Enquanto os créditos passam na tela e começamos a escutar o sublime tema “The Call of the Far-Away Hills“ de Victor Young, a câmera vai acompanhando um solitário cavaleiro que desce a cordilheira Teton, em Wyoming, até atingir a vastidão das imensas pradarias do vale que descansa aos seus pés. Surge então em cena um pequeno rancho, casebre à frente, cercas, pequenas plantações e animais. Um cervo bebe água calmamente no leito de um riacho, e ao fundo, as espetaculares Montanhas Rochosas, banhadas por nuvens, com seus picos cobertos de neve contrastando com a vegetação abundante do seu sopé, emolduram um cenário de extraordinária beleza. Um menino de não mais que dez anos de idade saltita cuidadosamente sobre a água, escondendo-se atrás de arbustos para mirar o seu rifle sem balas na direção do cervo. Na cena seguinte, o cervo está em primeiro plano, e ao fundo surge a figura solitária do início – o relinche do cavalo atiça a audição do cervo que levanta a cabeça em sinal de alerta. Os olhos fixos do garoto acompanham a trajetória do homem, e ele corre para avisar seu pai, que está cortando lenha no quintal, enquanto sua mãe cantarola dentro da casa.

Essa é a espetacular abertura de Os Brutos Também Amam (pavorosa tradução de Shane para o português). A narrativa inicia-se através dos olhos infantis e curiosos do pequeno Joey (Brandon De Wilde), colocado por George Stevens como se fosse um espectador dentro do filme, e também é a partir deles que a relação do misterioso pistoleiro com aquela comunidade irá revelar-se e encerrar-se: Joey é o primeiro a vê-lo; será também o último.

O cavaleiro solitário

Em 20 de maio de 1862, Abraham Lincoln aprovou a primeira das inúmeras leis da propriedade rural (em inglês, Homestead Acts). O primeiro dos atos abriu milhões de acres de terras públicas no território de Oregon (que daria origem aos estados modernos de Washington, Oregon, Idaho e Wyoming) para agricultores independentes que reivindicassem legalmente um pedaço de terra, comprometendo-se a residir no lugar durante um período de cinco anos, ao término do qual deveriam mostrar evidências de progresso para que assim fossem eleitos os donos definitivos.

Em cima de bases históricas reais, o roteiro de A.B. Guthrie Jr. (o décimo-sétimo a chegar nas mãos de George Stevens! Todos os anteriores foram rejeitados pelo diretor), uma adaptação de um romance de 1949, escrito por Jack Schaefer, estabelece a linha principal da narrativa de Os Brutos Também Amam, repleta de diálogos fortes e marcantes. Um isolado vale de Wyoming é escassamente povoado por pequenas famílias de agricultores, que sonham em estabelecer suas raízes naquela região, ampliando aos poucos suas casas e seus ranchos, enquanto auxiliam-se mutuamente. Isso contraria os interesses de Rufus Ryker (Emile Meyer), um implacável barão de gado que anteriormente tinha o vale inteiro em suas mãos para os seus negócios.

É nesse ambiente que Shane (Alan Ladd) surge. Nada sabemos sobre o misterioso homem a não ser o seu nome. Quando Joey engatilha o rifle sem balas, o movimento de Shane, arisco e extremamente veloz no saque, indica para o espectador tratar-se de um pistoleiro experiente. A narrativa não vai além disso. Shane está seguindo para o norte (“A nenhum lugar em especial. A um lugar onde nunca estive.“), fugindo do seu próprio passado obscuro, ansiando encontrar um lugar onde ninguém o conheça. O roteiro omite completamente qualquer tipo de informação sobre a vida pregressa do personagem. Shane não é uma pessoa. Shane é um arquétipo. Do mítico pistoleiro do Velho Oeste cinematográfico. Shane é valente, leal, justo e generoso. Ao mesmo tempo é uma figura solitária e triste – errante;  um homem de princípios, de caráter, estoico e bondoso. Quando Ryker e seu bando se aproximam das terras dos Starretts, Joe Starrett (Van Heflin) manda-o embora, acreditando que Shane estava com eles. Ele vai – mas não vai. Fica à espreita, observando. Intervém na conversa. Coloca-se como amigo de Joe e afugenta o bando. Marian (Jean Arthur) pede a Joe que convide-o para o jantar. Ele fica. Passa uma noite. Torna-se um contratado de Joe para auxiliar o trabalho no rancho, conquista o carinho da família. Ganha ainda mais a admiração do pequeno Joey.

