Em outubro de 1988 chovia sem parar havia uma semana em Derry, no Maine, extremo nordeste dos EUA. O pequeno George Denbrough (Jackson Robert Scott) saiu para brincar na chuva com um barco de papel encerado feito pelo seu irmão Bill (Jaeden Lieberher). O SS Georgie seguiu viagem flutuando pelas laterais encharcadas das calçadas até cair em um bueiro ainda aberto. Georgie se ajoelhou e espiou. Da superfície áspera da escuridão brotou uma voz um tanto quanto agradável e insólita: “Oi, Georgie“. Seguida por dois olhos amarelos que revelaram a figura de um palhaço. Pennywise (Bill Skarsgård), o Palhaço Dançarino. Com o barquinho de Georgie nas mãos. Oferecendo um balão. Um palhaço no bueiro. Se Georgie fosse dez anos mais velho, não acreditaria no que estava vendo. Correria em um segundo. Não responderia. Mas ele não era dez anos mais velho. Tinha seis anos de idade. E parou. E respondeu. E quis o barquinho de volta. E esticou seu pequeno braço para pegá-lo. E então… flutuou. Para nunca mais ser encontrado com vida.

O reinado de terror da misteriosa entidade de muitos nomes e aparências (sendo a mais comum a de um palhaço) reaparece a cada 27 anos em Derry, umbilicalmente conectado à cidade desde a sua fundação, sempre à espreita nos seus recônditos mais sombrios. Com uma predileção especial pela carne das crianças (o medo infantil adiciona mais sabor a ela), Pennywise é capaz de assumir a forma dos medos mais íntimos de suas vítimas. Para os adultos, um psicopata ronda a cidade, que sempre se vê às voltas com desaparecimentos nunca solucionados a cada geração, em uma média extremamente superior ao que ocorre no resto do país. As histórias e medos sempre se perdem no inconsciente coletivo, esquecidos por todos, enquanto a vida segue. Só que em 1989, meses depois do desaparecimento de Georgie, o seu ciclo de assassinatos será interrompido pela intromissão de sete crianças.

Capítulo 1 | O Clube dos Perdedores

Um inteligente traveling, tradicional em filmes colegiais, com a câmera movendo-se para trás a partir da abertura da porta de uma sala, apresenta o quarteto inicial de “perdedores” (ou otários) formado pelos amigos Bill Denbrough (Jaeden Lieberher), Richie Tozier (Finn Wolfhard), Eddie Kaspbrak (Jack Dylan Grazer) e Stanley Uris (Wyatt Oleff). É o fim do último dia de aula antes das férias de verão. Bill ainda acredita que seu irmão Georgie possa estar vivo no Barrens, onde desemboca todo o esgoto de Derry, e tenta convencer seus melhores amigos a ajudá-lo em uma busca. Em pouco tempo Beverly Mash (Sophia Lillis), Ben Hascon (Jeremy Ray Taylor) e Mike Hanlon (Chosen Jacobs) também irão se unir ao grupo.

Cada um deles é vítima de alguma coisa: preconceito racial, social, xenofobia, bullying de todos os tipos, abusos e indiferenças familiares. Bill é o líder e mais corajoso de todos, mas sofre de uma gagueira de origem psicossomática que o acompanha desde pequeno e vive os últimos meses assombrado pelo desaparecimento do irmão, ao mesmo tempo em que é negligenciado pelos pais. Richie é o mais engraçado e hiperativo do grupo, divertindo a todos com suas vozes, piadas e imitações e nunca levando nada a sério – mesmo quando deveria. Eddie é hipocondríaco, pequeno e fisicamente frágil, com uma mãe extremamente dominadora, que tenta afastá-lo dos seus amigos usando a preocupação com a sua saúde, e a invenção de mil doenças, como uma forma de manipulá-lo a estar sempre do seu lado. Stan é judeu, filho do rabino, sofrendo com a rigidez do pai. Bev é abusada pelo pai e chamada de vadia pelas colegas de escola. Ben é o aluno recém-chegado, inteligente, gentil, gordinho, e sem nenhum amigo. E Mike é possivelmente o único garoto negro da cidade, tendo perdido os pais em um incêndio criminoso provocado por racistas.

A problemática de suas vidas encontra seu primeiro abrigo na amizade que surge a partir da perseguição empreendida pelo valentão do colégio Henry Bowers (Nicholas Hamilton) e sua gangue contra todos eles. Enquanto descobrem e aprofundam a amizade, e percebem que juntos são poderosos e inquebrantáveis (destaque para a fantástica – e hilária – guerra de pedras dos Perdedores contra Henry e sua gangue), os sete amigos se verão obrigados a confrontar um mal que eles não podem compreender totalmente, mas contra o qual devem lutar com todas as suas forças.

It: A Coisa é a primeira adaptação cinematográfica (It – Uma Obra Prima do Medo foi um telefilme produzido em 1990) daquela que é, possivelmente, a melhor obra literária do escritor norte-americano Stephen King, publicada pela primeira vez em 1986 – clique aqui e confira a crítica do livro –, quatro anos depois de o “mestre do terror” ter escrito o conto O Corpo, publicado na coletânea As Quatro Estações, e adaptado para o cinema em 1986 por Rob Reiner no clássico oitentista Conta Comigo. E It: A Coisa, o livro, reverbera como uma evolução de O Corpo. King pegou a mesma estrutura (um grupo de amigos que vivem uma aventura inesquecível em um verão e nunca mais são tão amigos quanto foram naquele período, bem como nunca mais voltam a ser crianças, um tema clássico do cinema americano), ampliou o seu escopo e acrescentou o elemento do horror insondável e indefinível. E o melhor do segundo longa-metragem dirigido pelo argentino Andrés Muschietti está justamente nessa espinha dorsal formada pelas sete crianças.

O roteiro – escrito por Gary Dauberman, Cary Fukunaga e Chase Palmera – percebe ser impossível transpôr para as telas todos os eventos que aconteceram com o Clube dos Perdedores nas mais de mil páginas do calhamaço escrito por Stephen King. Momentos icônicos do livro (como a construção da barragem no Barrens, as sessões de cinema, a confecção da bala de prata, as histórias contadas pelo pai de Mike, a “geladeira secreta” de Patrick Hockstetter e explicações mais detalhadas sobre o que é a Coisa) precisam ser deixados de lados, substituídos ou condensados em outros, em prol do desenvolvimento narrativo necessário para uma metragem de cinema. Desse modo, a narrativa se livra eficientemente de inúmeras situações, acontecimentos, tramas e personagens, sem esquecer, em nenhum instante, do coração da obra de King. Muito mais do que um simples conto de horror sobre um palhaço assassino, o centro emocional de It: A Coisa é a força de uma amizade que germina a partir dos traumas da infância e floresce diante do medo irracional e inominável de uma criatura que se alimenta de crianças. A Coisa pode dar o seu nome à obra, mas o protagonismo é todo dos perdedores. E o filme não se esquece disso.

A edição de Jason Ballantine faz um excelente trabalho alternando os arcos de cada personagem com a crescente tensão pelo surgimento da Coisa sem deixar o ritmo perder o compasso. A habilidade que a Coisa possui de se transformar em qualquer um dos medos de suas vítimas é bem explorada em variados jump scares nos quais vemos figuras como o leproso decomposto quase como um zumbi, a pintura deformada de uma mulher que sai de um quadro, pessoas queimadas em um incêndio e palhaços de todos os tipos (com uma referência sutil ao Pennywise de Tim Curry, e também a Carrie, a Estranha, em outro momento). O melhor do horror, obviamente, encontra-se no soberbo Pennywise de Bill Skarsgård, que captura o deboche, a caricatura, os olhares e os trejeitos cômicos, zombeteiros e macabros do personagem com muito talento. E consegue arrancar reações de verdadeiro pavor das crianças.

O elenco infantil prova-se uma escolha de casting extremamente acertada. Era essencial que o roteiro soubesse introduzir seus personagens principais (sete!) em pouco tempo, de maneira concisa e precisa, mas nada disso teria um bom resultado final sem que os atores entregassem atuações sólidas. E todos entregam, cada um deles passeando com talento pelas características marcantes de seus personagens, mesmo que alguns, como Mike, Stan e Ben, tenham seus arcos pessoais um pouco diminuídos pelo roteiro. Carismáticas ao extremo, todas as sete crianças convencem imediatamente como amigos, entregam sequências simplesmente hilárias nessa caminhada, do começo ao fim, mas também se mostram talentosos nas cenas de drama e terror – com destaque especial para a encantadora Sophia Lillis, que tem seu arco dramático muito bem explorado pelo roteiro, e para o excelente Finn Wolfhard, simplesmente perfeito no papel do mais inquieto e engraçado dos perdedores.

A trilha sonora de Benjamin Wallfisch é competente e se destaca bastante na abertura do filme, a clássica sequência do bueiro, com o piano tocando uma espécie de canção de ninar, de sonoridade doce, enquanto acompanha a conversa entre Georgie e Bill e a brincadeira da criança pelas ruas encharcadas até chegar em Pennywise, e aos poucos vai adquirindo um ar desesperador e tenso conforme as expressões do palhaço vão mudando e o medo começa a brotar na face de Georgie, terminando com um som sibilante como de uma cobra e a brutalidade do braço do garoto sendo arrancado. O trabalho artístico e cenográfico é de primeira, capturado com beleza e nostalgia pela fotografia de Chung-hoon Chung e pelos enquadramentos precisos do Andrés Muschietti. A casa abandonada na rua Neibolt, onde os perdedores enfrentam Pennywise juntos pela primeira vez, impressiona, tanto por dentro, com a podridão ocasionada pelo tempo, pelo abandono e pelo mal escorrendo por cada parede, quanto por fora, com sua fachada lúgubre e galhos retorcidos. Do poço secular presente na casa está a entrada para uma galeria de esgotos labiríntica e claustrofóbica, devidamente suja, nojenta e pegajosa, que desemboca no fantástico covil da criatura, com seu circo macabro e seu halo infernal onde todos flutuam.

