eles encontram o amargurado Rei Eitri (Peter Dinklage), único anão que foi deixado vivo por Thanos depois de serem obrigados a construir uma manopla capaz de manusear as seis joias ao mesmo tempo. Concentrando em si toda a energia de uma estrela, um poderoso Thor auxilia Eitri na confecção da arma, que recebe uma solução extremamente criativa para o cabo – e representa o ponto de virada de um Groot que até então dava a impressão de que passaria o filme inteiro jogando Space Defender.

Uma constante entre os heróis da Marvel, os enfrentamentos iniciais também se fazem presentes. Steve e Tony ainda não se falam (e acabam não se encontrando durante o filme inteiro) e as fissuras de Capitão América: Guerra Civil são visíveis, mas diante da ameaça maior os heróis na Terra se unem. Só que nada é fácil e imediato. O sarcasmo de Tony, os traços de arrogância de Stephen, e o ego gigantesco dos dois, provocam faíscas entre eles; Peter Quill sente ciúmes da presença de Thor em sua nave e também não se acerta com Tony de imediato – no meio disso tudo, a ingenuidade e o deslumbre adolescente de Peter Parker trazem tempero a essa mistura característica de brigas antes de uniões.

As cenas de ação seguem o nível de excelência que os Russo já haviam apresentado nos seus dois filmes anteriores, indo além quando eles se aproveitam das possibilidades infinitas de interações entre tantos personagens e novos poderes. Já de início temos um Thanos versus Hulk brutal que mais parece uma luta de boxe e termina com o Gigante Esmeralda humilhado – e receoso de voltar a assumir o controle. O pequeno combate em Nova York, envolvendo Homem de Ferro, Doutor Estranho, Wong, Homem-Aranha, Fauce de Ébano e Cull Obsidian pelas ruas e parques da cidade já dá o tom de como será a interação entre os poderes dos super-heróis nas próximas sequências.

Na Escócia, um combate noturno de cortes rápidos e câmera próxima, bem ao estilo dos Russo, envolve Capitão América, Falcão e Viúva Negra contra Próxima Meia-Noite e Corvus Glaive, que acuavam Wanda e Visão em busca da joia do infinito na testa do sintozoide. Em Luganenhum, lar do Colecionador, os Guardiões da Galáxia atacam Thanos e vemos o Titã usando a joia da realidade para transformar Drax e Mantis em cubos e fitas, tal qual acontece na HQ Desafio Infinito.

No terceiro ato, a batalha de Wakanda, envolvendo Pantera Negra, Capitão América, Viúva Negra, Máquina de Combate, Falcão, Bucky, Okoye, M’Baku, Banner na Hulkbuster e todo o exército do país contra as criaturas alienígenas de Thanos, lideradas por Próxima Meia-Noite e Cull Obsidion, entrega ótimas combinações como Viúva e Okoye, Máquina e Falcão e Capitão e Pantera. Belas tomadas aéreas dão a dimensão exata de uma guerra em grande escala. A Feiticeira Escarlate mostra a extensão dos seus poderes em uma participação crucial na reta final, mas o clímax é atingido com a chegada triunfante de Thor, mais poderoso do que nunca com o rompe-tormentas em mãos, Groot (que tem uma troca de cumprimentos hilária com o Capitão) e Rocky (que tem uma cena hilária com Bucky) – o trio parece emular Aragorn, Legolas e Gimli desembarcando com o Exército dos Mortos em O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, só que aqui o exército inteiro é Thor, definitivamente mostrando-se o herói mais poderoso da Marvel nos cinemas.

Mas a melhor sequência de todas, o grande destaque do filme, acontece em Titã: Homem de Ferro, Senhor das Estrelas, Doutor Estranho, Homem-Aranha, Nebula, Drax e Mantis contra um Thanos em posse de cinco das seis joias. Todo o combate é um deslumbre: do plano que quase dá certo até ruir diante da intempestividade de Peter Quill ao massacre que vem depois, a coreografia impressiona. Os heróis lançam uma nave contra Thanos, mas o Titã Louco manipula uma lua na órbita contra o Homem de Ferro; Doutor Estranho cria múltiplas cópias de si mesmo, usa as dimensões espelhadas, abre portais para ataques diretos do Senhor das Estrelas e do Homem-Aranha, que acerta o Titã em cheio e enche seu rosto de teias. Depois, Thanos destrói pedaço a pedaço da armadura do Homem de Ferro a cada soco, até quase matá-lo com uma parte dela. E ruma para a Terra em busca da última joia.

O que ocorre então, tanto em Titã quanto em Wakanda, é um final inesperado, poderoso e emocionante. Não há piedade nem misericórdia. Thanos derruba todos os heróis em Wakanda com extrema facilidade e toma a joia do Visão, apesar do esforço absurdo da Feiticeira Escarlate para impedir que isso aconteça. Thor se lança em um único ataque certeiro e mortal – a última esperança de salvação. Talvez o ato final da única realidade em que os heróis poderiam vencer entre os mais de 14 milhões de futuros vislumbrados pelo Doutor Estranho com a joia do tempo – talvez. Só que não adianta. Thanos consegue o seu objetivo. Um estalar de dedos e metade dos seres vivos de todo o universo começa a desaparecer. Herói a herói vai sumindo como pó diante dos olhos incrédulos daqueles que permanecem. É deveras pungente o desespero de Peter Parker falando que não quer morrer enquanto cai e desaparece nos braços de Tony Stark, bem como Okoye sem rumo diante do desaparecimento de T´Challa.

Thanos venceu. Se há esperança para todos aqueles que ficam, ela só será conhecida na continuação – o plano desconhecido do Doutor Estranho, o Homem-Formiga (Paul Rudd), a Vespa (Evangeline Lilly), e a Capitã Marvel (Brie Larson), última cartada de Nick Fury (Samuel L. Jackson), já na cena pós-créditos, terão papéis cruciais. Em Vingadores: Guerra Infinita todos os anseios dos heróis foram pulverizados, suas certezas destruídas. Uma belíssima cena que parece ocorrer dentro da joia da alma, com um Thanos despertando na água e encontrando uma Gamora ainda menina, antecede um recorte do Titã Louco como um quase “fazendeiro” contemplando o pôr do sol, semblante tranquilo, após cumprir a sua missão. O encerramento incomum para um filme do tipo torna impossível prever como Vingadores 4 irá se movimentar no seguimento dessa trama. É um final inconclusivo, mas que encerra perfeitamente a narrativa construída durante todo o filme e dá o primeiro passo na culminação de uma história que vem sendo contada desde 2008 nos cinemas.

O que Anthony Russo, Joe Russo, Kevin Feige e toda a equipe de Vingadores: Guerra Infinita conseguiram entregar no fim das contas foi um blockbuster perfeito, aquele que é o maior crossover cinematográfico de todos os tempos. O cinema de entretenimento como ele deve ser: uma montanha-russa de sentimentos e sensações. Aventura, ação, drama, humor, tensão, emoção… tudo isso em um filme enxuto, redondo e alucinante, que não para um único instante e entrega ao público tudo o que ele deseja – mas também muita coisa que ele jamais esperaria ver. Sem pretensões de revolucionar o mundo ou a sétima arte, mas com o interesse genuíno de gravar no espectador a certeza de que 10 anos e 18 filmes valeram a pena nessa longa jornada até aqui. E que ainda há potencial para mais 10 anos. E outros 10. De uma história que não irá acabar tão cedo.

Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War) – EUA, 2018, cor, 152 minutos.
Direção: Anthony Russo e Joe Russo. Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely. Música: Alan Silvestri. Edição: Jeffrey Ford e Matthew Schmidt. Cinematografia: Trent Opaloch. Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Josh Brolin, Chris Pratt, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Don Cheadle, Tom Holland, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Tom Hiddleston, Danai Gurira, Letitia Wright, Winston Duke, Dave Bautista, Zoe Saldana, Bradley Cooper, Vin Diesel, Pom Klementieff, Karen Gillan, Benedict Wong, Gwyneth Paltrow, Idris Elba, Benicio del Toro, William Hurt, Terry Notary, Tom Vaughan-Lawlor, Carrie Coon, Michael James Shaw, Cobie Smulders, Samuel L. Jackson, Jacob Batalon e Peter Dinklage.

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Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • Pedro, o Homem Sem Medo

    “As ações e intenções do Titã Louco são como a linha e a agulha que costuram toda uma narrativa que finaliza com muita emoção e impacto os dez primeiros anos de universo cinematográfico da Marvel.”

    Não poderia fazer uma analogia melhor, Rodrigo. Parabéns por mais uma excelentíssima crítica. É gratificante ler uma análise de alguém que tem conhecimento de cinema e HQs. A maioria dos críticos de cinema desconhece o material fonte, o que acaba empobrecendo a sua visão acerca da obra. Eles enxergam Guerra Infinita como sendo apenas mais um filme, quando não é. Guerra Infinita é um evento, a culminância de uma década e dezenas de filmes.
    Meu amigo, eu nunca saí tão devastado de um filme. Ao final da película, Thanos venceu os Vingadores, o público e eu. As motivações malthusianas dele me lembraram o vilão Bertrand Zobrist, do livro Inferno, escrito pelo Dan Brown. Em um certo momento do livro, um personagem fala uma frase que define bem o Thanos. É esta aqui:

    “Nada é mais criativo ou destrutivo do que uma mente brilhante com um propósito.”

    Ainda estou recuperando meus cacos, meu amigo. E amanhã, se der tudo certo, eu levarei meu primo comigo pra que ele possa conferir toda grandeza e ameaça do Titã Louco:-)

    • Valeu, meu amigo.

      O problema que vi em muitas críticas por agora foi justamente ignorar tudo que foi feito antes pra isso. Muitos reclamaram que os heróis “não foram desenvolvidos muito no filme”, quando 18 filmes anteriores serviram, E MUITO BEM, pra isso, que “acontece muita coisa”, e que “é inconclusivo”. Eu fico imaginando esse mesmo pessoal fazendo a crítica do espetacular As Duas Torres se fosse lançado hoje. Iam reclamar da mesma coisa…rs Não dá.

      Thanos é sensacional. E ainda terá mais um filme para brilhar de novo – que não matem o personagem no futuro. Pode aparecer em qualquer filme cósmico do estúdio e em algumas situações virar até aliado, como nas HQs. Imagina só isso nos cinemas daqui a outros 10 anos?

      Já viu quantas vezes?

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Vi apenas duas vezes (no mesmo dia)…kkkkkkkkk
        Isso foi uma das coisas que eu mais vi nas críticas dos “entendidos”. Sinceramente, eu não sei absolutamente nada de cinema, mas me considero muito mais capacitado pra analisar esses filmes. É nítida a má vontade de alguns críticos. Esperar que um filme de pouco mais de duas horas desenvolva dezenas de personagens não faz o menor sentido. Guerra Infinita não é um filme para desenvolver personagens, é um filme de consequências.
        Quanto ao Thanos, eu também não queria que ele morresse ao final de Vingadores 4. Ele, o Dr Destino, o Magneto e o Loki transcendem a vilania. São personagens de muitas camadas. E com a aquisição dos personagens que estavam com a Fox, a Marvel poderia adaptar a maravilhosa saga Aniquilação, onde o Thanos tem um papel bastante relevante.

        • Thanos em Eternos, Thanos em um derivado dos Guardiões da Galáxia, Thanos em Surfista Prateado 2 (sim! Que façam a trilogia!). Um personagem desses é pra ser usado sempre, igual nas HQs.

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Cara, será que a Marvel fará mesmo um filme dos Eternos? Seria sensacional! E o Norrin? É um dos personagens que mais quero ver sendo inserido ao MCU.

          • Precisam fazer. Cara, do Norrin EU TENHO CERTEZA ABSOLUTA. O Feige fez de tudo pra obter o personagem da Fox antes de Vingadores 1. Agora que o terá em mãos, certamente vai fazer filme dele.

            E Os Eternos estou achando que sai sim. Eu gostaria de três novidades no começo da fase 04: Quarteto Fantástico, Surfista Prateado e Eternos .

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Além dessa trinca sensacional que você mencionou, eu acrescentaria o Nova. O Feige deu uma declaração que indica que o personagem será adaptado. Só não sei se será em um filme próprio ou dentro de algum filme dos Guardiões da Galáxia.
            Quanto ao Norrin, o Feige se mostrou muito interessado no personagem. Ele até queria trocar o Demolidor por ele…kkkkkkkk
            Faz isso não, Feige, eu quero os dois…kkkkkkk

          • Estephano

            Se o Surfista é “um dos” que você mais quer ver, seria “o” que você mais quer ver um certo residente de Latvéria?

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Kkkkk
            Poxa, cara, não faz isso comigo. Eu não consigo dar preferência pra um personagem apenas, quando há tantos que eu amo igualmente. Os que eu mais quero ver são: Dr Destino, Magneto, Surfista Prateado e Wolverine. Mas eu também não vejo a hora de ter os X-Men, o Quarteto, o Kang, o Aniquilador e etc no MCU. São personagens demais!!!

          • São personagens demais e dias no ano de menos…rs Felizmente acho que o Feige vai saber organizar bem pra inserir todo mundo.

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            A Marvel tem que começar a fazer 4 filmes por ano. Como dizia o ditado: um é pouco. Dois é menos ainda. E três não chega nem perto de ser suficiente…kkkkkkkkk

          • Estephano

            O negócio é investir em team-ups como já conversamos uma vez, tipo De Volta Ao Lar, Ragnarok, Soldado Invernal… Ninguém vai reclamar, a não ser que coloquem o Homem de Ferro, ai o filme automaticamente vira Homem de Ferro 4.

          • Sim, team-ups acho que são certezas pro futuro. O negócio é que começaram muitas franquias… e agora terão possibilidades de várias outras, mas terão de encerrar essas novas antes. Como vão encaixar isso é que não sei. Nesse balaio acho provável que mutantes, por exemplo, fique pra fase 05 apenas. E que no começo da fase 04 só coloquem no máximo mais duas franquias novas.

          • Estephano

            Também não creio em X-Men tão cedo assim (contado que a compra seja efetuada sem problemas), talvez um mutante ou outro antes, mas um filme dos X-Men acho que vai demorar alguns anos ainda. Felizmente, diferente dos Vingadores os X-Men não tem necessidade de filmes solos, tem o Wolverine, mas esse já teve 3 filmes, então não vai sair um tão cedo.

            Já o núcleo do Quarteto eu acredito que comecem a usar rápido (GoG e Capitã possivelmente), até um filme deles acredito que saia rápido. Mas só um team-up de Aranha e Tocha no próximo filme do teioso me deixaria feliz. hehe

          • Estephano

            Você citou um monte de possíveis filmes mas não citou o mais provável deles: Garota Esquilo kkkkkkkkk

          • Pqp…kkkkkkkkkkkkkkkk Isso felizmente nunca vai sair. Aliás, ela é a líder na série dos Novos Guerreiros, que nem sei como anda.

        • Duas vezes no mesmo dia?
          MAS É UM SAFADO MESMO!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Faz parte do meu show… ou melhor, do show do Thanos…kkkkkkkkk

    • “Ainda estou recuperando meus cacos, meu amigo.”

      Me abraça, Pedro, e vamos nos recuperar juntos! kkkkkk
      O sentimento é o mesmo aqui.