Esse contato com os agricultores fará com que Shane decida mudar de vida. Sua arma será deixada de lado (e o personagem manuseará a pistola em apenas dois momentos do filme: para ensinar Joey a atirar e para permitir que aquelas pessoas tenham tudo o que ele jamais poderá ter). A peculiar vestimenta, ocre como o empoeirado Oeste, dará lugar às roupas simples dos sitiantes, dos homens que trabalham com as mãos na terra, suor no rosto, construindo a civilização em paragens tão distantes. Shane gosta dos Starrets, e os Starrets gostam dele: Joe vê um homem capaz, que pode auxiliá-lo, Marian apaixona-se e o pequeno Joey idolatra o forasteiro, deixando-se fascinar pelo mistério que o rodeia. Em pouco tempo, toda a pequena comunidade irá acolhê-lo e ele se sentirá parte desse mundo – mas nunca será verdadeiramente.

Joe Starret é uma liderança entre os rancheiros do vale. Em reuniões vespertinas, tenta convencê-los da necessidade de se unirem contra os ideais monopolistas de Rufus Ryker, que deseja as terras de todos eles para suas pastagens. Das tentativas de comprá-las à intimidação física, Ryker fará de tudo para obter o que deseja, inclusive contratar um temido pistoleiro, Jack Wilson (Jack Palance), de sorriso cínico e imensa habilidade com a pistola, para afugentar e, se necessário, matar os colonos.

O mais belo dos westerns

Um dos maiores clássicos da história do cinema, Os Brutos Também Amam é um western incomum. É o único filme do gênero realizado por George Stevens, um mestre do cinema conhecido por sua versatilidade (dirigiu aventuras, musicais, comédias, dramas e épicos) e perfeccionismo, nominado cinco vezes ao Oscar de Melhor Diretor (tendo vencido duas vezes, por Um Lugar ao Sol e Assim Caminha a Humanidade) e seis vezes ao Oscar de Melhor Filme, além de ser o seu primeiro filme colorido. A princípio, Os Brutos Também Amam seria estrelado por William Holden, Katharine Hepburn e Montgomery Clift, a pedido do próprio Stevens, mas todos recusaram. Em seus lugares entraram o excelente Van Heflin, Jean Arthur (que, aos 53 anos de idade, já há cinco não atuava e retornou para esse filme apenas por ser um pedido do seu amigo Stevens, tendo aposentado-se definitivamente do cinema em seguida) e Alan Ladd, um astro de filmes policiais de pequena estatura (apenas 1,65), totalmente o oposto dos tradicionais cowboys dos westerns. Para o papel de Joey, o “espectador” dentro do filme, a estrela mirim Brandon De Wilde, em franca ascensão nos palcos da Broadway e que faleceria tragicamente aos 30 anos de idade em um acidente automobilístico. Interpretando Jack Wilson, a definitiva encarnação do mal, icônico vilão de chapéu negro e luva negra em uma das mãos, Jack Palance, indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (ao lado de De Wilde), e cujo papel marcaria sua carreira para sempre, vindo a interpretar inúmeros outros tipos similares. Completando o espetacular elenco, excelentes e tradicionais atores de westerns e outros gêneros em papéis coadjuvantes, como Ben Johnson, Edgar Buchanan, Emile Meyer e Elisha Cook Jr.

A direção meticulosa de George Stevens, conhecido por sua obsessão com enquadramentos e composições (ele levou 16 meses para editar o filme e somente na sequência em que Shane ensina Joey a atirar, que não dura mais que três segundos, 119 tomadas foram feitas), aliada à fotografia de Loyal Griggs (vencedora do Oscar), captura verdadeiras pinturas do Velho Oeste. Dos movimentos dos animais que pululam em cena (cervos, cavalos, vacas, cachorros e aves), aos detalhes dos cenários, tudo é precisamente calculado em Os Brutos Também Amam, que recria a vida no Velho Oeste com uma perfeição que raras vezes o cinema foi capaz de fazer, com adereços, construções e vestimentas autênticas, do período – muitos méritos para a figurinista Edith Head. Além disso, Stevens faz das Montanhas Rochosas o seu quintal. O que o Monument Valley foi para John Ford, as imponentes cordilheiras que cortam os Estados Unidos e o Canadá são para Stevens. As pitorescas paisagens são exploradas ao extremo, orlando close-ups e composições de extrema beleza.

