Parábola é uma narrativa alegórica construída a partir de paralelos e analogias. Em uma parábola, uma lição é, ao mesmo tempo, ensinada e escondida – nas palavras do filósofo britânico Francis Bacon: “As parábolas são úteis como máscara e véu e também para elucidação e ilustração“. Sendo um recurso muito comum entre os antigos hebreus, as parábolas utilizavam-se de elementos da esfera terrestre, sensível, para evocar ensinamentos de uma natureza superior, celestial. As parábolas mais famosas da história (como a do bom samaritano [Lucas 10, 30-37] e a do filho pródigo [Lucas 15, 11-32]) foram contadas por Jesus Cristo e podem ser encontradas nos três evangelhos sinópticos – termo que designa a unidade entre os livros de São Mateus, São Marcos e São Lucas por conta do paralelismo de suas narrativas.

Existirá nas comics um personagem mais parabólico que o Surfista Prateado? Possivelmente não. Muitos consideram-no esquisito, estranho… Um homem nu e prateado que mais parece uma estatueta de premiação cinematográfica singrando a vastidão silenciosa do espaço sideral em cima de uma… prancha! Sim, ele é estranho, ele é esquisito, mas é justamente em sua figura única que reside parte do seu magnetismo. E foi o acaso (quantas vezes ele!) o grande responsável pelo nascimento de um dos mais icônicos personagens do universo dos super-heróis.

“…em algum lugar lá fora, além da mais longínqua estrela, o Surfista Prateado dispara…”

Uma das criações mais espetaculares da dupla Stan Lee e Jack Kirby, o Surfista Prateado surgiu pela primeira vez em março de 1966, em uma história do Quarteto Fantástico (The Fantastic Four #48), simplesmente uma das mais clássicas sci-fi das histórias em quadrinhos. A intenção de Stan Lee era introduzir uma ameaça à altura do supergrupo cuja revista aproximava-se do comemorativo número 50. Seguindo o famoso “método Marvel”, ele criou Galactus, o Devorador de Mundos, e passou a história para que Jack Kirby desenhasse a narrativa ao seu modo. Quando os desenhos voltaram, havia uma figura que não constava na sua história original: um alien careca e prateado. Questionado por Lee, Kirby argumentou que Galactus necessitava de um arauto, alguém que pudesse ir à frente e conferir se o planeta valia a pena ou não ser consumido. E acrescentou: “cansei de desenhar nave, então coloquei ele em uma prancha“. Lee aprovou a ideia e, fascinado com a postura nobre que o personagem emitia, passou a desenvolvê-lo nesse sentido. O resto é história: o personagem fez um sucesso imediato entre o público, ganhou revista própria em 1968 e tornou-se objeto de culto entre os estudantes universitários dos EUA durante a década de 1970, sendo reverenciado até mesmo no cinema na década de 1980.

O prateado navegante dos mares galácticos sempre diferenciou-se dos demais super-heróis por seu estilo, pelo tom filosófico de suas histórias, o lirismo de seus diálogos, a tristeza evocada por sua figura solitária, singrando a vastidão do espaço acompanhado de uma prancha simbiótica à sua figura, em cor e espectro. Norrin Radd é espiritual, possui um senso de nobreza latente e profundo e um fervor religioso em atitudes e condutas irrepreensíveis. É ingênuo, confiante e misterioso. Idílico. O personagem de quadrinhos norte-americanos que não parece um personagem de quadrinhos norte-americanos, nem mesmo aparenta ser propriamente um super-herói, mas sim um trovador, uma figura de utopia, o cavaleiro voador brilhante que, “em algum lugar lá fora, além da mais longínqua estrela, dispara” [Stan Lee].

O encontro de dois gigantes

A graphic novel Surfista Prateado: Parábola (publicada originalmente como uma minissérie em duas partes) surgiu por mero acaso (novamente ele). Os lendários Stan Lee e Jean “Moebius” Giraud encontraram-se em uma feira de livros na Califórnia, em 1988. Conversaram e almoçaram juntos, trocando gentilezas e elogios até que o amigo e representante de Moebius, Jean-Marc Lofficier, voltou-se para ele e perguntou: “Por que você e Stan não fazem uma história juntos?“. Um entusiasmado aperto de mão selou a parceria.