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Se eu fosse um viadão, eu te daria um abraço bem apertado (e um cheiro no cangote); mas como sou um machão, eu vou deixar isso pro Dave, aquele viadão safatchinho…kkkkkkkkk

        • Dave Mustaine

          Vá se ferrar seu viadão kkkkkk não me chame do que você é e não me acuse de fazer o que você faz, seu comuna marxista-leninista!

          • Rorscharch

            Sem querer ser chato, mas o Lenin nunca disse essa frase rs

          • Dave Mustaine

            Obrigado por estragar minha infância 🙁

            Brincadeira, eu tô ligado que ele não falou isso, mas o Pedro continua sendo um leninista de qualquer jeito, rs.

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Você que é, seu Trotskista, Guevarista, Gramscista…kkkkkkkk

          • Dave Mustaine

            Stalinista, Castrochavista e Lulista também.
            Kkkkkkkkk

  • Guilherme

    “e Thanos é o melhor exemplo disso: você se esquece em muitos momentos que se trata de um personagem todo em CGI”

    Pois foi exatamente o que eu senti. Pra mim era como se o vilão fosse real e estivesse ali em carne e osso. O que me preocupa é que o Brolin falou que sua interpretação como Thanos não durará muito tempo igual o Cable. Tem que rever isso aí. Ok, é quase certo que o vilão será derrotado no próximo filme, mas seria tão bom que não fosse algo definitivo. Se for transformado em pedra como aconteceu uma vez nas HQs, ainda terei um fio de esperança que a Marvel volte a usá-lo no futuro.

    • Eu espero sinceramente que dure muito. Ele deve ter dito que não vai durar porque a princípio é só Vingadores 3 e 4 mesmo. Feige não revelou os planos da fase 04 pros atores…rs Mas que na fase 04 reaproveitem o personagem. Tem filme dos Eternos, talvez do Surfista, spin-off dos Guardiões… vários lugares onde ele pode reaparecer. É personagem pra aparecer no UCM tanto ou mais do que o Loki.

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Poxa, cara, eu quero ver o Thanos em uma adaptação de Aniquilação:-(

      • Rorscharch

        COmprei aniquilação esses dias, é foda

        • Pedro, o Homem Sem Medo

          Eu acho ela a melhor saga da Marvel, ao lado de Guerras Secretas (2015) e Desafio Infinito.

  • Rorscharch

    Parabens pelo texto jovem, achei que tu tinha abandonado o site haha.

    Na minha visao os Russo tiveram um amadurecimento gigantesco em relação a Guerra Civil. Souberam dosar muito bem a ação, o drama, o humor ( alias, o humor desse filme me lembrou muito o do James Gunn)

    Sobre Thanos, acho que nao precisa falar nada, vilao muito bem escrito e que interpretação maravilhosa do Josh Brolin. Essa motivação do personagem, sendo quase um Thomas Maltus galactico, ja tinha sido mostrada na saga do personagem no VOL 2 do Surfista Prateado, acho que vc e o @disqus_LYRjUKya2j:disqus devem ter lido

    Enfim, foda

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Ainda não li esse vol 2 do Surfista, cara. Valeu pela indicação:-)

      • Rorscharch

        E a fase do Jim Starlin com personagem, é bem boa

        • Pedro, o Homem Sem Medo

          Se tem Jim Starlin, tem que ser bom. Ele também escreveu duas ótimas minisséries do Surfista Prateado. A primeira se chama “Volta ao Lar ” e a segunda se chama “Ressurreição”.
          Recomendo fortemente!

    • Valeu. Não, não abandonamos, só estamos com menos tempo…rs Antes de Guerra Infinita eu tinha como meta fazer uma maratona do UCM, escrever sobre os filmes dos quais ainda não fiz crítica e também fazer resenhas das HQs de origens dos personagens que me faltam. No fim das contas só vi Homem de Ferro 1 e só consegui escrever sobre Tales of Suspense 39, sendo que nem postei ainda…rs

      Os Russo definitivamente foram um dos muitos achados do Feige. Como ele teve olho pra pescar os caras de sitcoms pra filmes de ação é um negócio que mostra o quão bom produtor o cara é.

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        O verdadeiro Mago Supremo do MCU…kkkkk

        • Rorscharch

          Enquanto isso a DC teve o Snyder, o doente supremo

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            QUAUUQAUAUQAAUSUUA
            Acho que o cara ideal pra DC é o Geoff Johns, desde que deem autonomia ao cara.

          • Rorscharch

            Pra mim o Johns e o Mark Waid seriam tipo o que o Quesada e o Bendis foram no UCM, consultores. Pra mim o cara pra tocar esse universo seria o Paul Dini, por saber trabalhar com varias midias.

            Mas agora ja era

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Paul Dini é outro cara que manja muito. As animações da DC estão aí pra provar.

          • Rorscharch

            Eu gostaria que o Morrison tambem participasse, mas ele ja deixou claro o que acha de filme de herois

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Ele acha o quê?

          • Rorscharch

            Por incrivel que pareça ele tem a mesma visao que o Alan Moore, que filmes de herois sao reducionistas

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Dois amargos…kkkkkkkk

      • Rorscharch

        EU fiz tambem uma maratona do UCM e li as HQS do Thanos. Alias, to fazendo uma resenha ao ultima trilogia que Starlin fez para o Thanos no site la que eu tava ( sim, eu acabei voltando, eu e o dono de la trocamo ideia e tamo de boa). A ideia era fazer uma resenha da trilogia infinita mas nao deu tempo, porque essa semana tive que fazer uma critica a ” O que aconteceu com Baby Jane” e uma lista sobre as ” maiores parcerias da historia do cinema” ( Wayne e Ford, Kurosawa e Toshiro, etc)

        Junho to pensando em fazer um especial do Superman no site

  • Comentário contém SPOILERS:

    Eu acho que estou sem palavras. Acho não, tenho absoluta certeza.
    Que filme, meu amigo! Que filme!

    Como nunca li nenhuma grande saga do Thanos, conhecia bem pouco dele. Sua jornada, embora seja um pouco diferente nos quadrinhos, além de me impressionar, me convenceu. Convenceu de que toda a espera valeu a pena, e, como já vi um pessoal falando na internet, pode ser que ele caminhe para ser tão icônico, carismático e amável quando (talvez meu personagem favorito de todos os tempos) Darth Vader; e, sinceramente, eu não duvido.

    (No momento estou escutando The Rubberband Man. Adorei a música, mas não sabia o nome; aproveitei que citou-a em teu belo texto e já mandei brasa kkkk)
    Eu acho que nunca ri tanto no cinema, e fiquei colado na cadeira, ao mesmo tempo, de tensão. Sabe aquela risada nervosa? Então, bem desse jeito. Eu, que sempre achei incômodo certos momentos de humor nesses filmes, clamava por eles a todo momento durante a história. Eu PRECISAVA deles; não só eu, claro, como todo mundo. Que filme tenso, Rodrigo!
    Como você destacou, acho que o maior trunfo da película, além de equilibrar com perfeição o tempo de tela e as aparições de todos os heróis, e da jornada primorosa do Thanos, foi não descaracterizar nenhum dos personagens. Se juntaram e continuaram a ter a personalidade que nos fez amá-los.
    É tanta coisa que não consigo sintetizar sem exagerar no tamanho do comentário. Só quero que saiba que concordo com tudo, absolutamente tudo que transcreveu.
    Pra mim, DCneco chato e repugnante certas vezes, admito: é o melhor filme da Marvel e top 3 dos filmes de heróis de todos os tempos. Se Vingadores 4 começasse logo após a sessão, com mais 2h30, eu assistiria sem pestanejar. O tempo passou rápido e deixou todo mundo ansioso (e DESESPERADO) pela sequência.

