O Homem-Aranha surgiu nos quadrinhos em agosto de 1962, nas páginas de Amazing Fantasy #15, última edição da revista de antologias que estava sendo cancelada por causa do baixo número de vendas. O sucesso do personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko foi inesperado e deu origem a uma série solo (The Amazing Spider-Man) em março de 1963, que em pouco tempo se transformou na revista mais vendida da Marvel Comics. O impacto do Amigão da Vizinhança no universo dos quadrinhos foi imediato e duradouro, e o fenômeno aracnídeo não demorou a lançar suas teias para outras mídias. Apesar disso, o seu movimento em direção ao cinema demorou muito tempo a ser realizado – embora fosse uma ideia acalentada por Lee desde o início da década de 1970 –, tanto por imbróglios contratuais e trocas de direitos entre estúdios que se sucederam desde o final da década de 1980, quanto por uma tecnologia de tempos passados que se mostrava insuficiente para se transpôr adequadamente às telonas um personagem tão ágil e acrobático.

A primeira adaptação cinematográfica do Cabeça de Teia só aconteceu em 2002, através da Sony Pictures, mas revolucionou a indústria e marcou uma nova era para os filmes de super-heróis. Homem-Aranha foi o primeiro filme da história a ultrapassar a barreira dos US$ 100 milhões em uma única semana na bilheteria norte-americana, tornando-se a maior abertura de um filme até então e estabelecendo um novo patamar a ser cobiçado pelos blockbusters. Duas sequências vieram em 2004 e 2007 e mantiveram o êxito comercial do filme de 2002. Um reboot foi iniciado em 2012, recebendo uma sequência em 2014, mas o resultado não foi dos melhores para a Sony, que engavetou a conclusão da trilogia. E então o inesperado aconteceu.

No final de 2014, um ataque hacker vazou informações sigilosas e trocas de e-mails da alta cúpula da empresa. No meio dos dados, conversas sobre algo que até aquele momento não passava de imaginação excessiva dos fãs: um acordo inédito entre os estúdios que permitiria ao Homem-Aranha integrar o mesmo universo dos filmes da Marvel Studios. O anúncio oficial foi feito em 2015, causando euforia entre o público e o personagem fez a sua esperada estreia em Capitão América: Guerra Civil (2016). Agora, em julho de 2017, acaba de estrear o seu novo filme solo, sendo parte integrante do Universo Cinematográfico da Marvel.

Um prólogo ambientado logo após a Batalha de Nova York, ocorrida em Os Vingadores (2012), introduz Adrian Tommes (Michael Keaton) e seus contratados. O futuro Abutre investiu tudo que tinha em uma empreteira que se dedica a recolher os escombros nos arredores de Manhattan. Uma parceria entre as Indústrias Stark e o governo federal estabelece a criação do Departamento de Controle de Danos, que dispensa a empresa de Tommes do negócio, condenando o empreiteiro à falência. Diante do fracasso daquele que seria o negócio de sua vida, um enfurecido Tommes resolve trilhar o caminho do crime, reinventando-se como um traficante de armas construídas com restos de tecnologia chitauri.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar se beneficia – e muito – com a decisão de não reprisar a famosa origem do Homem-Aranha. Um vídeo gravado pelo próprio Peter Parker (Tom Holland) narra a sua trajetória com Happy Hogan (Jon Favreau) na viagem até a batalha do aeroporto de Capitão América: Guerra Civil (2016) e em poucos minutos já estamos no Queens, acompanhando um adolescente e efervescente Cabeça de Teia impedindo o roubo de uma bicicleta, auxiliando uma senhora dominicana que está perdida – recebendo um churro como agradecimento – e tomando conta da sua vizinhança, fazendo valer um dos seus mais célebres epítetos – o Amigão da Vizinhança é o super-herói que vai salvar o bairro, não o mundo.

Peter Parker acredita ser o mais novo membro dos Vingadores, mas se decepciona constantemente com a insistência de Tony Stark (Robert Downey Jr.) em mantê-lo distante das grandes ações, insatisfeito por ser tratado como uma criança, preso a uma espécie de “estágio super-heroico” onde combate apenas ameaças pequenas. Enquanto espera por eventos grandiosos, e por uma ligação de Tony que nunca acontece, Parker precisa conciliar a vida de super-herói com os dilemas típicos da vida colegial – e justamente no núcleo escolar reside o coração do filme. Esse período da vida de Parker foi longamente explorado nos primeiros anos do personagem nos quadrinhos, mas negligenciado nos filmes anteriores, que passaram rapidamente por essa fase. Não dessa vez. O ritmo episódico do filme vai fundo nesse elemento. É no colégio que Parker passa a maior parte do seu tempo, nos laboratórios da escola ele produz os estoques do seu fluido de teia e o seu gênio científico é notado a todo momento.

A presença de um vilão voador auxilia na construção de composições que continuamente colocam o Homem-Aranha em ambientes que exigem o máximo de sua criatividade. Desaparece a Nova York romântica e clássica, com seus infinitos arranha-céus, por onde o Teioso se balança para lá e para cá sempre encontrando uma parede ou uma beirada para grudar sua teia. Aparece o Queens suburbano, com suas casas residenciais, onde o Aracnídeo atira sua teia no vácuo e precisa sair correndo pelas ruas atrás de criminosos, pulando de quintal em quintal, em desabalada carreira. Surgem as locações altas, com sequências vertiginosas de combate e salvamento acontecendo no topo do Monumento de Washington e em um avião de carga nos céus da cidade, acima das nuvens. A todo instante o Homem-Aranha precisa usar o próprio vilão como elemento para os seus ataques e defesas.

Com suas raízes fincadas na classe trabalhadora, o Abutre de Michael Keaton é o grande destaque de Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Sua revolta é compreensível e sua frustração termina por jogá-lo no mundo do crime, mas sem cair na caricatura. O roteiro não constrói um vilão que pratica a vilania por gostar dela, mas sim a jornada de um homem comum, que escolhe trilhar um caminho no submundo do tráfico de armas por acreditar ser a única maneira que lhe restou de manter o bem estar de sua família depois de perder tudo. O experiente – e excelente – Keaton insere camadas e mais camadas sobre o seu Adrian Tommes, construindo um dos melhores vilões dos filmes da Marvel Studios e do gênero nos últimos anos.

