Em meados de 1962, Stan Lee e Jack Kirby já haviam criado o Quarteto Fantástico (novembro de 1961) e O Incrível Hulk (maio de 1962) e reintroduzido Namor, o Príncipe Submarino (maio de 1962), clássico personagem da Era de Ouro criado por Bill Everett, nas páginas do quarteto de super-heróis. Uma nova era de histórias em quadrinhos povoadas por personagens disfuncionais, humanizados e complexos já havia encontrado o seu início e o sucesso dessas criações refletia-se no número de vendas e no surto de cartas de leitores que chegavam na caixa de correios da editora. As revistas em quadrinhos da Magazine Management Company (o nome da editora que futuramente seria renomeada como Marvel Comics) eram antologias (Amazing Adult Fantasy, Journey Into Mistery, Strange Tales, Tales to Astonish…) de histórias de fantasia, ficção científica, monstros, horror e western, sempre auto-contidas, sem continuações e muitas vezes com personagens que apareciam uma única vez e nunca mais. O fenômeno provocado por Quarteto Fantástico e O Incrível Hulk começou a mudar esse status.

Naquele período, Stan Lee era o editor-chefe e principal escritor da Magazine Management Company, sendo constantemente cobrado por Martin Goodman (chefe e marido da sua prima) para que criasse o próximo hit da Casa das Ideias. Com o auxílio de Jack Kirby, seu parceiro e principal desenhista da editora, surgiriam Thor e Homem-Formiga nos meses seguintes. E ainda um terceiro personagem, um certo aracnídeo adolescente e cheio de problemas. A jornada para o seu nascimento foi conturbada – e um novo criador entrou na jogada: Steve Ditko.

Uma mosca voando até a janela foi a inspiração inicial para a criação de um novo herói que seria capaz de subir pelas paredes – como Stan Lee sempre conta em inúmeras entrevistas. De uma lista de nomes que tinha Homem-Mosca, Homem-Mosquito e Homem-Inseto, Lee terminou em Homem-Aranha – e gostou de como aquele nome soava. A outra inspiração veio do personagem The Spider, um famoso herói de revistas pulps que Lee havia lido durante a infância – além do nome aracnídeo, o violento The Spider não partilha nenhuma outra semelhança com o Cabeça de Teia. Jack Kirby foi o primeiro artista encarregado da criação visual do novo personagem. Kirby lembrou-se de um personagem que seu antigo parceiro, Joe Simon, havia criado na década de 1950, em parceria com os criadores do Capitão Marvel (Shazam): o Silver Spider. Em 1959 os dois criadores do Capitão América haviam transformado o personagem no Homem-Mosca, publicado pela Archie Comics. Desses personagens ele trouxe a sua ideia para o Homem-Aranha: um órfão adolescente que se transformava em um super-herói adulto graças a um anel mágico. Além disso, o herói utilizava uma arma de teia na cintura e era vizinho de um cientista maluco que teria sido o responsável pelo surgimento dos seus poderes.

Stan Lee ficou muito insatisfeito com o visual criado por Jack Kirby (que mais lembrava o Capitão América do que um adolescente franzino) e resolveu chamar Steve Ditko para redesenhar a sua história, já com os prazos de produção bem apertados. Lee deixou as demais histórias a serem lançadas (Thor e Homem-Formiga) a cargo do seu irmão mais novo, Larry Lieber, e dedicou toda a sua atenção ao novo personagem. Ditko refez do zero tudo o que Kirby havia produzido. O anel como fonte dos poderes foi substituído pela mordida de uma aranha radioativa e o personagem musculoso deu lugar ao adolescente franzino. Desapareceram as botas de bucaneiro e a pistola de teias e surgiram o uniforme collant, os disparadores de teias no pulso e a máscara cobrindo todo o rosto de Peter Parker. O incrível uniforme foi criado e o toque definitivo foi dado pelo colorista Stan Goldberg, que escolheu uma combinação de vermelho e cobalto-escuro – a última cor em contraste ao azul mais brilhante do Quarteto Fantástico.

A ideia de Stan Lee era criar um adolescente comum que se transformava em super-herói – subvertendo uma conduta primordial das HQs, que sempre colocavam adolescentes como parceiros dos heróis principais, nunca como protagonistas. Martin Goodman detestou a ideia. Mas esse não foi o único problema que Lee enfrentou. Na visão de Goodman, o conceito de um herói baseado em uma aranha era o mais estúpido possível por um motivo simples: a maioria das pessoas tinha medo de aranhas! O Homem-Aranha estava destinado a jamais ser publicado, mas a revista Amazing Adult Fantasy, prestes a ser cancelada por causa do baixo número de vendas, surgiu como a tábua de salvação. A famosa lábia de Lee convenceu Goodman a permitir que a história fosse publicada na edição número 15 da revista, rebatizada Amazing Fantasy por conta do enredo voltado para o público infantil e adolescente. A edição foi lançada, a revista cancelada e todos se esqueceram dela, até que meses depois os espantosos números de vendas (Amazing Fantasy #15 foi a revista mais vendida da editora em 1962) levaram Goodman a encarregar Lee e Ditko da criação de um título próprio do personagem, intitulado Amazing Spider-Man. O resto é história.

À esquerda, a primeira versão da capa de Amazing Fantasy #15, desenhada por Steve Ditko. Stan Lee não gostou do resultado e encomendou uma outra arte para Jack Kirby, que também redesenhou a logo da revista. A versão definitiva, com arte-final de Ditko, pode ser vista à direita, uma das capas mais icônicas e famosas das histórias em quadrinhos, referenciada e imitada de inúmeras maneiras no decorrer dos anos

Homem-Aranha

A origem do Homem-Aranha é uma história em duas partes que ocupa 12 das 26 páginas de Amazing Fantasy #15, dividindo o espaço com outras duas narrativas curtas de Stan Lee e Steve Ditko: O Homem do Sino e O Homem do Sarcófago, histórias de fantasia e horror, respectivamente. Do mesmo jeito que havia feito em Quarteto Fantástico #01, Lee cria uma história que se distancia bastante das convenções super-heroicas daquela época.