Aqui eu abro um parênteses para falar especificamente do trabalho com animais realizado no filme, algo dificílimo de se fazer e que George Stevens executou com perfeição, como se os animais, a todo tempo, estivessem obedecendo exatamente as suas instruções. Destaque para o funeral e o enterro de Frank “Stonewall” Torrey (Elisha Cook Jr.), quando o cachorro toca a tampa da sepultura com sua pata (movimento finalmente alcançado quando o diretor resolveu colocar o treinador do animal dentro do caixão), em um momento profundamente triste; o cachorro de Grafton (Paul McVey) que se afasta de cena, cabeça baixa, quando Jack Wilson surge, e a troca de socos entre Joe e Shane, quando o último tenta impedir que Joe parta para uma armadilha, filmada com os animais do rancho (cavalos, vacas e o cachorro) ao redor, ouriçados e inquietos com a movimentação, saltando, relinchando e pisoteando perigosamente perto dos atores.

Sua câmera segura, tanto nos pequenos ambientes quanto nas paisagens infinitas de Wyoming, constrói sequências marcantes. Quando Shane é enviado por Joe para buscar um material no armazém, acaba sendo provocado por Chris Calloway (Ben Johnson), que joga um refrigerante em sua camisa, mas não reage. Posteriormente, quando todos os colonos vão em grupo ao local, Shane revida e uma luta visceral ocorre no bar contra Chris e todo o bando de Ryker, terminando com o auxílio de Joe, os dois contra todos, o local inteiro quebrado, enquanto Joey e Marian torcem e observam na soleira da porta. O assassinato de Torrey pelo covarde Jack Wilson é outra sequência de impacto, totalmente sem trilha, o eco do tiro percorrendo o vale como uma explosão, a fumaça espalhando-se na cena.

O seu cinema, o clássico cinema norte-americano, é também ele repleto de subtextos. Uma aula de como dizer tanto sem pronunciar uma única palavra. O imediato amor que Marian sente por Shane e a igual atração de Shane pela mulher do homem que ele está auxiliando, sentimentos culposos que ambos prontamente tratam de enterrar em suas mentes, conscientes de que não os levarão adiante – ela, por conta do seu casamento, ele, em respeito a Joe –, nunca é dito textualmente, nunca é tratado às claras – a própria percepção de Joe sobre aquilo é subentendida. Tudo é velado, insinuado; o amor é surdo, abafado. As expressões e os olhares narram aquilo que o roteiro não precisa verter em palavras. Shane, em tantos momentos, parece mesmo invejar a vida de Joe: casado com uma bela mulher, tendo um filho, um pedaço de terra, um lar. Uma vida inteira pela frente. Tudo que Shane não tem e nunca terá – e sabe disso. Não à toa impede Joe de cair na armadilha dos Rykers, mesmo sabendo que se ele morresse, tudo aquilo poderia ser seu.

Os Brutos Também Amam foi um estrondoso sucesso no seu lançamento, tendo terminado como a terceira maior bilheteria do continente em 1953 e uma das maiores da década de 1950. Imediatamente reverenciado como um dos maiores westerns de todos os tempos, agradou crítica e público por todos os lugares por onde passou. Indicado a seis Oscar, incluindo Melhor Filme, Os Brutos Também Amam foi selecionado em 1993 pela Biblioteca do Congresso para preservação no National Film Registry dos Estados Unidos para filmes que são “culturalmente, historicamente, ou esteticamente significantes“, e é o 45º melhor filme norte-americano de todos os tempos na prestigiada lista do American Film Institute (o terceiro entre os westerns).

Seu legado é duradouro. Clint Eastwood dirigiu o excelente Cavaleiro Solitário em 1985, um remake/homenagem ao filme, Sergio Leone homenageou duas sequências em obras suas (Por uns dólares a mais e Era Uma Vez no Oeste), e Shane, o personagem, seus diálogos, ou a obra em si, inspiraram uma série de TV e foram referenciados em tiras do Snoopy, quadrinhos dos X-Men, série de TV do Batman e uma infinidade de filmes, como Taxi Driver, Mad Max 2, Desejo de Matar e Os Bons Companheiros.

Um tributo ao Velho Oeste

Você viveu demais. Seus tempos acabaram“, diz Shane a Ryker. O poderoso barão de gado retruca: “Meus tempos? E quanto aos seus, pistoleiro?” Shane responde: “A diferença é que eu sei disso“. Ao encarar a batalha decisiva em prol não de si, como era nos tempos de outrora, de pistoleiro errante, mas dos interesses de toda uma comunidade, Shane vê chegar ao final o seu próprio estilo de vida.