Enquanto terror, It: A Coisa é mais um filme como tantos outros do gênero: com seus sustos e figuras horrendas e amedrontadoras em sequências triviais e bem dirigidas. O que o torna diferente é a atmosfera única que nasce do rito de passagem da infância para a vida adulta que aquelas férias de verão representam na vida daqueles seis garotos e daquela única garota, o clima mágico e solar da amizade que se fortalece entre todos eles. Em meio ao crescente horror psicológico que a Coisa estabelece em suas vidas, as sete crianças vivem uma aventura fantástica recheada de muito humor e diversão e variados momentos de leveza e delicadeza – destaque para a paixão de Ben por Bev, percebida em uma única cara de bobo feita por Jeremy Ray Taylor diante dela, para o beijo dado por ele em Sophia Lillis, que acaba substituindo, de um modo bem criativo e doce, uma sequência polêmica e desnecessária do livro e também para o confronto final com Pennywise, que amalgama terror, ação, drama, humor e diversão de um modo muito interessante. It: A Coisa tem um Pennywise extraordinário e aterrorizante, mas também sete atores mirins incríveis, carismáticos e talentosos em uma história de primeiras amizades, crescimento pessoal e cumplicidade absolutamente envolvente. Ao final, o que mais queremos ver dessa ótima experiência cinematográfica é um outro último verão com Bill, Richie, Eddie, Stan, Bev, Ben e Mike e toda a magia que o final da infância nos traz.

It: A Coisa (It) – EUA, 2017, cor, 135 minutos.
Direção: Andrés Muschietti. Roteiro: Gary Dauberman, Cary Fukunaga e Chase Palmer. Música: Benjamin Wallfisch. Cinematografia: Chung-hoon Chung. Edição: Jason Ballantine. Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Nicholas Hamilton, Owen Teague, Logan Thompson, Jake Sim e Jackson Robert Scot.

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Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • cleber

    Excelente critica, como de costume.

    Apesar de, assim como vc, eu ser cria dos anos 80, nunca assisti It. Sempre via na locadora pra alugar. Mas por ser novo meus pais nem gostavam que eu visse terror e tal. Então não cresci com essa nostalgia toda sobre esse filme. Em compensação, já li e devorei quase todas as adaptações de King. De Voo Noturno a Um Sonho de Liberdade. Que até hoje esta no meu top 3 de todos os tempos.

    Mas além disso, falar de King é falar daquele anos 80 raiz. Analógico em sua mais pura essência. É falar de como uma caminhada de alguns quilômetros seguindo o trilho do trem pode se tornar uma grande aventura. É falar da minha própria infância. Já que cresci em uma cidade pequena como a de suas obras. Alias, isso que tu descreveu sobre a infância. De como nossas amizades nos marcam e nos moldam. E de como nunca mais teremos os mesmos amigos de quando tínhamos 12 anos, é uma das grandes características de sua obra. Que também esta presente em O Apanhador de Sonhos.

    E me parece que esse filme conseguiu capturar isso muito bem. E não vou me surpreender se em poucos anos (talvez menos) ela comece a ser considerada uma das melhores adaptações do Mestre. Que já declarou que o filme superou suas expectativas.

    Não gostei muito de Mama. Mas me chamou a atenção a figura bizarra do ator Javier Botet. Que me parece ter uma condição rara. E pelo que vc descreveu, ele deve fazer esse leproso.

    Ah, e não posso deixar de comentar sobre o fotografo Chung-hoon Chung Depois que vi que ele faria esse filme, fiquei ainda mais empolgado. A Criada foi um dos melhores filme de 2016 e sua parceria com Park já rendeu obras primas do cinema. Seu próximo trabalho é uma ficção científica do Drew Pearce e maus posso esperar para ver o resultado.

    Curiosidade: Pennywise sempre me remeteu mais a banda de punk rock. Inclusive com a estreia do filme eu queria saber o que significa esse nome e se no livro ou no filme eles explicam. Penny tem varias traduções e wise seria algo como sábio. Mas não faço ideia do que seria a união das duas. Na Wikipedia esta como Parcimonioso. O que me confundiu mais ainda.

    Mas é isso. Daqui a pouco escrevo mais que vc, rs. Vou tentar ir ver até terça. Pois se ficar mais de 2 semanas em cartaz na minha cidade, significa que na segunda semana só vai ter cópias dubladas, rs.

    • Valeu!

      O telefilme de 1990 é terrível. Simplesmente terrível…rs Eu tinha uma vaga lembrança dele como algo assustador – apesar de daquele período ter visto muito mais vezes A Tempestade do Século, que é excelente, e O Iluminado pra TV, antes de conhecer o do Kubrick. Fui ler It pela primeira vez uns anos atrás, e na sequência resolvi rever o telefilme. Foi quando pude perceber que a única coisa boa daquilo era o Pennywise de Tim Curry, mais nada…rs Talvez algumas das crianças. E só.

      Pois é, muitas histórias dele possuem mesmo essa coisa do mito do fim da infância, dos verões inesquecíveis, das amizades que nunca mais são como foram naquele período. É um tema que ele visita bastante, além daquele Maine sempre interiorano, analógico, como você diz, e acho que os americanos gostam muito disso. É um tema muito visitado em filmes e livros.

      É uma das melhores adaptações de King para o cinema sim. Mas faltou ainda algo para que se colocasse ao lado daquelas que considero as melhores, que são O Iluminado, Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade e À Espera de Um Milagre. Essas estão muito acima de It. Sinceramente, por mais estranho que possa parecer, se tivesse menos dos sustos fáceis e típicos de filmes de terror, menos efeitos especiais, menos cenas mirabolantes com Pennywise, e mais do universo dos perdedores, das suas relações e dos seus dramas, o filme seria ainda melhor. Mas é ótimo, ainda assim.

      Achei Mama razoável, com um final bem ruim, mas em It o Andrés Muschietti conseguiu ir bem, apesar de ainda às vezes resvalar num tipo de terror que eu particularmente não sou muito fã. A fotografia desse Chung-hoon Chung é muito boa. O filme é muito bonito. Depois vou procurar esses outros filmes nos quais ele trabalhou.

      Na tradução para o português do telefilme usaram Parcimonioso, provavelmente por causa dos ciclos de aparição a cada 27 anos. Na tradução do livro esse termo não é usado. E também em nenhuma parte da narrativa o King explica o significado de Pennywise.

      Veja sim. Esse vale conferir. E graças a Deus não tem 3D…rs

      • cleber

        Cara, por falar em verão… acabei de lembrar de um que trata exatamente disso! É o Lembranças de um Verão. Com o Antony Hopkins e o Anton Yelchin bem novinho. Coitado, desde criança já mostrava talento. Vi esse no cinema e nunca mais revi, mas lembro de ter achado emocionante. Inclusive pouca gente lembra que é uma adaptação do king. Acho até que vou baixar de novo e tentar levar pro fórum. Nossa, já faz mais de 15 anos que vi, rs.

        Então, o significado pelo que pesquisei seriam esses:

        Econômico; que tem o hábito de economizar, de poupar: tinha um método parcimonioso para evitar despesas.

        Ponderado; que age com cautela, precaução: tinha um comportamento parcimonioso com seu adversário.

        O primeiro parece ter relação com o nome original. Já que Penny tbm significa centavos/trocado. Mas esse ultimo… será que tem relação com o tal ciclo da criatura? Tipo, de ele ser “cauteloso” usando esse período de tempo pra que ele não fosse percebido pelos humanos tão claramente?

        Estava lendo sua conversa com o Jipeiro. E como nunca li o livro e fiquei curioso sobre o nome dele fui na wikipedia e… caralho! O King parece ter criado uma mitologia bi-za-rra!

        Deadlights? A Tartaruga? A Aranha? KKKK, que porra é essa? E o que mais fiquei curioso: sobre os ciclos da Coisa.

        1929-1930: A Coisa desperta quando um grupo racista semelhante ao Ku Klux Klan queima um bar noturno afro-americano. Um dos sobreviventes é Dick Halloran, o cozinheiro iluminado do livro “O Iluminado”

        Até fiquei tentado a começar a ler o livro. Esses Kings maiores eu sempre evitei, rs.

        • Esse filme ainda não vi. Acho que o Pedro que comentou dele uma vez comigo, ele gosta bastante desse filme.

          Chegou a ler o texto que fiz sobre o livro?

          Eu realmente acho que o nome tenha relação com os ciclos. A suposta cautela. De espaçar seus ataques, de modo que ele também exerce influência sobre os habitantes de Derry (sua existência está intinimamente conectada ao local, porque foi lá que ele caiu muito antes do alvorecer da humanidade), então nesse período de 27 anos entre os ataques as pessoas simplesmente esquecem, ou deixam de lado, o horror que ocorreu. E assim ele vai mantendo a cidade como seu abatedouro particular.

          A origem da Coisa é Lovecraft purinho, o autor que mais influenciou King. Essa coisa de um mal ancestral, alienígena, contra o qual aparentemente não se pode lutar de forma alguma, criaturas imemoriais cujas verdadeiras formas são inconcebíveis a olhos humanos, que ficariam loucos ou morreriam se as vissem – é o caso da Coisa. A forma de Aranha, que é o mais próximo de sua real forma que um humano consegue ver, já é suficiente para deixar a pessoa em estado catatônico. Ela acordou pela primeira vez quando colonizaram a região de Derry, e desde então também se aproveitou de várias tragédias para mascarar sua presença, sendo que ela também consegue influenciar a maldade em quem já tem tendências malignas.