Já na primeira página, o adolescente Peter Parker – cabelo escovado, gravata e óculos enormes – é rejeitado pelos seus colegas do Midtown High School, desprezado por Sally e zombado por Flash e seus amigos – longe, muito longe, de ser um dos alunos mais populares da escola. Seus únicos amigos são os tios idosos, May e Ben, que o mimam como se fosse uma criança. O seu refúgio é o estudo, e os professores elogiam constantemente sua inteligência e dedicação. Em uma feira de ciências com experimentos radioativos, a picada de uma aranha afetada acidentalmente pela radioatividade muda inteiramente o seu destino e Parker ganha força e agilidade muito acima do normal, além da incrível habilidade de escalar paredes.

Um menino órfão, criado pelos tios idosos, impopular, amargurado e vítima de constantes ataques verbais dos outros adolescentes que acaba de ganhar extraordinários poderes: se tornar um super-herói e combater o crime sequer passa pela cabeça do empolgado Peter Parker. O seu primeiro pensamento é testar seus poderes em um torneio de luta livre como um misterioso lutador mascarado e arranjar alguns trocados com isso. O sucesso no combate rende um convite para aparecer na televisão. Parker costura o seu próprio uniforme azul e vermelho, insígnia de aranha no peito e nas costas, máscara com enormes olhos brancos e teias sob os braços. Com o seu gênio científico, ele cria o fluído de teia e constrói os disparadores nos pulsos. Nasce o Homem-Aranha, mas ainda não o herói, e sim um alter-ego criado por um adolescente para ganhar dinheiro. Suas apresentações televisivas assombram o público, mas ao término de uma gravação, um criminoso perseguido por um policial passa na sua frente e o seu egoísmo o impede de detê-lo – “Estou por aqui de me preocupar com todo mundo. Agora eu só cuido da minha vida!“.

Uma certa noite, voltando para casa depois de um show, Peter descobre que um ladrão assassinou o seu tio Ben. Vestido de Homem-Aranha, parte à procura do marginal no antigo depósito Acme nas docas, apenas para descobrir que era o mesmo criminoso que ele havia deixado escapar nos estúdios de TV. A tragédia pessoal, causada indiretamente por sua própria omissão diante da fuga de um bandido que ele poderia ter facilmente impedido sem fazer esforço, termina por forjá-lo – na dor, na culpa e no arrependimento, sentimentos que o Aracnídeo carregaria nos ombros para o resto de sua vida – em um super-herói: “Arrasado, Peter desaparece na escuridão em silêncio, finalmente ciente de que, neste mundo, grandes poderes trazem… grandes responsabilidades!“.

O que Stan Lee e Steve Ditko fizeram em míseras 12 páginas de Amazing Fantasy #15 foi uma história de origem simples e concisa, mas absolutamente inovadora – não há vilões, apenas a jornada de transformação de um adolescente egoísta e desgostoso em um super-herói – e perfeita – tanto que, passados 55 anos da criação do personagem, sua narrativa permanece inalterada e até mesmo as aparências de Peter Parker, Tia May, Tio Ben e Flash Thompson seguem os mesmos traços estabelecidos pela arte de Ditko.

O melodrama trágico escrito por Stan Lee sobre as angústias de um adolescente melancólico e rejeitado – algo sem precedentes nas histórias em quadrinhos – encontrou o amálgama perfeito na arte dinâmica de Steve Ditko, que desenhou um herói jovial com o físico de um adolescente em cenas de ação acrobáticas. A genial dupla criou uma história de origem atemporal de um personagem engraçado, mas solitário; provocador, mas trágico; humanizado, complexo e facilmente relacionável, que rapidamente se transformou no maior sucesso da Marvel Comics e em um dos personagens ficcionais mais populares do planeta.

Homem-Aranha (Amazing Fantasy #15 – EUA – agosto de 1962, Magazine Management Company)
Roteiro: Stan Lee Arte e arte-final: Steve Ditko Cores: Stan Goldberg Capa: Jack Kirby (lápis) e Steve Ditko (arte-final)

Compartilhe

Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • Pedro, o Homem Sem Medo

    “Todo homem é culpado pelo bem que não fez.”
    Voltaire

    Como você bem disse, Rodrigo, o Peter não assume o alter-ego de Homem-Aranha quando adquire os poderes aracnídeos. É a morte do Tio Ben que o impulsiona. Não existe dor pior do que a culpa por algo que poderíamos ter feito.
    Ainda não entendo por que algumas pessoas contestam a genialidade do Stan Lee. Apenas Jack Kirby foi tão prolífico quanto ele. Diferente da maioria dos autores, Stan Lee criava personagens relacionavéis e de fácil identificação.
    E o lema do Homem-Aranha reverbera até os dias de hoje:
    Grandes poderes trazem grandes responsabilidades!
    Parabéns por mais um post fenomenal, camarada:-)

    • Só conhecendo muito pouco de quadrinhos, ou sendo muito hater (o caso da maioria) pra não reconhecer a importância de Stan Lee. Ele entendia como poucos o funcionamento da indústria e teve ideias extraordinárias, criou conceitos incríveis, não à toa é considerado o maior editor da história das comics. Lembrar a importância de um não implica diminuir a importância do outro, mas infelizmente parece que pra muitos não é assim que funciona, Valeu, meu amigo.

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        A verdade é que não se atira pedras em árvores que não dá frutos.

        • Não poderia haver frase mais certeira sobre isso.

      • Kleber Oliveira

        E o mais irônico disso tudo é o fato dele não querer ser relacionado com os quadrinhos no começo de sua carreira, hehe.

        • Sim. E quando criou o Quarteto Fantástico já tava quarentão e louco pra largar as HQs, achando que aquilo nunca daria futuro. Jamais poderia imaginar o que ocorreria, né? rs

          E outra coisa interessante disso é que nos primeiros 4, 5 anos de histórias da Marvel na década de 1960, ele foi escrevendo com uma noção de tempo cronológico que seguia o mundo real, porque ele pensava que em 10 anos no máximo aquela onde de super-herói ia morrer de novo como foi na década de 1940. Quando viu que isso não ia acontecer, começou a não seguir mais o tempo real…rs

        • Estephano

          Pelo que ele diz, na época em que ele começou na profissão, trabalhar com quadrinhos era considerado “profissão de vagabundo” e coisas do tipo, era uma profissão muito mal vista pelos outros, e os artistas sofriam preconceito por causa disso.