Decidido a abandonar a arma, Shane precisa recorrer a ela para salvar aquela gente que o acolheu. O espetacular duelo contra Rufus, seu irmão Morgan e Jack Wilson, foi rodado dentro do bar contíguo ao armazém, em um cenário claustrofóbico e intimista, porque George Stevens tinha pouca experiência com ação em grandes espaços. Na fotografia estonteante na penumbra, à luz dos lampiões, desenrola-se a rápida sequência final, sob os olhos atentos de Joey (de participação crucial no desfecho) e seu cachorro, agachados aos pés da clássica porta de saloon do Velho Oeste.

Todos estaríamos em melhor condição se não houvesse arma alguma neste vale, inclusive a sua.” As palavras de Marian ecoam em sua mente. Um ferido Shane explica a Joe por que não retornará com ele: “Eu tenho que ir. Um homem tem que ser o que ele é, Joey. Não podemos mudar. Eu tentei, mas não funcionou para mim.” Despedindo-se do menino, Shane diz: “Agora volte para a sua mãe e diga a ela que está tudo bem, que não há mais armas no vale. (…) Volte para seus pais e cresça forte e direito. E, Joey, cuide deles. Dos dois“.

Na escuridão da noite, surge um dos mais belos finais da história do cinema. Ante os olhos marejados de Joey, não é Shane que parte em seu cavalo. É um mito. Que se despede para sempre. Seguindo noite adentro em direção aos distantes montes das cordilheiras de Wyoming, Shane parte cambaleante em direção ao seu destino derradeiro. “Shane! Volte!“, o estridente grito do pequeno Joey ecoa pelo vale como um apelo também do espectador, perfurante e sem resposta.

Os Brutos Também Amam é uma síntese do western enquanto gênero cinematográfico. George Stevens pretendeu deliberadamente criar uma obra que abrangesse tudo aquilo que o Velho Oeste já apresentou no cinema – e conseguiu, de maneira irretocável. O “Big Country“, a grande terra, com a imensidão de suas paragens, horizonte a perder de vista; a conquista e a colonização dessa região inóspita e repleta de perigos por uma gente simples e lutadora, que vai empurrando pouco a pouco as fronteiras do país para dentro dos rincões da América; o conflito contra aqueles que se acham os únicos donos da terra e fazem prevalecer suas vontades através da violência e da intimidação; os festejos no dia da independência, as danças, a alegria, a comida à mesa sempre farta, as casas sempre limpas e organizadas, os socos, as brigas, o saloon, o duelo, o homem solitário fugindo do seu passado, o homem que luta só… Todos os elementos arquetípicos do western encontram-se nele e Shane tornou-se um imortal na história cinematográfica, um mito do Velho Oeste. Sessenta e quatro anos após o seu lançamento, o mais belo dos westerns permanece esplêndido, misterioso e fascinante.

Os Brutos Também Amam (Shane) – EUA, 1953, cor, 118 minutos.
Direção: George Stevens. Roteiro: A.B. Guthrie Jr., baseado no romance deJack Schaefer. Música: Victor Young. Cinematografia: Loyal Griggs. Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance, Elisha Cook Jr., Edgar Buchanan, Emile Meyer, Ben Johnson, John Dierkes, Douglas Spencer, Ellen Corby, Paul McVey, John Miller, Edith Evanson.

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Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • Pulei direto pros comentários pra avisar que já tô de férias e agora mesmo irei assistir esse filme. Assim que acabar volto aqui pra complementar o que ele com certeza vai me acrescentar, e também pra dar aquela boa debatida sobre o mesmo.

    • Beleza. Shane é top 5 dos meus westerns prediletos.Espero que goste.

      • Tristemente venho informar que não consegui assistir. Só encontrei um release dele e nenhuma legenda era compatível. Tentei usar o atraso de áudio do app do VLC, sem sucesso. O celular é muito limitado, então só poderei assistir isso quando conseguir um computador de novo. Mas cara, li a crítica e bateu uma vontade de assistir sem legenda mesmo, só pra poder visualizar tudo que li. Excelente texto como sempre.

        • Que pena. Quando estiver com PC, assista. Para além de todas as qualidades que possui em direção, roteiro, atuação, trilha sonora e etc, Shane é um deslumbre visual.