    Parabéns aos Russo, aos roteiristas e, principalmente, ao Maestro Kevin Feige, o verdadeiro Visionário. Porra, poucos devem ter acreditado em sua ideia no começo, e olha só o que acabou virando: a maior, melhor, e mais bem sucedida franquia do cinema. Tá, tá, vou bancar o fanboy chato aqui: está, pra mim, em pé de igualdade com Star Wars kkkkkkk

    E parabéns também a você, Rodrigo. Sua crítica, como sempre, primorosa. Quanto orgulho!!

    Palpites para o título de Vingadores 4?

    • Rorscharch

      Vingadores 4- #ChupaDC

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Maldade, cara..kkkk

        • Rorscharch

          Verdade, vamo deixar o morto descansar em paz, sua morte ja foi muito dolorsa

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            “Não está morto quem peleja.”

          • Rorscharch

            RS

            Nao nego que ainda tenho esperaça pra Aquaman, por causa do Wan, e pra Shazam,porque amo esse personagem

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Eu quero mesmo é ver o filme dos Novos Deuses. Sou apaixonado pelo conceito.

          • Rorscharch

            Eu tenho um pé atras com a diretora…

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Eu não conheço nenhum trabalho dela, mas até aí eu também não conhecia os Russo antes de O Soldado Invernal:-)

          • Rorscharch

            Ja viu Selma? É dela

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Não. Eu venho assistindo a poucos filmes nos últimos anos. Dedico mais tempo à leitura.

          • Rorscharch

            Eu dedico a vida nos ultimos anos a 3 coisas

            HQS, Cinema classico e livros

            É bem bom, nao tenho vida social, mas é bem bom kkkk

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Kkkkkkkk
            Eu tenho visto bem pouco aos filmes e séries. Não é que eu não goste, pois eu gosto muito, mas o meu verdadeiro amor é a literatura. Livros e HQs sempre serão a minha prioridade quando se fala em entretenimento. E não gosto de games…kkkkk

    • Valeu, meu amigo. Que bom que você gostou do filme. Ou melhor, adorou…kkkkkkkkkkkk

      Anos de espera pelo Thanos valeram a pena. Incrível é os roteiristas terem conseguido fazer o filme inteiro ser dele sem propriamente contar sua história, apenas através de suas ações atuais em busca das joias. Trabalho primoroso da dupla. E tem no mínimo mais um filme pra ele, e talvez outros no futuro. Tem tudo para tornar-se o Vader dessa geração, como os Russo haviam dito que sonhavam.

      É coisa demais mesmo. Eu comecei a escrever o texto e a sensação era de que nunca ia acabar. Sempre lembrava de algo que ainda não havia citado…rs Acabou ficando enorme.

      O bom é que até Vingadores 4 ainda tem Homem-Formiga e a Vespa (gostei demais do primeiro, então já tenho expectativa alta) e Capitã Marvel, e certamente terão ligação íntima com essa história.

      Kevin Feige merece todas as honrarias possíveis. Seu trabalho como produtor já é histórico. Sensacional o que ele criou – e pensar que planejou isso ainda na Fox, com os mutantes, e o estúdio vetou. Graças a Deus. Talvez se ele começasse lá, depois iriam interferir nos rumos. Acabou fazendo no estúdio da própria Marvel e sendo presidente dele…rs

      • “Eu comecei a escrever o texto e a sensação era de que nunca ia acabar. “

        Mas também… É MUITA COISA! kkkkkk
        Sorte que deram essa liberdade pra ele mesmo. Um bom artista não pode ser diminuído por normas de produtores maiores. Colocar uma “coleira” nos grandes criativos não deixa que eles demonstrem todo esse potencial.
        Isso me lembrou muito o Grant Morrison no final dos anos 80. Talvez, mesmo se quisesse, nunca teria conseguido fazer com um personagem grande (Batman, Superman, Mulher-Maravilha) o que fez com o Homem-Animal. Simplesmente, ninguém se importava. Era uma aposta, que deu muito certo.

        • Não só Morrison com Homem-Animal: Moore com Monstro do Pântano, Miller com Demolidor, Claremont e Byrne com X-Men, Pérez com Mulher-Maravilha… todos esses só fizeram o que fizeram com esses personagens nessas fases porque ou ninguém se importava com eles ou estavam em baixa.

          • Com certeza!
            Falando em Monstro do Pântano… tem muito tempo que você leu? Eu li há algum tempo e relembro de pouquíssimas coisas. Seria uma resenha fodástica de ser feita.

          • Tem tempo demais. Preciso reler. Até hoje nem consegui reler Lobo Solitário todo…rs

    • Estephano

      Desistiu de terminar os textos de Star Wars, mano? Tava legal, pô. E estava faltando tão poucos. rs

      • Não desisti, Estephano! Espero um dia continuar. O meu maior problema atualmente está sendo a falta de tempo :/

        • Estephano

          Tranquilo, mano. Já falei uma vez, mas não custa nada repetir, vê se não some, pelo menos.

          PS: Gostei do “clássic”. Jipeiro raiz. kkkkk

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Já que você não leu as sagas do Thanos, o filme é uma mistura de três sagas. Essa é a ordem de leitura:
      Thanos – Em Busca do Poder
      Desafio Infinito
      Infinito

      • Pergunta:
        Terminarei essas sagas achando o Thanos o cara mais foda do mundo? kkkkkk

        • Pedro, o Homem Sem Medo

          Com certeza, camarada. É Jim Starlin + Jonathan Hickman!!!

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Título do próximo filme:
      Vingadores – Se ficar, Thanos pega; se correr, Thanos come.

  • THANOS NÃO PODE MORRER EM VINGADORES 4!!!

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Vamos cruzar os dedos…kkkkk

  • Estephano

    Excelente texto, mano. Não tenho muito que comentar visto que seu texto e a galera já fizeram boa parte do serviço. Esse filme é um evento cinematográfico, provavelmente mais pela representação dele do que pelo filme em si, no mínimo vale a pena ser conferido ao menos uma vez.

    A trilha sonora ficou a cargo do experiente e premiado maestro Alan Silvestri. Compositor de temas de Forrest Gump: O Contador de Histórias (1994) e da trilogia De Volta Para o Futuro (1985-1990)

    Isso explica bastante coisa sobre os arrepios durante a sessão…

    Há nesse filme muito do legado deixado por John Ford para toda a história do cinema em No Tempo das Diligências (1939)

    E a “ideia” já existiu em A Conquista do Oeste também. Mestrão era foda demais.

    e do jovem John Wayne que surge no quadro segurando uma sela em uma mão e girando um rifle na outra

    E deem uma arma a este homem.
    https://uploads.disquscdn.com/images/a168d94eb182f46c2e86458ee072908fc06137d5cb4391d4f1b9274c324d7208.jpg

    • Valeu. Certamente é um evento e certamente precisa ser visto de novo…rs E depois é esperar um ano até o 4.

      Até a minha antepenúltima revisão do texto eu tinha começado um parágrafo inteiro lembrando de A Conquista do Oeste, como já cansei de fazer em posts antigos nos sites sobre a dimensão da produção de Guerra Infinita:

      “Olhando Guerra Infinita em escala – de produção gigantesca e de elenco estelar – o cinema só produziu algo similar em 1962, com o western A Conquista do Oeste. A mega produção da MGM que narrou em um épico de 164 minutos toda a história do Velho Oeste americano, desde os pioneiros colonos até a chegada da estrada de ferro, tinha um trio de diretores lendários (John Ford, Henry Hathaway e George Marshall), cada um dirigindo um ato, Alfred Newman na trilha sonora e um elenco inimaginável, com Carrol Baker, Gregory Peck, Debbie Reynolds, James Stewart, Henry Fonda, John Wayne, Richard Widmark, Walter Brennan, Spencer Tracy, Eli Wallach e futuras lendas como Lee Van Cleef e Harry Dean Stanton em uns de seus primeiros papéis no cinema.”

      mas tive dificuldade de, além de terminar, encaixá-lo com fluidez no resto do texto, aí cortei…rs

      E deem uma arma a este homem.