          • Kleber Oliveira

            Ele foi por simples falta de opção mesmo, haha. O próprio nome que arranjou – Stan Lee – foi para que não o associassem com os quadrinhos quando fizesse sucesso com livros. Cara…

    • Estephano

      Ainda não entendo por que algumas pessoas contestam a genialidade do Stan Lee.

      Porque não sabem de m#rda nenhuma.

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        E o mais engraçado é que eles se acham profundos conhecedores…kkkkkk

    • Porra, Pedro, como não se emocionar lendo seus comentários? <3

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        <3

  • Estephano

    Excelente resenha, Rodrigo.
    Impressionante como o Spidey, maior personagem da editora, teve sua origem e praticamente seu cânone definidos em doze páginas de uma revista que iria ser cancelada, chega a ser surreal.

    Essa fase que a Marvel viveu nos anos 60, provavelmente nunca vai se repetir na história da editora. Ter artistas do calibre de Kirby, Stan Lee, Ditko, Bill Everett, entre outros nomes, trabalhando ao MESMO TEMPO em títulos MENSAIS, é algo que beira o absurdo nos dias de hoje. Porém isso também explica coisas como um personagem histórico da editora ser criado porque Kirby não queria desenhar uma nave, por exemplo.

    Como você falou, Amazing Fantasy #15 se mantém atual, nessa história já tem todas as características de uma história do Homem-Aranha: Aventura, drama, humor, problemas de relacionamento, o costumeiro “azar” do personagem, sua genialidade, seus conflitos internos… Tudo que define o personagem esta lá, e em doze páginas.

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      12 páginas!
      Parece brincadeira que um conceito tão genial tenha sido criado de maneira tão concisa.

      • Duvido um roteirista atual conseguir fazer algo assim. A narrativa mudou tanto, meu amigo.

        • N1N6U3M

          E nem sempre pra melhor. Uma das coisas que estraga muito os quadrinhos atuais é a ênfase nas figuras, muitas são até de página dupla sem contar com um balãozinho de diálogo sequer!

          Acho lamentável essas HQ’s puramente visuais, uma falta do que dizer impressionante que contrasta negativamente com todas as boas HQ’s.

          • Kleber Oliveira

            Cara, essa é uma das coisas que mais sinto falta hoje em dia. Quando comecei a ler quadrinhos me enjoava com tantos balões e frases explicativas, só que o tempo deixou tudo tão magnífico que ao folhear uma revista e ver poucos balões eu já desanimo.

          • É um dos motivos pelos quais estou adorando ler e reler os quadrinhos antigos…rs

          • Kleber Oliveira

            Justamente, cara. Eu ainda gosto de ler e acompanhar os quadrinhos atuais, só que a emoção é bem diferente quando abro meu hd com quadrinhos antigos ou conheço algo que deixei passar. É indescritível.

          • N1N6U3M

            É isso aí! Resumiu tudo, finalmente me rendi ao formato digital e estou passando por isso também.

          • Kleber Oliveira

            Eu até tenho lido muito pouco, mas sempre que posso dou uma conferida nuns quadrinhos. Há alguns eu fiquei viciado em baixar, acho que tenho conteúdo para alguns anos de leitura ainda. Tenho que tirar o atraso.

          • N1N6U3M

            Idem.

          • N1N6U3M

            Disse tudo…

          • Perfeito, meu amigo. Eu sou um leitor contemporâneo, sendo assim, estou bastante acostumado com histórias desse tipo. Mas nada supera um roteiro melhor elaborado (sem se perder na verborragia extrema, claro)

    • Valeu. O que esses dois fizeram em míseras 12 páginas é um negócio absurdo. Uma aula de arte e roteiro. E o incrível é que mesmo tão curta, não parece apressada, e estabelece tudo que importa saber sobre a origem do personagem. Não à toa permanece inalterada até hoje.

      Não vai se repetir mesmo. E nos primeiros anos, era basicamente só Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko fazendo tudo na editora. Simplesmente tudo. E criaram Vingadores, X-Men, Doutor Estranho, Demolidor, trouxeram de volta o Capitão América, e tudo isso nas mensais, com prazos apertados, produção acelerada, e criando histórias lendárias, que influenciaram de maneira crucial tudo que veio depois nos quadrinhos. E da metade pro fim da década, a esse time acrescentou-se Bill Everett, John Romita pai, Don Heck… só mestre.

      Ah, e sabia quem trabalhava no mesmo escritório de todos eles? Mario Puzo. É mole? rs

      • Estephano

        Não sabia dessa do Mario Puzo. As coisas ficam cada vez mais absurdas. rs

        • Mario Puzo escrevia para a linha de revistas masculinas da Magazine Management Company, isso desde a década de 1950! Ele só publicaria O Poderoso Chefão, em 1969. De quebra ainda zombava do ritmo de trabalho que era imposto ao pessoal da parte de quadrinhos, dando uma espiada na sala deles e dizendo: “Mais rápido, duendes. O Natal está chegando.” kkkkkkkkk Surreal.

          Só não é mais surreal do que Federico Fellini indo a Nova York para promover um filme em 1965 e correndo pra conhecer Stan Lee, porque era muito fã da Marvel.