O Abutre não quer dominar o mundo: quer ganhar dinheiro na surdina e sustentar a sua família. E um moleque intrometido vestindo um collant azul e vermelho surge no meio do caminho para atrapalhar os seus planos. Michael Keaton soa ameaçador quando necessário (e o faz muitas vezes) e transpira raiva pura quando seus negócios são atrapalhados pelo incauto Aracnídeo. A câmera de Jon Watts destaca suas expressões faciais através dos close-ups, e uma extraordinária sequência entre Keaton e Tom Holland define o Abutre: humano, ameaçador e surpreendentemente capaz de reconhecer os feitos de um adversário.

O inexperiente Jon Watts acaba não conseguindo extrair o melhor das cenas de combate, filmando com muitos cortes e planos confusos, mas cria alguns trechos memoráveis, em particular a sequência de salvamento na capital dos EUA. O humor característico do Homem-Aranha é explorado com talento, tanto nos diálogos quanto nas situações. O traje tecnológico repleto de gadgets que conversa com o seu dono mais atrapalha do que auxilia, e as duas centenas de funcionalidades confundem Peter Parker o tempo inteiro, gerando sequências hilárias – no fim das contas, será sem o novo uniforme, com a roupa caseira e o disparador de teias próprio, que o Homem-Aranha irá provar a sua capacidade.

Ned (Jacob Batalon), o “cara das cadeiras”, é o alívio cômico perfeito da narrativa, servindo como uma espécie de espectador dentro da história, fascinado por descobrir que o seu melhor amigo é o Homem-Aranha e estabelecendo uma química absurda com Tom Holland, que entrega uma personificação certeira do Amigão da Vizinhança. O ator de 21 anos convence como um adolescente de 15 que mal consegue falar com Liz Allen (Laura Harrier), por quem é apaixonado “secretamente”, que precisa esconder a vida dupla de sua tia May (Marisa Tomei) e que enfrenta as provocações intermináveis de Flash Thompson (Tony Revolori), ao mesmo tempo em que se transforma em um tagarela provocativo e mordaz quando veste o seu traje e enfrenta os bandidos.

Sempre forçado a escolher entre um momento com a sua amada – na piscina, em uma festa ou em um baile – ou a fazer o que um super-herói faz – perseguir um suspeito, ir atrás de criminosos ou seguir uma pista –, as suas escolhas são óbvias. É heroísmo que transpira por todos os poros do personagem desde que foi picado por aquela aranha radioativa. A necessidade de combater o crime ao mesmo tempo em que precisa participar de uma competição estudantil, encontrar seus amigos ou sair com a garota que ama é um dos elementos que fizeram o personagem ser um dos mais amados do planeta. E Homem-Aranha: De Volta ao Lar acerta em cheio na transposição dessa rotina insana que termina sempre acabando com as suas pretensões pessoais.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar é repleto de energia e humor. Uma narrativa calcada em um espírito adolescente que não perde de vista a essência do Homem-Aranha e atualiza os elementos intercambiáveis e periféricos do seu universo para uma nova geração – alterações em etnias de coadjuvantes, mescla de características de fases distintas e tecnologia mais avançada, entre outros. Vemos um super-herói em formação que comete muitos erros por causa da sua impulsividade juvenil, às vezes é derrotado com facilidade (como foi nas primeiras vezes em que enfrentou Abutre, Doutor Octopus e outros vilões clássicos nas HQs), mas que nunca desiste, sempre se levanta (e no terço final há uma homenagem extraordinária a um dos quadros mais famosos desenhados pelo mestre Steve Ditko) e segue adiante, sem se importar com o que acontecerá consigo mesmo, porque ele é um super-herói, e o seu heroísmo sempre coloca o outro em primeiro lugar. A sensação que temos ao assistir Homem-Aranha: De Volta ao Lar é a de ler uma edição do mês da revista do mais famoso Aracnídeo do planeta. E isso é muito, muito bom.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming) – EUA, 2017, cor, 133 minutos.
Direção: Jon Watts. Roteiro: Jonathan M. Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna e Erik Sommers. Música: Michael Giacchino. Cinematografia: Salvatore Totino. Edição: Dan Lebental e Debbie Berman. Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Marisa Tomei, Robert Downey Jr., Jacob Batalon, Zendaya, Laura Harrier, Tony Revolori, Bokeem Woodbine, Donald Glover, Phineas Mason, Logan-Marshall-Green, Michael Mando, Kenneth Choi e Jon Favreau.

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Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • Mr. Doom

    Crítica excelente Rodrigo!
    Ainda não vi o filme – pretendo fazê-lo logo, rs – mas é realmente muito bom saber que conseguiram fazer uma adaptação competente de elementos clássicos do Homem-Aranha. O próprio traje dele relembra o traço do Ditko.

    • Valeu. Sim, assim como os filmes do Raimi, souberam capturar o essencial do personagem. Os elementos periféricos foram adaptados para uma nova geração, como sempre ocorre, mas o âmago do personagem, o que faz o Aranha ser o Aranha, seu heroísmo, sua vida dupla de adolescente que combate o crime enquanto se preocupa com uma prova ou em sair com uma garota, isso tudo foi mantido. E esse traje que fizeram é muito bonito.

  • Emocionante, crítica emocionante! Como já disse antes, o cabeça de teia sempre foi o herói com qual mais me identifiquei, levando em conta diversos fatores. Tô quase me batendo por não ter assistido na pré ou na estréia, como fiz com os outros super heróis desse ano. Mas de semana que vem não passa e finalmente poderei me deleitar com a (eu espero) versão definitiva do personagem nas telonas.