          Tem o eBook lá no drive. Esse é grande, mas acho que é das leituras mais rápidas do King, porque a narrativa é bem fluída.

          • cleber

            Atá, entendi melhor. Acho que no Apanhador de Sonhos o monstro tbm tem esse lance de “materializar os maiores medos”. Que tbm é muito usado em varias historias de terror. E isso de influenciar as pessoas o King tbm usa bastante, né? Trocas Macabras, A Tempestade do Século…

            Por falar em Lovecraft, vc tem O Caso de Charles Dexter Ward? Considero esse o melhor de terror que já li. Pensei em preparar uma resenha, mas gostaria de reler antes. Se não tiver, blz. Comecei aqui um texto sobre Na Natureza Selvagem. Mas esse não preciso reler, pois tenho tudo decorado, rs. E O Apanhador no Campo de Centeio tbm, em breve publicarei.

            Off: Assisti ontem aquele filme A Peregrinação. Achei um filmaço! O menino Tom Holand está muito bem, mas quem rouba a cena é o Jon Bernthal! Você como católico acho que vai gostar muito. Estou aqui preparando a postagem e mais tarde estará lá no fórum.

          • Sim. Essa influência para o mal é bem comum nos livros dele. O Randall Flagg de A Dança da Morte (e que aparece com outros nomes em A Torre Negra e outros seis livros de King) também tem esse poder. E em O Iluminado o Hotel Overlook faz o mesmo com Jack.

            Tem um eBook Os melhores contos de H.P. Lovecraft lá no drive. O caso de Charles Dexter Ward está nele. O Apanhador no Campo de Centeio preciso ler ainda.

            Beleza. Esse é aquele que você falou, né? Depois baixo lá então.

          • cleber

            Vai sair um filme sobre o Hotel. Ou serie, realmente não lembro.

            Conto? Lembro que li numa edição de bolso da LPM. Adoro os livros deles. Mas não tinha tamanho pra ser considerado um conto. Mas vou pegar lá sim.

            2 que li ha muito tempo e são contemporâneos a Poe e Love é o Ambrose Bierce e o Algenor Blackwood. Preciso tirar o atraso de uns.

          • Quase tudo que ele escreveu se encaixa como conto, ou romance breve. Essa seleção que tem lá é boa. Tem também lá o Rei de Amarelo, coletânea do Robert W. Chambers, que influenciou bastante o Lovecraft – e foi publicado aqui por conta do sucesso da primeira temporada de True Detective, que se inspirou em um conto do Chambers.

          • cleber

            O que eu li foi essa edição.

            Não sabia mesmo disso. Conheço mais de metragem de filmes. E micro conto não sabia da existência até fazer um workshop sobre o assunto.

            http://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=646173&ID=919154

  • Antes de mais nada… É um alívio saber que esse filme é uma boa adaptação, e que consegue captar toda a essência da obra (embora tenha suas diferenças). Rodrigo, meu amigo, como eu queria que esse filme fosse bem aceito. Dito isso, vamos ao que interessa… kkkkkk

    Eu comecei a ler o livro, como você mesmo sabe, naquela época que postou seu texto sobre a obra no Geeks. Infelizmente, não terminei, mas li metade dele podemos dizer. Meu amigo, conhecer os Perdedores é uma experiência única. O próprio King já disse ser apaixonado pelos personagens, e, sinceramente, é impossível não se apaixonar. It, antes de uma história de terror, é uma história sobre amizade, e ler em seu texto que toda a essência dos personagens está em tela, me deixa muito, mas muito feliz. “A Coisa pode dar o seu nome à obra, mas o protagonismo é todo dos perdedores.”… É exatamente assim que tem que ser. Eu esperava muito do Finn Wolfhard, tanto por ele ser um ator adorável (cuja a performance eu amei em Stranger Things) quanto por ele interpretar meu personagem predileto, e, cara, é tão foda saber que ele não decepciona (como nenhum dos outros).

    Fiquei um pouco triste por algumas coisas não serem mostradas, como a construção da barragem e a cena do cinema, mas tudo bem. Me responde uma coisa… temos a famosa frase “Hi-yo Silver, VAMOOOS!”???
    Ah, e outra coisinha que me chamou atenção… Pelo texto deu pra ver que não veremos o braço do George sendo arrancado, naquela aterrorizante cena inicial, não é? Não sei porquê, mas eu estava louco pra ver isso no cinema kkkkkkkkkkkkkk (me julgue). Mas, tudo bem, vão dizer apenas que ele “desapareceu”, o que fará com que o Bill comece a procurá-lo (estratégia inteligente do roteiro). Eu assistirei ao filme hoje (levando em consideração que já passou da meia-noite kkkkkk) e estou muito ansioso. Teu texto me fez sentir muita vontade de voltar a ler a história. Me desculpe por não ter conseguido terminar.

    EXCELENTE crítica, meu amigo. Como sempre!

    • Valeu, meu amigo!

      Você acaba de lembrar de outra coisa que não tem no filme! Infelizmente não teve o Hi-yo Silver. Ou pelo menos eu não lembro de ter ouvido…rs Que mancada. E deve ter mais. Listei só algumas que lembrei…rs Mas infelizmente era impossível colocar todas as cenas. Só se fizessem uma série de 10 episódios de It…kkkkkkkkk

      Os atores mirins estão todos incríveis. Sem exceção. Por mais que um outro tenha seu arco diminuído por causa da necessidade narrativa, como Mike e Stan, de cara você já identifica a transposição perfeita daqueles personagens do livro para as telas. A ingenuidade e gentileza de Ben, o modo como ele se apaixona por Bev no primeiro olhar (e o ator convence DEMAIS com essa paixão à primeira vista), o efeito que Bev causa em todos eles, o jeito metódico de Stan, a liderança natural e a coragem de Bill, a bravura e a força de Mike, e por ai vai. É realmente incrível, acertaram demais nesse casting.

      Sim, vemos o braço sendo arrancado. Brutalmente. Não se preocupe. Você verá isso no cinema…rs Só não detalhei isso no parágrafo…rs A sequência de abertura é um primor. Muito bem feita, desde Bill e Georgie no quarto, fazendo o barquinho, até Georgie ser arrastado, sem braço, pra dentro do bueiro. Por questões narrativas é que eles fazem com que o corpo de Georgie – e de nenhuma outra criança – seja encontrado, criando em Bill a esperança de ainda vê-lo vivo e motivando, de modo mais rápido, o encontro das crianças com a Coisa, já que eles vão para os lugares ermos da cidade em busca do garoto, e batem de frente com ela.

      Releia o post sobre o livro e volte a lê-lo. Não sabe o que está perdendo…rs

      • Poxa, é uma pena. Caramba, eles não devem ter colocado no filme de propósito então, porque esquecer dessa frase (ou grito) é impossível!!! kkkkkkk

        Crianças sempre foram um problema no cinema. Alguns filmes elas deram muito certo, em outros muito errado. O casting tinha que ser acertado, senão o filme não funcionaria em nada (até porque, a alma da história estão nas crianças).

        SÉRIO?????? MEU DEEEEEEEEEEEEEEEEEUS!!!! ERA TUDO QUE EU MAIS QUERIA!!!!!!!! NOSSA, RODRIGO, O HYPE SUBIU UNS 30% E ULTRAPASSOU A BARREIRA DOS 100 AGORA. O caps lock foi proposital, porque eu quase gritei aqui!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Acabei de reler e de deixar um comentário lá. Estou devendo vários posts seus ainda! kkkkkkkkk

        • Acho que a frase foi trocada pelo close que é dado na bicicleta, onde podemos ver Silver grafado. Se eu estiver bem em breve, talvez reveja esse filme mais pra frente no dia mais barato de novo…rs Espero que fique algumas semanas em cartaz.

          • Ah, com certeza vai ficar. Vai dar muito público, só se forem loucos pra retirá-lo tão depressa. Estou torcendo pra você melhorar o quanto antes, meu amigo.

          • Tomara. Esse vale o repeteco. E espero estar melhor, pra aproveitar mais…rs

          • Kleber Oliveira

            @JipeiroEspacial:disqus
            Vi o filme esses dias, algum deles grita o “Hi-yo Silver” quando mostra o gordinho pela primeira vez na biblioteca.

          • Eu vi! Assisti ao filme há poucos dias. Cheguei até comentar com o Rodrigo no whatsapp. Eu fiquei atento o filme todo pra ver isso!!! Kkkkkk

            Off: Ei, Kleber, gostaria de te convidar pra ler um texto meu. Quer?

          • Kleber Oliveira

            Com certeza, meu amigo.

          • Bem, como você é um grande fã de Decifra-me, aquela história do Batman e do Charada que me apresentou, gostaria de te mostrar dois textos (fanfics) envolvendo esses dois personagens que fiz. Espero que goste.

            Parte 1: http://www.ovest.com.br/2017/09/17/3362/
            Parte 2: http://www.ovest.com.br/2017/09/23/mestre-dos-enigmas/

            Obs: eu disse que era um texto, mas são dois kkkkkk
            Desculpe.

          • Kleber Oliveira

            Lerei sim, cara. E Decifra-me isso, o que achou?

          • Eu achei foda demais. Acho que a melhor história envolvendo o Charada que li (que foram poucas). Ah, acho que posso fazer uma resenha dela por agora. O que acha?

          • Kleber Oliveira

            É uma das minhas favoritas do Batman, hehe. Cara, seria muito bom uma resenha, é uma ótima história que é pouco lembrada. Faz aí pra que mais pessoas conheçam.

          • Só vou terminar o segundo texto sobre a segunda fase do Homem-Animal (que já tá quase pronto) e começo a de Decifra-me Isso

  • Rodrigo, vi um pessoal falando pela internet à fora…
    A Coisa volta de 27 em 27 anos, mais ou menos, não é?
    Em 1990 o telefilme era compilado, marcando a primeira aparição d’A Coisa nas telas, e, 27 anos depois, ela dá às caras nas telas novamente. Seria coincidência???? kkkkkkkkkkkkkkkk

    • cleber

      Também li sobre isso. Coincidência bizarra demais, rs.