  • Então quer dizer que o Homem-Aranha quase não foi publicado porque as pessoas tinham medo de aranhas? Isso é quase inacreditável!!! Kkkkkkkkkkkk

    Rodrigo, que texto magnífico, meu amigo. Engraçado saber que o Rei quase foi o co-criador do Cabeça de Teia – e, sem desmerecer o trabalho do Kirby, mas a concepção feita pelo Ditko dá de mil a zero! Eu fico impressionado com a coragem dos editores – e principalmente do Stan Lee – em apostar, na época, em heróis tão humanizados.
    “Um menino órfão, criado pelos tios idosos, impopular, amargurado e vítima de constantes ataques verbais dos outros adolescentes que acaba de ganhar extraordinários poderes…”

    Sabe, Rodrigo, eu me apaixonei por quadrinhos e por super heróis por causa do Homem-Aranha. Não são – ou eram – os poderes dele que mais me chamavam atenção – embora, antigamente, eu já tenha me imaginado várias vezes combatendo um ataque em minha escola e salvando das mãos dos bandidos a menina que eu gostava kkkkk – mas sim a essência. Como pode alguém ser tão sofrido e centrado ao mesmo tempo como o Peter? Um herói incrível. Um herói ESPETACULAR.

    Sem falar – voltando ao assunto da edição resenhada kkkk – que o Lee, como você disse, não colocou o herói para enfrentar um super vilão em sua primeira aparição. Isso é sensacional.
    Eu tenho a história em um encadernado vermelho da Salvat aqui na minha estante. Acho que vou reler ela agora.

    https://uploads.disquscdn.com/images/2e7b866d76119ac8f9feef8c21c79788bba4b68029912b305bfb3ced9e1e14a6.jpg

    “E assim, nasce uma nova lenda… mais um nome que vem se unir ao mais emocionante reino do mundo… o reino da fantasia!”

    • Pois é. Homem-Aranha quase não existe porque aranhas causam medo nas pessoas, Surfista Prateado só existe porque Kirby estava cansado de desenhar nave, e por aí vai…rs Incrível essas histórias envolvendo as criações dos personagens.

      O Homem-Aranha precisava da arte do Ditko. Ainda bem que Lee percebeu isso e pediu pra que ele refizesse a HQ. Kirby é um mestre, mas a sua concepção do personagem, não só no visual, como na ideia dos poderes, foi terrível…rs

      Lee e Ditko ainda iriam explorar ao máximo essa humanidade do Aranha nas 38 edições da revista solo. E o sucesso do personagem só iria crescer mais por causa disso.

      • É cada curiosidade… Uma melhor que a outra.
        Concordo demais, meu amigo. Kirby é mestre, mas ainda bem que o Ditko foi o co-criador do Aranha! kkkkkkk

        Rodrigo, vai assistir De Volta ao Lar quando?

        • Tudo conspirou a favor, e cada um deles criou o que precisava criar…rs Vou ver o filme amanhã (ou melhor, hoje…rs quinta), às 18:00.

          • Beleza!
            Rodrigo, se não for tomar seu tempo, poderia me enviar as 38 edições da fase do Lee/Kirby por e-mail? Eu vou viajar amanhã, pra um rancho, e lá não tem internet. Vou passar os próximos quatro dias lendo sem parar, e queria conferir essa fase. Sei que está muito atarefado, se não puder, não tem problema.

          • Por e-mail vai ser impossível, porque dá 777mb…rs Você tem alguma nuvem aí? Cria uma pasta, compartilha comigo e subo tudo pra ela. Amanhã antes de você ir você copia da nuvem pro seu PC.

          • Nuvem? Tipo um One Drive? Como faço pra te passar ele?

          • OneDrive, Dropbox, Google Drive. Só criar uma pasta em algum desses serviços e me compartilhar. Em qual vai criar?

  • N1N6U3M

    Rodrigo, ótima resenha desse clássico!

    Gostei dessa iniciativa de resenhar “quadrinhos regulares” que são tão ou mais icônicos do que sagas especiais de histórias em quadrinhos.

    • Valeu. Disse tudo. O pessoal só olha para graphic novels (sempre recentes, o máximo de passado que se chega é no final da década de 1980), como se apenas esses quadrinhos valessem ou fossem importantes. Se esquecem das pedras angulares de tudo que conhecemos hoje. Sem contar que o impacto que essas revistas tiveram em seus períodos (além do legado que deixaram) são muito maiores do que os de várias graphic novels ditas como influentes. Até quinta espero postar a resenha da fase inteira de Lee/Ditko à frente do Aranha.

      • N1N6U3M

        “Sem contar que o impacto que essas revistas tiveram em seus períodos (além do legado que deixaram) são muito maiores do que os de várias graphic novels ditas como influentes.”

        Espetacular! Uma iniciativa digna de fãs de verdade, algo de fã para fã.

  • Que post ESPETACULAR!!!

    Homem-aranha é o meu personagem preferido de todos os tempos!!!

    Gostaria de citar várias partes do texto.

    “…não há vilões, apenas a jornada de transformação de um adolescente egoísta e desgostoso em um super-herói – e perfeita – ”
    Vilões bem construídos são legais sim de ver, mas para uma boa história não precisa necessariamente de um vilão mega construído, de um mega plano de dominação mundial, as vezes basta explorar o personagem principal, lembrando que muitas vezes o maior vilão somos nós mesmos.

    • N1N6U3M

      Quem lê quadrinhos da Marvel sabe que isso é verdade, não entendo porque alguns colocam ênfase em coisas que os grandes mestres como Stan Lee, Ditko e Kirby não colocavam.

      Eu li várias histórias do Quarteto Fantástico clássico, no mínimo umas 3, onde o mesmo artifício de roteiro foi utilizado várias vezes, toda a culpa do Reed Richards por ter sido responsável pela transformação do coisa. E vários vilões usavam isso contra o Quarteto tentando colocar o Coisa contra o restante do grupo apelando para esse drama emocional, nessas história pouco importava os vilões ou suas odiosas motivações.

      O que estava sendo abordado era a amizade do super grupo e seu senso de família.

      • É o pessoal que nunca leu os clássicos. A maioria, aliás. É aquela velha máxima de que os clássicos são muito conhecidos, mas pouco lidos. Aplica-se na literatura, no cinema, em qualquer lugar. É só ir em qualquer fórum desses sites e perguntar a melhor história do Homem-Aranha e invariavelmente citarão A Última Caçada de Kraven. Nada além disso. Tudo que Lee, Ditko e Romita fizeram é ignorado, e o destaque todo é dado a uma única história que está longe de figurar entre as melhores do personagem – mas é “violenta’ e “pesada”.