  • Kleber Oliveira

    Cara, revirando o GiA eu encontrei essa crítica, só não comentei porque tinha se passado muito tempo. Já até baixei o filme mas ainda não vi, estava até empolgado para ver antes de Logan. Na verdade eu até comecei, só que não pude terminar. Que mancada. Bom, falar da belezura visual já está ficando chato, são cena incríveis. Lembrei da terceira imagem assim que li o título. Outro ponto são os diálogos, a frase “Agora volte para a sua mãe e diga a ela que está tudo bem, que não há mais armas no vale” é emocionante sem nem mesmo ter assistido ao filme.

    Um clássico desses não pode passar batido, eu tratarei de ver o filme o quanto antes, meu amigo. Parabéns pelo texto!

    • Valeu. As homenagens a Shane em Logan foram as coisas que mais me emocionaram no filme…rs Até a frase icônica de Shane foi referenciada por Laura no final. Shane é um filme extraordinário do começo ao fim. Está no meu top 5 de melhores westerns de sempre. Veja que não irá se arrepender.

    • Você acessa o site apenas pelo disqus? Se sim, segue o perfil do OVEST, https://disqus.com/by/aovest/, porque a página do site no disqus tá travada e não atualiza post nenhum. Esse disqus é extremamente bugado e o pior é que o suporte deles é nulo…rs

      • Kleber Oliveira

        Não apenas, mas bem mais. O app do Windows Phone é muito mais rápido e sem bugs (loucura). Vou adicionar já. Estava complicado esses dias mas estou um pouco mais livre agora.

        Ei, vai ver o filme do Aranha quando?

        • Também uso o app do WP de vez em quando (curiosamente é o único app estável do disqus que existe…rs), mas o disqus em si é um problema. Essa página (https://disqus.com/home/forum/www-ovest-com-br/) que é por onde o pessoal que só usa o disqus fica sabendo das novidades, não atualiza tem 4 dias. Vi várias pessoas reclamando nos fóruns, mensagens até de 2 anos atrás, mas nenhuma solução…rs

          Vou ver quinta, às 18:00.

  • Estephano

    “O mais belo dos westerns”, e olha que não é fácil ser isso ai não.
    Embora já tenhamos comentado sobre esse filme quando você postou no geeks in action, é sempre bom relembrar dele.

    Ser um dos melhores filmes da história de um gênero recheado de grandes filmes já diz muito sobre a qualidade, e seu texto já salientou bem sobre quais são.
    O gênero em si já possui um estio intimo, e aqui isso é executado de forma espetacular, a cena final desse filme é extremamente icônica e sentimental.

    Ao contrário do que o maior mito desse gênero costumava fazer, George Stevens levou um tempo considerável para produzir esse filme, hein? Ainda bem que deu um ótimo resultado. rs

    • Exatamente. Em um gênero recheado de composições de rara beleza, até mesmo em filmes “menores” e ‘fracos” (que dirá nos melhores!), ser o mais belo de todos já diz muito sobre Shane.

      Stevens era o oposto do estilo de Ford, mas também genial…rs

  • O típico personagem em busca de redenção, não é?
    Todas as vezes que vejo um retrato do velho oeste sendo bem feito, eu me impressiono. A obra de George Stevens, mesmo sendo sua única obra do gênero, reverberou até os dias de hoje. Eu me lembro de me interessar bastante pelo filme quando postou essa sua crítica pela primeira vez, Rodrigo, e de ter prometido a mim mesmo que veria ele após conferir o saudosismo de Logan por essa obra cinematográfica.
    Eu gosto do gênero (meu vô, assim como você, é fanático kkkk), e me sinto um pouco decepcionado comigo mesmo por ter assistido tão poucos westerns na vida.

    Ah, e relendo o post, eu, assim como você, continuo achando a “tradução” do título do filme horrorosa! kkkkkkkkk
    E eu continuo achando a morte prematura do Brandon De Wilde uma pena.

    Adorei reler essa sua crítica sem igual do mais belo dos westerns! Obrigado por essas experiências únicas de leitura, meu amigo!

    • O personagem em busca de redenção é um dos mais clássicos arquétipos do western. Dá pra ficar horas lembrando de filmes com essa figura. Shane foi um dos que melhor representou essa ideia do forasteiro fugindo de um passado que ele quer esquecer, mas que acaba sendo forçado a pegar em armas novamente para defender alguém. Valeu, meu amigo.

      obs: seu avô entende das coisas cinematográficas…kkkkkkkkk

      • Obs: Aquele velhinho é foda! Quando eu era pequeno, me apresentou várias coisas.
        Inclusive, acho que já até te falei… Assisti No Tempo das Diligências com ele. Mas foi há muuuuito tempo! kkkkkkk

        • Uma das minhas próximas metas é fazer um texto caprichado sobre No Tempo das Diligências pra substituir aquele texto bem curto que fiz lá no começo do canal.

