“Um filme verdadeiramente bom é realmente agradável também. Não há nada de complicado nele. Um filme verdadeiramente bom é interessante e fácil de entender.” – Akira Kurosawa

Essa foi uma das milhares de declarações sobre cinema que o lendário diretor japonês deu em uma das muitas entrevistas que concedeu durante a sua vida. A brilhante resposta de Akira Kurosawa reverbera com intensidade quando assistimos a uma de suas mais famosas obras, Yojimbo, um enorme sucesso financeiro quando foi lançado, em 1961 (convertendo-se em um legítimo “blockbuster” nipônico), e um exemplo perfeito, assim como vários dos seus outros grandes filmes, de como construir o mais puro cinema de entretenimento, comercial, lucrativo, divertido e engraçado, sem perder de vista, em nenhum momento, a qualidade cinematográfica.

Yojimbo foi inspirado no romance Colheita Sangrenta (Red Harvest, 1929), do norte-americano Dashiell Hammett (1894-1964), que por sua vez teria sido uma reedição de Arlecchino, Servidor de Dois Amos (Arlecchino servitore di due padroni, 1743), do italiano Carlo Goldoni (1707-1793). O clássico do diretor japonês é um chambara, gênero de ação de temática samurai ambientado na era feudal japonesa, que reflete a influência do western no seu cinema. A história do ronin Sanjuro foi inovadora, revolucionando as convenções dos filmes do gênero e fazendo nascer o chamado cinema samurai de ação, com sua mistura fantástica com a comédia, ao mesmo tempo em que mergulha fundo na psicologia dos seus samurais, retratando-os como pessoas volúveis a seus impulsos e desejos mais pessoais e egoístas – partindo para o oposto do que ele fez em Os Sete Samurais, sua obra-prima, onde o bushido, o “caminho do guerreiro”, o código de honra que os samurais seguem, importava mais do que suas próprias vidas.

No Japão Feudal, durante algum momento do período Edo (1603–1868), um samurai errante (Toshiro Mifune) caminha sem rumo por uma estrada. Diante de uma encruzilhada, lança uma madeira para o alto, e o destino lhe aponta que caminho seguir, levando-o até uma pequena cidade rural (em uma recriação perfeita de uma cidade de Joshu daquele período) que sofre com uma guerra entre dois clãs rivais, liderados por Seibei (Seizaburo Kawazu) e Ushitora (Ryu Sazanke), que disputam o controle dos jogos de apostas. Muito esperto, o matreiro e perspicaz samurai oferece seus serviços de yojimbo (guarda-costas) aos dois lados da batalha, ora associando-se a um grupo, ora associando-se a outro grupo, tentando, de todas as formas, tirar proveito financeiro da situação belicosa do lugar, e também pretendendo livrar a cidade do domínio das inescrupulosas famílias.

A cidade é esquecida no tempo, um vilarejo muito parecido com aqueles tantos dos westerns norte-americanos, e a genialidade de Akira Kurosawa demonstra todo o declínio moral e civilizacional do lugar na fantástica tomada em que Sanjuro observa um cachorro trotando pela rua com uma mão humana na boca. Uma única cena é suficiente para apontar a deterioração do lugar e o tipo de situação que espera o ronin. Sanjuro, a princípio, também não parece muito diferente daquilo tudo: sua aparência é decadente, andando sempre sujo e mal vestido; esfomeado, come fartamente, sempre prometendo pagar depois, e se enche de saquê, enquanto ambiciona dinheiro mais do que qualquer outra coisa – algo que um samurai, no caminho do bushido, jamais faria – e valendo-se de sua inteligência,  caminha na linha tênue do frágil equilíbrio de forças entre os clãs rivais.

O tipo que o carismático Toshiro Mifune constrói é singular. Movendo constantemente as costas, como se quisesse se coçar o tempo inteiro, com os braços por dentro da vestimenta ou a mão no queixo, ele surge como um personagem absolutamente corporal: seus gestos e movimentos dizem muito sobre suas atitudes. Sanjuro é um estranho sem vínculos com nada nem ninguém, sempre à parte, trilhando sua própria trajetória particular: ele não tem história; quando perguntam o seu nome, observa a natureza e autodenomina-se Kuwabatake Sanjuro (“campo de amoras de trinta e três anos“) – na sequência de Yojimbo, Sanjuro (1962), seu nome irá mudar para Tsubaki Sanjuro (“árvore de camélia de trinta e três anos“) depois que o personagem observa uma quantidade enorme de camélias pela janela. Para realçar a sabedoria de Sanjuro, Akira Kurosawa rodeia o seu protagonista de personagens abobalhados, estúpidos e pictóricos (o artesão de caixões, o dono do restaurante, o policial covarde…), submergindo Yojimbo na comédia pura e recusando traços melodramáticos que a história poderia oferecer, optando, em vez disso, por investir no humor como contraponto à violência extrema.