        • N1N6U3M

          E eu acho a Última Caçada de Kraven superestimada.

          Uma história que se caracteriza como mais melancólica e por isso chama a atenção, mas utiliza uma linguagem onírica, uma dubiedade proposital que confunde fantasia e realidade em meio a devaneios filosóficos sobre o heroísmo, a existência e a complexidade da alma humana. Todos conceitos complexos demais, para serem suficientemente desenvolvidos numa história em quadrinhos.

          As histórias antigas prezam pela concisão, pioneirismo e simplicidade que abordavam as mesmas questões filosóficas citadas e até uma variedade de outras mais. Nada é “novo” nas HQ’s, o próprio Stan Lee disse usar várias coisas do Sherlock Holmes (o qual era fã) e vários outros clássicos da literatura como Frankstein e o Médico e o Monstro para se inspirar enquanto criava as histórias.

          Eu tenho mais de 30Gb de material digitalizado somente com essas fases inicias da Marvel. Demolidor, Incrível Hulk, Thor, Homem de Ferro, Spider-Man, Quarteto Fantástico e Vingadores. Fico lendo esses quadrinhos entre um livro mais científico e outro, são ótimos para “descansar” a mente.

          O que eu e você conversamos mostra justamente o contrário do que eles dizem, os Quadrinhos são uma literatura leve que não se enquadra no modelo “denso e complexo” que eles tanto prezam, vai na contramão disso. A impressão que passa é que não apenas desconhecem os clássicos, como também não costumam ler literatura com narrativas densas e complexas ou livros de não ficção complicados, por isso se apoiam na única forma de literatura que conhecem – as HQ’s.

          • Põe superestimada nisso…rs Mas é aquela velha história. O pessoal só considera boas quando são histórias desse tipo: minisséries e graphic novels. As mensais seriam histórias “menores” – sendo que a maioria nem lê esse tipo, na verdade. De todo personagem é assim, pode ver que raramente lembram de alguma história clássica ocorrida em uma mensal de qualquer herói de Marvel e DC. São sempre as especiais, e na maioria das vezes as que ocorrem fora da linha cronológica regular.

          • N1N6U3M

            Com certeza. Entre outras coisas que concordamos, essa é de longe a questão mais polêmica porque pode “ferir a sensibilidade” desses que se dizem leitores compulsivos das HQ’s atuais.

            Eles não entendem que a opção que você tem de não ler um determinado material (eu li a caçada de Kraven por curiosidade), é uma questão de gosto pessoal. Quem é fã vai sempre selecionar suas leituras, não existe a obrigação de que os fãs devam conhecer tudo, como se todas as revistas produzidas tivessem a mesma qualidade e representatividade.

            Ainda vale o critério que o leitor decide o que vai ler, embora possa ter lido muito, não é a falta de leitura e conhecimento de uma saga ou de uma HQ que vai fazer a diferença. As histórias antigas (os volume 1 de cada personagem) são um material sui generis, esses sim devem ser conhecidos por todos aqueles que querem ter alguma propriedade para falar desses universos ficcionais.

          • E a partir dessa leitura exclusiva das HQs especiais eles fazem conclusões erradas sobre os personagens – mas sustentam com força! Já tive que ler por aí que o Abutre é um vilão B do Homem-Aranha, e Kraven é um dos seus principais antagonistas, e que o Aranha nunca foi tecnológico (inventar um fluido de teia, um disparador, um sinalizador e um rastreador, na década de 1960, não se encaixa em “tecnológico”); que nunca houve humor nas histórias do Thor, e que o personagem deveria receber uma abordagem “Viking real” nos cinemas, que é o que combinaria com ele, e outras coisas do naipe. Vê-se que essas pessoas, além de não lerem as primeiras histórias desses personagens, também não leram nenhuma das fases que vieram depois…rs

          • N1N6U3M

            O problema é realmente grave. A leitura das HQs especiais é um fator “emburrecedor” dos leitores, um tipo de efeito de manada “o fulano disse que é bom, tenho que ler também”. Por isso, salvo raras exceções eu tenho um pouco de preconceito de leitores que ficam citando sagas ou sendo prolixos sobre o conteúdos das mesmas. É algo como um marketing pessoal do tipo “ei veja, eu li isso…”, é um tipo de autopromoção.

            Aí como em terra de cego (quem não lê nada) quem lê uma HQ especial é rei, eles se acham no direito de aparecer como trolls e defender essas distorções de todas as maneiras possíveis e imagináveis.

            Essa do Thor “Viking real” é uma das piores kkk Outra igualmente ruim é não sacar que nos primórdios da era Kirby tanto na Marvel quanto na DC o contexto “Eram os Deuses Astronautas?” ditava quase tudo. Magia e Sci Fi se mesclavam, fazendo dos Asgardianos alienígenas com uma biologia ímpar, próxima ao ideal dos deuses mitológicos, a ideia era essa.

            É um preconceito que tenho contra modinhas. Por que será que ler quadrinhos regulares ou dizer que você é leitor deles e até mesmo essas histórias antigas não chama tanta atenção? Será porque essa falácia da internet sobre esse assunto quer convencer os comentaristas e os frequentadores de sites de notícias que tais “gênios” provavelmente leram as histórias antigas (hahaha) e foram além lendo compulsivamente o material mais recente?

            Acho que não. Como você disse, com certeza não leram o que veio antes e talvez tenham lido alguma coisa do material mais recente.

          • Magia e Sci Fi se mesclavam, fazendo dos Asgardianos alienígenas com uma biologia ímpar, próxima ao ideal dos deuses mitológicos, a ideia era essa.

            Exato. E aí hoje reclamam da abordagem alienígena dos asgardianos no UCM. Se você vai tentar contestar, vira o “marvete que engole tudo que a Marvel faz”. Foi-se o tempo que eu tinha paciência pra perder com esses apedeutas, hoje deixo pra lá, que se afundem em suas ignorâncias.