    • Obrigado! É difícil não se identificar com o Aranha. É sem dúvida o personagem de quadrinhos mais relacionável de todos. Veja que você deve gostar. E ao que parece o filme fará muito sucesso financeiro. O futuro do personagem no UCM é promissor, e não à toa será o primeiro filme da fase 4.

      • Vi muita gente elogiando o quão bom o Holland foi como Peter, mas e na tua opinião, o que achou da performance dele?

        • É a melhor encarnação tanto de Peter quanto de Aranha.

          • Finalmente assisti (na quarta-feira, mas só pude aparecer aqui hoje) e cara, que filme! Além de tudo que todos já citaram nos comentários acima uma coisa que me deixou MUITO feliz foram as inúmeras referências, porém as principais foram a do Aaron Davis (personagem do Donald Glover) falando sobre o sobrinho (!) dele e aquela à cena clássica dele levantando os escombros na água. Outra coisa que curti demais foi o plot twist de ligação do Abutre. Não sei o resto do povo, mas eu pelo menos me surpreendi positivamente. E agora posso finalmente assinar embaixo: O Tom realmente é a melhor encarnação de Peter e Aranha.

          • O plot-twist foi incrível. Na minha sessão o “oohhhh” foi desde que a porta da casa de Liz se abria até a hora em que Peter saía do carro…rs

          • Pior é que antes do filme eu vi uma matéria que dizia que o sobrenome da Michelle (Zendaya) é que era Toomes, então fui assistir com isso na cabeça. Fui duplamente enganado (e foi a sensação mais gostosa de todas). Essa sequência inteira foi genial, com destaque pra intimidação do Keaton no carro.

          • Também tinha lido essa antes, mas depois já tinha visto alguém desmentindo. Essa aí foi de estourar cabeças. E para aqueles que ficaram meses enchendo o saco que o filme todo tava no trailer foi um tapa na cara…rs

          • Tapa na cara? Foi praticamente aquela surra que o Aranha dá no Rei do Crime. Eu fiquei estarrecido até a cena do Ned usando o lançador de teias quebrar o gelo.

  • Kleber Oliveira

    AAAAAAAAAH…

    Como é bom ler essas coisas, cara. Não apenas a sua (excelente) crítica como também outros textos por aí, são todos bem revigorantes e emocionantes. É como você coloca, parece que ao assistir ao filme estamos lendo uma edição com o mais puro Aranha que se possa ter. Reclamei do pouco tempo para a produção, não gostei do diretor inexperiente, o marketing então… pior ainda. No fim, todas essas impressões parecem ser varridas para longe com o filme em tela. Espero sentir essa mesma paixão que dizem por aí, apesar do pesares. No meio de tanta coisa, o que me deixa mais feliz é saber que não é um filme revolucionário, é apenas uma edição.

    Bom, por mais que esteja ansioso, ainda vou esperar um tempo para conferir no cinema. Isso tem tornado a experiência um pouco mais agradável.

    • Valeu. O filme é ótimo. Despretensioso e simples como o Homem-Aranha e por isso mesmo tão divertido e saboroso. Grande acerto, e agora a expectativa é pela sequência. Não será à toa que o primeiro filme da fase 4 será do Homem-Aranha. Essa parceria ainda vai render.

      Tem coisa aí que você cita que só desagradou fã mesmo. Diretor inexperiente é praxe do UCM desde o primeiro filme. E particularmente gosto muito disso. Foi assim que catapultaram a carreira do Jon Favreau, descobriram o James Gunn e agora jogaram os holofotes sobre Taika Waititi. Já o marketing foi excelente. Explorou a vida escolar, o que atrai o público jovem, ainda mais em mês de férias, salientou o aspecto comic book nas imagens de divulgação, e usou o Homem de Ferro ao extremo – chamariz de público ímár, por mais que muitos torçam o nariz; pude ver na minha sessão quando o pessoal surtava a cada cena em que o Downey Jr. aparecia. Surreal.

      Por que vai esperar pra ver? Tem tornado a experiência mais agradável por causa do público nas sessões que melhora depois da primeira semana? rs

      • Kleber Oliveira

        Pois é, imagino o personagem sendo tão pé no chão quanto estão dizendo lidando com a catástrofe pós Guerra Infinita. Promete ser algo incrível.

        Eu gostaria de um nome melhor para o primeiro filme do Teioso no UCM. O nome do Jon Watts foi uma aposta muito arriscada. Algo comum para o estúdio mas arriscado até demais para mim. Mas quem sou eu perto da visão do cara que manda nessa bagaça, né? hahahaha Não sei, acho que estava muito receoso pelo peso do personagem. Se não soasse perfeito, não seria bom. O engraçado é que no fim o filme não deve surpreender por ser algo magnífico, surpreenderá por ser algo “comum”, se é que me entende. Bom, vamos ver.

        Sim, cara. Não pegar a galera extremamente empolgada com os filmes tem sido uma experiência muito boa. O foda é que hoje fui passear no shopping e vi um moleque todo fantasiado de Homem-Aranha na fila do cinema. Putz, foi MUITO foda ver aquilo! Pensei em pagar uma entrada apenas para curtir o filme com ele, hahahaha.

        • Se ele já fica com uma cara de criança deslumbrada vendo a sede dos Vingadores, imagina frente a frente com Thanos em Guerra Infinita? Isso vai ser incrível.

          Jon Watts aposta arriscada? Que isso, Marvel Studios não arrisca em nada. Todo mundo sabe que o filme foi dirigido pelo Kevin Feige…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

          Foi arriscada mesmo, mas funcionou. O cara só não tem experiência mesmo com cena de ação, filmou com muito corte e câmera muito perto, deixando algumas sequências confusas, mas se ele voltar pro segundo com certeza terá aprendido mais, e terá auxílio dos outros diretores da Marvel.