Sanjuro surge no vilarejo como Shane (Alan Ladd), o forasteiro que retoma sua vida de pistoleiro para defender inúmeras famílias contra posseiros de gado que ameaçam expulsá-las de suas terras, no clássico atemporal de George Stevens, Os Brutos Também Amam (1953). Assim como Shane, ou ainda tal qual o xerife Will Kane (Gary Cooper) de Matar ou Morrer (1952), de Fred Zinnemann, Sanjuro sabe que os homens maus são homens maus, e que não podem escapar. Em seu íntimo, o ronin compreende que irá fazer de tudo para extirpar o câncer criminoso que corrói e deteriora a nojenta e insalubre cidade. Em dado momento, seu caráter de samurai que percorreu o caminho do guerreiro, em um dia enterrado no passado, irá emergir e se sobrepor à sua amoralidade; a bondade e a virtude ampliarão espaços e Sanjuro irá arriscar tudo para resgatar Nui (Yoko Tsukasa), prisioneira de Ushitora, a fim de reuni-la de volta com o seu marido (que a “perdeu” em uma aposta) e o filho pequeno.

Mas, diferentemente dos arquétipos clássicos dos cowboys heroicos do western norte-americano, o interesse primordial de Sanjuro é o dinheiro, mesmo que ainda existam resquícios de honra em suas atitudes; no fim das contas, seus ganhos pessoais parecem estar acima das demais coisas. Com esse personagem, o mais icônico samurai da história do cinema, Akira Kurosawa não só revirou o chambara de ponta-cabeça, como também foi responsável pelo ponto de inflexão que toda a produção mundial de western viveu a partir dos anos 1960, com o alvorecer de tipos cínicos (no lugar dos honrados homens do oeste de John Wayne e Henry Fonda), dos quais não é possível conhecer suas motivações exatas ou divisar traços de bondade que os diferenciem dos seus antagonistas, especialmente a partir do lançamento de Por Um Punhado de Dólares, clássico spaghetti western do italiano Sergio Leone, uma refilmagem descarada de YojimboWalter Hill, com o seu filme policial O Último Matador (1996), e John Broderick, com a sua ficção científica O Guerreiro e a Espada (1984) também refilmaram a obra.

O lendário Toshiro Mifune, parceiro recorrente de Akira Kurosawa em dezenas de filmes, era expert em aikidô e kendô. Sua agilidade física impressiona nas sequências de ação, com seus movimentos de espada cortando adversários em menos de um segundo – e as múltiplas câmeras de Kurosawa capturam a ação de um modo intenso e acelerado, fazendo Mifune parecer ainda mais veloz do que já era. A câmera do diretor passeia pela larga rua principal do vilarejo enquadrando telhados e tudo mais, e investindo nos closes que evidenciam o gestual sarcástico e malandro de Sanjuro diante das situações que enfrenta – ou que inventa. Tudo que acontece é mostrado sob a sua ótica (a extraordinária sequência de “quase” combate entre dezenas de samurais, que o samurai errante acompanha do alto de uma torre, é emblemática), como se estivéssemos vendo o que ele vê, e o desenlace de seus planos mirabolantes, que se aproveitam do despreparo estratégico dos clãs rivais, evidenciado com muita sátira e trapalhadas, é feito aos poucos pelo silencioso roteiro, escrito pelo próprio diretor em parceria com Ryuzo Kikushima., Uma narrativa lotada de reviravoltas, que inclusive quase acabam muito mal para o ronin.