      Revendo agora essa imagem do clássico de Ford e lembrando da aparição do Capitão no filme, segurando a lança, a semelhança tá ainda mais evidente!

      • Estephano

        Você cortou isso do texto? Isso era essencial! #ReleaseTheRodrigoCut

        Sim, John Ford + John Wayne = Entrada míticas.

        • O estúdio me obrigou a cortar…kkkkkkkkkkkk

          John Ford + John Wayne = Entrada absolutamente míticas.

          Meu Deus, essa semana eu preciso sair do universo dos super-heróis e voltar a ver um western…rs

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Fanboy…kkkkk

          • Kkkkkkkkkkkkkk

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Homão da porra…kkkkkkkkk
      (Primeira vez que falo isso..kkkkkk)

  • Ótima crítica, Rodrigo!
    Consegui assistir Guerra Infinita na sexta, o que é algo bem difícil para minha pessoa kkkkkkk
    Achei incrível. Não vi nada que me incomodasse ali. Nadinha.
    Thanos é, ao meu ver, o melhor vilão do MCU. Disparado.
    Estou ansioso para as surpresas que nos aguardam no Vingadores 4. Uma pena que o Quarteto Fantástico não pode estar presente para esse grande crossover. Assim, daria para reproduzir perfeitamente a cena do Surfista Prateado.
    E pelo que parece, as participações do Gavião Arqueiro e da Valquíria foram cortadas, já que haviam dito que eles estariam no filme. Mas, não fez falta grande para a trama também (não desmerecendo os personagens).

    • Valeu! Filme muito bom mesmo. Expectativas atendidas. E o bom é que vai acabar o 4 e além de termos ainda personagens já apresentados para serem mais explorados, ainda tem Quarteto, Surfista, Doutor Destino, Galactus, Kang, X-Men… Não vai parar tão cedo…rs

      O Gavião não tinha participação nesse mesmo. Tanto que é citado (junto do Formiga) no primeiro encontro do grupo do Capitão com o Máquina de Combate. Só vai aparecer no 4. E deve ter papel importante. A Valquiria que não sei o que farão – e o Korg também.

  • Dave Mustaine

    Pronto, agora os textos sobre A Paixão de Cristo e Silêncio têm um novo companheiro na turma dos favoritos, rs.

    O filme é extraordinariamente fenomenal, é até difícil destacar as coisas que eu gostei em especial, porque acontece tanta coisa, TANTA coisa. O negócio é Jim Starlin puro, é para o MCU o que o Desafio Infinito foi para o Universo 616 nas HQs, toda a essência de suas sagas cósmicas está lá, ele passa aquela sensação de grandiosidade o tempo todo, cada cena é importante, cada cena é marcante, cada cena é impactante. A divisão em vários núcleos funciona perfeitamente bem, o roteiro é bem ágil, a forma como uma coisa vai levando à outra, e vão se encontrando e se desenrolando é impecável, é bem isso que você falou, eles não se esquecem de ninguém em momento algum. Tem personagens que acabaram ficando “apagados”? Claro que tem, em um filme com um número absurdo de personagens assim era inevitável que isso fosse acontecer, mas eu não vejo isso como um problema aqui, até porque na Trilogia do Infinito também tem uma porrada de personagens que estão ali apenas pra dizer que estão (o Cavaleiro da Lua está presente nas três histórias, e é figurante nas três kkkkk), e mesmo assim, os “figurantes” aqui são pouquíssimos, a grande maioria dos personagens tiveram seus momentos de brilhar.

    Quando os Russo falaram que o filme era do Thanos, eles definitivamente não estavam brincando, o grande trunfo do filme é justamente trazer o antagonista como o protagonista. Tudo se desenrola à partir das decisões dele e dos rumos que ele toma: é ele quem guia a história, e os heróis são todos coadjuvantes na sua jornada. Não se tinha um vilão tão bom em um filme de super-herói desde o Coringa do Heath Ledger. As motivações dele são críveis, por mais violentos e maquiavélicos que sejam seus métodos, eles trazem resultados, e ele acredita veementemente estar fazendo a coisa certa, deixa bem claro que não sente prazer nisso, mas ele é aquele cara que precisa tomar as decisões difíceis, a salvação do universo exige sacrifícios, e ele está disposto à realizá-los. A atuação do Josh Brolin é fora de série, ele transmite toda a imponência, a frieza, aquele ar de superioridade, e ao mesmo tempo a calma e tranquilidade do Titã com maestria. E o CGI dele estava impecável. o lugar do Titã Louco no hall dos maiores vilões do cinema de entretenimento em geral já está mais do que garantido!

    A sequência de abertura é fenomenal e já mostra à que veio. Todos os asgaardianos dizimados (aliás, espero que no Vingadores 4 explique o que aconteceu com aqueles personagens apresentados em Ragnarok, como Korg, Miek e Valquiria, eu duvido que eles simplesmente os descartariam desse jeito), Hulk levou uma surra federal e ficou com medinho de voltar, Heimdall em um último esforço enviando o Banner para a Terra e depois sendo brutalmente assassinado pelo Corvus Glaive, o Loki tentando ludibriar o Thanos, sem sucesso e sendo enforcado pelo Titã Louco (aliás, eu meio que já esperava que esses dois fossem morrer, mas doeu mesmo assim), Thanos desmantelamento o Tesseract como se fosse um cubinho de açúcar e pegando a Jóia do Espaço, e depois destruindo a nave e deixando o Thor à deriva, foi de arrepiar!

    É legal que o Thanos já estava em posse da Jóia do Poder nesse começo, e é dito que ele dizimou metade da população de Xandar, isso não é mostrado no filme, mas eu tenho quase certeza que isso foi proposital porque será mostrado em Vingadores 4 e será de crucial importância para a possível apresentação do Nova nesse universo. Poxa, no primeiro filme dos Guardiões da Galáxia eles tiveram todo aquele trabalho pra salvar Xandar do Ronan, eles esperam mesmo que a gente acredite que isso não será mostrado mais pra frente?

    Mas enfim, os rumos que o filme toma à partir daí não perdem tempo. A Ordem Negra (ou melhor, os “Filhos de Thanos”) vão pra Terra atrás das duas jóias que estão aqui, enquanto o Thanos vai pessoalmente atrás da Jóia da Realidade e da Jóia da Alma.

    A chegada do Banner no Sanctum Sanctorum referenciando o Surfista em Desafio Infinito, o chamado pelo Tony Stark, o encontro esses personagens e a interação entre eles é ótima. Stark e Banner se reencontrando depois desse tempo todo é muito legal, e as brigas entre Stark e Strange são demais kkkkk agora a cena que vem logo em seguida, da invasão do Lula Molusco Fauce de Ébano e Anão Negro em NY atrás da Jóia do Tempo no Olho de Aggamotto, que logo trás o Homem-Aranha para a jogada (a participação do Stan Lee como motorista do ônibus é hilária kkkk “calma crianças, é só uma espaçonave”) é extraordinária, ver todos esses personagens trabalhando em conjunto, as combinações dos poderes (Doutor Estranho abrindo vários portais para o Homem-Aranha e tentando ajudar o Banner à se transformar no Hulk, sem sucesso) é sensacional. E no fim, Doutor Estranho acaba sendo capturado e torturado, enquanto o Tony se infiltra na nave pra levar a batalha até o Thanos, e o Homem-Aranha vem de penetra (“Sr. Stark, estou sendo abduzido”).