            A reclamação do humor nos filmes então, é o negócio mais surreal do mundo e típico de quem só lê graphic novel “adulta” mesmo. As comics não se chamam “comics” à toa, e humor sempre foi um elemento presente nas HQs de praticamente todos os personagens de Marvel e DC desde suas origens. E ainda são. Dia desses passando os olhos em um post do Omelete, alguém escreveu que o Wolverine era depressivo! O Wolverine! O beberrão que apelidava todos os demais colegas de X-Men, que cantava todas as mulheres e que zombava dos vilões, na visão da tal criatura sempre foi um melancólico. É mais uma prova do conhecimento que possuem sobre o cânone dos personagens.

            Ser leitor de quadrinhos regulares e antigos não chama atenção porque naquela época era tudo “bobo” e “pra criança”. Essa turma de hoje quer que o hábito de ler HQs seja visto como algo adulto, prestigioso e, o principal, intelectual. O que conta são as histórias que venceram o prêmio Eisner. Que são sempre as “especiais”. E quantos não vemos por aí reduzindo Marvel e DC a uma disputa de quem mais venceu essa premiação? “A minha preferida é melhor porque venceu mais prêmios Eisner” Como se quadrinhos só existissem desde 1988, que foi o ano da criação do prêmio. Joguemos no lixo tudo que foi feito antes, desde a década de 1940, com DC, Timely, Fawcett e Charlton, e a partir da década de 1960, com DC e Marvel. Nada valeu. Quadrinho que importa nasceu com Watchmen. É mais ou menos isso.

            Ah, e algo pior ainda: nem Watchmen essa turma conseguiu entender…rs Tudo que Moore quis dizer com a história foi completamente ignorado (porque não devidamente alcançado) pela maioria dos fãs de “quadrinhos adultos de super-heróis”. É fogo…rs

          • N1N6U3M

            Eu entendo você, quando você começou a postar seus comentários no LH eu já estava nessa fase de “desistir” de tentar ensinar algo pela internet através desses fóruns. É uma mídia muito superficial.

            E eu via que você se preocupava em passar conhecimento. Acho que o melhor jeito é de uma forma mais impessoal e mais fria, na forma de posts administrativos e não como “comentarista”. Esse distanciamento é benéfico, talvez só utilizando outras contas pra descontrair kkk

            O fato de você comentar bastante e usar “textões” (outra palavra imbecil inventada pela geração twitter) significa na opinião deles que você é comparável aos mesmos apedeutas que te contrariam, mas isso não quer dizer absolutamente nada.

            Um bom comentarista pode ser administrador de um site e postar seus próprios conteúdos, é possível fazer as duas coisas com mérito, mas é generosidade demais que os apedeutas não dão valor. Eles acham até estranho a necessidade de buscar uma explanação mais intelectual ou mais bem fundamentada.

            Ensinar e passar conhecimento sobre nossos hobbys e “brincar na internet” são atividades bem diferentes que raramente conseguem andar juntas. Não que somos professores como os legítimos professores das escolas e universidades são, mas o que mais desmotiva é a constatação da profundidade da ignorância que estão atoladas essas pessoas que se dedicam ao bully e as brincadeiras de mau gosto pela internet. Você acaba se misturando com isso se tenta ser um anti-troll, anti-troll não existe, você acaba sendo outro troll.

          • Disse tudo. Não adianta tentar ser anti-troll com esse pessoal. Perde-se tempo e paciência e não se ganha absolutamente nada. A não ser criaturas que fazem fakes seus ou que te perseguem.

            É muito melhor estarmos aqui no site, escrevendo sobre as coisas que gostamos, com nossos amigos lendo e comentando, e eventualmente novas pessoas surgindo e conhecendo o local.

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Estou aqui lendo e me deliciando com os comentários de vocês dois:-)

          • Estamos relembrando os velhos tempos…kkkkkkkk

          • Kleber Oliveira

            Cheguei agora. Sacanagem perder uma conversa dessa.

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            Também cheguei atrasado, Kleber…kkkkkk

          • N1N6U3M

            A leitura consome tempo, tem pessoas que não entendem isso, principalmente quem não é muito de ler.

            É um passatempo solitário, você tem que ser focado. Eu estou me desintoxicando desse mundo multitarefa, pois de fato você acaba não fazendo bem nem uma coisa e nem outra se tenta fazer tudo ao mesmo tempo. As coisas saem diluídas, isso se reflete até na qualidade dos comentários da maioria dos comentaristas que você vê por aí.

            A qualidade dos textos e as reclamações sobre “os textões” são um reflexo da vida estudantil e acadêmica de tais indivíduos.

            Você, o Pedro, o Jipeiro, o Kleber e outros parecem que também valorizam “ser focado”, isto é, ter esses momentos off line de aprendizado e entretenimento saudável que envolve uma concentração maior.

            Quanto mais exageramos nisso de utilizar a internet pra desopilar e brincar com os trolls, mais perderemos o nosso foco, por isso que me afastei um pouco mais da internet. Não podemos ser sérios todo o tempo, também existe o momento de jogar conversa fora, triste é quando fazem apenas isso…

          • Renato Russo cantou a geração Coca-Cola nos anos 1980. A atual pode ser dita como a geração Twitter. Só leem manchetes ou frases com 144 caracteres no máximo.

          • N1N6U3M

            “Essa turma de hoje quer que o hábito de ler HQs seja visto como algo adulto, prestigioso e, o principal, intelectual. O que conta são as histórias que venceram o prêmio Eisner. Que são sempre as “especiais”. E quantos não vemos por aí reduzindo Marvel e DC a uma disputa de quem mais venceu essa premiação?”

            É o efeito manada que eu tinha me referido.

            O que o Alan Moore disse e você amplificou no seu comentário demonstra isso com perfeição. O próprio Alan Moore é fã desse super herói mainstream, embora tenha realizado uma crítica a tudo isso.

            Em nenhum momento o Alan Moore sonhou, talvez em algum pesadelo mais assustador, a eventual possibilidade do Watchmen se transformar em quadrinhos regulares com seus personagens interagindo com Batman, Superman, Mulher Maravilha e etc. É non sense, porém o “fã” acha isso perfeitamente normal kkkkkkkkkkk

          • Kleber Oliveira

            O Alan Moore usa a crítica para construir suas histórias, sejam nas novelas de sua autoria e até com os personagens regulares das editoras. Por isso gosto muito de suas obras.