A brilhante fotografia de Kazuo Miyagawa, com seu contraste entre luz e sombra, é explorada à perfeição na dança das prostitutas e na sequência em que Sanjuro, extremamente ferido, rasteja sob o chão do vilarejo, compondo belíssimas cenas noturnas. Os figurinos do filme foram desenhados pelo próprio Akira Kurosawa, que também editou o filme. Vento e poeira sopram o tempo inteiro na cidade, e quando a água começa a cair do céu, temos sequências primorosas: ninguém no cinema jamais conseguiu capturar cenas chuvosas como o lendário diretor nipônico. A trilha sonora de Masaru Sato é selvagem e violenta, evocativa dos westerns, e ao mesmo tempo satírica e dotada de uma veia intensamente cômica – o tema de abertura já diz tudo sobre o estilo bonachão e dissimulado de Sanjuro. E o primoroso trabalho sonoro de Ichiro Minawa inovou ao ser o primeiro filme a usar sonoplastia para o som da carne humana sendo cortada por espadas, criando sons que são usados até hoje por produções cinematográficas do mundo inteiro.

Yojimbo é uma das inúmeras obras-primas de Akira Kurosawa, revolucionária do cinema samurai no Japão e influenciadora do western ao redor do mundo. Um entretenimento de primeira categoria, extremamente divertido e simples, com sequências de ação coreografadas em uma plasticidade estonteante, mas também um filme complexo e multifacetado (como tudo que o diretor fazia, na sua dança perfeita entre fácil compreensão e detalhismo subjetivo). No duelo final, entre Sanjuro e o pistoleiro Unosuke (Tatsuya Nakadai), confrontam-se não apenas espada e pistola, mas, metaforicamente, também um período da história japonesa que se encaminha inexoravelmente para o seu crepúsculo, diante do advento das armas de fogo que praticamente extinguiriam o caminho dos samurais. Depois de tudo terminado, Sanjuro parte. Da sutil coçada na cabeça que abre a película, ao som do incrível tema de Masaru Sato, até a despedida do ronin, câmera parada com o foco em suas costas, em uma partida tão repentina quanto havia sido a sua chegada, a incrível jornada desse samurai errante (brilhantemente personificado por Toshiro Mifune) encanta e impressiona. Como o artesão de caixões e o dono do bar, permanecemos parados observando a sua caminhada; coçando a cabeça ficamos nós, espectadores, diante do perfeccionismo de Kurosawa e de sua equipe, que produziram uma obra-prima singular que, além de ser um filme extraordinariamente bom, é uma verdadeira aula de cinema.

Yojimbo (Yojimbo) – Japão, 1961, p&b, 110 minutos.
Direção: Akira Kurosawa. Roteiro: Akira Kurosawa e Ryuzo Kikushima. Música: Masaru Sato. Cinematografia: Kazuo Miyagawa. Edição: Akira Kurosawa. Elenco: Toshiro Mifune, Tatsuya Nakadai, Yoko Tsukasa, Isuzu Yamada, Daisuke Kato, Takashi Shimura, Hiroshi Tachikawa, Yosuke Natsuki, Eijiro Tono, Kamatari Fujiwara, Ikio Sawamura, Susumu Fujita e Kyu Sazanka.

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Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • Estephano

    Ótimo texto.
    Como você colocou no texto, a trilha com um “ar” satírico e irônico, tendo o personagem do Mifune observando um cachorro com uma mão humana decapitada na boca, seguido de um olhar incrédulo de Sanjuro, já definem o tom que o filme vai seguir.
    É realmente muito influenciado pelos westerns americanos (cenário, enquadramento e etc), só que por ironia do destino, o próprio western seria influenciado por esse filme nos anos seguintes. Foi inclusive copiado descaradamente pelo Leone no primeiro filme da clássica trilogia dos dólares. rs

    Toshiro Mifune é carisma puro, é no mínimo, um dos maiores atores japoneses da historia. Essa parceria com o Kurosawa só rendeu grandes personagens.

    • Valeu. É tipo uma “ópera bufa”, tudo no filme leva pra esse caminho, a música satírica, os personagens pictóricos, as trapalhadas dos clãs rivais que entendem zero de estratégia… e Sanjuro no meio, malandro, como um titereiro, movimentando tudo…rs Quase se ferra depois de salvar a mulher e a família, mas consegue ser mais esperto que os captores. E é muito divertido. Esse filme eu vi com a minha mãe (acho que ela nunca tinha visto um filme japonês), e ela achou bem legal também. Mifune com certeza é um dos grandes atores da história. Fez papéis inesquecíveis em boa parte dos grandes filmes de Kurosawa.

      • Rodrigo, desculpe incomodar aqui no teu site. Mas te mandei uma mensagem sobre um assunto sério , no skype, depois leia por favor.
        Abraço

  • Excelente, Rodrigo. Me despertou interesse. Aproveitarei as férias e tentarei assistir esse filme.