    Posteriormente, a cena dos integrantes do TeamCap enfrentando o Corvus Glaive e a Próxima Meia-Noite, enquanto defendem o Visão também é ótima, e é mais legal ainda quando eles o levam em segurança lá pro Rhodes (é incrível como eles conseguem dar aquela breve revisitada em Guerra Civil nessa cena), o reencontro de todos eles com o Banner, a breve explicação da ausência do Gavião Arqueiro e do Homem-Formiga (aliás, bem bacana o Banner falando “então agora tem um Homem-Formiga, um Homem-Aranha, que negócio é esse?”).

    Agora o núcleo espacial foi fenomenal. A cena do encontro do Thor com os Guardiões da Galáxia é HILÁRIA. Peter Quill constrangido com sua presença, enciumado, engrossando a voz kkkkk Thor chamando o Rocky de “lebre” e o Groot de “árvore”, o Drax inconscientemente zoando o Quill kkkkkkkk terminado o momento de zoeira, os rumos que o filme, agilmente, toma à partir daí são incríveis. O trio Anjo Pirata, Lebre e Árvore indo até Nidavellir atrás de uma nova arma enquanto “a cambada de bocós” vai até Luganenhum impedir o Thanos de pegar a Jóia da Realidade.

    Toda a sequência no Planeta dos Anões, onde vemos que o único sobrevivente foi o amargurado Rei Eitri é fantástica. Ele ser um anão gigante foi muito legal (lembrou o Hefesto em God Of War 3), o esforço do Thor pra ajudá-lo na forja do Rompe-Tormentas foi agonizante, e a cena do Groot cortando o próprio braço pra fazer o cabo da nova arma é a cereja do bolo!

    Já o desenrolar do arco dos Guardiões é magnífico. A sequência em Luganenhum é uma das melhores do longa, eles chegando lá achando que ainda havia salvação, e aí somos surpreendidos ao descobrir que eles chegaram tarde demais, que o Thanos já estava em posse da Jóia da Realidade, que o lugar já havia sido destruído e que o Colecionador jazia morto, e tudo era uma ilusão feita pelo Thanos para engana-los e poder capturar a Gamora (essa cena foi MUITO Em Busca do Poder). Destaque também pra ele transformando Drax e Mantis em uns cubinhos, e depois a Gamora implorando para que o Peter a matasse, e quando ele finalmente decide fazê-lo, a arma dispara bolhas. Cara, a inteligência e sagacidade do Titã Louco e o poder da Jóia da Realidade foram MUITO bem explorados nessa cena.

    Em seguida, o encontro dos três Guardiões remanescentes com o trio Homem de Ferro, Homem-Aranha e Doutor Estranho é genial, o humor na interação deles é demais, ri MUITO quando o Strange pergunta pro Quill à que mestre ele serve, e o Senhor das Estrelas responde “sei lá…Jesus?”, e depois quando ele pergunta pro Parker se Footlose continua sendo o melhor filme da história e este responde “nunca foi” kkkkkkkk. Em paralelo à isso, o arco do Thanos com a Gamora foi lindo, e a cena em Vormir é outro grande destaque. Primeiro pela surpresa ao revermos o Caveira Vermelha, e depois pelo sacrifício que ele tem de fazer, “uma alma por outra”, cara, o Thanos jogando a Gamora do penhasco e chorando depois foi de partir o coração, arrepiou fundo na alma.

    De volta à Terra, a batalha em Wakanda é espetacular!!! Os Filhos do Thanos junto daquele exército gigantesco de batedores invadindo o Reino atrás da Jóia da Mente na testa do Visão, enquanto todos aqueles heróis lutavam desesperadamente para protegê-lo. Destaque para o Bruce Banner na armadura (Hulk na Hulkbuster), a Wanda no modo O.P. arregaçando aquela máquina de destruição, a luta dela contra a Próxima Meia-Noite, em que aparecem a Viúva e a Okoye para ajudá-la, e claro, o Retorno do Rei! A entrada triunfante do Thor ao lado de seus novos amigos. Foi muito engraçado o Banner comemorando a volta do Deus do Trovão berrando “HAHAHAHA AGORA VOCÊS TÃO TUDO FERRADO!!!”, o reencontro dele com o Capitão (“gostei do novo corte de cabelo”, “tá me imitando com essa barba aí né?”), o Capitão conhecendo o Groot, o Rocky precisando do braço do Bucky (desde 2014 repetem essa piada, finalmente aconteceu kkkk).

    Mas sem dúvidas, a melhor cena do filme com certeza é a batalha em Titã. Thanos arremessando uma fuckin lua no Homem de Ferro, Doutor Estranho fazendo um milhão de clones, as combinações de poderes… cara, que coisa incrível, parecia algo saído direto de Dragon Ball Z! Aquele momento em que eles quase conseguem tirar a Manopla, mas por culpa do Quill eles falham é tensa demais, à partir daí toda a esperança se esvai, Thanos os derrotou e conseguiu a Jóia do Tempo. A luta dele contra o Stark, onde este quase o mata, e os diálogos entre os dois, “você tem meu respeito, Tony Stark”, é uma cena linda.

    Agora o clímax do filme é de tirar o fôlego. Thanos chegando em Wakanda e arregaçando todo mundo sem a menor dificuldade, Wanda destruiu a Jóia e matou seu amado Visão no processo, mas de nada adiantou, pois o Thanos voltou no tempo e tomou-lhe a Jóia. A manopla está completa. Um estalar de dedos é ouvido. Metade da população do universo se esvai. Ele venceu.

    Quando o Bucky fala “Steve…”, e desaparece, nós nos damos conta do que está acontecendo. Logo em seguida, tem aquela cena do Pantera indo socorrer a Okoye, parece que é ela que está prestes à desaparecer, mas quem desaparece é ele! Aí depois vai a Wanda, e o Falcão, e o Banner, e o Groot… de volta à Titã, se vai o Drax, Mantis, Peter Quill, Doutor Estranho (mas antes, ele diz que isso faz parte do plano…), e por fim, o Homem-Aranha, desesperado, em mais um momento de partir o coração. Por fim, a cena pós-créditos, trazendo de volta o Nick Fury e a Maria Hill, chamando sua última esperança..

    Sem dúvidas foi um final corajoso e ousado, que deixou uma ansiedade enorme para o que virá em Vingadores 4. Qual era o plano do Strange? Como os sobreviventes vão se virar? Qual a ligação do Homem-Formiga, Vespa e Capitã Marvel com isso tudo? E o Gavião Arqueiro? Já sabemos que ele estará na sequência como o Ronin.

    Mas eu tenho que dizer, os Russo são uns pilantras hein? Juraram de pés juntos que Guerra Infinita e Vingadores 4 NÃO seriam um filme dividido em duas partes, que Guerra Infinita seria um filme com começo, meio e fim, sem final cliffhanger kkkkkkk e falaram também que o Gavião estaria lá, que ele teria um dos melhores arcos do longa e teria “muita coisa pra fazer no filme”, nessa eles nos sacanearam legal hein? Rs.

    No mais, excelente texto, desculpa o tamanho do comentário, mas é que sobre um filme dessa magnitude não dá pra economizar palavras. Que venha logo o Vingadores 4 e que seja tão bom quanto!!!!

    • Rorscharch

      Tava sumido cara, que qui pegou?

      • Dave Mustaine

        Sem Internet 🙁
        Não voltei definitivamente ainda.

        • Groucho Marx

          Mas você faz falta, mardito!!!! E não mente, não: que “sem internet”, o que… você já deve ter sido expulso da banda de novo… hehehe…

          • Dave Mustaine

            Kkkkkkkkkkk miss you too, mr. Groucho, acredito eu que não demoro muito pra voltar não (espero).
            Mas sim, eu estou mentindo sobre estar sem Internet, a verdade mesmo é que eu estou abarrotado de desenhos pra pintar.