          • Kleber Oliveira

            Vejo o caso do Superman! Só lembram das malditas historias que desviam do caráter estabelecido nas mensais. Aí dizem que o herói não cabe na sociedade atual.

          • Pois é. De todos os personagens tem sido assim. O Superman que querem é o ditador do Injustice, o Batman é o aposentado de Cavaleiro das Trevas, o Homem-Aranha é o que passa a história inteira num túmulo de A Última Caçada de Kraven. Só não pedem o Capitão América da Hydra porque a história é recente então precisam manter o hate. Mas se fosse mais antiga, pode ter certeza que ia ter gente querendo ver isso no cinema…rs

          • Estephano

            Como você pôde esquecer o Tony Stark alcoólatra, e o Henry Pym e o Reed Richards agredindo suas esposas?

          • Outros dois clássicos. E ainda tem também a Sue Richards vestida como dominatrix. Todas representações principais desses personagens. Ah, e tem o Thor “viking real”, e não essa princesa Disney do cinema.

          • N1N6U3M

            Que ironia hehehe

            Essa foi mortal, sem misericórdia com os pseudointelectuais.

          • Kleber Oliveira

            Kkkkkkkk e não é? Se essa história do Cap tivesse saído em Graphic Novel nos anos 80 seria considerada hoje um clássico.

          • Kleber Oliveira
          • Kkkkkkkkkkkkkkk Muito comédia.

          • Kleber Oliveira

            Cara, eu ri muito na parte do Batman. Sinceramente, me animou mais que os trailers. Ainda bem que o RDJr e o Evans foram incisivos na escolha do garoto.

          • Kleber Oliveira

            Meu amigo, curte o Country, Folk, Rockabilly e tals?

          • Sim, escuto algumas coisas desses estilos.

          • Kleber Oliveira

            Ah, sim. Ultimamente estou ouvindo coisas desses gêneros que são bem recentes, aí queria te mostrar. Sem pressa, quando puder ouça isso https://m.youtube.com/watch?v=ao3zs6NwRrw

          • Que viagem…kkkkkkkkkkkkkkkkk Clipe bem-produzido pra caramba. Esse roteiro trabalhado dava um curta.

            Eu tenho escutado muito The Forest Ranger, depois que vi Sons of Anarchy:

          • Kleber Oliveira

            Legal, né? Eu imaginei que você gostaria pelas referências, homenagens e tal. As histórias paralelas, o cara mau de roupa preta, a câmera numa visão do balcão, os símbolos na garrafa… Além de ser bem feito. Muito bom.

            Cara, gostei bastante dessa verão, eu não conhecia. Na verdade eu tenho que assistir essa série, haha. Já ouviu a versão original dessa música? É uma das minhas favoritas. Depressiva e alegre ao mesmo tempo.

            Estou pensando em como trazer música para o site sem apelar para algo técnico, já que não domino, mas que cause alguma discussão. A revista Rodie Crew (nacional) fez uma matéria recentemente sobre álbuns conceituais, então vou começar com algum álbum que gosto muito e farei algum texto. Acho que será mais fácil e um bom início.

          • Sim, já ouvi a original. Das versões de House of Rising Sun a que mais gosto é essa que ele gravou pra Sons of Anarchy. Até a letra foi adaptada pra história da série.

            E escrevi errado…rs O nome artístico dele é The White Buffalo. Ele foi responsável por praticamente todas as canções originais (incluindo a canção final) e por algumas regravações feitas pra série. O The Forest Ranger foi uma banda criada pra série, pra acompanhá-lo, acompanhar a Katey Sagal, entre outros.

            O link que enviei tem uma seleção de músicas do The White Buffalo.

            Assim que passar essa semana, um dos textos que estão na minha lista é sobre música. Vou começar com Cartola, de 1974. Tô lendo algumas críticas de álbuns musicais pra ver o melhor jeito de falar sobre.

          • Kleber Oliveira

            Cara, bem legal esse cuidado com as músicas. Lembro de ter assistido um episódio mas não ter me interessado. Acontece. Game of Thrones eu acompanhei na estreia e detestei, não suportava alguns atores. Só depois de muita insistência de alguns que resolvi dar uma chance e comecei a gostar mesmo. Imagino que com SoA deve ser diferente, até hoje acho que não peguei o episódio da maneira correta, haha. Não estava bem e não me encantou. Vamos ver, pretendo ver em breve.

            Sobre as músicas, cara, ótimo que comece com o Cartola. Gosto muito de algumas músicas dele, pena que não fazem muito meu estilo. Bom também que poderei variar um pouco. Vou ler um pouco mais a respeito de alguns álbuns que achei interessante e começarei a escrever .

          • Kleber Oliveira

            Acabei de ver o vídeo do Villaça sobre Homem-Aranha. Que é isso, cara, eu ri PRA CARALHO.

            Diz aí, quando sai tua resenha?

          • Saiu deve ter uma hora quase. Dá uma olhada aí.

            Agora em TODO vídeo ele vai fazer essa piada sobre ter sido comprado pelo Feige. Essa do Aranha superou todos os limites, tanto a ligação no começo quanto ele comprando o carro no final…kkkkkkkkkkkkkkkkkk Muito comédia.

          • Kleber Oliveira

            A galerinha tá ficando puta com ele já. O pós credito do vídeo foi FODA! hahahahahhahaa Cara, as pessoas do meu lado achando que eu estava trabalhando em algo quando de repente comecei a rir alto com a ligação. Esse cara é demais.

          • N1N6U3M

            Ah, vou aproveitar que estão falando sobre música para dizer que não gosto apenas de Kraftwerk e música eletrônica (a boa kkk).

            Eu fico lendo os quadrinhos do Surfista Prateado e os quadrinhos dos Vingadores e todas as histórias antigas da Marvel (volume 1) escutando música psicodélica de 68 kkkkkkkkkkk

            Acho que combina muito esse tipo de rock experimental cheio de distorções e delays com o clima “viagem” das histórias dos super heróis.