Mas qual seria o personagem? Foi o próprio Moebius a mencionar durante a conversa que achava o Surfista Prateado um personagem muito fascinante. Era justamente o que Stan Lee esperava ouvir. Excessivamente tentadora era a ideia de imaginar o espetacular artista francês, de traços tão pungentes e líricos, emprestando todo o seu talento para desenhar o cruzado estelar, o mais poético e contemplativo dos personagens das comics. Faltava o tema.

Após dias de pesquisa, Stan Lee lembrou-se que, ao longo dos anos, inúmeras eram as cartas de fãs que elogiavam e admiravam o tom quase que religioso das histórias do Surfista Prateado. Nascia então a história, que reintroduz Galactus sob uma nova ótica, narra um conto repleto de múltiplos significados e reimagina a Terra e o seu povo daqui a alguns anos, em um futuro não necessariamente específico, todos os elementos ideais para o estilo etéreo da arte de Moebius, que distinguiu-se em sua carreira por quase sempre desenhar mundos futuros – e que trabalhou pela primeira vez com o chamado “método Marvel”, recebendo de Stan Lee um enredo detalhado de seis páginas, mas sem diálogos.

Jean Henri Gaston “Moebius” Giraud, falecido em 2012 aos 73 anos, foi um talento raro. O lendário francês foi um dos ilustradores mais prestigiados da Europa e criou obras clássicas dos quadrinhos, como o western Blueberry e a ficção-científica Métal Hurlant, além de ter sido responsável pelo design, arte ou concepção visual de vários filmes clássicos como Alien, O Quinto Elemento, TRON, O Segredo do Abismo, Willow e o storyboard do mais influente dos filmes que nunca saíram do papel: Duna, de Alejandro Jodorowsky, que influenciou direta ou indiretamente praticamente todos os filmes de ficção científica que vieram depois, de Star Wars a Blade Runner. Sua arte intrigava e fascinava, sendo muitas vezes classificada como esquizofrênica.

“Não existe desonra no fracasso. Existe só uma grande vergonha. A covardia de não ter tentado.”

Surfista Prateado: Parábola é simples, como são as parábolas, mas sob o véu da sua pretensa simplicidade escondem-se camadas de subtextos morais e filosóficos. Em uma época indefinida no futuro, quando a humanidade não conhece mais os super-heróis, Galactus retorna à Terra. Em um passado agora distante, o Devorador de Mundos havia jurado não consumir o planeta. Livre dos sentimentos humanos, a terrível força cósmica nunca quebra uma promessa, mas, consumido pela fome, rebaixa-se a um ardil: permitir que a humanidade destrua a si mesma.

“Eu sou Galactus! O momento é meu! O poder é meu! A majestade é minha! Por tempo demais vocês chafurdaram na guerra, suportaram a pobreza e foram acossados pelo crime. Em troca de sua adoração, trago-lhes uma nova era. (…) Vim aqui para libertá-los! Libertá-los da culpa e das inúteis leis dos homens! Se quiserem ser salvos, façam o que quiserem, tomem o que quiserem. Não existe nada errado, não existe pecado, prazer é tudo! Assim falou Galactus!”

Um culto rapidamente surge em torno da pretensa divindade cósmica e um oportunista charlatão religioso, Colton Candell, ansioso por poder, aproveita-se disso para apresentar-se diante do mundo como o profeta responsável pela vinda de Galactus. O materialismo pregado pelo Devorador de Mundos leva a humanidade ao caos em pouco tempo, com perseguições sendo empreendidas contra todos aqueles que ousam discordar da sua palavra suprema.

Norrin Radd, o ex-arauto de Galactus, vive há muito tempo aprisionado na Terra, castigado por seu ex-mestre. Ele vagueia pela cidade como um mendigo, desencantado da humanidade que um dia tentou entender e que tanto amou. Ciente do destino cruel que será empreendido contra a raça humana, o Surfista Prateado resolve lutar uma batalha que ele sabe que não tem como vencer e desafia seu antigo mestre, ao mesmo tempo em que tenta clarear a mente das pessoas iludidas por suas promessas. A morte de Elyna, irmã de Colton Candell, faz com que as pessoas percebam o quanto Galactus não se importa com a humanidade, e todos voltam-se contra ele. Fiel ao seu juramento, e ciente de que não alcançaria mais o intento desejado, Galactus liberta seu ex-arauto do aprisionamento na Terra e parte para os confins do universo em sua interminável busca por saciar sua fome. Enquanto isso, o Surfista Prateado discursa na ONU, saudado como herói. Salvador. Deus. Em pouco tempo as pessoas começam a adorá-lo do mesmo modo que fizeram com Galactus. O cavaleiro prateado toma uma medida extremada em seu discurso, atrai a ira das pessoas e parte para a vastidão do espaço sideral.