          • Eu teria coragem de pedir para o meu avô ler. Ele adoraria!
            E eu estou esperando essa “remasterização”!

  • Thomaz Antônio F. Dantas

    Olá, Rodrigo!
    Obrigado por aprovar minha lista de Westerns no Filmow e, ao mesmo tempo, me informar sobre esta maravilhosa matéria sobre e à altura de Shane, o mais belo dos westerns, como você muito bem definiu. De tudo que já li sobre este filme internet afora, esta matéria é sem dúvida a melhor, a que melhor explora os tantos detalhes da irretocável obra de George Stevens. Um vez elaborei uma lista dos meus 10 westerns preferidos. “Rastros de Ódio” acabou ficando em primeiro lugar e “Shane” em segundo. Na verdade gosto dos dois filmes por igual, ambos são icônicos dentro de suas particularidades, cada um a seu modo. “Rastros de ódio” acabou ficando em primeiro simplesmente porque achei que seria ‘injusto’ um western de John Ford não ocupar esta posição. Esse foi o “critério de desempate” que usei. Por acaso “Os Brutos Também Amam” foi o primeiro filme de minha coleção, o inaugurador. Acho que comecei bem. Neste link você fica sabendo um pouco mais sobre minha paixão pelo cinema, westerns especialmente, e a importância de Shane nessa história. : http://westerncinemania.blogspot.com/search/label/Top-Ten%20Thomaz%20Ant%C3%B4nio.%20F.%20Dantas
    Parabéns! Um forte abraço!! Feliz 2018!!!

    • Muito obrigado pelos elogios. Feliz 2018!

      Rastros de Ódio é não só o meu western predileto, como meu filme predileto de sempre. Só a circularidade da abertura e do final já lançam essa obra-prima de Ford (também meu diretor predileto) ao topo. Foi o primeiro western que vi quando despertei meu interesse pelo gênero – já tinha visto outros na TV, especialmente spaghettis, mas até então nunca querendo especificamente ver um western. Infelizmente ainda não consegui terminar meu texto sobre ele – é o mal de escrever sobre algo que você gosta muito, parece que nunca está perfeito, você nunca fica satisfeito…rs Aliás, sobre western, que é o meu gênero preferido, eu escrevi pouco aqui ainda, justamente porque sempre quero fazer um texto que abranja tudo sobre o filme – e aí nunca termino…rs

      Você postou no Western Cinemania? Esse site é uma fonte inesgotável de conteúdo..rs Já li muita coisa de lá. O Darcy é uma enciclopédia. Queria escrever sobre western com a frequência dele…rs

      Excelente lista a sua. Só não vi ainda Jesse James e A Grande Jornada, do mestre Walsh – o filme mais antigo que vi com John Wayne foi Na Trilha da Verdade, de 1933. Montar um top 10 é difícil. Eu tenho certeza absoluta do meu top 5:

      1. Rastros de Ódio
      2. Era Uma Vez no Oeste
      3. Os Brutos Também Amam
      4. Onde Começa o Inferno
      5. Os Imperdoáveis

      A partir daí, fica complicado…rs Rio Vermelho, Consciências Mortas, Paixão dos Fortes, O Homem Que Matou o Facínora, Bravura Indômita, No Tempo das Diligências, Dança com Lobos, Caravana de Bravos, O Homem Que Luta Só, Meu Ódio Será Tua Herança, O Tesouro de Sierra Madre, Quando um homem é um homem, Quadrilha Maldita, O bom, o mau e o feio, Silverado… e isso porque ainda tem clássicos que não vi, como a trilogia da cavalaria de Ford.

      Aqui estão os textos de outros westerns sobre os quais postei no site: Paixão dos Fortes, Consciências Mortas, Amaldiçoada e A Qualquer Custo:

      http://www.ovest.com.br/2017/06/24/critica-paixao-dos-fortes-1946/
      http://www.ovest.com.br/2017/06/20/critica-consciencias-mortas-1943/
      http://www.ovest.com.br/2017/07/16/critica-amaldicoada-2017/
      http://www.ovest.com.br/2017/07/19/critica-a-qualquer-custo-2016/

      Você também escreve sobre filmes?

      Abs.