            Tem uns aplicativos interessantes para rádios on line que tem somente música psicodélica, incluindo as eletrônicas, boas para escutar lendo o Invencível Homem de Ferro! hahaha

          • Kleber Oliveira

            Caraca, muito bom. Não sou fã de música psicodélica mas gosto de ouvir quando estou lendo também. Como conheço pouco fico ouvindo as mais famosas mesmo, pego alguma playlist do Youtube ou Spotify e começo a curtir, haha.

            Sobre o Kraftwerk, seria legal se você postasse por aqui, hein.

          • Pedro, o Homem Sem Medo

            “Só não pedem o Capitão América da Hydra por que a história é recente, então precisam manter o hate.”
            Explodi de rir ao ler esse fragmento do seu comentário, Rodrigo…kkkkkkkkkkkkk

          • N1N6U3M

            É a lógica da coisa toda, o Rodrigo resumiu muito bem.

          • N1N6U3M

            Fazer update de personagens de quadrinhos é algo bem complicado.

            Imagina então ter a leviandade de lançar uma nova versão em meio ao tumulto ocasionado pela produção de um filme?

            É algo que grosseiramente se parece com a atitude dos pioneiros (os grandes mestres inovadores de fato), mas que vai na contramão de tudo que eles realizaram. Naquela época tinha justificativa para “as experimentações”, afinal eram gibis que estavam sendo produzidos a 5 cents cada ou mais, conforme a inflação da época rsrs

            Agora em filmes que são produções de milhões de dólares não tem sentido tais “experimentações”, somos nós as cobaias dessas ousadias autorais. E eu não quero ser a cobaia de coisa alguma.

            Quando vou ver um filme de super herói no cinema o que tem mais peso é a expectativa. A expectativa de ver as mesmas coisas que me agradaram nas histórias em quadrinhos, depois vem o resto.

          • Kleber Oliveira

            Ah, eu também não curto isso mas entendo a cabeça dos caras. Acho interessante essa tentativa, só que nem sempre serão bem aceitas, principalmente com personagens que já estão encravados na memória das pessoas. Por exemplo, o Aquaman tem uma péssima reputação com o público, mas um filme que realce suas características mais fortes e que imponha respeito, como essa nova produção promete fazer, talvez seja interessante. São casos e casos, o que me incomoda mesmo é quando a “experimentação” não atinge o seu objetivo.

          • A impressão que passa é que não apenas desconhecem os clássicos, como também não costumam ler literatura com narrativas densas e complexas ou livros de não ficção complicados, por isso se apoiam na única forma de literatura que conhecem – as HQ’s.

            Isso eu acho que já deixou de ser impressão: é certeza…rs Teve uma vez no O Vício que eu comentei em um post que trazia uma declaração do Alan Moore que dizia o seguinte: “As pessoas vem dizendo que desde meados dos anos 80, os quadrinhos ficaram mais adultos. Eu não acho que isso seja verdade. Eu acho que o aconteceu foi que apareceram meia dúzia de quadrinhos que pareciam ser voltados para um público mais maduro, e isso coincidiu com a idade emocional da maioria do público da época.”

            Eu escrevi que os quadrinhos eram exatamente o que ele falava em seguida, escapismo e entretenimento, e que não tem como encontrar neles algo que acrescente realmente na formação intelectual do mesmo modo que se dá na literatura de alto nível. Pra quê! Vários vieram rebater o que eu disse, inconformados. E disseram que eu era arrogante e isso e aquilo. O pessoal realmente acha que um Watchmen da vida é equivalente a um Moby Dick. É um sinal óbvio de que só leram o primeiro.

          • N1N6U3M

            Realmente, agora sim conversamos sobre tudo que tinha pra dizer sobre esse assunto. rsrsrs

            Nos nossos posts estão resumidos os motivos de anos de vários posts com discussões e brigas que surgem nesses fóruns, a maioria começa pelos mesmos motivos.

            Quando comecei a acompanhar os seus posts vi que você era como eu, um fã de quadrinhos, mas não apenas um leitor que lê exclusivamente esse tipo de literatura.

      • Kleber Oliveira

        Essa descrição do Quarteto me lembra muito os dois primeiros da década passada, hahaha. Não gosto de falar sobre eles mas tenho certo apreço por momentos desses fines.

    • Obrigado! É o caso da origem do Aranha: o vilão é ele mesmo. Por sua soberba e mesquinharia, seu amado tio Ben acaba morto, e isso forja o personagem em um super-herói. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades e história alguma provou tão bem esse ponto quanto essa origem do Aranha.

      • N1N6U3M

        Exatamente.

    • Uma pergunta: você chegou ao post através do site ou pelo disqus? A página do site no disqus está sem atualização tem uns 4 dias, estou tentando resolver, mas o disqus não tem suporte decente nem nada…rs

  • É emocionante ler um texto desse e imaginar como as coisas eram naquela época e como foram mudando conforme os anos foram passando. Algo tão simples se tornou algo tão importante, de uma maneira que provavelmente nem o próprio Lee imaginaria. Apesar de concordar que o Superman é o maior herói de todos, o Aranha sempre vai ser mil vezes mais relacionável que ele.

    • Nenhum deles imaginaria o alcance que tudo aquilo tomou. Gênios dos quadrinhos trabalhando doze horas diárias no mesmo escritório minúsculo no centro de Nova York enquanto fundamentavam, sem saber, as bases dos quadrinhos modernos.

      • Cara imagina como deve ser pro Lee hoje em dia pensar nessas coisas, lembrar de como tudo começou. Imagina ele por isso em escrito, contar tudo isso pra gente num livro. Seria magnífico demais.

        • Mais incrível ainda porque ele estava já quarentão. Achava que quadrinho não teria futuro, como não teve na década anterior. Ia se aposentar da área, só criou o Quarteto por causa da insistência da mulher. E deu no que deu…rs

  • Pingback: Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)()

  • Pingback: Resenha | Thor, O Poderoso (Journey Into Mystery #83)()