“O pior destino de todos, em meio a inúmeros mundos e incontáveis estrelas, é ser eternamente solitário.”

Excelsior!

Surfista Prateado: Parábola é indispensável por vários motivos. É uma das melhores HQs do Surfista Prateado, uma das melhores da Marvel Comics e o encontro único entre duas das maiores lendas das histórias em quadrinhos, de duas escolas completamente distintas: o norte-americano Stan Lee e o francês Moebius.

A arte de Moebius é deslumbrante – e diferente não poderia ser. O artista francês está no panteão dos mestres dos quadrinhos, ao lado – não abaixo – de lendas como Jack Kirby e Steve Ditko. O Surfista Prateado é um personagem que encaixaria-se perfeitamente nos mundos criados pelo francês e o resultado visto em Surfista Prateado: Parábola é a prova disso. O Surfista Prateado de Moebius é elegante, gracioso, parece flutuar em todos os quadros – uma das melhores versões já feitas do personagem, talvez a melhor. Sua arte fluída, quase como um storyboard sofisticado, é desenhada levemente, sem preencher os quadros com traços excessivos e desnecessários, acrescida de uma paleta de cores propositadamente limitada, fria, que evoca uma tristeza inerente ao universo do personagem. O Galactus de Moebius parece realmente uma divindade, e não somente um alienígena gigante. O artista francês desenha o Devorador de Mundos com um senso de escala único, e o personagem surge monumental, majestoso e imponente em todos os quadros da graphic novel, minimizando todos os personagens que com ele contracenam. Ainda sobra espaço para um nível de detalhamento incrível de personagens que aparecem em apenas um quadro, além dos extraordinários arranha-céus da cidade – até mesmo o letreiramento foi feito por Moebius, prática comum na Europa, mas incomum nas comics norte-americanas. O resultado final é uma obra de arte visual, com uma estética única dentro das histórias em quadrinhos norte-americanas – você nunca viu nada igual a isso e provavelmente nunca mais verá.

Stan Lee encontrou no Surfista Prateado o porta-voz perfeito para escrever o que ele queria sobre a existência, a humanidade e suas contradições e as belezas do mundo. O Surfista Prateado testemunhou a extinção de civilizações inteiras, a maioria delas levadas até Galactus por ele próprio. Sua vida é uma expiação eterna sobre suas próprias culpas. O personagem sempre trouxe o melhor de Stan Lee. Surfista Prateado: Parábola é um comentário crítico extremamente contundente sobre o fanatismo religioso – e não somente sobre ele, mas sobre tudo que divide a raça humana em polos de violência desmedida. É um conto também, como nota o próprio Moebius, sobre a solidão, a falta de compreensão e a luta pela verdade.

Se por um lado é notável o talento publicitário de Stan Lee e a sua capacidade única para imaginar personagens fantásticos, por outro lado não é pequena a quantidade de pessoas que não enxergam nele um grande escritor. Estão profundamente enganadas. Nunca leram as suas histórias e precisam ler Surfista Prateado: Parábola. Prestigiada com o Eisner de Melhor Série Limitada em 1989 e indicada como Melhor Álbum Gráfico (prêmio vencido por A Piada Mortal de Alan Moore e Brian Bolland), a graphic novel é a prova do talento de Stan Lee, que desenvolve aqui uma das suas melhores histórias. Produzida em uma época de transição nas comics norte-americanas, que alcançavam um nível maior de sofisticação, já experimentando o impacto de obras como Demolidor e Batman de Frank Miller e Watchmen de Alan Moore, o estilo característico de Stan Lee, oriundo da Era de Prata, faz-se presente, com seus diálogos rebuscados e quase teatrais mais inspirados do que nunca, mas ao mesmo tempo amalgamado ao espírito sombrio e desencantado que a era das HQs adultas iniciara na década de 1980.

No fim, talvez a maior lição dessa parábola criada por Stan Lee e Moebius é deixar-nos um questionamento: o que mais nos atrai nos super-heróis? Os seus imensos poderes ou os valores que eles representam? A persona do Surfista Prateado grita a cada quadro e a cada balão de fala para que a segunda opção seja a resposta escolhida. Infelizmente essa pequena obra-prima não exerceu a devida influência no universo das comics que vieram a seguir. Surfista Prateado: Parábola permanece escondida, sob um véu, deixando-se revelar apenas para aqueles que destrincham suas páginas que parecem tão alienígenas ao estilo das comics norte-americanas quanto o alienígena Norrin Radd diante da humanidade.