          Sim, surpreende por capturar a essência do personagem como poucos. O que fez o personagem ser o que é foi essa humanidade complexa em aventuras comuns, cotidianas (vou falar sobre isso na resenha da fase Lee/Ditko) nas edições mensais, episódicas. E o filme pega esse espírito muito bem. E no que pode mudar (tecnologia, etnia de personagens coadjuvantes, mesclas de características) para atingir a geração nova, muda, mas sem deixar de atingir a antiga. Vi muitos adultos na minha sessão, senhores mesmo, sozinhos na fila, e crianças, com casacos do Homem-Aranha, extremamente empolgadas. É realmente muito legal ver isso.

          • Kleber Oliveira

            Nossa, cara. Imagina ele que viu a batalha de NY pela TV lutando contra dessa vez. Cara, dá margem para muita coisa. Uma coisa que estou intrigado é em como os caras estão conseguindo mantes tantos segredos sobre o enredo de Guerra Infinita diante de tanta expectativa. O que vier sobre o filme nessa Comic Con será um estouro. A Marvel não pode falhar nessa.

            Sobre o risco, era justamente esse o gancho, meu amigo. Hahahahahahaha
            Eu não vou negar que sempre tive receio, já tinha lhe dito isso antes, e vou continuar com um pézinho atrás até acenderem as luzes do cinema.

            Apesar de reclamarem muito do Peter do Tobey, lembro de ler na época coisas que realmente remetiam ao personagem. Não sei se por ser a primeira produção de herói do tipo, com tanto investimento e ainda assim humano, mas ainda vejo que lembro que falava-se sobre a identificação com o personagem. Frases do tipo “Porra, esse Aranha só se fode” rolavam aos montes. Espero que esse filme traga isso, porque é realmente essa a ideia, hahahaha.

            Foto que meu colega tirou:
            https://uploads.disquscdn.com/images/e38c6e08b3471d5a3aaaa47337be4d65b6699e3cc77b26e02a6dd5f8ad14e044.jpg

          • Eles estão mantendo tudo em segredo mesmo. Tão bem que nem o Tom Holland sabe que cenas gravou no set, pra não dar com a língua nos dentes…rs Depois que eles conseguiram esconder os Vigias em Guardiões 2 (NINGUÉM sequer cogitou a possibilidade deles aparecerem, nenhum rumor, nada), deu pra ver que eles realmente sabem manter as coisas em sigilo.

            Como leitor do Homem-Aranha de muito tempo, e fã dos filmes do Sam Raimi, posso te dizer que a sensação que tive com esse novo foi a mesma. É um Homem-Aranha diferente, em um período de vida distinto, com uma abordagem diversa e etc. e tal, mas o essencial do personagem souberam trazer com maestria. De quebra eu ainda reli a fase de Lee/Ditko poucos dias atrás, então estavam frescas na minha mente, e o impacto do filme foi ainda melhor por causa disso, porque vi muito do que li na tela.

            Muito legal a foto. E ainda temos que ver gente na área de comentários de sites reclamando que filmes de super-heróis atinjam o público infantil. Pqp. Não tem como uma pessoa que pensa assim ser fã de super-herói. É a geração graphic novel mesmo…rs

          • Kleber Oliveira

            No IMDB tem uma pesquisa sobre os filmes de heróis mais esperados e lá já consta Guerra Infinita entre os primeiros mesmo sem imagem oficial alguma. Isso antes de Mulher-Maravilha e Homem-Aranha. Rapaz, o hype por lá está altíssimo.

            Eu quero ler algumas revistas gastas que tenho em casa. Tenho tanto carinho por algumas edições da Abril que reconheço apenas pegando na capa, hahaha. Preciso voltar a ler mais.

            Pessoas que reclamam de super-heróis atingirem o público infantil são mais infantis que o moleque aí fantasiado. Lembro quando me zoavam por ser leitor de quadrinhos, hoje tenho que aturar adolescentes se achando o máximo por fingirem entenderem alguma merda. Quando alguém chama outra pessoa de infantil por gostar de alguma coisa relacionada a super-herói eu lembro exatamente dos “bullies” da minha infância. É absurdo isso.

        • Estephano

          Rapaz, se você acha que contratar o Jon Watts agora que o MCU está mais que consolidado é uma aposta muito arriscada, imagina o que era lá em 2007/2008 a situação que viveram quando foram fazer o primeiro Homem de Ferro? rs

          • Kleber Oliveira

            CARA, PQP, a Marvel Studios foi uma puta de uma fela da mãe. Imagina você já começar no vermelho e apenas uma década depois se tornar a franquia mais rentável da história! É absurdo a conquista deles. Mas não pena que não se arriscam. Só vivem de fórmula, hahahaha. Em pleno 2016 lançam dois filmes exatamente iguais, Guerra Civil e Doutor Estranho. Idênticos!

  • Estephano

    Ótima crítica, Rodrigo.

    O filme é muito bom, capta toda a essência do Peter/Homem-Aranha da fase de Ditko e Stan Lee. Os dramas adolescentes, o característico humor do personagem, a genialidade do Peter que desenvolve sua teia em poucos minutos no laboratório do colégio, a relação com seus colegas de escola, o deslumbramento inicial que ele sofre, e o mais importante, capta toda a essência heroica do Spidey. Ele vai ajudar desde o vizinho que tem uma lanchonete onde ele compra seus lanches, até impedir o roubo de um avião com equipamentos alienígenas.
    Fora as diversas homenagens que o filme faz aos filmes do Sam Raimi, e a vários momentos desenhados por Ditko, como ele levantando gigantescos escombros em cima dele com todas as suas forças. Salvar o vilão que o causou tantos problemas de morrer queimado. E até mesmo a clássica cena de prender o vilão derrotado com sua teia, o deixando a espera da policia. Cena corriqueira nas páginas finais de suas revistas mensais.

    Homem-Aranha não precisa ser o salvador do mundo, só ser o Amigão da Vizinhança basta, mesmo que muitas vezes ele salve o mundo só sendo isso.