      Off: tomara que a WB seja esperta e segure esse cara pra dirigir o Liga Dark.

    • Acho que não foi coincidência não. Lembro de ter lido que foi proposital – claro que poderia acabar havendo atraso na produção, e não dar certo, mas deu…rs

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Parabéns pela excelente crítica, meu amigo. Assisti ao filme na semana passada. Cara, eu amei o filme. E olha que eu nem sou fã do gênero terror. Pena que o próximo filme não será com as crianças:-(

        • Valeu, meu amigo. O fantástico de It, como eu digo no texto do livro, é não ser apenas uma obra de terror. Vai muito além, e o relacionamento desses 7 amigos é maior que qualquer coisa. E o filme, felizmente, conseguiu captar bem isso. Uma pena que o próximo não será com as crianças, mas ao menos teremos flashbacks…rsssss

      • Essa sacada foi fenomenal!!! kkkkkkk

    • Aragorn II, King of Gondor

      Mano, seja intencional ou não, achei isso MUITO FODA! Kkkkkkkkkkkkkkk!

    • Humpty Dumpty

      Vamos arriscar que a sequência chegue 27 meses depois kkkkkkkkkkkkk

      Imagina que louco se esperam o elenco crescer por 27 anos. Seria quase um filme de Richard Linklater

  • Ótima resenha, @alordesh:disqus!
    Tenho uma relativa vontade de assistir esse filme, mas o medo reina kkkkkkk

    Rodrigo, tenho um post aguardando edição. É uma resenha.

    • @alordesh:disqus, vi que você editou a resenha. Já pode postar?

      Obs: acho que quando eu puder postar, seria bom deixar um “código” ou simplesmente “pode postar”. Aí eu apago e post.

      • Eu espero não estar sendo chato, mas tenho essa impressão de que estou.

        • Que nada. Não se preocupe. Só não estou muito no PC, porque não estou muito bem, então não estou conseguindo ver essas coisas com rapidez.

      • Está pronto lá.

        • Obrigado.

          • Troquei as imagens lá. Vi que você colocou o blockquote já com os dados no modelo certo. Muito bom. Troquei a imagem de capa da resenha dos X-Men porque aquela imagem está com a qualidade muito baixa, e não consegui achá-la em boa qualidade. Falta só a imagem de capa da resenha do Homem-Aranha. Aquela imagem está péssima. Você leu a HQ baixada? Extraia aquela imagem do cbr ou cbz e suba lá que depois recorto.

            Nas tags não precisa colocar Resenha, porque estando no título do post já cumpre papel similar.

          • Já troquei a imagem da resenha do Homem-Aranha (tirei do scan e dei uma pequena recortada no Paint (Paint é vida)). Veja se já está bom.

          • É aquela imagem mesmo, mas pode subir ela inteira, do modo que tirou do scan, que eu recorto aqui. Tá muito vertical, não vai dar pra cortar do jeito certo. Sobe direto em mídias.

          • Pronto.

        • Rodrigo, eu fiz rascunhos de mais algumas resenhas (algumas = três). Se puder edite.

          • Beleza. Se eu estiver um pouco melhor amanhã, eu mexo lá.

    • Valeu. O filme tem muita aventura e humor. Compensa para quem tem medo da parte de terror.

      No caso das subcategorias você coloca só uma, sempre a última na qual o texto se encaixa. Como a resenha entra em Arco, você marcando Arco automaticamente estará colocando o texto dentro de Comics, que está dentro de Quadrinhos.

      Em tags de HQs coloque sempre também o ano de publicação. E tem um padrão de blockquote para usar no final dos textos, com os dados técnicos da obra. Vou fazer a dessa HQ e colocar lá pra você ver como fica. Você usa whatsapp? Criamos um grupo lá, é mais fácil para se comunicar.

  • cleber

    “Its all about the characters”

    Se o mestre aprovou, está aprovado.

  • Aragorn II, King of Gondor

    Bom, Rodrigo, assisti ao filme agora há pouco, e devo dizer que achei sensacional! Aumentou muito minha vontade de ler o livro, que deve ser ainda melhor.

    O Clube dos Perdedores é fantástico. Gostaria de ter assistido legendado, para conseguir apreciar as atuações em sua totalidade, mas todos estão sensacionais. O Pennywise foi incrível, e os destaques dentre os pequenos ficam, claro, para o Finn Wolfhard e para a Sophia Lillis. Aliás, esse primeiro foi motivo para a mais alta gargalhada que já dei em um cinema… rsrs! Depois de Stranger Things e It, a carreira dele deve crescer muito!

    Ansioso para ver a Parte 2, que vai demorar bons dois anos para chegar aos cinemas.

    Crítica monumental, como sempre!

    • Max Eisenhardt

      Putz… Também tô com a maior vontade de ler o livro, como depois que li a primeira postagem da resenha de Rodrigo, no Geeks, mas depois fui perdendo um pouco do interesse, até que assisti ao filme (rs).

      A dublagem ficou boa? Estou em dúvida se irei rever legendado.

      A cena que mais ri foi a da briga de pedras. Finn Wolfhard rouba o filme (rs).

      • Aragorn II, King of Gondor

        Hahaha… Rodrigo tem essa habilidade inquestionável, né?
        Eu estava lendo bem devagar, pelo celular, quando não tinha nada para fazer, ou quando ficava sem internet, coisas do tipo. Foi essa semana que o livro começou a me prender mesmo, e agora com o filme, a vontade subiu em 200%.
        Olha, a dublagem ficou boa sim. As vozes combinaram e tudo, fiquei incomodado pouquíssimas vezes ao longo do filme, o que é raro. Mas acho que, com ela, acabei perdendo muito da atuação do Skarsgard. Creio que o Pennywise seja muito mais assustador no legendado. Agora, na medida do possível, gostei da dublagem, não censuraram palavrões e afins, graças a Deus.

        Olha, eu ri em DIVERSAS cenas, mas a mais hilária, para mim, foi essa das pedras, ao lado daquela em que os três garotos entram na casa. A piada sobre os palitinhos foi sensacional… hahaha! Ele realmente ROUBOU o filme, virei fã do garoto. Achei que ele teve uma melhora considerável desde a primeira temporada de Stranger Things.

        • Max Eisenhardt

          O livro tem prioridade total, agora. Minha próxima aquisição literária, sem dúvida.

          Geralmente, sempre assisto dublado, já que é a única opção disponível no cinema que eu frequento (na maioria dos filmes). Antes de IT, o último filme que assisti legendado no cinema foi X-Men: Primeira Classe, pra você ter uma idéia (rs). E dificilmente me incomodo, até porque a dublagem brasileira parece ter ficado mais ousada nos últimos anos. Até em Kong: Ilha da Caveira enfiaram uns palavrões. Enfim…

          A cena em que Richie leva a pedrada na cabeça me fez praticamente saltar do assento, de tão hilária que foi! E a dos palitinhos… Kkkkkkkkkkk Genial, cara! Essas sutilezas do filme são demais. Outra que me fez rir muito foi logo depois dessa: quando Richie diz que as paredes da casa exalam o mal, ou algo assim, e, ao fundo, a gente vê o outro pegando a bombinha de asma, morrendo de medo do lugar. Kkkkkkkkkkkkk Gostei demais.

          E por falar em Stranger Things, eu assisti essa série justamente por causa DESSE FILME. Sério, eu passei esse tempo todo sem ter visto ST. Comecei ontem (rs). Isso é o tanto que IT me marcou. =P

          • Aragorn II, King of Gondor

            A falta de opção irrita bastante aqui na minha cidade também. Assistir legendado, 21:00 ou mais tarde… isso dificulta bastante, sorte que ainda sou estudante e pago meia todos os dias, sem depender das promoções nas quartas… rsrs!
            Caramba, 2011? Hahaha…. complicado. Eu gosto bastante da dublagem brasileira, especialmente em animações e jogos, mas acabo me incomodando na maioria das vezes, talvez por causa do costume. Gosto de eles estarem demonstrando essa ”ousadia” nos últimos tempos. A pior coisa de ver filmes dublados antigamente era essa censura. Um personagem leva cinco tiros de AK-47 e grita: ”Droga, eu vou te matar, seu idiota!”

            Hahaha… a sala inteira riu em ambas as cenas. São esses momentos que nos convencem da amizade verdadeira que há no Clube.
            E essa da bombinha de asma eu não percebi na hora, mas tenho certeza que vou rir muito quando assistir de novo… kkkkkkkkkkkkkkkkkk!

            Eita, sério Max? Hahaha… e aí, tá gostando? Eu acho a série bem legal, e estou ansioso para a segunda temporada, mas, sinceramente, achei ela meio superestimada. Enfim, talvez seja neura minha, mas a overdose de ST nas redes sociais e na escola quando a série entrou na moda me irritou um pouco. Espero que goste… rsrs!

          • Max Eisenhardt

            Quando adquiro DVD/Blu-ray dos filmes, faço questão de assistir tanto dublado quanto legendado (pelo menos com a maioria. Tem filmes que só assisto legendado, como A Lista de Schindler e Amadeus, dois dos meus preferidos). Mas tem adaptações de dublagem que realmente incomodam, principalmente se for do tipo “Macacos me mordam!”, extremamente inverossímil (rs).

            A sessão estava lotada, mas eu fui um dos poucos que riram da piada dos palitinhos. Acho que os outros não entenderam essa (rs).