          • Groucho Marx

            hehehe… pintando e brigando né, sr Mustaine? Vou contar tudo pros caras do Metallica, hein? hehehe… grande abraço, meu velho!

          • Dave Mustaine

            Ah não, não conta praqueles vacilões não, rs.
            Abraço!

          • Groucho Marx

            hehehe…

    • Valeu, meu amigo. Acabou que o texto ficou quase tão grande quanto de A Paixão de Cristo e Silêncio, e ainda cortei um parágrafo…rs

      O filme é extraordinariamente fenomenal, é até difícil destacar as coisas que eu gostei em especial, porque acontece tanta coisa, TANTA coisa.

      Pois é. Foi uma dificuldade que tive na hora da crítica…rs Depois de mais de 15 parágrafos, o suficiente pra um texto desse, lembrava que não havia sequer mencionado uma determinada coisa…rs Aí escrevia sobre ela… e logo vinha outra coisa na mente.

      (aliás, espero que no Vingadores 4 explique o que aconteceu com aqueles personagens apresentados em Ragnarok, como Korg, Miek e Valquiria, eu duvido que eles simplesmente os descartariam desse jeito)

      Acredito que conseguiram escapar antes da destruição. E a destruição de Xandar, se aparecer um dia, só em um filme do Nova. Seria meio que o prelúdio perfeito para um filme dele.

      E cara, quando você vai começar a escrever crítica de filme? Só esse “comentário” já está uma crítica inteira e excelente. Uns ajustes aqui e ali nos parágrafos, uma lapidada a mais, e pronto.

      • Dave Mustaine

        É, talvez acabe ficando pra um filme do Nova mesmo.

        Valeu! Kkkkk, eu pretendo, futuramente, escrever sobre alguns filmes que eu gosto sim (e será lapidado!).

        • Estephano

          O que sai primeiro, o texto sobre Iron Maiden do senhor Hector, ou a crítica de Rastros de Ódio do @alordesh:disqus? Torcendo para meus filhos terem essa resposta.

          • De acordo com ele, o texto do Iron Maiden só falta poucos parágrafos. O meu texto de Rastros de Ódio não passa de anotações (de centenas de linhas, mas anotações…rs).

          • Dave Mustaine

            Kkkkkkkkkk.
            O meu sai primeiro, falta só um pouquinho de nada, assim que estiver com Internet de novo vou posta-lo!

    • Estephano

      Eu também fiquei com uma impressão de filme dividido, mas depois de pensar um pouquinho, a sensação é mais para um Piratas do Caribe: O Baú da Morte ou A Sociedade do Anel/As Duas Torres do que um Relíquias da Morte Parte 1 e 2 esse filme.

      • Dave Mustaine

        Perfeita comparação. O final do filme, apesar de cliffhanger, encerra muito bem essa primeira parte da história.
        E o legal é que, nós sabemos que esses heróis que evaporaram vão voltar, mas isso não tira o peso do final de maneira alguma.

      • Com certeza!
        Incluímos O Império Contra-Ataca nesse comparativo também.

  • Groucho Marx

    Parabéns pela crítica, Rodrigo. Texto longo, mas nunca cansativo. E dada a importância do longa para o cultura pop de maneira geral, não tinha mesmo como postar um resuminho, né? O único porém de tudo isso: esperar até o ano que vem para a conclusão da saga (ou de parte dela…). Sobre o filme, faço das suas às minhas palavras. E pra quem quase cinquenta anos, ver aquela cena de Thor chegando a Wakanda é foda. Faz o moleque que lia os gibis formatinho da Abril ressurgir… mais uma vez, parabéns. E como diria o titio Stan, Excelsior!!!!!

    • Valeu! Pois é, até queria ter feito um texto mais curto, mas no fim ainda acho que faltou escrever sobre algumas coisas…rs

      Faz o moleque que lia os gibis formatinho da Abril ressurgir…

      Totalmente. Vi com meu irmão. Começamos a colecionar HQs quando eu tinha 8 anos, em 1993. Impressionante a quantidade de cenas nesse filme que provocam esse sentimento de nostalgia feliz e satisfeita. E como meu irmão disse: ver aquelas cenas das HQs no cinema consegue ser ainda mais incrível do que folhear as páginas das revistas.

  • Rorscharch

    @alordesh:disqus @JipeiroEspacial:disqus desculpa abusar da hospitalidade dos senhores, mas gostaria de uma opiniao sobre esse texto que fiz agora http://nosbastidores.com.br/critica-thanos-revelacao-infinita/

    @drpolvo:disqus @disqus_LYRjUKya2j:disqus @LouisCypher1972:disqus também gostaria da opiniao dos amigos

    • Groucho Marx

      Você é de casa. Assim que ler te respondo (tô meio enrolado…). Obrigado.

  • Humpty Dumpty

    Não sabia dessa de Marvel Films, vlw ^^
    Rapaz, agora que reparei: A cena pós créditos é toda em plano sequência ‘-‘

    Esperando pela próxima resenha/crítica/info
    Podia ser do Deadpool 2 neh =v

    Na parte que diz ”Surge a vontade de ter visto a destruição de Xandar”, concordo
    Porque é o único(ou o primeiro) lugar que ele chega sem nenhuma Joia
    E aí o Thor diz que o planeta foi dizimado, deixando a dúvida ”não era só a metade?”
    Nesse mesmo parágrafo, discordo um pouquinho sobre não ter faltado nada
    Pra mim, senti falta do Capitão e do Pantera, tanto com falas quanto ação
    Sem lembrar até mesmo da HQ, Rogers poderia ter feito um ”discurso” contra Thanos
    Não que essa pequena parte diminua o filme, mas para mim, seria ”gratificante”

    ” E que ainda há potencial para mais 10 anos. E outros 10. De uma história que não irá acabar tão cedo.”
    A M É M !

    No mais, já comentamos outros detalhes em particular
    Claro que sempre dá pra falar mais e mais a respeito dessa mega produção

    Obs: cônscio / intuto / propalado nunca tinha lido/ouvido na vida kkkkkkkkkkkkkk

    • Valeu.

      Preciso ir ver de novo. Não reparei isso da cena pós-créditos. Legal!

      Crítica de Deadpool 2 só se algum outro aqui do site se interessar, porque se depender de mim…kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Acho que veremos a destruição de Xandar no filme do Nova. Seria um prólogo sensacional para o filme dele.

      Eu achei que deram espaço pra quem devia. Capitão, por mais importante que seja, nunca teve espaço significativo nessas sagas. Pantera, menos. No caso, ficaram responsáveis por liderar a defesa terrestre, e foram muito importantes nisso. Só aquela aparição do Steve, a la Ringo Kid em No Tempo das Diligências, já foi épica.

      Gostei do protagonismo ficar com Homem de Ferro, Thor, Doutor Estranho e Senhor das Estrelas. Mas no 4 certamente o Capitão terá amplo destaque. Caso venha a óbito então… putz, vai ser o adeus mais emocionante de qualquer personagem de qualquer filme de super-herói!

  • Junior Silva

    Desde de guerra civil sem aparecer para comentar filmes de super herói. Vamos lá!

    É um filme inacreditável, nem achava que seria tão épico dessa maneira. Sempre falei que seria difícil a Marvel repetir o que fez em avengers 1. Era, até então, o melhor filme do universo Marvel, na minha opinião. Não mais!

    Como disse o Rodrigo, são todos os elementos que um blockbuster deveria ser, de não dar respiro pro espectador, de ser épico da sua maneira (principalmente relacionado a ação), e te passar sentimentos. Você termina o filme com outro sentimento, coisa que a maioria dos filmes da Marvel não conseguiam fazer (e até entendo, por ser um universo compartilhado), com algumas exceções.