    • Valeu. Pois é. E lembrando aqui agora, em cima do que você disse, “ele vai ajudar desde o vizinho que tem uma lanchonete onde ele compra seus lanches, até impedir o roubo de um avião com equipamentos alienígenas“, na edição #02 de TASM, ele enfrenta o Abutre, que rouba bancos, na primeira história, e o Consertador, que faz parte de uma conspiração alienígena, na segunda história. Coincidência? kkkkkkkkkk

      Bem lembrado o detalhe dele prender o vilão com a teia e deixar pra polícia. Estou na expectativa pela lista do Plano Crítico sobre os easter eggs desse filme, porque acho que eles vão listar coisa pra caramba. E não vai ser tudo…rs

      Homem-Aranha não precisa ser o salvador do mundo, só ser o Amigão da Vizinhança basta, mesmo que muitas vezes ele salve o mundo só sendo isso. Perfeito.

      • Estephano

        Putz. Esse vai ter easter-egg aos montes, tanto dos quadrinhos como dos filmes anteriores. Essa da edição #02 é realmente muito legal. rs

    • Kleber Oliveira

      Vão se ferrar, vocês não vão me empolgar para ver esse filmes antes do que eu pretendo, hahahahaha.

      • Estephano

        Acho que a questão deixou de ser se você vai ver antes do planejado ou não, e sim o quão antes do planejado vai ser…

        • Kleber Oliveira

          hahahahahahaha E o pior é que será isso mesmo. Já me convidaram para ver o filme esse fim de semana e dois que já viram me chamaram para ver semana que vem. Acabarei me rendendo a pressão.

          Droga!

          • Estephano

            Ou seja, você já tinha sido derrotado antes mesmo de entrar na guerra. kkkkkkkk

          • Kleber Oliveira

            Sun Tzu teria vergonha de mim, ahahahaha.

          • Você vai se identificar com uma frase do Ned para o Peter…kkkkkk

          • Kleber Oliveira

            Putz, sério? Hahahahahah Agora eu fiquei curioso.

          • Sim. Vocês se encontrarão em suas respectivas fraquezas..rss

          • Kleber Oliveira

            Hehehe, saquei.

            Mais uma. Percebi umas referências ao Tarantino aí.

          • O começo melódico é trilha de western spaghetti total – e o Tarantino é muito fã. E depois o carro, a câmera por baixo com o cara atirando, muio Tarantino…rs

            Essa semana eu quero ir ver Soundtrack e escreverei uma crítica sobre ele. Tem o Selton Mello e o Seu Jorge e é dirigido pela dupla que assina como 300 Ml, a mesma equipe do Tarantino´s Mind. Vou aproveitar e postar sobre o curta…rs

          • Kleber Oliveira

            Caraca, nem tava sabendo dessa produção. Vou procurar depois. Gosto desse estilo pelas produções dos clipes. Além de gostar das músicas também.

          • Parece muito boa. Ambientada em uma estação do Ártico que foi toda recriada em estúdio aqui no Rio. E tem no elenco, além do Selton Mello e do Seu Jorge, um ator inglês que protagonizou A Bruxa. E mês que vem sai o novo filme do Selton Mello como diretor: O Filme da Minha Vida. Postei o trailer aqui no site.

          • Kleber Oliveira

            O patriarca da família? Porra, se for, o cara manda muito bem. Aliás, esse filme tem um elenco afiado. Pena que não tenha ganhado tanto destaque. Ao menos a irmã mais velha tem feitos grandes trabalhos.

          • Ele mesmo. Ator inglês. Esse Soundtrack parece realmente ser muito bom.

          • Kleber Oliveira

            Valeu pela indicação. É foda, cara. Tentar acompanhar o mercado internacional já é difícil, aí acabo até esquecendo do nacional.

  • Aragorn II, King of Gondor

    Excelente crítica, Rodrigo!

    Assisti ao filme ontem. Desconfiei de tudo até o último minuto… Tive medo de extrapolarem nas aparições do Tony Stark, e de mil outras coisas, dada a campanha de marketing… mas saí surpreso. Homecoming é ótimo!!

    No fim, o filme funciona perfeitamente. É despretensioso, não tenta ser o melhor da Marvel, tampouco do herói. Não, é um filme simples, com uma trama redonda, que diverte. De fato, como uma edição dos quadrinhos mensais do personagem.
    O Abutre foi, para mim, um dos melhores vilões do MCU até o momento. Das motivações ao sempre excelente Michael Keaton… tudo funciona. Gostei em especial da cena pós-créditos, e do diálogo no carro…
    O que me incomodou foi, justamente, a ação. Apesar de sequencias memoráveis – como a do Monumento de Washington -, ela não é, nem de longe, tão empolgante quanto nas outras duas franquias… espero que melhorem futuramente!

    Acredito, enfim, que o Tom Holland seja a encarnação definitiva do herói. Ansioso pela sequência!

    • Valeu. O filme foi o que deveria ser, e não à toa está sendo tão bem recebido por todos. O diálogo no carro é incrível, tanto a ameaça que o Keaton transparece quanto o medo gélido que o Holland sente. Espero que liberem essa cena em breve porque quero revê-la. O Watts vem do terror e da sátira, ação não é muito a praia dele, nota-se isso nas composições, mas pra sequência é provável que melhore nesse aspecto.

    • Eu estava muito hypado para esse filme. Não tem nada melhor do que sair do cinema satisfeito.

      • Aragorn II, King of Gondor

        Sinceramente? Minha Hype estava mais ou menos… rsrs! Eu estava ansiosíssimo para ver o filme, mas não botava muita fé. Saí extremamente feliz…
        NADA melhor que sair do cinema satisfeito… e nada pior sair pensando que queimou dinheiro. Esse ano, nenhum filme de super-herói fez eu me sentir da segunda forma… mano, só de pensar no que tá chegando em novembro o coração acelera!

        • “NADA melhor que sair do cinema satisfeito… e nada pior sair pensando que queimou dinheiro.”
          Perfeito!