    • Obrigado. Se gosta de filme de ação, esse aí é um dos pioneiros. Além do uso extensivo do humor com ação, de que tanta gente acha que a Marvel Studios é patenteadora…rs

      • Gosto sim. Vou tentar conferir.
        Kkkkkkk humor esse que não é só desse filme. Muitos outros clássicos tinham essa “””””””””””””””fórmula Marvel””””””””””””” kkkkkkk

        • Esse pessoal ia surtar se visse filmes da década de 1930.

      • Dave Mustaine Asgaardiano

        Cara,NÃO EXISTE esse negócio de “fórmula Marvel”.

        • Dave Mustaine Asgaardiano

          Ganhei um upvote de um cara russo. Que coisa mais aleatória kkkkk

  • Dave Mustaine Asgaardiano

    Sem palavras Rodrigo,depois dessa sua crítica eu vou é ver o filme de novo hoje mesmo!
    O filme é extraordinário (fiquei felizão vendo ele ontem,toda hora ficava repetindo pra mim mesmo “meu primeiro filme do Kurosawa” kkk),e cara,você mencionou algumas coisas no seu post que vendo o filme me passaram batido (como essa metáfora na batalha final),agora vou ver ele com outros olhos.
    A direção do Kurosawa é fenomenal,a atuação do Toshiro idem,a parte visual do filme,fotografia,direção de arte,figurinos,tudo impecável,conseguiram reproduzir um vilarejo decadente do Japão Feudal com perfeição,extremamente realista e autêntico,as batalhas com espadas são incríveis,porque não temos aquelas lutas romantizadas cheias de movimentos mirabolantes,nós temos duelos de samurais bem crus mesmo,ou seja,do jeito que são na vida real (ou eram né?),a trilha sonora também é ótima,e realmente,o tema principal que é repetido várias e várias vezes realmente é meio cômico mesmo. E cara,o humor desse filme é sem igual,essa cena dele só observando a “luta” entre as duas gangues rivais é hilária kkk onde já se viu um negócio desses né? Ter humor em uma situação dessas,inacreditável kkkk

    • Valeu! Meu amigo, começou muito bem nos filmes do Kurosawa! Yojimbo é sensacional. Vai ver a sequência? Ainda escreverei sobre ela. Toshiro facilmente se tornará um dos seus atores prediletos. O cara é muito bom. O primeiro que vi do Kurosawa foi Um Domingo Maravilhoso. Segue sendo meu predileto.

      Quando você assistir mais filmes dele, vai ver que até os dramas são recheados de humor. Igual aos de Ford. Em tudo. Muito, muito bom. Esses caras eram geniais e faziam filmes nos quais você conseguia sentir tudo que é tipo de emoção neles. Como é a vida real. Não o universo paralelo dos retardados no qual se tem drama, ninguém pode rir, ou se tem alguém rindo, não pode haver drama…rs

      • Dave Mustaine Asgaardiano

        A sequencia se chama apenas “Sanjuro” né? Vou ver sim,ele também está naquela minha listinha de filmes do Kurosawa pra ver (assim como Um Domingo Maravilhoso e mais outros 21 filmes).

        Perfeito! Kurosawa consegue captar uma emoção muitíssimo autêntica no filme,combinando o drama e o humor de forma brilhante (em breve vou adentrar no cinema de Ford também). Cara,é completamente surreal mesmo esse pensamento de que humor e drama são duas completamente opostas onde uma automaticamente anula a outra,esse pensamento que pra uma cena ter forte carga emocional os personagens terem que obrigatoriamente ficar lá com cara de triste pra sempre é tão absurda ( de um snydismo delirante).

        • Estephano

          Putz… Vai na fé Dave, não vai se arrepender. Esse cara é um MONSTRO. Indiscutivelmente um dos maiores da história, tem filme de tudo que é jeito, mas SEMPRE mantendo suas características, algumas como as que o Rodrigo comentou no texto dele.

          Só comentando alguns poucos filmes dele, tem dramas como Viver, aventuras como A Fortaleza Escondida, épicos de guerra como Ran e Kagemusha, e Os Sete Samurais… Que só o nome já é épico. (rs)
          Fora as parcerias com grandes atores japoneses, destacando a com o Toshiro Mifune.

          O John Ford é outro que você pode ir tranquilo que não vai se arrepender. Inclusive ambos eram inspirações um para o outro.