Surfista Prateado: Parábola (The Silver Surfer: Parable #1 e #2 – EUA – 1988/1989, Epic Comics, Marvel Comics)
Roteiro: Stan Lee Arte, arte-final e letras: Moebius Cores: Mark Chiarello e John Wellington (sobre o trabalho-base de Moebius)

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Sobre o Autor

Rodrigo Oliveira

Católico. Desenvolvedor de eBooks. Um apaixonado por cinema – em especial por western – e literatura. Fã do Surfista Prateado e aficionado pelas obras de Akira Kurosawa, G. K. Chesterton, John Ford, John Wayne e Joseph Ratzinger.

  • Felipe Pinheiro

    Descobri esse site novo site hoje. Excelente resenha Rodrigo! Comprei esse ano o encadernado e já é facilmente uma das minhas melhores leituras de quadrinhos esse ano. O roteiro do Lee é impecável e arte do saudoso Moebius é sem palavras

    • Valeu. Tem poucos dias que Victor (Jipeiro) e eu fizemos o site, e nem chegamos a divulgá-lo direito. Essa história do Surfista é realmente incrível em todos os aspectos.

      • Felipe Pinheiro
      • Joseph 2.0

        Estou com ódio de ti, nunca me indicaste este site

        • Mas você já comentou aqui em um post bem antigo…rs É o Joseph, certo?

          • Joseph 2.0

            yes rsrs não lembrava, to salvando na minha lista então

          • Beleza. Salve aí nos favoritos! Em resenha de HQ estamos bem relapsos (e o @disqus_LYRjUKya2j:disqus não posta uma faz tempo), mas tem muito texto sobre filme…rs

          • Joseph 2.0

            Saudades cara, não te via no LH faz tempo

          • Quase não entro lá. Postam poucas notícias e a maioria do que postam é lista…rs

  • Creio que comentei nessa sua resenha lá no GIA, mas enfim, não conhecia esse lado filosófico dele (tudo que eu sabia sobre o personagem veio do filme do FF), mas é interessante demais essa abordagem. Isso mostra que mesmo personagens desconhecidos do grande público rendem boas histórias quando bem trabalhados e construídos, coisa que o Lee tira de letra. Quanto a arte do Moebius, eu sigo o Bendis no Tumblr e de vez em quando ele faz umas “sessões” de determinados artistas, reblogando e postando vários desenhos do mesmo. E foi justamente numa dessas que conheci a arte do Moebius. Foi amor a primeira vista tanto que fiquei logo imaginando como seria ler uma história contemplando esse traço magnífico dele. Bom, eis aqui a história, só me resta conhecê-la.

    • Valeu. O grande diferencial do Surfista é esse aspecto de nobreza que o Lee resolveu criar nas suas histórias. Sempre deu ao personagem uma aura muito mais de quadrinho europeu do que de comics de super-heróis. E o encontro com um gênio como Moebius mostrou o quanto o personagem combina à perfeição com esse estilo. Sua arte etérea e o Surfista Prateado nasceram um pro outro. Na minha opinião ele foi quem melhor desenhou o personagem. Uma pena que foi em apenas uma graphic novel.

  • Mr. Doom

    Excelente resenha, Rodrigo. Lembro de ter lido no GIA e foi através dela que conheci esta história espetacular. Mostra perfeitamente o lado filosófico do Surfista Prateado, além de ser uma história que foge dos “padrões” que vemos nos quadrinhos. Bom, com roteiro de Stan Lee e e a icônica arte de Moebius (que casou perfeitamente com o Galactus), não vejo como poderia ter sido diferente, rs.

    • Valeu. Parábola é muito mais HQ europeia do que americana. Até mesmo no roteiro do Lee. Talvez por isso tenha ficado tão esquecida. Gostaria muito de ter visto o Moebius desenhar o Surfista Prateado e o Galactus mais vezes. Parece que os personagens foram criados para o seu traço.

  • Ótima crítica!

    Nunca tinha ouvido falar nessa história.

    • Valeu. Essa HQ é desconhecida mesmo. Infelizmente foi eclipsada pelas demais HQs adultas de Moore Miller do mesmo período.