          Mano, viu que o Snyder apagou qualquer menção ao filme da Liga no seu Twitter? Tirou a foto de capa e de perfil, que antes faziam parte da campanha promocional do longa. Dizem as más línguas que estão tentando desvincular ele do nome do filme, ainda mais com o Whedon assumindo tudo agora. Eu estou preocupado.

          • Aragorn II, King of Gondor

            Mano, eu vi sim. De início eu tive um infarto. Depois, vi que ele excluiu ”apenas” a capa e a foto de perfil, então estou… curioso, e bastante preocupado. Sinceramente, não sei o que pensar.
            Será que vão divulgar o filme como ”Do diretor de Vingadores”? Estou sentindo… medo, simplesmente. Espero que esclareçam algo. Mas a maioria das fotos continuam lá… por enquanto foi só o Twitter, né? Se acontecer algo estranho nas próximas semanas… boa coisa não é. E, caso seja verdade, ficarei com enorme raiva da Warner.

  • Rocky

    “A sensação que temos ao assistir Homem-Aranha: De Volta ao Lar é a de ler uma edição do mês da revista do mais famoso Aracnídeo do planeta. ” Sintetizou tudo que senti vendo o filme, o problema das encarnações passadas (não tanto com a primeira) é que são mais focadas no alter ego do que no homem, Homem-Aranha não é o personagem mais empático por viver momentos grandiosos com seus poderes legais, mas por viver esses pequenos problemas triviais entre suas batalhas grandiosas.

    • Homem-Aranha não é o personagem mais empático por viver momentos grandiosos com seus poderes legais, mas por viver esses pequenos problemas triviais entre suas batalhas grandiosas

      Exatamente. E foi justamente esse toque de realidade extraordinário de Lee e Ditko que fez o personagem ser o fenômeno que é lá desde o começo. Era o super-herói com quem qualquer um poderia se identificar, que qualquer um poderia ser. Que pra sair pra combater o crime tinha que levar o casaco pra não apanhar friagem por insistência da tia May…rs Isso era o Aranha. E o novo filme captou muito esse aspecto homem comum (ou adolescente comum) coexistindo no mundano e no fantástico.

  • cleber

    Uma das melhores definições que vi foi “um filme contido mas bem contado”

    Devido a (minha) crise financeira esse vou deixar passar. Esse mês acho que ainda tem Dunkirk e mais pra frente Baby Driver. Que eu espero que o cinema da minha cidade passe.

    Na real acho que Jon Watts foi uma escolha certa. Pois Cop Car é uma ótima comédia de erros. Lembra as coisas que os irmãos Coen faziam no começo da carreira. Que não por acaso contou com a colaboração do Raimi.

    Parabéns pela critica e pelo site.

    “Você sabe. É para crianças!”

    • Valeu. É justamente isso aí, um filme contido, mas bem contado. Eu queria ver esse Cop Car. Você tem o torrent?

  • Cleber Rosa

    Caraca Rodrigo…mais uma excelente critica, e agora falando do meu heroi predileto!!!

    O filme é maravilhoso em todos os sentidos, sai da sessão ( nas duas vezes em que já fui ) com um sorriso no rosto e a certeza que vi o melhor Homem Aranha já encarnado nas telas.

    • Valeu. Sem sombra de dúvidas é a melhor encarnação do Cabeça de Teia já feita. E com o sucesso que o filme deve fazer, que os planos de envelhecer Tom Holland no papel sejam seguidos até o fim e vejamos ainda muitos filmes do personagem…rs

      • Cleber Rosa

        Verdade, estou torcendo muito mesmo pelo sucesso absoluto ( sei que ele já é, mas queria muito que ele chegasse ao bilhão ) os proximos filmes devem ser bons demais, com o crescimento dele como Peter/Aranha.

        • Pois é. Imagina eles realmente conseguirem fazer a ideia de ser como Harry Potter, e vermos uns 8, 9 filmes do personagem? Peter Parker indo do colegial até a vida adulta, sofrendo, sendo feliz, casando, enfrentando seus piores inimigos. Será incrível.

          • Cleber Rosa

            Cara, se eles conseguirem fazer o tipo de coisa que fizeram como Potter vai ser epico ( espero que o contrato seja assim..rsrs ), o crescimento dele visto em cada filme, a interação com outros herois ( COM O DEMOLIDOR ), entrando no Clarim, putz…a uma gama de possibilidades a serem exploradas!

  • Herbie: De Volta ao Lar

    Ótima crítica, Rodrigo. Parece que nesse ano todos os filmes da DC e da Marvel serão bons kkkk só falta Ragnarok e Liga da Justiça.
    Como é o tipo de buylling que essa versão do Flash faz? O que você achou dele no filme?

    • Tomara. Só faltam 2 para o teste final…rs É o mesmo das HQs do começo (eu fiz uma resenha de Amazing Fantasy 15, chegou a ver? Semana que vem devo terminar uma da fase de Lee/Ditko). Flash é o pentelho. Enche o saco de Peter o tempo todo com palavras, não perde a chance de zoá-lo, e, do mesmo modo, acaba sendo “ferrado” por Parker algumas vezes, tanto indiretamente, por causa da inteligência superior de Parker, quanto por certas coisas como Homem-Aranha…rs Ficou ótima a relação e espero que no próximo desenvolvam mais colocando o Flash como um fanático pelo Aranha, montando fã-clube e tudo…rs

      • Herbie: De Volta ao Lar

        Tomará kkk
        Cheguei a ver. Que bom que ele ficou está ótimo no filme,tinha esse certo medo.
        Seria legal ver-lo como um fánatico do Homem Aranha, mal sabia ele que o seu herói favorito é o garoto a qual ele zoa no colégio kkkk

        • Sim, e essa é uma das dinâmicas mais legais entre os dois nas primeiras 30 edições do Homem-Aranha. Peter louco pra ver a cara de Flash se soubesse que ele era o Aranha, mas não pode contar obviamente, e Flash o tempo todo dizendo “você é um covardão, devia se inspirar no Aranha e ter coragem”. Quando a opinião pública inteira fica contra o Aranha por causa de uma intervenção do Duende Verde, Flash é o único a defendê-lo. E monta mesmo um fã-clube do Aracnídeo. Quero muito ver isso no futuro…rs

          • Herbie: De Volta ao Lar

            Falou e disse,logo depois que eu te avisei o fake voltou pra me xingar kkkkkkkkkkkk

          • Herbie: De Volta ao Lar

            Agora que a coisa ficou engraçada. O sujeito praticamente se revelou kkkkkkkk
            https://uploads.disquscdn.com/images/3ca4aef3c3454afcea589cefaa78138471a318c4977447e366b95b14a25cabe6.png

          • O engraçado é ele como fake respondendo a ele mesmo como visitante como se fosse alguém diferente. Caraca, é um hospício.