          • Dave Mustaine Asgaardiano

            Não tenho um pingo de dúvidas quanto á isso Estephano,há um tempo atrás eu tinha feito uma pesquisa na filmografia do John Ford e do Akira Kurosawa,e fiz umas listas de filmes deles pra ver,no total,tem 24 filmes de cada um kkk todos esses que você citou do Kurosawa estão presentes na lista. Eu havia mostrado as minhas listas pro Rodrigo,está em algum post por aí,vou dar uma procurada e mostrar pra você também.

          • Dave Mustaine Asgaardiano

            Do John Ford:

            O Delator (The Informer)

            No Tempo das Diligências (Stagecoach)

            A Mocidade de Lincoln (Young Mr Lincoln)

            As Vinhas da Ira (The Grapes Of Wrath)

            A Longa Viagem de Volta (The Long Voyage Home)

            Como Era Verde Meu Vale (How Green Was My Valley)

            Fomos Os Sacrificados (They Were Expendable)

            Paixão dos Fortes (My Darling Clementine)

            Domínio de Bárbaros (The Fugitive)

            O Céu Mandou Alguém (Three Godfathers)

            O Azar de um Valente (When Willie Comes Marching Home)

            Caravana de Bravos (Waggon Master)

            Sangue de Heróis (Fort Apache)

            Legião Invencível (She Wore A Yellow Ribbon)

            Rio Grande (Rio Bravo)

            Depois do Vendaval (The Quiet Man)

            Rastros de Ódio (The Searchers)

            Asas de Águia (The Wings Of Eagles)

            Ao Cair da Noite (The Rising Of The Moon)

            Marcha de Heróis (The Horse Soldiers)

            O Homem Que Matou O Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance)

            A Conquista do Oeste (How The West Was Non)

            Os Aventureiros do Pacífico (Donovan’s Reef)

            Crepúsculo de uma Raça (Sheyenne’s Autumn)

            Do Kurosawa:

            Um Domingo Maravilhoso (Subarashiki Nichiyobi)

            As Portas do Inferno (Rashomon)

            O Idiota (Hakuchi)

            Viver (Ikiru)

            Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai)

            O Guarda-Costas (Yojimbo)

            O Trono Manchado de Sangue (Kumonosu-jō)

            A Fortaleza Escondida (Kakushi toride no san akunin)

            Senhores da Guerra (Ran)

            A Sombra de um Samurai (Kagemusha)

            Sonhos (Yume)

            A Águia das Estepes (Dersu Uzala)

            Cão Danado (Nora Inu)

            Anjo Embriagado (Yoidore Tenshi)

            Os Homens Que Pisaram na Cauda do Tigre (Tora no o wo fumu otokotachi )

            Sanjuro (Tsubaki Sanjûrô)

            Homem Mau, Dorme Bem (Warui yatsu hodo yoku nemuru)

            Céu e Inferno (Tengoku to jigoku)

            O Caminho da Vida (Dodeskaden)

            Ralé (Donzoko)

            Barba Ruiva (Akahige)

            Escândalo (Shubun)

            Duelo Silencioso (Shizukanaru ketto)

            Não Lamento MinhaJuventude (Waga seishun ni kuinashi)

          • Estephano

            A lista é excelente, não vi tudo ai ainda, mas tem basicamente todos os grandes filmes de ambos nela.

            Do Ford te indico nos westerns, Stagecoach, Rastros de Ódio, O Homem que Matou o Facínora e Paixão dos Fortes, todos estão entre os melhores westerns da história tranquilamente. Fora deles tem Depois do Vendaval que é uma comédia romântica excelente e um espetáculo visual, coisa linda mesmo. E dois excelentes dramas, As Vinhas da ira e Como Era Verde Meu Vale. Tem filme dele que você colocou ai que é muito bom também, mas os que citei são os que considero como melhores, é só filmaço mesmo.

            Do Kurosawa pode ver qualquer coisa de samurai dele, sério, TODOS os filmes de samurai dele são fodasticos. Viver é um drama muito bonito, com uma mensagem simples, porém profunda. Já Um Domingo Maravilhoso é aquele tipo de filme que você vê com um sorriso no rosto.
            Pode mandar bala na sua lista sem remorso. rs

        • Sim. Yojimbo é melhor que Sanjuro, mas Sanjuro é muito bom também. Ford e Kurosawa, meus dois diretores prediletos. Acho que você vai gostar muito dos filmes dele. Em breve vou repostar o texto de As Vinhas da Ira, do Ford, e depois de A Fortaleza Escondida, do Kurosawa.