  • Pedro, o Homem Sem Medo

    “O pior destino de todos, em meio a inúmeros mundos e incontáveis estrelas, é ser eternamente solitário.” https://uploads.disquscdn.com/images/700d280f823091618dee70bc6fb305628c2bef747f58968b9abdf146eb7ee1ce.jpg

    É impossível ler e não se apaixonar por Norrin Radd, o filho favorito de Stan Lee. Poucos personagens conseguem me fazer refletir como o Surfista Prateado.
    Parabéns pela resenha esplendorosa, meu amigo. Norrin merece um fã do seu calibre:-)

    • Pedro, a quanto tempo, my friend rs

    • Valeu, meu amigo. O Surfista Prateado é incomparável. Impossível não tornar-se fã depois de conhecer algumas de suas histórias.

    • Essa frase ficou durante meses no meu status do whatsapp! kkkkkkkkkkkkk
      Ela simplifica tudo, de uma maneira primorosa.

      • Pedro, o Homem Sem Medo

        Tenho ela em minha memória. Não! Tenho ela em meu coração.

  • Rodrigo, reprisarei meu comentário feito tempos atrás, quando postou esse texto pela primeira vez, pois o sentimento não mudou.

    Tecer comentários quanto a mais um excelente post seu não irá conseguir mensurar o que eu senti lendo ele. Rodrigo, você já fez posts espetaculares (quer dizer… só fez posts espetaculares), mas esse em especial conseguiu me emocionar. Quando falou do Jack Kirby, e suas influências na criação do Surfista, além de toda a devoção à arte do Moebius, eu juro que arrepiei, e me emocionei. Parabéns, parabéns, parabéns!

    Eu terminei essa incrível leitura agradável, e pensei: “Meu Deus, como eu nunca li essa obra antes na minha vida? Como?”. Então, quando finalizei, fui correndo procurá-la na internet para ler. Bem, cá estou, após apreciar a segunda leitura mais agradável de meu dia.
    Que história espetacular. Os anos 80 se mostram cada dia mais sensacionais para o mundo dos quadrinhos, quando, aos poucos, vou descobrindo mais e mais obras colossais que foram feitas nessa incrível época. Como você mesmo disse no post, esse quadrinho ficou “escondido” perante todas as outras grandes histórias da época.

    A HQ estava em promoção na Amazon poucos dias atrás (não lembro se cheguei a comentar com o Pedro), custando em torno de seis reais (sim, você não leu errado… Seis reais). Não comprei, pois não conhecia sua importância. Que arrependimento.
    [Atualização]: Hoje em dia eu possuo a obra em minha coleção. Tempos após comentarmos sobre ela, a promoção voltou e eu não perdi (não era nem louco de perder kkkkk). Quando ela chegou, reli e confesso que o sentimento de adoração só aumentou.

    • Valeu, meu amigo. É, essa HQ ficou anos sem ter relançamento. Pensando que nunca iam relançar, comprei por 69,90 mesmo em uma loja de quadrinhos que ainda tinha. Semanas depois a Amazon colocou à venda por 21,90…kkkkkkkkkkk E ainda fez essa promoção relâmpago de 6,00…rs Ao menos as promoções de outras HQs compensaram o gasto maior nessa. E essa vale a pena…rs Absolutamente necessária de se ter na coleção. Que bom que você a leu, e gostou dela.

    • Pedro, o Homem Sem Medo

      Dcneco safado…kkkkkkk

  • Pingback: Resenha | Watchmen()

  • Resenha maravilhosa!
    Eu ainda não li esta obra, mas pretendo…

    • Valeu. Leia quando puder, [e uma das melhores HQs das comics americanas, e um encontro raro de dois mestres de escolas distintas.

  • Max Eisenhardt

    Lembro de quando você postou essa resenha, no início do ano. Fiquei querendo comentar, mas não tinha conta no disqus, e tive uns problemas para me cadastrar. Enfim, eu estava esperando a encomenda dessa graphic chegar – peguei naquela promoção de R$6,50 que o Jipeiro mencionou -, e criei um maior interesse pela obra por causa dos seus comentários a respeito do Surfista. Só posso ser muito grato por isso. É uma HQ fantástica, uma pequena obra-prima, de fato!

    Antes tarde do que nunca, é ótimo poder comentar aqui. =D Parabéns por mais uma excelente resenha, Rodrigo!