      • Thomaz Antônio F. Dantas

        Olá, Rodrigo!
        Não escrevo sobre filmes, a não ser através dos pequenos comentários do Filmow (que também são publicados por mim no Facebook, no nosso grupo Clássicos do Cinema, o qual te convido a fazer parte. Inclusive ali serão bem-vindos os links com as tuas publicações deste blog). Ali no WesternCineMania também aprendi muito sobre westerns e me senti honrado quando o amigo Darci me prestou aquela homenagem. Gostei de tua descrição da circularidade entre a abertura e o final de The Searchers, inclusive me identifiquei com Ethan Edwards naquele desfecho. Esse detalhe também pesou para que eu o colocasse em primeiro lugar. Aproveitando tua posição de Católico, gostaria de ver publicada aqui uma matéria sobre “A Canção de Bernadette” (“The Song of Bernadette”, 1943), a obra-prima-máxima de mestre Henry King, um dos 10 filmes favoritos de ninguém menos que John Ford. Em breve retornarei com prazer a este blog para ler teus demais textos sobre estes outros 4 grandes westerns.
        Aquele abraço!

        • A logo do site no momento é em homenagem a Star Wars, por causa dos filmes, sobre os quais o Victor escreveu, mas a primeira logo (acho que ela está no perfil do filmow) do site é com uma imagem de Rastros de Ódio…rs Sou fascinado por esse filme. E falo (e apresento) pra todo mundo…rs O próprio nome do site é oeste em italiano. Meio óbvio o motivo, né? rs

          A Canção de Bernadette tá na minha lista infinita de filmes sobre os quais escrever…rs Tentarei ver em breve. Estou com Uma Cruz À Beira do Abismo pra escrever também. Já escrevi sobre Paixão de Cristo, do Mel Gibson, e Silêncio, do Martin Scorsese, mas quando postava em outro site, ainda não repostei aqui. Ultimamente estou escrevendo sobre lançamentos atuais, daqui até o Oscar, mas estou tentando achar um jeito de voltar a escrever sobre filmes antigos também. Especialmente western. Gosto tanto do gênero e escrevi muito pouco sobre ele até agora.

          Não uso facebook. Depois vou fazer um perfil pessoal no filmow.

          Sinta-se em casa! Abraços.

          • Ghostface

            Aproveitando o espaço deixado sobre Catolicismo hehe… quais livros/obras de Bento XVI como Cardeal Ratzinger você recomenda Rodrigo?
            Felix 2018!
            Super atrasado cof cof.

          • Depende do interesse por que tipo de assunto. Se quiser compreender melhor o espírito litúrgico, as celebrações e os sacramentos, Introdução ao Espírito da Liturgia – fundamental. Esse livro me influenciou completamente quando tocava em missas quase dez anos atrás. Fez com que eu fosse capaz de rever muitas coisas erradas que fazíamos no serviço litúrgico – e o por que eram erradas, que é essencial para que você seja capaz de se corrigir. Fora esse, mais diretos sobre teologia e religião, o clássico Introdução ao Cristianismo, Fé, Verdade e Tolerância, O sal da terra. Os livros de entrevistas que especialmente Peter Seewald fez com ele, antes e durante o papado, também são muito bons. Infelizmente se acha muita pouca coisa dele em português. Começaram a publicar algumas coisas depois que ele tornou-se Papa, mas após a renúncia pararam. Ele é o maior teólogo do século XX. Lá fora publicaram a opera omnia dele, 18 ou 19 volumes reunindo tudo que ele escreveu e ensinou em sua vida acadêmica e episcopal. Dificilmente isso vai ser traduzido pro português…rs

            Feliz 2018.

          • Ghostface

            O Espírito da Liturgia já tava na minha lista faz um tempo, vou colocar agora nas prioridades. Das entrevistas com o Peter, eu já tinha visto nas livrarias “O Último Testamento”, porém só esse mesmo. No momento, ele é um dos meus Papas favoritos, dos mais recentes acho que só perde para São Pio X e Pio XII, e espero conhecer muito mais da sua grande obra.

          • Uma decepção que tenho é não tê-lo visto na JMJ do Rio, já que a renúncia se deu poucos meses antes. Era a única chance de acompanhar um evento com ele.

          • Ghostface

            Eita.
            Uma pena mesmo.