            Sinceramente, estou achando ST muito superestimada mesmo. Faltam dois episódios para terminar, mas não me capturou direito. Provavelmente passaria despercebida por mim, caso não fosse tão popular. Quando lançou, o falatório não chegou a me incomodar, não. Também sou estudante e, na minha turma, até o professor de filosofia falou da série (rs). O melhor dela está nos personagens, simpatizamos muito com eles. E fiquei surpreso com o quão bem Finn Wolfhard interpreta um personagem completamente diferente do Richie. Esse menino manda bemzasso!

          • Aragorn II, King of Gondor

            Hm… legal! Sempre que eu vejo um filme dublado em casa, seja por causa das companhias ou por opção mesmo, coloco também a legenda, para não perder algumas piadinhas, referencias e afins. E dá pra perceber quando censuram também, o que me enfurece… rsrs.

            Hahaha… cara, eu ri tanto que até perdi alguns momentos que vieram depois.

            Sim! Foi exatamente o que eu senti. Eu tinha acabado de assistir Westworld, que é, simplesmente, a melhor estreia da TV em anos, e achei que talvez fosse, sei lá, o contraste. Mas analisando melhor, percebi que não. Talvez seja porque não vivi os anos 80, mas senti que a série se apoia DEMAIS na nostalgia, não sendo grandiosa em aspecto algum, fora algumas atuações de destaque. Daria um 8,0, talvez, porque a Winona Ryder estava estupenda, mas no geral não me cativou tanto não. Mas é isso aí, os personagens, ao menos, capturam e convencem, ri bastante em alguns momentos, quando estão todos juntos o clima se assemelha bastante a esse novo It.
            Filosofia? Sério? Que loucura…. hahaha!
            E o Wolfhard manda muito bem mesmo! Depois do filme, eu gostaria bastante de ver ele como Billy Batson no vindouro Shazam. Esse menino ainda vai se destacar MUITO!

          • Stranger Things se apoia bastante na nostalgia mesmo. Para quem viveu e consumiu os produtos do período, como eu, isso serve meio como um plus a mais. Eu gostei bastante da série, é redondinha, divertida demais, mescla gêneros muito bem, tem referências incríveis, um elenco infantil muito carismático e uma Wynona Rider espetacular, mas realmente está longe de ser uma das grandes séries já feitas, como muita gente parece que analisou…rs

          • Aragorn II, King of Gondor

            Realmente, Rodrigo! Eu gostei da série, bastante, aliás. Mas acho que a ”overdose” dela, o fato de falarem sobre por todos os lados, fez com que minha expectativa subisse demais antes de assistir. O mal do Hype está sempre a espreita…. rsrs!
            Mas é uma série muito boa, e tem tudo para melhorar na segunda temporada, que aguardo ansiosamente pelo material lançado. Só vou tentar controlar a hype dessa vez… hahaha!

          • Max Eisenhardt

            Eu me pego indeciso entre assistir dublado ou legendado quando se trata de séries, na maioria das vezes. Quando sou assegurado de que a dublagem prejudica a experiência, opto pelo áudio original, sem problemas. E já passei muito por essa de assistir dublado com legenda pra não ser prejudicado. Kkkkkk Stranger Things é um caso especial: estou vendo legendado, porque foi a versão que eu assisti o IT, então é como se eu estivesse repetindo a experiência que tive com IT, só que em uma série… entende?
            …. Esquece.
            Shuahshahshahsuhaushua

            Westworld é outra que ainda verei e teve uma repercussão semelhante a de ST. Só assisti o filme, que conheci por causa da crítica que Rodrigo postou no Geeks. É bacana, recomendo. Espero que essa série não me decepcione. Dizem que é de explodir a cabeça.

            Então realmente tivemos as mesmas impressões com Stranger​ Things. Vou terminar para dar meu veredito e partir para a segunda temporada. 8,0 parece ser uma nota justa. Concordo, o Finn ficaria perfeito como Billy. A Warner tem que ficar de olho pra não perder ele (rs).

          • Aragorn II, King of Gondor

            Hahaha… entendo!
            Olha, eu até assisto algumas na versão dublada, mas sempre que a série é britânica, eu não dou o braço a torcer. Sotaque britânico rules…. kkkkkkk!
            Kkkkkkkkkkkkkk! Deu pra entender sim o que quis dizer. Aliás, eu acho que, pelo tamanho do livro, IT se daria bem com uma série no modelo ST… não?

            Cara, Westworld é FANTÁSTICA! Eu fiz até uma crítica aqui no site, de tão apaixonado que fiquei. Christopher Nolan é genial… e, realmente, ela é de explodir a cabeça, são mindblowns constantes, reviravoltas incríveis que me deixaram nos ares. Acho que você vai gostar!
            Hahaha… bom, quem sabe a sua nota aumente com os últimos dois episódios? O Finn seria um excelente Billy, torcendo por ele!

          • Max Eisenhardt

            Sotaque britânico kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Dizem que é sexy, ou algo assim, não é? Só lembro de ter visto Sherlock e Doctor Who. Vou conferi-las no áudio original para tirar minhas próprias conclusões. Shuashuashaushua!

            Apesar de não ter lido a obra, não tenho dúvidas de que poderia render uma baita série, especialmente por causa da revolução televisiva e da ascensão do streaming nos últimos tempos. Mas fazer o quê? Estou muito grato pela adaptação cinematográfica, de qualquer forma, e espero que a sequência consiga ao menos manter-se no mesmo nível, o que já me deixaria muito contente.

            Ah, não sabia que a crítica era sua. É uma das postagens que fiquei de olhar. Darei uma conferida. Christopher Nolan? Não é o irmão dele, o Jonathan, quem assume o comando da série? Acho que você se confundiu aí (rs).

          • Max Eisenhardt

            Sotaque britânico kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Dizem que é sexy, ou algo assim, não é? Só lembro de ter visto Sherlock e Doctor Who. Vou conferi-las no áudio original para tirar minhas próprias conclusões. Shuashuashaushua!

            Apesar de não ter lido a obra, não tenho dúvidas de que poderia render uma baita série, especialmente por causa da revolução televisiva e da ascensão do streaming nos últimos tempos. Mas fazer o quê? Estou muito grato pela adaptação cinematográfica, de qualquer forma, e espero que a sequência consiga ao menos manter-se no mesmo nível, o que já me deixaria muito contente.

            Ah, não sabia que a crítica era sua. É uma das postagens que fiquei de olhar. Darei uma conferida. Christopher Nolan? Não é o irmão dele, o Jonathan, quem assume o comando da série? Acho que você se confundiu aí (rs).

            P.S. É só a terceira vez que tento postar este comentário. Espero que dê certo.

          • Max Eisenhardt

            Aleluia.

          • Aragorn II, King of Gondor

            MUITO… hahaha! Sonho em fazer intercambio por lá só pra poder ouvir esse sotaque o dia todo, ficaria sorrindo o tempo inteiro… kkkkkkkkkkkk!

            Cara, pelo que eu li até o momento, uma parte considerável teve que ser cortada, sim… mas, a adaptação foi mesmo excelente, e estou satisfeito com ela. Agora, umas cenas extras não fariam mal, né? Versão Estendida já…. hahaha!

            Ok, cara! Ah, e confundi sim, BONITO, aliás! Rsrs… eu ia dizer que eu já considerava o Jonathan ainda melhor que o Christopher, mas acabei confundindo…. perdão! Hahaha….

            P.S: Eita, sério? O Disqus tem o costume de ser cheio de bugs, deve ser mais um caso desses…

          • Max Eisenhardt

            Shuashauashuahdhuahushua!

            Cenas extras de IT? Q-U-E-R-O! Vou pegar a melhor edição em DVD/Blu-ray que tiver quando lançar. Legais são as entrevistas com o cast do filme. Se não viu, procure no YouTube. São bem divertidas, por sinal.

            Eu nunca nem tinha ouvido falar do Jonathan, antes de Westworld. Vejo que maior parte de suas produções é compreendida por roteiros de filmes, dentre os quais estão Memento, The Prestige e The Dark Knight, meus filmes preferidos do Nolan. Estou otimista para essa série. Verei em breve. ^^

            P.S. Acontece mais quando o comentário é extenso e/ou quando edito muito o que escrevi. Dá até um desespero, de vez em quando. Kkkkk

          • Jonathan é a parte de criação de histórias dos irmãos. É muito melhor que o Christopher nisso. A série Person of Interest, estrelada por Jim Caviezel e Michael Emerson, e criação dele. É simplesmente incrível.

          • Max Eisenhardt

            Hum… Já ouvi falar. Não sabia que era tão boa assim, mas se você diz… boto fé. Você assiste muitas séries? Tem uma preferida?

          • É muito boa. Acabou com 5 temporadas. É procedural, mas com uma história de fundo incrível. Mistura ficção científica, especialmente inteligência artificial, com vigilância, conspirações e muita ação, além de humor. Um dia ainda vou escrever sobre ela. A melhor série de todas pra mim é Família Soprano. Depois Arquivo X, Sons of Anarchy. Aí tem Star Trek: The Original Series, True Detective, Deawood, Person of Interest, Breaking Bad, 24 Horas, Lost, The Blacklist, Hell on Wheels. Talvez tenha esquecido alguma, mas acho que essas são minhas prediletas.

          • Max Eisenhardt

            Não sou lá muito fã de enredo procedural, mas, sendo bem feito, não importa o estilo. Dessas que você citou, gosto de Arquivo X, Breaking Bad, Lost, 24 horas e Família Soprano, que estou terminando (restam uns 4 ou 5 episódios, apenas). Já assisti o piloto de The Blacklist, achei bacana. As outras séries, ainda não vi. Apesar de ainda não ter finalizado, também considero Sopranos a melhor. O cuidado no roteiro, na direção, nas atuações… é tudo impagável. O destino dos personagens é sempre incerto. É difícil prever as “saídas” do roteiro, pois não há soluções fáceis. Aquela cena com o Tony e o Paulie no barco, um desconfiado do outro, hein? Tensa demais.