          • Herbie: De Volta ao Lar

            Esse cara é bem doente mesmo kkkk deve ter saído do Arkham.
            depois ele escreveu: “Não fica perdendo tempo postando print pra ele,o cara(fake) tá nem aí.” kkkkkk
            E sobre o Flash,também gostaria muito de ver isso nos próximos filmes.

  • Vim ler essa crítica pois enfim… ASSISTI SPIDER-MAN HOMECOMING!!!

    Já começa com essa abertura linda concretizando ainda mais o Sonho de ver o Spider no mesmo universos que diversos heróis da Marvel! É LINDO!!!

    https://youtu.be/SHPIRBeTh8E

    Meu filme favorito do ano até aqui!

    Era tudo que o Homem Aranha precisava e merecia! Uma franquia que começa como as HQ’s começaram! Um Spider/Peter jovem/imaturo/indeciso, mas com um Grande Coração e um senso e vontade de fazer o correto!
    Gostei de muitas coisas do Peter/Spider do Maguire e do Garfield, mas esse é o melhor começo de franquia do Homem Aranha e um dos melhores começos de franquia solo de Super-heróis. Se continuar nessa pegada vai ser uma das melhores franquias solo de Super-herói, do jeito que o Aranha merece!

    Um filme simples, com uma história simples e fantástico ao mesmo tempo. Faz o telespectador imergi-se naquele universo de forma única e criar empatia com aqueles personagens tão fantástico e tão reais !

    O Humor e EXCELENTE!

    Sobre alguns personagens:
    Holland/Peter Parker, melhor representação do Peter, com os devidos ajustes para a atualidade, muito natural e confortável no papel

    Batalon/Ned, que personagem agradável, gordinho gente boa, amigo pra cárai, excelente adição, o melhor Nerd da Cadeira! kkkkk

    Keaton/Abutre, muito bom, Keaton estava sensacional, vilão muito bem construído, profundo, com um objetivo bem verossímil, perfeito para esse filme. Creio que ira inspirar muito o universo de filmes de heróis. SPOILER: como é bom fugir dos spoilers, foi uma surpresa e tanto para mim e para todos da sala que eu assisti quando vemos que Adrian Toomes é pai de “vc sabe quem”, o momento mais tenso do filme.

    Marisa Tomei/ May, a personagem que mais teve mudança, mais leva a essência da personagem que é o amor e cuidado que tem por Peter, e gerou muitas situações engraçadas no filme, por seu estilo Tia Milf, rs

    Zendaya/MJ (?) só está lá pra cumprir preencher um espaço que será trabalhado no futuro.

    Laura/Liz Allen é o interesse amoroso do Peter nesse filme e nada mais (?), não ser por criar o momento de maior tensão do filme melhorar e dar uma profundidade maior ao vilão do Keaton

    Homem-Aranha se consolida mais uma vez como o super-herói mais humano de todos os tempos! Minha chama de fã está mais viva do que nunca!

    • Perfeito. É uma história simples e fantástica ao mesmo tempo – como todas as histórias do Homem-Aranha.

      O “nerd das cadeiras” é o melhor personagem…rs E Michael Keaton esteve soberbo, como sempre. E o diálogo no carro? Putz. Sensacional.

      • Sensacional! Fiquei tão tenso quando o Peter assim que ele chegou na casa da Liz, rsrs.

        • E o que achei interessante é que de início pensei que ele fosse,
          em algum momento, se controlar, mas não. É um adolescente, caramba!
          O pai da garota que ele gosta é o vilão que quase o matou! Ele não consegue ficar bem, nem na casa, nem quando tiram foto, nem no carro. Ele não toma o controle da situação em momento algum…rs

      • “nerd das cadeiras”
        Essa tradução ficou muito boa! Ótimo personagem!

  • Bela Crítica, belas palavras Rodrigo! Parabéns!

    “e no terço final há uma homenagem extraordinária a um dos quadros mais famosos desenhados pelo mestre Steve Ditko”
    Foi muito Lindo!!!

    • Valeu! Além da homenagem direta a uma HQ clássica, o que mais encanta é o fato de o filme inteiro ter o espírito dessas HQs. Esse foi o maior acerto deles.

      • Conseguiram mesclar HQ’s clássicas do Aranha, com os clássicos de John Hughes, referências de encher os olhos, um excelente humor e ainda conseguiram atualizar o Peter/Spider para a nossa época de forma magistral.

  • Ghostface

    Excelente crítica Rodrigo!
    Homecoming é muito bom! Saí totalmente surpreendido da sala do cinema. E o Keaton foi um vilão incrível. É impressão minha ou a Marvel está acertando mais com os vilões nessa Fase 3?

    • Valeu! Keaton é fantástico e a transformação certeira que fizeram no Abutre em relação ao das HQs permitiu que seu talento sobressaísse no fim das contas,

      • Ghostface

        Até revi os dois primeiros filmes do Burton com o Keaton por causa de como ele estava excelente como o Abutre kkkkkkkkkkkkkkkkk.
        Obs1: Rodrigo, tu já leu Jurassic Park? Acabei de ler hoje e fiquei deslumbrado com o quão bom é o livro.
        Obs2: Finalmente li o meu primeiro livro da Agatha Christie. E Não Sobrou Nenhum (ou O Caso dos Dez Negrinhos rs). Devorei o livro. A escrita dela é muito boa, prendendo a nossa atenção a cada momento. Agora quero ler Assassinato no Expresso Oriente, e ver o filme mais antigo, antes do lançamento do novo filme.