    • Obrigado! Com Stan Lee e Moebius juntos não tinha como não sair um clássico. E você fez um ótimo investimento, e ainda pagou uma pechincha por ele…rs

      • Max Eisenhardt

        Putz, vc nem imagina. Além de Parábola, peguei Maus, de Art Spiegelman – se não leu, LEIA! -, por um preço supimpa. Duas das minhas melhores aquisições. ^^

        • Maus está na minha lista de resenhas futuras. Falta-me tempo pra escrever sobre…rs

          • Max Eisenhardt

            Eu já ia pedir por uma futura resenha, rsrsrs. É uma das melhores HQs de todos os tempos, senão a melhor. Eu particularmente fico muito indeciso entre The Dark Knight Returns​, Sandman, Watchmen e Maus.

            Sem pressa para fazer a Resenha. 😉

          • É espetacular. Tenho que tirar um tempo pra escrever (e antes, reler). A melhor HQ de todas pra mim é Lobo Solitário. Outra sobre a qual escreverei (já tenho um rascunho grande), mas também preciso reler.

          • Max Eisenhardt

            Lobo Solitário é bem conceituado, mas nunca li 🙁 Preferi não adquirir nesse relançamento da Panini, pois sabia que não conseguiria acompanhar, caso de Vagabond, que peguei até o volume 6-7, e ainda perdi a publicação de um…rs’

            Vejo que vc é muito fã de cultura japonesa, não tinha percebido. Estou querendo assistir os filmes de Kurosawa, a propósito, que sei que vc gosta muito. Recomenda começar por qual? Eu pensei em Dersu Uzala.

          • Lobo Solitário eu tenho completa da primeira publicação da Panini. Acompanhe pela Amazon, colocando as edições nos favoritos que não perderá…rs Vale muito, mas muito, a pena. É um colosso em história e arte. Eu estou comprando agora Novo Lobo Solitário, que até então era inédita no Brasil.

            Akira Kurosawa só fica atrás de John Ford na minha preferência…rs E Kurosawa tem muito de Ford, o japonês era fanático por ele, e ambos tornaram-se amigos até o fim da vida. É mais um sobre o qual tenho que escrever mais =( Em breve vou repostar o texto de A Fortaleza Escondida que postei no Geeks, único sobre ele que fiz até agora. Pode começar por qualquer um. Dersu Uzala é uma boa escolha. É como Ford, por onde você começar, estará bem…rs O primeiro filme dele que vi foi Um Domingo Maravilhoso, simplesmente primoroso.

          • Max Eisenhardt

            Muito bem. Por recomendação sua, Lobo Solitário será leitura obrigatória, a partir de agora. =D

            O que me chamou a atenção em Kurosawa foi a influência de filmes como Yojimbo e Os Sete Samurais, que fundamentaram clássicos do faroeste, como Por um Punhado de Dólares e Sete Homens e um Destino – além, é claro, de todo o reconhecimento por parte dos amantes de cinema. Dersu Uzala despertou meu interesse, parece ser muito bonito.

          • Não vai se arrepender de ler Lobo Solitário…rs

            Sim. E o legal é o seguinte. Tem muito de western nos filmes do Akira Kurosawa, mas muito mesmo…rs No texto de A Fortaleza Escondida falo sobre isso. A influência do John Ford é notória. Kurosawa pegou as características arquetípicas do gênero e redefiniu o cinema samurai. No Tempo das Diligências era um de seus filmes prediletos e influenciou demais Os Sete Samurais. E aí, no início da década de 1960 o western vinha em baixa, poucas produções, e o cinema de Kurosawa chegou nos EUA e na Europa, e influenciou a retomada do gênero, com um estilo diferente, por caras como Sergio Leone e Sam Peckinpah – sem contar as influências em tudo que é filme e diretor, de Star Wars a Coppola.

            Eu tenho um texto de Sete Homens e Um Destino que postei no Geeks, mas que vou reler e dar uma lapidada, e nele eu começo falando de Os Sete Samurais.

          • Max Eisenhardt

            Só agora fiquei sabendo da influência de Ford na carreira de Kurosawa. Não sabia nem que eram amigos… Sei de droga nenhuma mesmo. kkkkk Vou ler os textos de A Fortaleza Escondida e Sete Homens e um Destino no Geeks. Devem me informar mais sobre essas obras, como sempre, rs’.

          • Vou repostar os dois aqui em breve.

  • N1N6U3M

    O site está bem interessante, descobri por acaso ao ver a indicação no seu perfil…

    Essa história é bem legal, já a conheci por indicação sua, Rodrigo.

    Boa sorte ao projeto de vocês.