            Depois de Sopranos, minha série favorita é Mad Men, que é magnífica, uma obra-prima televisiva. Pena não ter sido popular no Brasil. Sou muito fã, também, de Dexter — apenas até a quarta temporada, que é perfeita — e Prison Break, que por muito tempo foi a minha predileta. Essas valem a pena, garanto. 😉

          • Aragorn II, King of Gondor

            Já estou guardando dinheiro… hahaha! Entrevistas? Vou dar uma olhada! Vi uma parte de uma em que os pequenos estão dizendo quem queriam que interpretasse seus personagens na Parte II… assistiu essa?

            Olha, devo admitir que eu ouvira falar uma vez ou duas dele antes da série, e nunca prestei muita atenção. Agora, na parte do roteiro, o cara é fenomenal. Westworld me deixou de cabelos em pé de tão bem conduzida que foi a trama. Merece levar o Emmy todo… hahaha!

            P.S. E os Bugs do Disqus continuam. Desculpe a demora para responder, mas simplesmente não recebi notificações da sua resposta… só fui ver agora por estar lendo os comentários na curiosidade :/

          • Max Eisenhardt

            Ah, sim… vi essa entrevista. O Chris Pratt das antigas realmente ficaria perfeito interpretando o Ben adulto. Vamos ver se ele vai querer sair um pouco de forma para pegar esse papel. (rs)
            Só sei que, por incrível que pareça, o estúdio vai ter um trabalhinho complicado para juntar um elenco com uma dinâmica tão perfeita quanto a dos atores mirins. Terão de seguir um critério bem importante para a Parte II: só ator foda. (rs)

            Assisti o Emmy no Domingo passado, e foi uma pena Westworld não ter faturado o prêmio numa única categoria sequer. =/ E acho que a série mais exaltada foi The Handmaid’s Tale. Já tinha ouvido falar em um vídeo do Nerd Rabugento, onde ele diz que a série não é essas coisas todas, dando a entender que os elogios e premiações se devem mais à temática batida, que explora os direitos das mulheres, a opressão das instituições religiosas e toda essa conversa politicamente correta que conhecemos. Mas não confio muito nesse cara. Dizem que a série é realmente bem escrita. Você assistiu?

            P.S. Também já tive esses mesmos problemas de notificação, e sou eu que peço desculpas, pois passei uns dias sem usar o disqus e acabei esquecendo da nossa (prazerosa) conversa. Garanto que não irá se repetir.

          • Aragorn II, King of Gondor

            Hehehe… ficaria muito bom! Agora, eu só não sei se o Ben continua gordinho depois de adulto… mas ver o Pratt com algum sobrepeso (de novo, já que ele era mais ”cheinho” antes) seria muito cômico… hahaha!

            Cara, você não imagina o quão bravo – e curioso – eu fiquei. Não sei se você já assistiu a abertura de Westworld, mas, se não, assista, e me diga se foi ou não foi injusto o premio de ”melhor abertura” e ”melhor música original” ir para Stranger Things. Reconheço a qualidade da série da Netflix, mas ganhar nessas duas categorias foi, simplesmente, um insulto ao trabalho do Jonathan Nolan, ao meu ver.
            Eu estava curioso quanto a ‘The Handmaid’s Tale’, por ter ganhado em tantas categorias. Penso que deve ser uma obra-prima pra ter vencido a concorrência, mas se a temática é essa, já dá pra ter uma ideia da motivação da Academia. Eu nunca assisti à série, mas já subiu pra minha lista de extrema prioridade, para ver se mereceu ou não, e se devo me enervar com o Emmy. Mas, sinceramente, para ganhar em Melhor Roteiro Original, ou essa série foi escrita por um gênio da Sétima Arte, ou meu senso crítico não vale de nada… rsrs

            P.S: sem problemas, cara! Não se preocupe 🙂

          • Max Eisenhardt

            A abertura de Westworld é incomensuravelmente melhor do que a de ST, concordo, e a trilha sonora é, sem dúvida, sublime. Mas, apesar de ser muito esquisito, eu sinceramente não me lembro dessas duas categorias terem na premiação. Sério mesmo. Pesquisei aqui pela lista de vencedores em cada uma, e não as encontrei. Não sei como explicar isso (rs).
            The Handmaid’s Tale é baseada num romance de mesmo nome (traduzido para o Brasil como O Conto da Aia), lançado em 1985 e escrito pela canadense Margaret Atwood, que, inclusive​, foi ao palco para receber o Emmy com o elenco da série, cuja exibição no Brasil está prevista para o início de 2018 pela Paramount Channel (pois foi originalmente lançada no serviço de streaming Hulu, indisponível no Brasil). Eu achei legal quando Elisabeth Moss venceu como melhor atriz em série dramática, pois eu já a conhecia por sua maravilhosa performance em Mad Men, minha série favorita. THT faturou o prêmio de melhor episódio piloto também, se bem me lembro. Enfim, também estou muito curioso por essa série. Quando você assistir, conte-me suas impressões. Será que vamos acabar gostando? (rs)

          • Aragorn II, King of Gondor

            Hahaha…. sério? É que essa premiação dessas categorias foram em outro dia, mano! Foram as tais ”categorias técnicas”. Vou deixar um link no fim do comentário, depois dá uma olhada. Mas ST ganhou ”Melhor Elenco para Série de Drama”, ”Melhor Tema Original” e ”Melhor Design de Abertura”. Achei as três vitórias absurdas, dada a concorrência, mas quem sou eu pra julgar, não é? Rsrs…
            Hm… não sabia disso. Interessantíssimo! Nunca tinha ouvido falar do romance ou da série antes da premiação, mas já fiquei curioso quanto a ambos. E, pelo jeito, vou ter que assinar a Paramount ou dar um jeito aqui, porque eu preciso conferir essa série assim que possível… rsrs! Tomara que seja tudo isso mesmo.
            Eu fiquei meio triste pela Evan não ter ganho ”melhor atriz em série dramática”, mas a Moss manda muito mesmo. E, caramba, sabe que ainda não assisti Mad Men? Preciso fazer isso logo, parece fantástica!
            Cara, fazia tempo que não ficava tão curioso quanto a uma obra. Pode deixar, contarei sim! E voce também, quando conferir, me diga o que achou! Espero que seja boa mesmo, e que ambos gostemos… hahaha!

          • Aragorn II, King of Gondor
      • “Guerra de pedra!” e começa a tocar a música…rs E tome pedra na cabeça do Richie. Essa cena foi sensacional. E o pôster do New Kids on the Block no quarto do Ben? Kkkkkkkkkkkkkk

        Se você gostou do filme, vai gostar muito mais do livro. E tem histórias incríveis dos perdedores de sobra nas mais de mil páginas pra se deliciar…rs

        • Max Eisenhardt

          Caramba, quero muito! Vou comprar assim que puder. Não foi esse livro que seu irmão leu todinho no celular? Eu não ousaria. Rsrsrs Prefiro versão física, ainda mais se for tão volumoso quanto esse — apesar de ser difícil de manusear.

          Ah, por falar nisso, adquiri O Planeta dos Macacos (edição da Aleph, muito boa) há algumas semanas, na Book Friday da Amazon… E adorei! Leitura hipnotizante mesmo. Perfeito para ler numa tacada só. Incrível como a franquia cinematográfica inibiu a notoriedade da obra, que, até pouco tempo atrás, eu mesmo ignorava completamente. Mas eu classifico como leitura obrigatória, especialmente para os amantes de ficção científica. Mais uma vez, sou muito grato pela indicação. =D

          • Se tiver condições de comprar agora, aproveite. Promoção Stephen King na Amazon. Na compra de 4 livros dele, o mais barato é grátis. E com a edição de It vem um ingresso pro filme.

            https://www.amazon.com.br/b/?ie=UTF8&node=13348893011&pf_rd_p=5f581a39-560e-4921-bd16-8297352b5103&pf_rd_r=7VP3XRHCZ9XPXXWQRRWV

            Legal! Que bom que gostou. Não te disse que era leitura de um fôlego? rs Simplesmente sensacional. O que achou do final?

          • Max Eisenhardt

            Ah, valeu. Mas acho que não vai dar, pois estou guardando o dinheiro para presentear um amigo que fará aniversário esta semana. Também, nem achei o desconto tão grande assim (rs). Acho que vou ter que passar essa.

            O lance com os dois namorados ao final de O Planeta dos Macacos foi um tapa na cara do leitor. Kkkkk Achei genial. Em efeito de comparação, entendi que a diferença reside principalmente no fato de que, no romance, tudo se baseia numa progressão evolutiva inevitável, como se ninguém tivesse culpa pela forma como as coisas acabariam, enquanto que os filmes alteram esse princípio, responsabilizando os próprios humanos pela regressão intelectual que sofreram. No segundo longa, subentende-se que os homens desencadearam uma guerra nuclear — pauta recorrente na época de lançamento dos filmes, como do próprio livro —, o que resultou em sua ruína como espécie dominante. Eu achei essa trama envolvendo os homens que adoram a bomba um tanto quanto bizarra, pra falar a verdade (rs), e ,sim, prefiro o final do livro, que, da forma como foi escrito, realmente não era possível adaptar para o cinema de maneira literal.