  • Rodrigo, o Sanjuro, por pensar muito em dinheiro, mais do que qualquer coisa, pode ser considerado um anti-herói? Como você disse, inverteu o status que personagens assim tinham até então.

    Excelente crítica, meu amigo! Conheço muito, muito pouco sobre a mitologia dos samurais/ronins. Acho que a maioria do que aprendi sobre foi vendo o desenho Samurai Jack na infância.
    Kurosawa é um gênio, não é? Envergonhado estou em dizer que até hoje não vi nada do diretor. Nada, nada, nada. Os Sete Samurais, a outra obra do diretor, é a que inspirou bastante o Lucas a fazer Star Wars, não é?
    Aliás… outra curiosidade sobre a saga que consegui notar no texto. Alan Ladd, o forasteiro Shane, é pai do Adan Ladd Jr., o único da cúpula dos chefões da Fox que deu o aval para o Lucas produzir o filme que queria. O único que acreditou nele.

    “E o primoroso trabalho sonoro de Ichiro Minawa inovou ao ser o primeiro filme a usar sonoplastia para o som da carne humana sendo cortada por espadas, criando sons que são usados até hoje por produções cinematográficas do mundo inteiro.”
    Soberbo, meu amigo. SENSACIONAL!!!

    • Valeu, meu amigo.

      Sim, ele revolucionou o chambara, o cinema samurai, e por tabela também o western, com personagens agindo mais por dinheiro e interesses pessoais do que por honra.

      Kurosawa é absolutamente gênio, meu amigo. Se quiser começar por algum filme, comece por esse. Muita ação e entretenimento da melhor qualidade.

      Sim, o Alan Ladd que interpreta Shane é pai do Alan Ladd produtor.

      Ainda escreverei sobre a continuação, Sanjuro. Comecei o texto, mas ainda não terminei (igual o de Stranger Things 2…rs).

      • Estephano

        Kurosawa fez todo tipo de Samurai que se pode imaginar. rs

        E no caso de Por Um Punhado de Dólares (primeiro grande filme de um dos maiores nomes do spaghetti), chamar de inspiração é pegar leve demais com o Leone. rs

        • Mas digo o western mesmo. Não foi só o remake descarado de Leone…rs Em filmes como Os Profissionais e nas obras de Sam Peckinpah, essa influência de Sanjuro é visível.

          • Estephano

            Sim, eu entendi. Falei de Por Um Punhado de Dólares porque esse foi o mais escrachado possível. rs
            A influência do Kurosawa no Western é gigante, e vem bem antes de Yojimbo também. Inclusive você falou um pouco disso no seu texto de A Fortaleza Escondida.

      • Eu fico meio receoso por começar com filmes muito antigos assim. Tenho medo de não gostar de cara. Mas nada é impossível.

        kkkkkkkkkkkkkkk
        Run, Rodrigo! Run!
        Nem me fale dessa de “começar textos e não terminar”. Tenho menos de uma semana pra lançar três críticas de Star Wars. E uma quarta (daquele especial de natal do Chewbacca que prometi a você), mas essa será só depois do ep8.

        • Do Kurosawa você basicamente só terá filme muito antigo…rs De 1970 a 1990 ele só fez uns seis.

          Eu ainda preciso rever o episódio II e o III.

          • Rodrigo

            Se me bloquear crio outra conta e volto.

    • Estephano

      Acho que A Fortaleza Escondida que foi mais influência de Star Wars (Na verdade, tenho certeza. rs). Os Sete Samurais por si só já é um marco do cinema, mas em questão de estrutura Star Wars lembra muito mais A Fortaleza Escondida, inclusive tendo uma dupla hilária que inspirou o R2-D2 e o C-3PO.

      • Lembro do Rodrigo comentando comigo sobre as influências que o R2 e o 3PO tiveram. Não estava lembrando de A Fortaleza Escondida, mas acho que foi esse mesmo que comentei com ele uma vez, que inspirou bastante Star Wars. Eu confundo muito as coisas… kkkkk

        • Como está no período de Star Wars, vou aproveitar e repostar esse texto de A Fortaleza Escondida.

          • Excelente ideia!

          • Rodrigo

            Se me bloquear crio outra conta e volto