  • Pingback: Crítica | Logan (2017)()

  • Contato Gibis

    Caro Rodrigo,
    Sua avaliação de Shane é, seguramente, a melhor que li nestes anos todos que acompanho o filme. Irretocável, e com uma forma muito peculiar de abordar cada parte, cada cena, detalhe, muito bom mesmo.
    E digo isso com certa autoridade. Nasci em 1949, aproximadamente três anos antes da magnífica filmagem de George Stevens, e o assisti pela primeira vez aos 7 anos de idade, por volta de 1956, mas me lembro muito pouco desse momento. Era muito criança. Mas me empolguei com o filme, talvez por me identificar com o garoto Joey (Brandon de Wilde). E já na adolescência passei a procurar o filme incessantemente. Uma tarefa dificílima. Eu morava no interior de Minas e os filmes iam e vinham, raramente retornavam. Foi, então que, em 14 de dezembro de 1962, Shane voltou as telas do cinema de minha cidade. Confesso que foi um dos momentos de maior emoção que vivi. Dois anos depois mudei para São Paulo e passei a “caçar” Shane nos anúncios dos jornais.
    Importante dizer que não existia internet, nem mesmo as hoje ultrapassadas fitas VHS. Para vc ter uma ideia só em 1981 eu consegui uma cópia num Vídeo Clube, gravada de uma exibição da Rede Globo e que faltava uma parte, aquela em que a família retornava da comemoração, e Ryker os esperava na entrada da pequena propriedade, aliás considero esta uma das melhores partes do filme (Stevens foi um gênio), tanto nos diálogos (Meyer foi um gigante em sua atuação), quanto na identificação entre Shane e Wilson.
    Mas a partir daí, eu consegui uma boa fita VHS, o livro de Schaefer, o livro do Perdigão, colecionei centenas de comentários, comprei o DVD, aqui e nos USA, e finalmente o Blu-ray. Tenho dezenas de revistas com o filme, uma delas francesa e, pasme, um gibi em quadrinhos brasileiro desenhado por outro gênio, o Flávio Colin.
    Enfim, já vi Shane umas 150 vezes. E continuarei vendo. Muito da minha forma de agir eu me espelhei nele. Seus diálogos significam muito para mim.
    Eu tenho um site na internet sobre gibis e filmes e lá tem muita coisa sobre Shane. Se vc se interessar é https://70-anos-de-gibis.webnode.com
    Mas novamente eu quero registrar minha profunda admiração por sua brilhante análise de Shane: à altura de sua importância como um fantástico western.
    Parabéns!
    Afonso, Brasília

    • Afonso,

      muitíssimo obrigado pelos elogios ao meu texto e mais agradecimentos ainda por ter resolvido partilhar essa história tão incrível que você possui com essa obra-prima! Se eu, que vivi no auge do VHS, já achava difícil ver/rever certos filmes naquele período, nem dá pra imaginar como era quando nem sequer eles existiam. Eu imagino o impacto que essa obra-prima causou em você na adolescência, e essa “caçada” para reencontrá-lo e revê-lo conforme os anos foram passando certamente valeu a pena! Que jornada! E hoje com um clique encontramos o filme que quisermos…rs

      o assisti pela primeira vez aos 7 anos de idade, por volta de 1956 (…) em 14 de dezembro de 1962, Shane voltou as telas do cinema de minha cidade.

      Sonho um dia conseguir ver Shane nos cinemas – tive a sorte imensa de ver Rastros de Ódio, o meu western predileto, uns anos atrás, no Clássicos Cinemark. Shane está no meu top 5 de westerns, ao lado de Rastros de Ódio e Era Uma Vez no Oeste, Os Imperdoáveis e Onde Começa o Inferno.

      Tenho dezenas de revistas com o filme, uma delas francesa e, pasme, um gibi em quadrinhos brasileiro desenhado por outro gênio, o Flávio Colin.

      Esse gibi é a novelização direta do filme? Nunca soube da existência dele! Você tem no seu site?

      Por falar nisso, sensacional o seu site! Já está salvo e aberto por aqui e em breve vou explorá-lo =D.

      Enfim, já vi Shane umas 150 vezes. E continuarei vendo. Muito da minha forma de agir eu me espelhei nele. Seus diálogos significam muito para mim.

      Sinto-me extremamente feliz por ter escrito um texto sobre esse filme, que é um dos meus prediletos, que foi capaz de ser tão apreciado por alguém que, seguramente, é milhões de vezes mais fã do que eu, e conhece a fundo todos os meandros dessa obra-prima.

      Muito obrigado!

    • Impressionante acompanhar um pouco do seu relato, Afonso. Em uma época pré-Internet e pré-VHS, devia ser árdua a missão de adorar certo filme e não poder revê-lo quando desse vontade.

      Bem-vindo ao Ovest! 🙂
      (E, se depender do Rodrigo, vão conversar MUUUUUITO sobre Shane, e o gênero western como um todo)