          • O que vale mesmo é o eBook. Paguei 10 reais no eBook de It, isso quase 4 anos atrás…rs

            Sim, e ao mesmo tempo o final não explica nada sobre aquele planeta onde ele chegou. Porque está claro que uma humanidade como a nossa floresceu por lá muito antes que ele chegasse. Como? E por qual motivo a Terra está dominada por símios milênios depois da sua volta? A humanidade ruiu e os macacos tomaram o lugar, como se deu nesse outro planeta, ou os símios evoluíram a tal ponto que voltaram para a Terra do passado e dominaram o planeta desde o começo, de modo que quando Ulysse retornou, já estava tomado por eles (essa ideia é explorada em alguns dos filmes). Lembrando também que toda a história dos macacos até o momento em que Ulysse os encontra é mimética. Eles copiaram a história da humanidade, mas em 2 milênios, não conseguiram ir além. Será que finalmente foram? E o futuro de Jinn e Phyllis mostra que eles tomaram conta das galáxias e das viagens espaciais. Enfim, a genialidade é exatamente essa: ele construiu de um modo tão aberto que não é possível ter certeza de absolutamente nada. Só conjecturar…rs

          • Max Eisenhardt

            Foi uma decisão muito sagaz da parte do Boulle. O cara era bom em levar o leitor à reflexão. E pensar que um livro de tamanha qualidade foi considerado por ele como “apenas uma fantasia agradável” me deixa bem mais curioso para ler suas obras mais elogiadas: William Conrad e A ponte do rio Kwai. Até lá, O Planeta dos Macacos é uma que ainda vou apresentar à muita gente, pois merece ser redescoberta na cultura popular.

    • Monumental par de críticas.

      – Márcio Aragorn Seixas

    • Valeu. O livro é muito melhor. Continue lendo quando puder, tem muita coisa legal demais que não tiveram como colocar no livro, e o desenvolvimento dos personagens é soberbo,=. O modo como King faz com que nos tornemos íntimos dos sete personagens é incrível, e felizmente o filme conseguiu capturar um pouco disso. Essa molecada é incrível, uma pena que a parte 2 será com eles adultos…rs

      • Aragorn II, King of Gondor

        Continuarei! Pelo tamanho do livro, imagino que uma série seria interessante para adaptar tudo…

        E os jovens atores foram fantásticos, uma pena mesmo que não contaremos com eles na Parte 2. Pelo menos o Wolfhard ainda veremos em Stranger Things, junto de um grupo tão incrível quanto o de It.

  • Max Eisenhardt

    Crítica primorosa, Rodrigo, meus parabéns! Sua análise diz tudo. Entregaram o melhor que puderam com o extenso material que tinham em mãos. As expectativas para o Capítulo 2, agora, são gigantescas. Será prioridade para muito mais gente em 2019. Eu mesmo já estou louco pra adquirir a melhor edição em DVD/Blu-ray que lançar desse primeiro filme, que, é claro, pretendo rever no cinema assim que puder.

    • Valeu. Sim, conseguiram condensar bem uma história extremamente longa, mantendo a essência da obra. Gostei demais. Uma pena que não filmaram a continuação ao mesmo tempo, porque queriam primeiro saber se a parte 1 daria retorno – e vai dar muito mais que o esperado.

  • Herbie: The Love Bug

    Ótima crítica,Rodrigo. É o primeiro filme de terror que pretendo assistir nos cinemas. Vi Mama do Andy Muschietti,e pelo jeito ele evoluiu demais. Com o passar dos anos,teremos novos remakes e adaptações de obras do King. Cujo já foi confirmado há alguns anos atrás. Aposto em Christine também.
    eles mostram mesmo o Georgie tendo o braço arrancado pelo Pennywise?

    • Valeu. Adaptações de obras do King simplesmente não param. Acho que deve ser facilmente o escritor com mais adaptações para cinema e TV. Pena que a maioria das adaptações não possuem muita qualidade…rs Que as próximas sigam o exemplo de It.

      Sim, isso é mostrado.

      • Herbie: The Love Bug

        Quase todo o dia anunciam que vão adaptar alguma obra dele pra TV ou filme.
        Espero que não tenha pessoas rindo adoidado no cinema. Lanterninhas fazem falta….

        • Filme de terror infelizmente parece filme de comédia no cinema…rs As pessoas sempre vão em grupos e sempre riem até não poder mais. Ao menos It é pra rir mesmo, porque o filme é engraçado demais, mas sempre têm aqueles que riem também nas cenas que não são de humor…rs

  • Humpty Dumpty

    ”…Se Georgie fosse dez anos mais velho, não acreditaria no que estava vendo. Correria em um segundo. Não responderia. Mas ele não era dez anos mais velho. Tinha seis anos de idade. E parou. E respondeu. E quis o barquinho de volta. E esticou seu pequeno braço para pegá-lo. E então… flutuou. Para nunca mais ser encontrado com vida.”

    Eu com qualquer idade teria corrido kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Esses ”E” que você usou para iniciar as frases seguidamente, com uma espécie de ação contínua que parece não acabar, lembrou-me do seguinte. Tem uma fala no filme, não sei ao certo, mas é resumida assim: ”Bill, se você vir comigo pra encontrar o barco, vai flutuar também. Vai flutuar também. Vai flutuar também. Vai flutuar também! Vai flutuar também! VAI FLUTUAR TAMBÉM. VAI FLUTUAR TAMBÉM! VAI FLUTUAR TAMBÉM!”

    E uma na cena do filho do policial, quando tem a mulher lá com as crianças e começa a falar diretamente com o Charlie(acertei o nome?): ”Mate ele, você ficará bem. Mate ele. Mate ele. MATE ELE! MATE ELE! MATE TODOS ELES! MATE TODOS ELES! MATE TODOS ELES!”

    Que medo da porra kkkkkkkkkkkk

    Mas assim, o que me incomodou é o uso excessivo de jump scare. Acho que está mais do que na hora de mudarem isso, reinventar. E fica extremamente clichê e já está datado. Isso tudo porque a cena já compõe pra isso. ”Está devagar, trilha sonora baixa e alegre. Lugar escuro. Close no caminho a seguir. Noção de perigo. Música aumenta. Close no rosto. Barulhão e monstro aparece com efeitos especiais correndo atrás.” Claro que existem filmes, como esse e muito bem feito, que precisam de certas composições visuais para tal. Ainda sim, acho batidas. Acho que o maior problema é a mixagem de som. Aquele ”BOOM” só me pegou uma vez, porque foi de surpresa. Foi na parte das fotografias da família do Bill. Do nada tinha acabado a tensão e PALHAÇO GIGANTE NA CARA. Isso foi incrível, mesmo com o som estrondoso pra causar espanto.

    A trilha sonora é magnífica e fiquei surpreso com tamanha maestria. Pensei que fosse algum compositor que eu conhecesse, mas não. Espero ouvi-lo mais vezes. A cinematografia é perfeita. Elenco bem dirigido, dedicado. O roteiro é ótimo. Direção excelente. Design de produção está impecável. Maquiagem maravilhosa. Figurino ótimo. Direção de arte com bastante destaque. Skargaard perfeito. Bons efeitos especiais.

    Foi o primeiro filme de terror que vejo em 10 anos, estou acostumado com os antigos, e o primeiro que vi no cinema porque não sou fã do gênero.

    Interessante que o diretor assinou o filme como Andy, não Andrés. Talvez ele fosse mesmo uma boa opção pra LJ Sombria. Espero que a sequência tenha um ótimo elenco, talvez até o próprio que os garotos escolheram. Seria fantástico.

    Senti falta de uma explicação da Coisa ser assim e o motivo de fazer o que faz. Acredito que ela poderia ter matado todos se fosse mais ”ativa” e realmente quisesse matá-las, na hora que atravessam uma lança na testa dela e todos ali ficam apavorados. O palhaço desfere um golpe no gordinho(esqueci o nome). Podia ter feito bem mais. E por falar nesse golpe, pouco depois que passou a tensão e acabada a adrenalina, é como se nem tivesse atingido, já que o garoto apenas fica com a mão em cima, nem demostra que sente dor, isso fica nítido assim que saem da casa. Pennywise também poderia ser mortal no embate final. Enfim, meros detalhes e que nem todos se incomodaram. Em resumo, minha opinião para o longa se assemelha muito com a de Tiago Belotti. Não sei se conhece, mas recomendo o canal dele, igualmente o de Pablo Villaça, caso goste de saber mais opiniões distintas.

    Obs: Você que leu o livro, o quanto foi adaptado e dá pra fazer uma trilogia ou existe um livro próprio com sequência?

    • Sim…rs Isso da repetição de palavras é uma constante no livro também, em momentos em que a Coisa exerce sua influência sobre os outros.

      Isso de atmosfera é só seguir os clássicos…rs Todos os meus filmes prediletos de terror são os de atmosfera. Um filme recente que fez isso muito bem foi A Bruxa. Não tem um único jump scare. E é absurdamente tenso, com uma atmosfera de terror espetacular. Só que o público, na média, não gosta disso – na sessão que fui de A Bruxa, vaiaram o filme no final, e ficaram rindo e fazendo comentários altos a projeção inteira. Esse público quer ir ver terror e dar pulos, se assustar, e rir disso. Infelizmente. Daí esse excesso de jump scares. E It nem precisava, porque a história no livro quase não tem isso. O medo que King estabelece é a partir da tensão, da atmosfera.

      O motivo da Coisa não matar nenhum deles em situações nas quais aparentemente poderia matar facilmente é muito mais bem explicado no livro. Mas tem relação com a necessidade do medo para ela poder se alimentar da carne. Isso, claro, não ficou muito explícito no filme. E optaram também por limar totalmente as explicações sobre a origem e a motivação da Coisa, o que, acredito eu, se deu por causa da decisão de separar as linhas temporais (que no livro são entrelaçadas, e há uma explicação dentro da história excelente que explica esse enlace). Desse modo deixariam toda essa revelação apenas para o clímax da parte 2. Ou não. Talvez tenham optado por alterar a origem da criatura, que é um tanto quanto complexa. Vamos ver.