        • Não, nunca li. Vai ler O Mundo Perdido também? Eu vou tentar ler Planeta dos Macacos na próxima semana, isso se o trabalho me permitir. Tá complicado…rs

          Você leu o livro dela que parece de terror até a resolução final…rs Foi o primeiro livro dela que eu li, no começo da adolescência. Aqui em casa tinha esse e mais uns 5, depois que comecei a comprar os outros. Na época, sem internet, não fazia a menor ideia de que ela era autora de romance policial e a leitura toda de O Caso dos 10 Negrinhos parece a de um livro de terror.

          Se gostar muito dos demais livros dela, procure depois pela série Agatha Christie´s Poirot. É simplesmente espetacular.

          • Ghostface

            Vou ler sim. Ontem vi o filme, a continuação do primeiro, e achei bem fraquinho. Dizem que a história do livro é mil vezes melhor. Espero. Outro que também desejo muito ler é Planeta dos Macacos.

            Irei procurar sim, vlw pela recomendação.

          • Eu comentei na crítica de Babadook e te marquei, você chegou a ver?

          • Ghostface

            Acho que não. Vou lá ver.

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        E aí, camarada. Depois de uma semana, eu finalmente consegui assistir ao filmaço do Amigão da Vizinhança.
        Gostei demais do filme, Rodrigo. Acho que ele foi menos épico que os dois primeiros filmes do Sam Raimi, mas em compensação o filme é muito mais divertido, dinâmico e fiel ao personagem nas HQs.

        • Que bom, meu amigo. Sim, o filme traz totalmente o espírito dos quadrinhos do personagem. Que na continuação ele façam um filme ainda melhor.

  • Quem diria que aquele sonho antigo de vermos o Aranha no universo cinematográfico da Marvel se tornaria realidade, da melhor maneira possível.

    Rodrigo, eu concordo com absolutamente tudo o que frisou em sua crítica. O cerne do Cabeça de Teia está nos pequenos momentos em que vemos a sua essência transparecer em tela. Um garoto na escola, que tem que lidar com as responsabilidades de seus poderes. Como disse em um momento no seu texto, “o Amigão da Vizinhança é o super-herói que vai salvar o bairro, não o mundo.
    Cara, e o que falar sobre o vilão do filme? Concordo que ele foi um dos melhores da Marvel, e um dos melhores dos últimos anos do cinema do gênero (e olha que nos quadrinhos ele não é nada memorável, do nível de um Dr. Octopus ou Duende Verde – ele é só um velhinho que rouba bancos… kkkkkkk). A experiência e talento gigantesco do Keaton fizeram a diferença. Ainda bem que deixei para ler sua crítica logo após assistir ao filme, pois quando citou algo que não poderia revelar mais profundamente, cenas específicas vieram na minha mente (como a cena do carro, com o diálogo entre os dois – que, sem exagero, nos faz segurar firme no apoio da cadeira e não conseguir piscar). Engraçado que o inexperiente John Watts, trabalhando com um ator do calibre do Keaton, contracenando com um jovem prodígio como o Holland, consiga nos entregar uma cena tão perfeita (e que com certeza ficará marcada na minha cabeça).

    Existe uma única coisa me não gostei nesse filme: Ele acabou rápido demais! kkkkkkkk
    Ficaria facilmente umas 5 horas assistindo as aventuras do Cabeça de Teia chegando ao seu lar, de onde jamais deveria ter saído. Excelente texto, meu amigo. Como sempre!

    • Ter relido histórias clássicas do personagem antes só me fez gostar ainda mais do filme, porque eles realmente conseguiram transpôr a essência do personagem para as telas.

      O Abutre é um vilão clássico nas HQs, teve embates memoráveis com o Homem-Aranha, mas é bem bucha, né? Um velho que voa e rouba bancos…rs A adaptação era necessária e eles acertaram demais. O visual ficou infinitamente superior (e tornou o personagem realmente capaz de espancar o Aranha) e a escolha do ator foi a melhor coisa que fizeram. Michael Keaton trouxe muita bagagem pro personagem.

      Acabou rápido, mas felizmente a sequência já está anunciada para 2019…rs

      Valeu, meu amigo.

      • Sim, é um vilão importante, mas é um pouco bucha (ainda bem que concordamos kkkkk). Acertaram demais mesmo!

        Felizmente sim, Rodrigo. O primeiro após Vingadores 4. Vamos ver como as coisas estarão até lá.

  • Ah, e eu quase me esqueci…
    Lendo uma das edições da fase clássica do Aranha, Rodrigo, me deparei com essa cena. Sem palavras. Isso é o Homem-Aranha, meu amigo. Lindo demais!

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    • Fantástico mesmo. Esse é o Homem-Aranha. Ridicularizado, perseguido, zombado e ainda assim sempre agindo como um super-herói.

  • N1N6U3M

    Finalmente consegui ver o filme…

    Ótima crítica, Rodrigo.

    O filme insiste em mostrar as dificuldades técnicas e a falta de habilidade do Peter para usar os seus poderes, algo clichê em filmes de super herói como no Spider-Man 1 do Sam Raimi e no Ironman 1 de 2008. É um filme episódico no sentido de ter como trama central a vontade do Peter Parker de participar dos Vingadores, sendo essa a motivação principal para combater o crime.

    Acredito que no seu segundo filme veremos um Homem Aranha mais maduro, mais confiante e mais a vontade com seus poderes e tecnicalidades do seu novo uniforme.

    • Valeu. É o espírito das HQs do Aranha transposto para as telas. E de quebra será Homem-Aranha 2 a iniciar a fase 4 do UCM. Com certeza teremos um Teioso mais à vontade com a vida de super-herói (ainda mais depois de entrar em uma batalha contra Thanos).