    Thanos é o protagonista e a melhor coisa do filme, disparado. Parabéns para a Marvel que fez eu esquecer que era um personagem de CGI, e esse era um dos meus temores para o filme, mas ficou perfeito. Você entende o pensamento malthusiano dele. Na vida real não faz o menor sentido, mas dentro do argumento na construção do vilão, do trauma de seu planeta e tudo mais, não tem como achar que o vilão é ruim, fora os momentos de humanização dele, na parte do sacrifício da gamora foi foda. Já virou m vilão icônico, só resta o fechamento do arco dele para a próxima temporada, e tempo passar, igual vader, para entrar nessa lista. Não querendo ser chato, mas sendo, a warner agora será obrigada a entregar um darkseid bom.

    De resto, não tenho muito que acrescentar. Os heróis foram bem balanceados. Os russo mais uma vez muito bem em combinar poderes, como fez em guerra civil. Capitão América deixado para brilhar no próximo filme.

    Tem que terminar o próximo filme com consequências. Se a Marvel continuar com a coragem que mostrou nesse filme, com aquele final foda, mataria homem de ferro e capitão américa no próximo filme, para encerrar o ciclo dos dois principais personagens do MCU.

    PS: Rodrigo, aqueles cara do “filme muito grande para mentes pequenas” ainda estão por aí

    • Estava sumido! Parou de comentar nesses sites de entretenimento?

      Sem dúvida, acertaram demais no Thanos. Com a conclusão do seu arco no próximo filme, e mais uns anos passarem, como você disse, ele vai fincar de vez seu nome entre os grandes vilões do cinema.

      PS: eles nunca desistem…rs Muitos sumiram de vergonha, mas vários ainda estão por aí.

      • Junior Silva

        Tive que sumir por um tempo por causa da faculdade. Mas agora voltei.

        Depois daquele fiasco chamado liga da justiça, achava que eles tinham sumido. Se bem que eles devem estar botando a culpa no joss whedon.

        • Sumiram nada. Estão até hoje botando a culpa no Whedon, na Warner, nos críticos, na Marvel, na CIA, no Moro, em todo mundo, menos no Snyder…rs

          • Junior Silva

            Cacete, os caras ainda estão com essa palhaçada de snyder. hahahahaha

            Não é possível que eles não veem que o snyder é um diretor limitado e que foi um erro tremendo da warner ter começado o seu universo nele.

  • Joseph is back

    Sensacional Rodrigo

  • Rodrigo, meu amigo, já fazia tempo que eu não passava aqui (aqui é o Ghostface kkkkkkkk). Mas passando aqui agora… que filme e crítica INCRÍVEIS!
    Para mim, o principal mérito desse filme foi como eles trabalharam o Thanos. O CGI dele estava algo realmente deslumbrante e a atuação do Josh Brolin… sua voz e as expressões faciais dele já diziam MUITA COISA, aquela cena da Gamora que o diga. Sem dúvida alguma, o melhor vilão do MCU.
    Para mim, cada herói teve seu tempo necessário. Ouvi muitos falarem que principalmente o Capitão teve pouco tempo de tela, mas acho que devido ao fato de o filme ter uma perspectiva muito mais “universal” e o os Russos falando que ele vai ter mais espaço no próximo filme, eu nem me importei muito. O Thor, o Doutor e o Tony para mim foram os principais destaques (gostei muito também de como eles aprofundaram a relação Thanos e Gamora, que para mim sempre foi um membro meio apagado dos Guardiões).
    A trilha do Silvestri eu achei que estava no ponto, assim como o humor.
    Enfim, foram 10 anos que realmente valeram a pena, e que me deixaram LOUCO enquanto eu assistia o filme (até agora foram duas vezes: uma na estreia e outra no fim de semana da estreia, mas “vai que” aumente para 3 kkkkkkkkkkkkk). Mal posso esperar para o 4, PRINCIPALMENTE com aquele final.
    Parabéns por outra crítica excelente e que venha Homem Formiga e Vespa! (Já estou me preparando para ver o que aconteceu com eles após o final de Guerra Infinita).
    OFF: Rodrigo, comecei a ver aquela listinha de Westerns que você passou. Já vi “No Tempo das Diligências” e hoje eu vi no Telecine Cult “Por um Punhado de Dólares” e, cara, ainda lembro que você falou que assim que começasse a assistir não iria querer para mais. QUE FILMES INCRÍVEIS!!! Eu mal posso esperar para ver os outros dois filmes da Trilogia dos Dólares (eu AMEI MUITO o primeiro filme) e estou bem animado para ver “Rastros de Ódio” que você fala tão bem.

    • Já ia perguntar quem era…rs Está ausente por causa dos estudos?

      Sem dúvida: se não acertassem no Thanos, o filme não funcionaria. E acertaram. Em tudo: visual, qualidade dos efeitos, expressões, voz, roteiro, ações…

      off: você já viu então a obra seminal do western (No Tempo das Diligências) responsável por 99% dos clichês do gênero e por tirá-lo do espectro dos “filmes B” e colocá-lo entre os gêneros fundamentais do cinema. E se você gostou tanto assim de Por um Punhado de Dólares (que é um remake de Yojimbo, do mestre Kurosawa), quero nem imaginar quando assistir as duas obras-primas do Leone: O bom, o mau e o feio e Era Uma Vez no Oeste…rs

      Espero em breve voltar a escrever sobre filmes antigos e ver se posto textos de alguns desses filmes. Ainda tem visto muitos filmes de terror?

      • Sim, os estudos estão me sugando aqui.
        OFF: Próximo sábado vai passar no Telecine “Por uns Dólares a Mais”, já está reservado kkkkkkkkkkkkkkkkkk. O Bom, O Mau e O Feio vai passar justamente NO DIA DA MINHA PROVA!!! EU FIQUEI EXPLODINDO DE RAIVA!

        O último que eu vi foi “Um Lugar Silencioso” nos cinemas. O tempo está complicado. Mas vou ver se abro uma brecha para ver algum kkkkkkkkkkkk.

        • Achei Um lugar silencioso legal, mas esperava mais. O último terror recente que realmente foi tudo que eu esperava foi A Bruxa…rs

          • Pretendes fazer uma crítica do filme?

          • Sim. Essa semana estou com menos trabalho, aí tô tentando colocar em dias textos que comecei e não terminei…rs Já terminei e postei Zama e The Ballad of Lefty Brown. Agora espero, na ordem, terminar Paulo, Apóstolo de Cristo, Um Lugar Silencioso, Godless e O Terceiro Assassinato. E depois ver se volto a ver e escrever sobre os clássicos.

          • Que bom que está podendo escrever seus incríveis textos. Daqui a pouco, passarei nos dois que você postou.

  • Vô Verine

    Vim aqui especialmente para vc me banir do seu site pseudo-intelectual. Sinta-se a vontade!

    • Sua necessidade por atenção é impressionante…kkkkkkk

  • Ximena Sanchez

    A verdade é que eu não sou fã de super-heróis, mas adorei esse filme. Vi que Peter Dinklage faz parte do elenco e adoro como ele se desenvolveu em sua perosnaje. Já vi outros filmes do ator e e acho que é excelente, recentemente vi o do Meu Jantar Com Hervé e recomendo muito. Eu adorei a fotografia do filme, foi um bom trabalho para a compreensão. Pessoalmente o filme é o meu favorito. Cada vez que eu assisto, eu acho mais coisas que diz que ele é o meu filme preferido. Tenho muita sorte porque encontrei a programação da HBO e o filme estava lá, estou contente porque vou assistir novamente. Eu sempre fico com surpresa com os filmes que eles passam. Meu Jantar Com Hervé é única, e é muito diferente dos outros filmes de Hollywood.