      Do livro adaptaram a essência: a relação entre os perdedores. Se você ler o texto sobre o livro, vai ver como foi fiel nisso. Mas muita coisa foi limada, até cito algumas no texto. E nem tinha como colocar. Diria que o que eles vivem na infância ocupa 70/30 ou 80/20 do livro. Eles experimentam muitos eventos, mas muitos mesmo, que intensificam a amizade entre eles, tanto até que os 7 estejam juntos, individualmente, em contato com a Coisa e contra a gangue de Henry, quanto depois disso, lutando contra os bullies, planejando o confronto com a Coisa, até se confrontarem com ela e fazerem a promessa. Daria pra ter feito uma trilogia, mas acho que a escolha por dois filmes foi boa. Já que dividiram as linhas temporais, que seja assim. Talvez com três filmes acabasse sendo excessivo, e também não sei como iam “encerrar” a história na parte 1 e na parte 2. Ficaria aberto demais. E não, não tem sequência. Esse já é o maior livro do King…rs

  • Kleber Oliveira

    Cara, com exceção da sessão especial de Akira no Cinemark, ainda não consegui ver nenhum dos filmes que queria. Estou ficando louco. Tanto que não aguentei e tive que ler a sua resenha pra amenizar um pouco, haha.

    Olha, essa coisa de jump scares me desanimou um pouco, eu me afastei desses filmes recentes justamente por isso. Além disso, algumas pessoas que viram o filme não mostraram tanta empolgação. No entanto, lendo a resenha eu acho que percebo o que acontece. O filme possui esses sustos baratos mas não o suficiente para animar as pessoas. E possui uma bela história por trás que agrada quem busca mais. Hehe. Bom, minha última chance é esse fim de semana, depois será quase impossível encontrar uma boa sala.

    Excelente resenha, meu amigo.

    Ah, essa coisa de Capítulo 1 já é um preparativo para a sequência? (:

    • Estephano

      Eu também não gosto de jump scare, e nesse filme tem uma quantidade razoável. Acho um recurso medíocre e na maioria das vezes previsível. Mas entendo o motivo de usarem. Filmes de terror são praticamente de nicho, alguns filmes recentes que optaram por não utilizar desse recurso não se deram muito bem nas bilheterias. Eu prefiro uma história que crie uma atmosfera tensa do que esses sustos ai, mas não é como se eu fosse o público alvo deles. Kkkk

      Sim. Aparece no final do filme. É já preparando o terreno para a sequência mesmo.

      • Kleber Oliveira

        Pois é, eu também prefiro o terror de suspense do que terror de susto. Esses filmes de hoje em dia abusam desses sustos baratos. Pelo que me parece, tiveram que colocar ali no meio para não perder esse público do terror atual. Enfim.

    • Valeu. Infelizmente não consegui ir ver Akira. Agora vai ter um Festival 20 anos. Vai passar Jackie Brown, entre outros.

      Esse já virou o “padrão” do terror do nosso século. Raramente fazem algum filme que escapa disso. Quando fazem, normalmente é muito acima da média (A Bruxa é o exemplo mais recente), mas é mal recebido pelo público justamente por “não dar susto”. A maioria que vai no cinema ver filme de terror quer receber sustos e rir. Infelizmente…rs No caso de It tem os sustos suficientes pra agradar essa gente (por mim não teria nenhum e seguiria o estilo de terror do livro, que é de tensão pura), mas também dedica boa parte do tempo ao principal da história, que é a relação entre os 7 perdedores. Como eu disse aqui, aliás, se dedicasse mais tempo a isso, e menos aos sustos, seria um filme ainda melhor, muito melhor.

      Sim. Já na expectativa pela volta dos perdedores na vida adulta…rs

      • Kleber Oliveira

        Sim, eu vi a lista de filmes. Quero muito ver Jackie Brown mas não sei se vai dar certo. Akira no cinema foi sensacional.

        Tenho que ver It esse fim de semana ou só pegarei sessão dublada. E realmente não quero isso, hehe. Você citou Babadook em outro comentário. Esse eu vi recentemente e achei sensacional. Quem dera filmes assim fizessem mais sucesso.

        Ah, o Omelete postou uma matéria relacionada ao filme brasileiro Deserto. Chegou a ler a matéria ou algo sobre o filme?

        • Sim. Estou de olho nesse filme Deserto desde o começo do ano, quando foi exibido em um festival….rs Salvei um monte de matéria sobre ele, mas não tinha expectativa alguma de que fosse pro cinema esse ano, w muito menos que passasse aqui. Pra minha surpresa está em exibição na Reserva Cultural, em dois horários. Vou fazer de tudo pra ir ver e espero melhorar, tenho até quarta pra isso, porque depois ficará em só um horário, e tarde da noite.

          • Kleber Oliveira

            Pois é, estava achando que seria um filme mais ou menos e então nem dei bola. A entrevista do Lima Duarte e o trailer mudaram muito a minha expectativa. Melhor, criaram uma bem grande. Estou muito curioso para assistir. Pena que não passará em nenhum cinema aqui perto, terá que ser por outros meios mesmo. Foda. E o pior que até torrent vai ser difícil, haha.

          • É, esse é o problema. Pra download deve demorar a sair. Aquele Comeback, do Nelson Xavier, parece que já tem pra download, o Estephano viu. Vou ver se termino a crítica dele.

          • Kleber Oliveira

            Caraca, você tem pra me passar aí?

          • @TheDarkSiders:disqus, passa o link aí.

          • Estephano

            @alordesh:disqus @disqus_KleberOliveira:disqus

            Tem esse que foi de onde eu assisti (bem lerdo para baixar):
            http://uploaded.net/file/ngazfh8c

            E esse online, se quiser é só usar alguma ferramenta para baixar pelo navegador, ou assiste online mesmo:
            http://ofilmesonlinegratis.com/comeback-um-matador-nunca-se-aposenta/

            Não achei nenhum link em HD, infelizmente, mas da para assistir tranquilo em ambo os links. O de cima ta um pouco melhor.

          • Meu amigo, descobri o que tenho. Agora tenho que ir no gastro.

          • Kleber Oliveira

            E então, o que foi contigo?

          • Te enviei no e-mail.

  • Estephano

    Ótima crítica, Rodrigo.
    Eu não gosto do gênero terror, dei uma chance para esse e sinceramente não mudou muito da minha visão sobre o gênero.

    Gostei bastante do núcleo das crianças, embora achei desbalanceado. O ator que faz o Bill pode-se dizer que é o protagonista do filme, o moleque é bom, mas teve uma atuação bem sólida. A atriz que faz a Beverly esta excelente, inclusive, a sua personagem possui o arco mais pesado do filme. O Richie é o melhor personagem do filme, o moleque é hilário, Finn Wolfhard destruiu no filme. Outro que gostei bastante é o Eddie, inclusive tem a melhor frase do filme: “Sabe o que é isso? GAZEBOS!” kkkkk.
    Já Stanley, Mike e Ben possuem participações muito discretas. Na minha visão não fazem muita diferença no filme.

    O que achei pior no filme são os bullys. Estão no filme só para mostrar que o grupo dos moleques lá, é de perdedores mesmo. Tirando a cena da guerra de pedras que é ótima e hilária, achei o restante desse núcleo bem ruim.
    O CGI não funcionou muito bem, acho que o baixo orçamento influenciou demais nisso. Com o dinheiro que esse filme já esta fazendo, é muito provável que aumentem o orçamento na sequência e corrijam isso.
    E tem o que mais detesto nesse gênero, os jump scares. É de longe o que me faz ter mais aversão a filmes de terror, acho esse negócio de ficar tentando dar sustos só funciona por pouquíssimos segundos, acho um recurso medíocre demais.

    Gostei bastante do Pennywise do Bill Skarsgård, mas ele aparece muito pouco, sei que era muito personagem para pouco filme, mas acho que poderiam ter usado mais o personagem, o cara mandou muito bem no papel, inclusive achei as cenas dele bem melhores que aqueles monstrengos de CGI. rs

    • cleber

      Jumpscare bom teve em Dunrkirk.

      • Estephano

        E faz isso muito melhor que muitos filmes de terror. Além de ser um filme de atmosfera total (as vezes até demais. rs).

    • (Tentar) assustar o espectador é o que os filmes de terror buscam hoje em dia, e infelizmente é o que vende. Não é à toa que filmes como A Bruxa e Babadook são ridicularizados em sessões de cinema, justamente por investirem em um estilo de terror diferente desse – e até mesmo com os clássicos acontece isso, como já pude presenciar com O Iluminado no cinema…rs

      Se o filme tivesse investido mais em cenas do Pennywise sem efeitos especiais, como eram a maioria das cenas do Tim Curry na minissérie dos anos 1990, com ele simplesmente conversando com as crianças, alterando o tom, indo do cômico para o macabro, como ele faz no começo dentro do bueiro (a melhor cena de terror do filme, e filmada toda na atmosfera, com a trilha alterando o estilo gradativamente, câmera se aproximando de Georgie e da Coisa), eu particularmente acharia bem mais tenso e interessante…rs E também trocaria boa parte dos sustos por mais da história dos perdedores.

  • Dave Mustaine Rebirth

    Ótima crítica,então o filme foi bonzão mesmo?
    Ae sim.

    Eu ainda não li o livro,infelizmente:/

    • Valeu. É um ótimo divertimento. Leia o livro, é excelente.

      • Dave Mustaine Rebirth

        Eu quero muito ler,pena que agora eu não to com tempo :/

        Cara,esses dias eu finalmente assisti A Bruxa,que filmaço tremendamente sinistro

        • A Bruxa é sensacional. Preciso rever.

  • Ghostface

    Excelente crítica Rodrigo!
    QUE FILME!
    CORRESPONDEU AS NOSSAS EXPECTATIVAS, CERTEZA ABSOLUTA!
    Que venha a parte 2!!!
    Texto fantástico!

    • Valeu. Sem dúvida. A espera valeu a pena. Agora é a sequência manter o nível.